AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
Por isso, convém lembrar que nem todas as batalhas fazem barulho e que ninguém deve sentir vergonha por ter dias em que a cabeça parece uma estação de comboios em hora de ponta.👀😂😂
A ansiedade tem uma particularidade curiosa: consegue transformar um dia perfeitamente normal numa reunião de emergência dentro da nossa cabeça, sem convocatória e sem direito a intervalo. Às vezes, o corpo está quietinho no sofá, mas a mente já foi ao futuro, resolveu problemas que ainda não existem e regressou com uma lista de preocupações para o resto da semana. Enfim, uma eficiência que, aplicada a outras áreas da vida, dava muito jeito! 🤣🤣 Brincadeiras à parte, a ansiedade cansa. Nem sempre se vê, nem sempre se explica e, muitas vezes, esconde-se atrás de um sorriso e de um «está tudo bem». Por isso, convém lembrar que nem todas as batalhas fazem barulho e que ninguém deve sentir vergonha por ter dias em que a cabeça parece uma estação de comboios em hora de ponta.👀😂😂 É importante aprender a respeitar os nossos limites, pedir ajuda quando precisamos e compreender que não temos de estar bem todos os dias para sermos fortes. A ansiedade não define ninguém. Somos muito mais do que os nossos medos, as nossas inquietações e os cenários dramáticos que a nossa imaginação, às vezes, produz com um orçamento digno de Hollywood.😂😂😉 E por aqui, a Miúda Gira vai tentando fazer as pazes com a própria cabeça, respirar fundo e lembrar-se de que nem todos os pensamentos precisam de uma resposta imediata. Afinal, há problemas que se resolvem com tempo, outros com coragem e alguns que, depois de uma boa noite de sono, até perdem o protagonismo. Sejamos gentis connosco. Nem sempre conseguimos controlar o que sentimos, mas podemos aprender a não nos julgarmos por isso. ❤️ Com humildade, um sorriso e a esperança de que, um dia, a minha cabeça também aprenda a tirar férias sem levar a lista de preocupações na mala. 😁🥰
precisamos de decifrar tudo à primeira. As emoções não são inimigas nem precisam de ser escondidas numa gaveta.
Se as emoções viessem com um manual de instruções, talvez evitássemos alguns disparates… ou, pelo menos, sabíamos em que página procurar quando o coração decide fazer birra e a cabeça resolve complicar! 🤣🤣🤣 A verdade é que nem sempre percebemos o que sentimos. Há dias em que estamos felizes sem saber bem porquê, outros em que uma pequena coisa nos tira do sério e ainda aqueles em que duvidamos das nossas próprias emoções. Sentimos, questionamos, voltamos a sentir e, pelo meio, fazemos uma reunião connosco próprias que nem sempre chega a conclusões!👀 Com o tempo, vamos aprendendo que não precisamos de decifrar tudo à primeira. As emoções não são inimigas nem precisam de ser escondidas numa gaveta. São sinais que nos ajudam a perceber o que nos faz bem, o que nos incomoda e aquilo a que talvez devêssemos prestar mais atenção. Conhecer o nosso código emocional não é controlar tudo o que sentimos, mas aprender a escutar-nos sem nos julgarmos por isso. Afinal, somos humanos, não máquinas programadas para funcionar sempre na mesma frequência. E, se por vezes o nosso sistema emocional bloqueia, talvez uma pausa, alguma paciência e um café ajudem a reiniciar o programa! ☕😅😎 Porque nem sempre precisamos de ter todas as respostas. Às vezes, basta aprendermos a tratar os nossos sentimentos com um bocadinho mais de compreensão… e a nós próprios com menos exigência. ❤️
E, como se tudo isto não fosse suficiente, os três gatinhos tinham vindo atrás deles!
— Quero esclarecer uma coisa! — declarou Fenando, abrindo a porta. — Ninguém vos convidou para entrar!🤔🤣🤣🤣
Pirata entrou primeiro. Tremoço saltou para o sofá. Sardinha dirigiu-se à cozinha.
Jacks observou a cena, impressionado.🤣🤣
Capítulo 170 — Três Gatos, Quatro Sarilhos e Bolachas em Perigo! 👀😁🤣
Depois da perseguição desde o cemitério, a irmandade chegou finalmente a casa. Fenando ainda não tinha recuperado a paciência, Jacks continuava convencido de que alguém lhes queria roubar as bolachas e Alberto… bem, Alberto continuava a pensar nas palavras do pai: «Foste muito rico e inventaste uma coisa extraordinária.»👀👻 E, como se tudo isto não fosse suficiente, os três gatinhos tinham vindo atrás deles! — Quero esclarecer uma coisa! — declarou Fenando, abrindo a porta. — Ninguém vos convidou para entrar!🤔🤣🤣🤣 Pirata entrou primeiro. Tremoço saltou para o sofá. Sardinha dirigiu-se à cozinha. Jacks observou a cena, impressionado. — Têm iniciativa! Gosto disso!🤣🤣🤣 — Jacks, eles acabaram de invadir a nossa casa!🤣🤣🤣 — Não invadiram. Estão a fazer uma visita sem marcação. Fenando revirou os olhos. — Um dia destes, fujo de casa e deixo-vos a todos a viver num circo!🤣🤣🤣 Depois, virou-se para a irmandade e anunciou, com a seriedade de um diretor de operações: — Temos de encontrar uma solução. Estes gatinhos precisam de uma família responsável. Vamos procurar quem os queira adotar! Jacks ficou horrorizado. — Adotar?! Os três?! Mas acabámos de nos conhecer! Já somos praticamente uma família!🤣🤣 — Jacks, há cinco minutos querias saber quem nos perseguia e agora estás a organizar um Natal felino!🤣🤣🤣 — Tenho um coração generoso! — Tens é medo de ficar sem companhia para roubar as minhas bolachas! Alberto nem ouviu a discussão. Continuava preso às recordações que não conseguia recuperar. Foi Pirata quem quebrou o silêncio: — Nós conhecemos aquele cemitério. E sabemos uma coisa sobre o teu nome, Alberto Crespo.🕵️♂️🤔 Alberto levantou imediatamente a cabeça. — O que sabes? — Às vezes, aparece lá um homem que fica junto ao teu jazigo. Leva papéis e procura uma fotografia escondida atrás de uma pedra. Fenando agarrou no caderno de investigação. — Uma fotografia escondida? E só te lembraste de contar isso agora?!🤣🤣 — Ninguém me perguntou antes — respondeu Pirata, tranquilamente. Jacks abanou a cabeça. — Este gato tem mais jeito para guardar segredos do que o Alberto para se lembrar deles! — Continua, Pirata! — ordenou Fenando. — Uma noite, ouvimos o homem dizer ao telefone: «O filho nunca pode descobrir o que o pai escondeu.» Alberto ficou imóvel. — O meu pai… Tremoço aproximou-se e acrescentou: — E havia uma mulher com ele. Tinha uma fotografia na mão e dizia sempre o nome de Carla. O silêncio instalou-se na sala. A mulher de Alberto, a sua vida esquecida e o segredo do pai pareciam estar ligados por um fio que ninguém conseguia ainda ver. Fenando coçou os bigodes. — Portanto, temos um pai misterioso, uma invenção desconhecida, uma fotografia escondida e alguém que não quer que Alberto descubra a verdade. Sardinha levantou uma pata. — E temos fome.🤣🤣🤣 Jacks abraçou a caixa das bolachas. — A fome compreendo. Mas cada um trata da sua! — E quanto à adoção, fica decidido! — insistiu Fenando. — Amanhã começamos a procurar famílias para os três. Pirata olhou para Tremoço. Tremoço olhou para Sardinha. Sardinha começou a lavar uma pata, completamente indiferente ao futuro. Jacks aproximou-se de Fenando e sussurrou: — E se ninguém os quiser? — Encontramos uma associação que nos ajude a procurar famílias adequadas. O importante é que fiquem bem cuidados. — Ah! — respondeu Jacks, aliviado. — Pensei que ias pô-los à venda juntamente com as minhas bolachas!🤣🤣🤣 Foi então que se ouviu um ruído na cozinha. CLAC! A porta do armário fechou-se sozinha. Os cinco olharam na mesma direção. Depois, uma voz desconhecida murmurou: — Alberto Crespo… chegou a hora de saberes a verdade. Jacks escondeu-se atrás de Fenando. — Se for o ladrão de bolachas, diz-lhe que já não temos!🤣🤣🤣 Fenando ajeitou os óculos, embora a pata lhe tremesse ligeiramente. — Seja quem fores, aparece! Aqui ninguém tem medo! Nesse preciso momento, Sardinha espreitou para trás do sofá. — Eu tenho. Mas, se houver sardinhas, fico. Alberto não se mexeu. Pela primeira vez, sentia que a verdade podia estar mesmo à sua frente. E Fenando percebeu que os três gatinhos não tinham seguido a irmandade apenas por causa da comida. Tinham vindo porque sabiam algo sobre o passado de Alberto. Os pensamentos da irmandade 😺 Fenando: «Eu queria resolver um mistério e acabei com três gatos em casa. Amanhã procuro famílias para eles. Hoje, se sobreviver à voz misteriosa e ao Jacks, já será uma vitória.» 🐶Jacks: «A adoção é uma ideia excelente… desde que os novos donos venham cá a casa visitar-nos. E tragam bolachas. Muitas bolachas.» 👻Alberto: «O meu pai escondeu alguma coisa, Carla estava ligada ao segredo e agora alguém promete revelar a verdade. Quem fui eu, afinal?» Continua… 🤣👀😺🐶👻
Consuela vinha atrás, de mala numa mão e pano do pó na outra.
— Minha senhora, estamos de férias. O pano fica guardado!
— Consuela, estamos em Itália! Aqui até o pano do pó merece descansar!😂😂😂
Jacks já tinha farejado uma pastelaria e puxava a trela com a determinação de quem acabara de descobrir o paraíso.
Capítulo 147 — Itália, Aqui Vou Eu! E Que Deus Proteja os Italianos! 😅😅😅
A Miúda Gira saiu do avião com os braços abertos, os olhos a brilhar e uma felicidade que não cabia no passaporte. — ITÁLIA! Finalmente! O meu sonho tornou-se realidade!👏👏👏 Consuela vinha atrás, de mala numa mão e pano do pó na outra. — Minha senhora, estamos de férias. O pano fica guardado! — Consuela, estamos em Itália! Aqui até o pano do pó merece descansar!😂😂😂 Jacks já tinha farejado uma pastelaria e puxava a trela com a determinação de quem acabara de descobrir o paraíso. Fenando, por sua vez, contemplava as montras, convencido de que os gatos italianos iriam reconhecer imediatamente a superioridade do seu bigode. Alberto seguia invisível, mas bastante emocionado. Ao passar por uma praça, ouviu um músico tocar uma melodia italiana e não resistiu. — O Sole Miooooo!😂😂😂 — NÃO! — gritou Consuela. — Viemos descansar, não organizar um festival de fantasmas!😂😂😂 Um senhor virou-se, surpreendido por ouvir uma voz sem conseguir descobrir de onde vinha. Jacks começou a ladrar. Fenando escondeu o focinho atrás da mala. E a Miúda Gira, em vez de ficar embaraçada, começou a rir tanto que quase se esqueceu de respirar.🤣🤣🤣🤣 — Deixem o Alberto cantar! Estamos em Itália! Aqui até os disparates parecem arte! Pouco depois, sentaram-se numa esplanada para comer. A Miúda Gira pediu massa, Consuela pediu um café, Fenando tentou negociar um prato de peixe e Jacks ficou de olho no pão da mesa ao lado. Alberto, naturalmente, não pediu nada. — Ainda bem que não tens fome — comentou Consuela. — Já somos cinco e o orçamento não dá para alimentar também o além!🤣🤣🤣 Quando o sol começou a descer, a Miúda Gira ficou a contemplar as ruas, emocionada por finalmente estar naquele lugar com que sonhara tantas vezes. — Sabem uma coisa? Às vezes, passamos tanto tempo a resolver problemas que nos esquecemos de viver os nossos sonhos.😊 Por uns segundos, todos ficaram em silêncio. Até que Jacks roubou um pedaço de pão. — E alguns sonhos — acrescentou Consuela — deviam incluir um cão com modos à mesa!🤣🤣🤣 A gargalhada foi geral.🤣🤣👏 Naquela noite, Itália ganhou mais uma história para contar: uma Miúda Gira feliz, uma Consuela a tentar não limpar monumentos, um Fenando a proteger o seu prestígio internacional, um Jacks apaixonado pela gastronomia e um fantasma que já procurava uma varanda para cantar serenatas. E o mistério da fotografia? Continuava à espera. Mas, por agora, a Miúda Gira tinha decidido que até os segredos podiam tirar férias. 📢 Relatório da Consuela Itália: lindíssima! Miúda Gira: feliz e oficialmente fora de serviço. Fenando: em missão diplomática com os gatos italianos. Jacks: suspeito de vários crimes gastronómicos. Alberto: cantor não autorizado em território italiano. Consuela: não limpou nenhum monumento. Ainda. Conclusão: as férias começaram bem. Só espero que amanhã ninguém queira aprender italiano, porque se o Jacks começar a ladrar em italiano, eu peço transferência para Portugal! 🤣🤣🤣
A nossa cabeça transforma-se num tribunal, o coração é chamado a depor e nós acumulamos os cargos de advogada, juíza e arguida!🤣🤣🤣
Há dias em que acordamos cheias de energia, com o coração tranquilo e a sensação de que conseguimos enfrentar o mundo. Depois, basta uma preocupação, uma palavra ou um pensamento mais atrevido para nos levar do entusiasmo à dúvida em menos tempo do que demoramos a beber um café! As emoções têm destas coisas: ora nos elevam às nuvens, ora nos deixam a conversar com os nossos botões, a tentar perceber como passámos da gargalhada à vontade de desaparecer debaixo de uma manta. 😅😅 E, pelo meio, ainda há aqueles momentos em que duvidamos daquilo que sentimos. Questionamos o coração, analisamos cada emoção e perguntamos a nós próprias se estamos a sentir demais, de menos ou simplesmente tudo ao mesmo tempo. A nossa cabeça transforma-se num tribunal, o coração é chamado a depor e nós acumulamos os cargos de advogada, juíza e arguida!🤣🤣🤣 Mas nem tudo o que sentimos precisa de ser imediatamente explicado ou justificado. Às vezes, precisamos apenas de parar, escutar-nos e dar tempo ao tempo, sem transformar cada dúvida numa crise existencial. Não precisamos de compreender todas as nossas emoções para lhes reconhecermos o valor, nem de estar sempre bem para estarmos a caminhar na direção certa. Somos feitos de dias leves e dias difíceis, de certezas e perguntas, de coragem e medo. O importante é não nos perdermos de nós próprios no meio de tantas curvas. E, quando a montanha-russa voltar a acelerar, respiremos fundo. As emoções também passam, mesmo quando parecem ter feito contrato de permanência na nossa cabeça! Afinal, se não podemos escolher todas as voltas da viagem, ao menos que nos deixem levar um café… e que o coração não se esqueça de validar o bilhete! ☕😉❤️ Com carinho,
Se continuares a repetir isso, ainda vamos descobrir que inventaste a roda e te esqueceste de a usar!😂😂
Alberto nem reagiu.
Jacks aproximou-se de Fenando e murmurou:
— Acho que o Alberto precisa de uma bolacha.😂😂😂
— O Alberto é um fantasma, Jacks!
— E então? Nunca viste um fantasma com fome? Além disso, se não comer a bolacha, sobra mais para mim.🤣🤣🤣🤣
Capítulo 169— A Perseguição Misteriosa, o Ladrão de Bolachas e Três Gatos Sem Convite!
Depois de mais uma visita ao cemitério que lhes tinha dado mais perguntas do que respostas, a irmandade decidiu regressar a casa. Quer dizer… o Fenando e o Jacks decidiram. O Alberto vinha com eles em corpo, porque em pensamento continuava algures entre a fortuna perdida, a invenção misteriosa e as últimas palavras do pai. — Alberto, estás a ouvir? — perguntou Fenando. — O meu pai disse que eu inventei uma coisa extraordinária… — Sim, já sabemos — respondeu Fenando. — Se continuares a repetir isso, ainda vamos descobrir que inventaste a roda e te esqueceste de a usar!😂😂 Alberto nem reagiu. Jacks aproximou-se de Fenando e murmurou: — Acho que o Alberto precisa de uma bolacha.😂😂😂 — O Alberto é um fantasma, Jacks! — E então? Nunca viste um fantasma com fome? Além disso, se não comer a bolacha, sobra mais para mim.🤣🤣🤣🤣 Fenando fechou os olhos por uns segundos, provavelmente a pedir paciência ao universo. Ou a pedir que alguém levasse o Jacks para adoção temporária.🤣🤣🤣 Foi então que aconteceu. Passos atrás deles. Fenando parou imediatamente. Jacks também parou, embora tenha aproveitado para cheirar o chão, porque nunca se sabe quando aparece uma migalha providencial. Os passos pararam. Eles avançaram. Os passos avançaram também. Fenando olhou para Jacks. Jacks olhou para Fenando. Alberto continuava a caminhar, perdido nos seus pensamentos. — Estamos a ser seguidos — sussurrou Fenando. Jacks arregalou os olhos. — Eu sabia! — Sabias o quê? — Que alguém nos queria roubar as bolachas!😂😂😂 Fenando revirou os olhos com tanta força que, por pouco, não viu o próprio cérebro😂. — Jacks, porque raio haveria alguém de nos perseguir por causa de bolachas? — Porque são bolachas especiais. As últimas que sobraram do pacote! — Ah, claro. Uma organização criminosa internacional dedicada ao roubo de bolachas. Como não pensei nisso antes? Sem fazer barulho, os dois esconderam-se atrás de uns arbustos. Alberto, entretanto, continuou a andar sozinho durante alguns metros, até perceber que estava a falar consigo próprio. — Estranho… Onde estão os outros? Olhou para a esquerda. Para a direita. Depois voltou a olhar para o chão, como se as respostas pudessem estar escondidas entre as pedras.👻 — Se calhar, desapareceram também… E voltou a pensar na sua fortuna. Atrás dos arbustos, Fenando fez sinal a Jacks para ficar calado. Jacks respondeu com um aceno solene. Três segundos depois, espirrou. — Saúde! — disse uma voz baixinha, vinda do outro lado dos arbustos. Fenando ficou imóvel. Jacks deixou cair a mandíbula.😅👀 Devagarinho, muito devagarinho, Fenando espreitou. E lá estavam eles. Os três gatinhos do cemitério! O primeiro corria em círculos à volta de uma árvore. O segundo tentava meter a cabeça dentro de um vaso. O terceiro estava sentado, tranquilíssimo, a olhar para eles com a expressão de quem já tinha escolhido o sofá onde ia dormir. Fenando saiu do esconderijo e cruzou os braços. — A resposta está à nossa frente! São os três gatinhos! Jacks espreitou por cima do ombro dele. — Então não querem as bolachas? — Não, Jacks!😂😂 — Tens a certeza? O terceiro tem cara de quem come bolachas às escondidas.😁😁 O gatinho levantou-se, aproximou-se de Jacks e cheirou-lhe o bolso. Jacks deu um salto. — ESTÁ AÍ! ELE SABE ONDE AS GUARDO!😂😂 — Tu não guardas bolachas. Tu escondes-as durante cinco minutos e depois comes tudo! — respondeu Fenando. O terceiro gatinho sentou-se aos pés de Jacks e miou baixinho. Jacks ficou emocionado. — Fenando… acho que ele gosta de mim. — Ele cheirou as tuas bolachas. — O amor manifesta-se de muitas maneiras.😂😂😂 Fenando voltou-se para os três pequenos fugitivos. — Muito bem. Agora expliquem-me uma coisa: porque é que nos estão a seguir? O primeiro gatinho deixou de correr por um instante, olhou para Fenando e voltou a correr. O segundo tirou a cabeça do vaso. O terceiro respondeu, com a maior naturalidade do mundo: — Porque vocês sabem onde há comida. Fenando ficou em silêncio. Jacks sorriu, orgulhoso. — Vês? Afinal, a minha teoria das bolachas não estava assim tão longe! — Estava a mil quilómetros de distância, Jacks!🤣🤣🤣 Fenando respirou fundo e olhou para os três pequenos intrusos. — Temos um problema. Não os podemos levar para casa! Jacks inclinou a cabeça. — Porquê? — Porque não temos autorização, não sabemos de quem são, não sabemos se têm dono e, sobretudo, porque a miúda gira vai fazer perguntas! Jacks pareceu pensar seriamente no assunto. — Podemos dizer que vieram no pacote das bolachas. Fenando ficou a olhar para ele. — Sim, Jacks. Três gatos grátis, oferta especial na compra de um pacote de bolachas. E ainda trazem um vaso de brinde!😂😂😂 Entretanto, Alberto finalmente apareceu, com a expressão de quem tinha acabado de regressar de uma viagem mental de três séculos. — O que se passa aqui? — Estamos metidos em sarilhos! — declarou Fenando. — Que sarilhos? Jacks apontou para os gatinhos. — Encontrámos três novos membros para a irmandade! — Não encontrámos nada! — protestou Fenando. — Eles é que nos perseguiram! Alberto olhou para os pequenos felinos, depois para os companheiros. — E agora? Fenando suspirou profundamente. — Agora temos três opções: deixá-los aqui, procurar saber se têm dono ou levá-los para casa e enfrentar a miúda gira. Jacks levantou imediatamente a pata. — Voto na terceira! — Claro que votas! — respondeu Fenando. — Tu votavas em levar uma família inteira de ursos para casa se acreditasses que sabiam fazer croquetes! Alberto, que continuava com a cabeça cheia de perguntas sobre o pai e a sua misteriosa invenção, olhou para os gatinhos. — Talvez eles nos possam ajudar a descobrir alguma coisa… Fenando virou-se lentamente para ele. — Alberto, são três gatos! O terceiro gatinho aproximou-se do jazigo portátil da memória de Alberto — ou seja, da sua cabeça — e ficou a olhar para ele com um ar estranho. Depois, sem aviso, disse: — Crespo… Os três ficaram petrificados. Alberto empalideceu, o que era particularmente impressionante num fantasma. — O que disseste? O gatinho bocejou. — Nada. Tenho fome. Fenando olhou para Jacks. Jacks olhou para Fenando. E Alberto voltou a ficar a olhar para o vazio. Porque, aparentemente, naquela irmandade, até os gatos sabiam mais sobre o passado de Alberto do que o próprio Alberto! 😺🐶👻Os pensamentos da irmandade 😺Fenando: «Eu só queria investigar um mistério. Agora tenho três gatos atrás de mim, um cão obcecado por bolachas e um fantasma com amnésia. Preciso de férias, de um aumento e de uma porta com fechadura.»😂😂😂 🐶Jacks: «Os gatinhos são adoráveis. Talvez a miúda gira nem repare que são mais três bocas para alimentar. E, se alguém perguntar pelas bolachas, nego tudo.»😂😂 👻Alberto: «O gatinho disse Crespo… Será que sabe alguma coisa sobre mim? E porque é que o meu pai me deixou tantas perguntas? Tenho de descobrir a verdade, antes que até os gatos saibam mais sobre a minha vida do que eu.»👻 Continua… 🕵️♂️❤️😂
Silêncio.👀
Um silêncio pesado, daqueles que antecedem catástrofes internacionais.
A chefe sentou-se na cama, pegou no apito e soprou com tanta força que até os mortos do cemitério devem ter pedido transferência!🤣🤣🤣
— REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DA MÁFIA! JÁ!
Naquela manhã, a chefe Carla Milho acordou com a sensação de que algo estava profundamente errado. Estendeu a mão para a mesa de cabeceira e… nada! Nem chávena, nem café, nem sinal de civilização. — JOÃO MILHO! — gritou, com a delicadeza de um vulcão em erupção. — ONDE ESTÁ O MEU CAFÉ?!🤣🤣🤣 João apareceu à porta, ainda com cara de quem não tinha assinado contrato para sobreviver àquela manhã. — Esqueci-me, Carla… Silêncio.👀 Um silêncio pesado, daqueles que antecedem catástrofes internacionais. A chefe sentou-se na cama, pegou no apito e soprou com tanta força que até os mortos do cemitério devem ter pedido transferência!🤣🤣🤣 — REUNIÃO DE EMERGÊNCIA DA MÁFIA! JÁ! Ivan Milho, entretanto, estava no quintal a distribuir socos por um saco de boxe. — Ivan, o que se passa contigo? — perguntou João. — Estou a libertar o stress! Fez mais três socos. — Ou talvez seja a cafeína… já nem sei! 🤣🤣🤣 No outro canto do quintal, Jacks e Fenando tinham descoberto uma nova modalidade desportiva: o banho de café. Jacks rebolava numa poça castanha, enquanto Fenando, com o ar solene de um especialista em gastronomia, lambia as patas. — MIAU! Isto é um tratamento de luxo! — declarou Fenando. — Café por fora, café por dentro e, se houver biscoitos, estamos perante um spa de cinco estrelas! Jacks abanou-se vigorosamente, salpicando café para todo o lado. A chefe Carla apareceu à porta. — QUEM É QUE AUTORIZOU ESSE DESPERDÍCIO?!😅😅😅 Os dois patudos congelaram. João levantou lentamente a mão. — Fui eu que deixei cair a cafeteira… Carla levou o apito à boca. FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! 📢 Ivan voltou aos socos. Jacks fugiu a escorrer café. Fenando desapareceu com uma torrada na boca. E João? João foi imediatamente preparar uma chávena de café para a chefe. Porque, na Máfia do Clube do Café, há regras que não se discutem. A família pode falhar em muitas coisas. Mas deixar a chefe Carla sem café na mesa de cabeceira é um crime que nem a própria Máfia consegue perdoar! 🤣☕❤️
Às vezes, não falta comunicação. Falta vontade de ouvir. Há quem esteja tão agarrado à própria razão que qualquer opinião diferente é recebida como uma ofensa pessoal.😅😎
Há verdades que podemos explicar de todas as maneiras possíveis, mas, quando alguém não quer compreender, nem um PowerPoint com desenhos e legendas resolve o problema. 🤣 Às vezes, não falta comunicação. Falta vontade de ouvir. Há quem esteja tão agarrado à própria razão que qualquer opinião diferente é recebida como uma ofensa pessoal.😅😎 E connosco também acontece. Por vezes, preferimos acreditar naquilo que gostaríamos que fosse verdade, em vez de aceitar aquilo que temos diante dos olhos. Afinal, a ilusão é confortável: não nos contraria e concorda sempre connosco! 🤣 Mas a realidade não desaparece só porque fechamos os olhos. Reconhecer um erro não nos diminui, mudar de opinião não é uma derrota e aceitar a verdade pode ser o primeiro passo para crescer. Também não precisamos de repetir a mesma explicação até ficarmos sem voz. Há conversas que merecem o nosso tempo e outras que já justificam um café, um suspiro profundo e a retirada estratégica. ☕😁 Nem sempre conseguimos fazer os outros ouvir, mas podemos escolher quando falar e quando preservar a nossa paz. Porque há silêncios que dizem muito… e há pessoas que, mesmo com o volume no máximo, continuam sem ouvir absolutamente nada. ❤️
Todos ficaram imóveis.
Até o Fenando interrompeu a limpeza dos bigodes.
— Eu vou colapsar! — anunciou ela. — Nesta casa já não se fala de outra coisa! O Alberto para aqui, a Francisca para ali, a fotografia para acolá… Já não consigo sequer baixar os cabelos de tão exausta que estou!
Consuela aproximou-se, analisou-lhe o cabelo e suspirou.😅
Capítulo 146 — Colapso Geral e Férias Obrigatórias! 🤯😎😅
A Miúda Gira chegou à sala, olhou para a família e deixou-se cair no sofá com a dignidade de quem tinha acabado de carregar o mundo às costas… e ainda tinha ouvido três teorias sobre o Alberto, duas suspeitas sobre a Francisca e quarenta e sete perguntas sobre a fotografia do casamento. — CHEGA! Todos ficaram imóveis. Até o Fenando interrompeu a limpeza dos bigodes. — Eu vou colapsar! — anunciou ela. — Nesta casa já não se fala de outra coisa! O Alberto para aqui, a Francisca para ali, a fotografia para acolá… Já não consigo sequer baixar os cabelos de tão exausta que estou! Consuela aproximou-se, analisou-lhe o cabelo e suspirou.😅 — Minha senhora, isso já não é cansaço. É um pedido de socorro capilar! — Vamos todos viajar! — declarou a Miúda Gira. — Amanhã começamos a preparar as malas. Preciso de descanso, silêncio e de pessoas que não saibam absolutamente nada sobre este mistério! Consuela assentiu imediatamente. — Concordo. Mas fica desde já o aviso: este assunto não vai acabar aqui. Eu conheço muito bem esta casa. Os segredos não desaparecem, escondem-se atrás das cortinas e esperam que a gente vá dormir! Jacks começou a saltar de entusiasmo. — Vamos para onde? Para a praia? Para a montanha? Para um hotel com biscoitos ilimitados? — Calma, Jacks! — respondeu a Miúda Gira, com um sorriso suspeito. — Finalmente… a minha viagem de sonho! Fenando ergueu a cabeça, examinou o próprio reflexo no vidro da janela e tomou uma decisão histórica. — Eu aceito. Até o meu pêlo brilhante está baço! Este mistério está a afectar a minha imagem. Um detective pode perder pistas, mas nunca pode perder o brilho! Alberto preparou-se para falar: — Mas eu acho que… — SUCH! ESTÁ CALADO! — cortou Consuela, apontando-lhe o pano do pó. 😂😂 O fantasma ficou em silêncio, ofendido até à alma. O que, convenhamos, num fantasma, era uma expressão bastante literal. Jacks rebolou no chão de tanto rir. — Até o Alberto vai precisar de férias da Consuela! — Tu, meu menino, precisas é de férias dos biscoitos! — respondeu ela. A Miúda Gira levantou-se, determinada. — Está decidido. Vamos embora antes que alguém descubra mais um segredo, apareça outro envelope ou o Fenando comece a investigar a árvore genealógica das minhas plantas! Todos concordaram. Quer dizer, quase todos. Alberto continuava calado, enquanto Consuela o vigiava com o pano do pó preparado para qualquer tentativa de discurso.🤣🤣🤣🤣 E a Miúda Gira? Sorria como quem tinha acabado de ganhar a lotaria. Porque aquela viagem não era apenas para descansar. Era a realização de um sonho antigo. E ninguém fazia ideia do destino escolhido. Nem mesmo o Jacks, que já tinha feito uma lista de malas, brinquedos e doze tipos diferentes de biscoitos.🐶🤣🤣🤣 📢Relatório da Consuela Miúda Gira: oficialmente em colapso capilar mental e tudo mais 😂😂 Viagem: aprovada, mas o mistério continua sob investigação. Fenando: precisa de férias e de um tratamento de brilho. Jacks: quer biscoitos ilimitados e não aceita negociações. Alberto: proibido de opinar por excesso de mistério. Consuela: leva o pano do pó, a autoridade e a última palavra. Conclusão: vamos de férias! E se a Francisca aparecer, alguém lhe diga que a casa está fechada para obras, descanso e recuperação dos nervos. 😁😅😅😅
Há uma coisa que a vida nos ensina, embora às vezes precise de repetir a lição umas cinquenta vezes, porque nós somos teimosos e ela não tem propriamente um serviço de apoio ao cliente para reclamar. 😂😂
Nem sempre conseguimos evitar perdas, desilusões, mudanças ou aqueles dias em que parece que alguém pegou na nossa vida, a virou do avesso e ainda se esqueceu de nos entregar o manual de instruções.
Há coisas que deixam de fazer parte do nosso caminho.
Há uma coisa que a vida nos ensina, embora às vezes precise de repetir a lição umas cinquenta vezes, porque nós somos teimosos e ela não tem propriamente um serviço de apoio ao cliente para reclamar. 😂😂 Nem sempre conseguimos evitar perdas, desilusões, mudanças ou aqueles dias em que parece que alguém pegou na nossa vida, a virou do avesso e ainda se esqueceu de nos entregar o manual de instruções. Há coisas que deixam de fazer parte do nosso caminho. Pessoas, sonhos, oportunidades, certezas e até versões de nós próprias que julgávamos eternas. E, por muito que nos custe, nem tudo pode ser recuperado. Algumas coisas ficam na memória, outras transformam-se em aprendizagem e há aquelas que, sinceramente, mais valia terem vindo com prazo de validade bem visível! Mas perder alguma coisa não significa perder tudo. Às vezes, ficamos tão ocupados a olhar para o que desapareceu que nos esquecemos de reparar naquilo que continua connosco. Nas pessoas que nos querem bem, nas pequenas alegrias, na capacidade de recomeçar e até naquele café tomado em paz, sem ninguém nos chamar, sem notícias desagradáveis e sem a máquina de lavar roupa decidir anunciar a sua reforma antecipada. ☕😅 Salvar o resto da nossa vida não significa fingir que nada aconteceu, andar sempre de sorriso estampado ou fazer de conta que somos umas super-heroínas com a capa impecavelmente passada a ferro. Significa aceitar que há dias menos bons, dar tempo ao que dói e perceber que também temos o direito de descansar, mudar de ideias e começar outra vez. E, por favor, não confundamos recomeçar com ter tudo resolvido. Há quem recomece cheio de coragem e há quem recomece de pijama, cabelo desgrenhado e a perguntar ao frigorífico se ainda existe alguma coisa interessante lá dentro. Ambos estão a fazer o seu melhor! 🥰😁 A vida não exige que sejamos invencíveis. Pede-nos, isso sim, que não desistamos de nós próprios só porque alguma coisa não correu como esperávamos. Por isso, se alguma coisa se perdeu pelo caminho, respira fundo. Não precisas de recuperar tudo para voltares a encontrar motivos para sorrir. Não precisas de ter todas as respostas para dares o próximo passo, nem de provar a ninguém que estás bem quando ainda estás a tentar perceber onde deixaste a tranquilidade. Olha para o que ainda tens. Cuida do que merece ficar. Liberta o que já não te faz bem e, se for preciso, começa devagarinho. Afinal, até os computadores precisam de reiniciar de vez em quando e ninguém lhes exige que expliquem as suas emoções antes de voltarem a funcionar! 🤣🫡 A vida não fica sem valor só porque deixou algumas peças pelo caminho. Às vezes, é precisamente quando deixamos de tentar recuperar tudo o que perdemos que começamos a descobrir o valor daquilo que ainda podemos construir. E a Miúda Gira cá desconfia de uma coisa: não precisamos de ter uma vida perfeita para sermos felizes. Precisamos é de aprender a viver com a que temos, sem esquecer que ainda há espaço para mudar, rir, sonhar e fazer asneiras suficientes para manter a história interessante. Porque, enquanto houver vida, há possibilidades. E, enquanto houver sentido de humor, até os dias mais complicados levam com uma resposta torta da nossa parte! ❤️🥰