Um passo de cada vez

Há erros silenciosos que não nascem do que fizemos, mas do que permitimos. Erros que não se escrevem em folhas, mas na pele. E um dos mais pesados é esquecermo-nos de nós na ânsia de sermos aceites pelos outros.
A cada vez que tentamos caber em molduras alheias, ficamos mais pequenos dentro de nós.
A cada vez que nos apagamos para agradar, é a nossa própria chama que se apaga primeiro.
Até que um dia percebemos que acertar com o mundo não vale nada se nos perdermos no processo.
É preciso coragem para assumir que errámos connosco. Mas é nessa coragem que nasce a libertação, porque um erro não é o fim. É apenas a fronteira de onde se começa a reerguer a nossa verdade.
Quem entende isto, entende que a maior vitória não está em agradar ao outro, mas em resgatar-se a si. E só então, finalmente, a vida volta a respirar no compasso certo,nem que seja um passo de cada vez!

Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️