Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details.

Seeking Help for a Friend

💌 A Friend Needs Help 💌

Hello to my fellow WordPress writers and readers 🫡. I was asked to share this vital notice by a dear friend of mine who is in a very rough situation and desperately needs all the attention, support and prayers she can get to help deal with this awful reality that her husband is battling 💔💔 […]

💌 A Friend Needs Help 💌

A Fada Sininho e o Cargo Mais Difícil da Terra do Nunca!

Na verdade, a Fada Sininho ocupa o cargo mais exigente daquele reino.
É, ao mesmo tempo, diretora de operações, gestora de crises, responsável pela manutenção da ordem e, quando necessário, treinadora oficial de adultos que insistem em comportar-se como adolescentes em férias permanentes.
Não é um emprego para qualquer fada.
Lá fora, há quem lhe chame mandona.
Na Terra do Nunca chamam-lhe… organizada.
E existe uma enorme diferença.

Há quem pense que a Fada Sininho passa os dias a espalhar pó mágico, a voar entre flores e a cantar alegremente pelos bosques da Terra do Nunca.
Que ingénuos.
Na verdade, a Fada Sininho ocupa o cargo mais exigente daquele reino.
É, ao mesmo tempo, diretora de operações, gestora de crises, responsável pela manutenção da ordem e, quando necessário, treinadora oficial de adultos que insistem em comportar-se como adolescentes em férias permanentes.
Não é um emprego para qualquer fada.
Lá fora, há quem lhe chame mandona.
Na Terra do Nunca chamam-lhe… organizada.
E existe uma enorme diferença.
Sempre que Peter Pan anuncia:
— Hoje não me apetece…
A Fada Sininho já sabe que vai ter de convocar uma reunião de emergência.
Os Meninos Perdidos também aprenderam rapidamente a reconhecer os sinais.
Quando a Fada Sininho pousa as mãos na cintura…
Silêncio absoluto.
Quando levanta uma sobrancelha…
Até os piratas começam a colaborar.
E quando sorri de forma muito, muito calma…
É porque alguém está prestes a descobrir que o pó das fadas não resolve tudo.
Peter Pan continua convencido de que basta dizer:
— Logo trato disso.
O curioso é que esse “logo” mora na mesma morada há séculos e continua sem dar notícias.
Há dias em que a Fada Sininho suspira tão profundamente que o vento muda de direção.
Outros juram que as folhas das árvores estremecem.
Os Meninos Perdidos não discutem.
Já conhecem o fenómeno.
Chamam-lhe “alerta amarelo”.
Porque, quando uma fada chega ao limite da paciência, até os relógios da Terra do Nunca começam a funcionar em silêncio.
Apesar de tudo, a Fada Sininho nunca perdeu o sentido de humor.
Sempre que Peter Pan pergunta:
— Achas que isto se resolve sozinho?
Ela responde, com um sorriso:
— Claro que sim… no mesmo dia em que os crocodilos começarem a fazer crochet.
Dizem que, nesse momento, até o Capitão Gancho desata a rir.
No fundo, a Fada Sininho nunca quis mandar em ninguém.
Apenas descobriu uma verdade muito simples:
Se ninguém pegar no leme, o barco anda às voltas.
E convenhamos…
A Terra do Nunca já tem magia suficiente.
Não precisa também de viver permanentemente em estado de confusão organizada.
No final de cada dia, a Fada Sininho olha para Peter Pan, sorri com aquele misto de carinho e exaustão e pensa:
— Crescer é opcional… mas amadurecer dava um jeitão!
E dizem as más línguas que, sempre que ela pronuncia esta frase, até o pó das fadas faz uma pequena pausa para aplaudir… porque manter a Terra do Nunca a funcionar é, sem dúvida, o maior milagre de todos.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 26 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Tive a Fúria de Mil Gatinhos!

Acordei com a impressionante… a extraordinária… a lendária…
Fúria de mil gatinhos!
Agora imaginem mil gatinhos zangados.
São fofinhos?
São.
São adoráveis?
Também.
Mas experimentem tirar-lhes a comida cinco minutos mais tarde…
Percebem logo o significado da palavra “drama”!
Hoje eu estava assim.

Capítulo 26 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Tive a Fúria de Mil Gatinhos!

Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Acordei com a impressionante… a extraordinária… a lendária…
Fúria de mil gatinhos!
Agora imaginem mil gatinhos zangados.
São fofinhos?
São.
São adoráveis?
Também.
Mas experimentem tirar-lhes a comida cinco minutos mais tarde…
Percebem logo o significado da palavra “drama”!
Hoje eu estava assim.
Por fora continuava educada.
Por dentro…
Mil gatinhos faziam uma reunião de condomínio.
Uns bufavam.
Outros eriçavam o pelo.
E havia um mais pequeno que parecia coordenar tudo.
A Consuela olhou para mim e percebeu imediatamente.
— Hoje nem vou sugerir mudar os móveis de sítio…
Achei prudente da parte dela.
Até o aspirador decidiu não fazer aquele barulho irritante que costuma fazer precisamente quando estou a pensar em silêncio.
Confesso que houve um momento em que olhei para uma migalha no chão…
…e a migalha olhou para mim.
Tenho quase a certeza de que ela pensou:
“Hoje não me apanha.”
Apanhou.
A Consuela não falha.
Ao fim de algum tempo comecei a rir de mim própria.
Porque a verdade é que a tal fúria de mil gatinhos não durou para sempre.
Ainda bem.
Caso contrário, o sofá já tinha mudado de divisão, o frigorífico estava de castigo e o comando da televisão teria sido acusado de conspiração.
No fundo, todos temos dias em que os nossos gatinhos interiores resolvem fazer barulho.
O importante é deixá-los miar um bocadinho…
…mas não lhes entregar as chaves da casa.
E, convenhamos…
Depois de um café, de duas gargalhadas e de um mimo ao Fenando…
Os mil gatinhos desapareceram.
Ficou só um.
E esse… adormeceu ao sol, como se nunca tivesse organizado uma revolução.
🫡Comunicado Oficial da Consuela
“Após uma avaliação rigorosa, confirma-se que a Miúda Gira sofreu um ataque agudo de fúria felina. Felizmente, a situação ficou resolvida com uma limpeza estratégica, um café bem tirado e a ausência de espelhos que pudessem responder de volta.”
Assinado: Consuela Especialista em Desativação de Gatinhos Furiosos e Diretora do Departamento Antipó.

😂😂😂

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando e do Jacks 🐾😸🐶- Capítulo 46 – O Código Morse do Fenando e a Dança Maluca do Jacks🤪

mais curioso é que eu já respondo da mesma maneira.
Dou por mim a piscar os olhos ao Fenando.
Ele pisca de volta.
Ficamos uns segundos naquele concurso de piscadelas.
Se alguém nos visse de fora, chamava logo um eletricista.
Entretanto…
O Jacks olha para esta troca de mensagens e pensa:
“Que seca!”
Ele prefere uma comunicação… mais física.
Muito mais física.

Há quem diga que os animais não falam.
Essas pessoas, claramente, nunca viveram com o Fenando e o Jacks.
Lá em casa falamos todos…
Só que cada um no seu idioma.
O Fenando comunica como um verdadeiro agente secreto.
Não mia muito.
Não faz escândalos.
Não perde tempo.
Limita-se a olhar para mim… e a piscar os olhos.
Mas não pensem que é um simples piscar de olhos.
Aquilo é um sistema de comunicação altamente sofisticado.
Tenho a certeza de que, se a NASA o estudasse, desistia dos satélites.
Um piscar lento significa:
— Bom dia, humana. Hoje estás autorizada a fazer-me festas.
Dois piscares seguidos:
— A taça está perigosamente próxima de não estar completamente cheia.
Três piscares muito lentos:
— Não me apetece conversar… mas continua aí. A tua presença é aceitável.
Se fechar os olhos durante cinco segundos…
É porque atingiu o estado máximo de felicidade felina.
Ou então… adormeceu a meio da conversa.
Ainda estou a estudar essa hipótese.
O mais curioso é que eu já respondo da mesma maneira.
Dou por mim a piscar os olhos ao Fenando.
Ele pisca de volta.
Ficamos uns segundos naquele concurso de piscadelas.
Se alguém nos visse de fora, chamava logo um eletricista.
Entretanto…
O Jacks olha para esta troca de mensagens e pensa:
“Que seca!”
Ele prefere uma comunicação… mais física.
Muito mais física.
Se quer passear, corre até à porta.
Volta para trás.
Olha para mim.
Corre outra vez para a porta.
Volta novamente.
Repete este percurso umas quinze vezes por minuto.
Se quer brincar…
Aparece com uma bola.
Se eu não reagir…
Empurra a bola com o focinho.
Se continuo distraída…
Empurra-me a perna.
Se mesmo assim não percebo…
Suspira tão alto que parece um ator de novela.
Quando está feliz, abana a cauda com tanta força que o resto do corpo vai atrás.
Às vezes nem sei onde acaba o cão e onde começa o abanar.
Quando está à espera da comida…
Faz uma coreografia completa.
Senta-se.
Levanta-se.
Dá uma voltinha.
Inclina a cabeça.
Levanta uma pata.
Olha para a taça.
Olha para mim.
Olha novamente para a taça.
É praticamente um espetáculo de dança contemporânea.
O Fenando observa tudo isto do alto da cadeira.
Pisca os olhos uma única vez.
Traduzindo:
— Este rapaz exagera um bocadinho…
O Jacks responde imediatamente com três saltinhos e uma corrida pela sala.
Traduzindo:
— A vida é demasiado divertida para estar parado!
E eu fico ali…
No meio de um gato que comunica por código Morse…
E de um labrador que parece um semáforo avariado.
Curiosamente…
Compreendo os dois na perfeição.
Embora continue sem perceber como é que um simples piscar de olhos pode dizer tanto…
…e como é que um cão consegue escrever um discurso inteiro apenas com a cauda!
No fundo, descobri uma grande verdade.
Os animais não falam português.
Nem inglês.
Nem francês.
Falam diretamente ao coração.
Só que o Fenando prefere enviar uma mensagem privada…
Enquanto o Jacks usa altifalantes.
😸Pensamento do Fenando: “Para quê gastar energia a miar, quando um piscar de olhos bem executado diz tudo?”
🐶Pensamento do Jacks: “Eu até podia falar… mas acho muito mais divertido fazer uma dança, abanar a cauda, dar duas voltas e acabar com um beijinho!”
Moral da história: Lá em casa não existem mal-entendidos. Existe apenas um gato que comunica como um espião internacional… e um labrador que acha que qualquer mensagem fica melhor acompanhada de uma pirueta e de um abanar de cauda. E, sinceramente… não trocava este serviço de traduções por nada deste mundo!🤣😅🩷❣️🥰❤️

Com carinho,

Com carinho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 25 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Acho que Preciso de um Açaime!

Nunca se sabe quando me pode escapar um:
— Ai, valha-me a santa paciência!
Claro que, conhecendo-me, o açaime não era para morder ninguém.
Era apenas para impedir que saíssem aquelas respostas que, cinco minutos depois, nos fazem pensar:
“Carla… era mesmo necessário?”
A verdade é que todos temos dias em que a paciência tira férias sem avisar.

Capítulo 25 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Acho que Preciso de um Açaime!

Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Começo a suspeitar que a minha paciência anda a emagrecer.
Antes respirava fundo até dez.
Agora chego ao… dois… e já estou a negociar comigo própria.
Há dias em que tudo acontece ao mesmo tempo.
O telefone toca.
A campainha toca.
A máquina de lavar apita.
O micro-ondas também.
E tenho quase a certeza de que até o frigorífico faz barulho só para participar na festa.
Foi então que olhei para a Consuela e disse:
— Acho que vou começar a usar um açaime…
Ela nem pestanejou.
Respondeu:
— Boa ideia… mas é para ti ou para quem te anda a pôr à prova?
Pensei durante uns segundos.
Cheguei à conclusão de que era melhor ser para mim.
Nunca se sabe quando me pode escapar um:
— Ai, valha-me a santa paciência!
Claro que, conhecendo-me, o açaime não era para morder ninguém.
Era apenas para impedir que saíssem aquelas respostas que, cinco minutos depois, nos fazem pensar:
“Carla… era mesmo necessário?”
A verdade é que todos temos dias em que a paciência tira férias sem avisar.
O segredo é não a deixar emigrar.
Entretanto, a Consuela teve uma ideia brilhante.
Disse que, sempre que eu estivesse prestes a perder a calma, em vez de discutir, mudávamos um móvel de sítio.
Sinceramente…
Não sei o que é pior.
Perder a paciência…
…ou acabar a empurrar o sofá pela terceira vez na mesma semana.
No fim do dia percebi que a calma voltou.
Devagarinho.
Como quase tudo o que vale a pena.
E o açaime?
Já não fez falta.
Bastou um café, duas gargalhadas e a promessa solene da Consuela de que, durante… pelo menos… meia hora…
…não ia reorganizar a sala.
Não cumpriu.
Mas a intenção foi bonita.
🚨Comunicado Oficial da Consuela
“Informo que a utilização de açaime foi considerada desnecessária. Em alternativa, recomenda-se uma limpeza profunda aos armários da cozinha. Os resultados são excelentes para aliviar a tensão… embora os móveis tenham apresentado uma reclamação formal.”
Assinado: Consuela Especialista em Limpezas Terapêuticas e Pacificadora de Mau Humor! 😂😂😂

Com carinho,

Carla Milho

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Peter Pan e o Campeonato Mundial do “Coitadinho de Mim”

E, em casos extremos, até o pó das fadas pode ser responsabilizado.
Mas a prova mais difícil continua a ser o Salto Mortal da Responsabilidade.
Assim que ela aparece, Peter dá um salto tão perfeito que aterra… exatamente do outro lado do problema.
Os juízes levantam logo as placas:
10… 10… 10…

Há quem pense que o maior talento do Peter Pan é voar.
Puro engano.
O verdadeiro talento é conseguir transformar qualquer contratempo numa aventura épica… onde, por coincidência, ele é sempre a principal vítima.
Na Terra do Nunca existe até um campeonato muito disputado.
O Campeonato Mundial do “Coitadinho de Mim”.
Peter Pan é o campeão em título há vários séculos.
As provas são duríssimas.
A primeira consiste em ouvir um simples:
— “Podes dar uma ajuda?”
E responder com um olhar tão dramático que até as árvores da floresta ficam com pena.
A segunda prova chama-se “Maratona das Desculpas”.
Os concorrentes têm apenas trinta segundos para encontrar uma justificação convincente.
Vale tudo.
O calor.
O frio.
O cansaço.
A lua cheia.
A falta de inspiração.
O crocodilo.
E, em casos extremos, até o pó das fadas pode ser responsabilizado.
Mas a prova mais difícil continua a ser o Salto Mortal da Responsabilidade.
Assim que ela aparece, Peter dá um salto tão perfeito que aterra… exatamente do outro lado do problema.
Os juízes levantam logo as placas:
10… 10… 10…
É uma técnica absolutamente impressionante.
Existe ainda uma característica muito curiosa.
Quando tudo corre bem, Peter sorri e pensa:
— “Sabia que ia conseguir!”
Quando alguma coisa corre menos bem…
…olha discretamente à volta, à procura de um culpado disponível.
Se não encontrar ninguém, culpa o relógio.
Se o relógio for inocente, culpa o vento.
Se não houver vento…
…fica decidido que a culpa é claramente do universo.
A fada Sininho já tentou explicar-lhe que o mundo não gira à volta dele.
Peter respondeu muito admirado:
— Não gira? Então porque é que eu estou sempre no centro dos meus problemas?
A fada respirou fundo.
Contou até dez.
Depois até vinte.
E acabou por lhe oferecer um espelho novo.
Desta vez, um modelo muito especial.
Sempre que Peter dizia:
— “A culpa nunca é minha!”
O espelho respondia:
— “Tem a certeza? Deseja bloquear esta resposta ou pensar novamente?”
Dizem que o espelho avariou ao fim de dois dias.
Não por defeito de fabrico.
Foi por excesso de utilização.
No entanto, os sábios da Terra do Nunca continuam otimistas.
Garantem que existe um antídoto infalível.
Chama-se humildade.
Tem um efeito extraordinário.
Faz desaparecer o egoísmo, encolhe o egocentrismo e, como bónus, ensina uma frase quase mágica:
— “Talvez desta vez eu também pudesse fazer a minha parte.”
E reza a lenda que, no dia em que Peter conseguir dizê-la sem fazer uma pausa dramática de cinco minutos… até o Capitão Gancho lhe vai bater palmas.
Não por ele ter crescido.
Mas porque, finalmente, descobriu que o verdadeiro herói não é aquele que foge de todas as responsabilidades.
É aquele que consegue rir de si próprio… e, ainda assim, arregaçar as mangas quando é preciso.

Qualquer semelhança com pessoas reais é pura coincidência… ou então a fada Sininho andou a distribuir pó mágico pelas casas erradas!🫡😂

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando e do Jacks🐾😸🐶-Capítulo 39 – O Professor Fenando e o Aluno Mais Irrequieto do Mundo!

Jacks nasceu convencido de que o mundo inteiro quer brincar com ele.
O Fenando nasceu convencido de que o mundo inteiro precisa de um bocadinho de disciplina.
É por isso que, sempre que o Jacks se entusiasma… entra em cena o Professor Fenando.

Capítulo 39 – O Professor Fenando e o Aluno Mais Irrequieto do Mundo!

Cá em casa existe uma regra que ninguém escreveu.
Mas toda a gente respeita.
Ou melhor…
Quase toda a gente.
O Jacks nasceu convencido de que o mundo inteiro quer brincar com ele.
O Fenando nasceu convencido de que o mundo inteiro precisa de um bocadinho de disciplina.
É por isso que, sempre que o Jacks se entusiasma… entra em cena o Professor Fenando.
Tudo começa da mesma maneira.
O Jacks vê o Fenando a passar pelo corredor.
Os olhos brilham.
A cauda abana tão depressa que até faz corrente de ar.
E lá vai ele, convencido de que o Fenando acordou cheio de vontade de brincar às escondidas.
— Fenando! Espera por mim!
O Fenando continua a andar.
Calmo.
Elegante.
Ignora completamente o entusiasmo do companheiro.
Mas o Jacks insiste.
Dá um saltinho.
Outro saltinho.
Encosta-lhe o focinho.
Cheira-lhe a cauda.
E, quando já está convencido de que o amigo vai começar a correr…
…o Fenando trava.
Vira-se muito devagar.
Olha para o Jacks durante dois segundos.
E… plim!
Uma patinha muito delicada no rabinho.
O Jacks fica imóvel.
Com aquela expressão de quem acabou de ouvir a professora dizer:
— Menino Jacks, menos conversa e mais compostura!
Passam… talvez três segundos.
E o Jacks volta à carga.
— Então? Agora brincamos?
O Fenando suspira, aproxima-se e dá-lhe outra patinha.
Desta vez… na bochecha.
Nada de violência.
É mais um toque de mestre.
Como quem diz:
— Respira, rapaz! Nem tudo na vida é correr de um lado para o outro!
O Jacks afasta-se.
Senta-se.
Fica muito sério.
Olha para mim.
Olha para o Fenando.
Tenho quase a certeza de que está a pensar:
— Acho que acabei de levar mais uma aula.
Cinco segundos depois…
Já anda outra vez a correr atrás de uma folha que entrou pela porta.
O Fenando observa a cena.
Abana a ponta da cauda.
E volta para o seu lugar favorito.
Acho que, lá no fundo, até gosta de ter um aluno tão traquinas.
Porque, sejamos sinceros…
Sem o Jacks, quem é que ele ia pôr na ordem?
E sem o Fenando…
Quem é que ensinava ao Jacks que, às vezes, uma patinha vale mais do que mil ladridos?
No fim do dia, encontro-os deitados lado a lado.
O professor e o aluno.
O disciplinador e o irrequieto.
Os dois completamente tranquilos.
Porque, no fundo, aquelas patinhas não são zangas.
São apenas a forma muito felina de o Fenando dizer:
— Gosto muito de ti… mas baixa lá essa rotação!
😸Pensamento do Fenando: “Educar um labrador é um trabalho exigente. Felizmente tenho duas patas… e muita paciência.”

🐶Pensamento do Jacks: “Ainda não percebi porque é que o Fenando me dá patinhas… mas, se depois continua ao pé de mim, é porque devo estar a passar de ano!” 😹
Moral da história: Há amizades que se constroem com abraços. Outras constroem-se com brincadeiras. E a do Fenando e do Jacks constrói-se com uma ou outra patinha de professor… sempre seguida de muito carinho e de uma amizade que cresce todos os dias. 😸🐶🐕❤️❤️

Com carinho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️Capítulo 24 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Acordei Rabugenta

Acordei rabugenta.
Nem foi “um bocadinho”.
Foi assim para o profissional.
Daqueles dias em que o despertador toca… e eu já implico com ele por ter cumprido a única função para a qual foi comprado.
Olhei para o espelho.
Ele olhou para mim.
Ficámos uns segundos em silêncio.
Acho que até o espelho percebeu que não era um bom dia para dar opiniões.
Fui até à cozinha.

Capítulo 24 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Acordei Rabugenta

Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Acordei rabugenta.
Nem foi “um bocadinho”.
Foi assim para o profissional.
Daqueles dias em que o despertador toca… e eu já implico com ele por ter cumprido a única função para a qual foi comprado.
Olhei para o espelho.
Ele olhou para mim.
Ficámos uns segundos em silêncio.
Acho que até o espelho percebeu que não era um bom dia para dar opiniões.
Fui até à cozinha.
A máquina do café demorou mais três segundos do que o costume.
Três segundos!
Pareciam três anos.
Cheguei a pensar que ela também estava de mau humor.
Entretanto apareceu a Consuela.
Olhou para mim, olhou para a casa e disse:
— Hoje nem penses… hoje vamos limpar tudo!
Respondi logo:
— Nem pensar!
Cinco minutos depois…
Estava a limpar os armários da cozinha.
É impressionante como a Consuela tem uma capacidade extraordinária para ganhar discussões sem dizer uma única palavra.
Ao longo do dia comecei a rir de mim própria.
Porque, às vezes, não é o mundo que está contra nós.
Somos nós que acordamos com a bateria tão em baixo que até o comando da televisão parece estar a provocar-nos.
No fundo, todos temos direito a um dia rabugento.
O importante é não fazer dele residência permanente.
Porque os dias maus passam.
E o bom humor… mais cedo ou mais tarde… acaba sempre por encontrar o caminho de volta.
Mesmo que venha escondido atrás de um café bem tirado.
Ou de uma gargalhada inesperada.
E, convenhamos…
Acho que até o aspirador ficou aliviado quando percebeu que, naquele dia, a rabugenta era a Carla.
Porque quando a rabugenta é a Consuela…
Nem o pó tem coragem de aparecer!

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando e do Jacks🐾😸🐶-Capítulo 38– O Relógio Suíço de Quatro Patas 🐾🐾🕛

Mas basta aproximar-se a hora de comer…
Acontece um verdadeiro milagre.
Os dois aparecem ao mesmo tempo na cozinha.
Nem um minuto antes.
Nem um minuto depois.
É uma pontualidade que faria inveja aos comboios… quando decidem colaborar.
Tenho a certeza de que escondem um relógio suíço algures debaixo do pelo.
Só pode!

Capítulo 38– O Relógio Suíço de Quatro Patas 🐾🐾🕛

Há uma coisa que nunca consegui explicar.
Nem a ciência.
Nem a tecnologia.
Nem os relojoeiros suíços.
Como é que o Fenando e o Jacks sabem exatamente a hora das refeições?
Podem estar os dois a dormir profundamente.
O Fenando no quintal, estendido ao sol como um verdadeiro rei.
O Jacks no sofá, a ressonar com tanto entusiasmo que quase abana as almofadas.
Mas basta aproximar-se a hora de comer…
Acontece um verdadeiro milagre.
Os dois aparecem ao mesmo tempo na cozinha.
Nem um minuto antes.
Nem um minuto depois.
É uma pontualidade que faria inveja aos comboios… quando decidem colaborar.
Tenho a certeza de que escondem um relógio suíço algures debaixo do pelo.
Só pode!
Um dia resolvi fazer uma experiência.
Olhei para o relógio.
Faltavam exatamente dois minutos para a hora habitual do jantar.
Esperei.
Ao fim de trinta segundos apareceu o Fenando.
Muito calmo.
Muito elegante.
Sentou-se ao pé da taça e olhou para mim com aquela expressão de professor universitário que sabe que o aluno se esqueceu dos trabalhos de casa.
Um minuto depois surgiu o Jacks.
A correr.
Travou mesmo em frente à cozinha.
Abanava a cauda com tanta força que tive receio de perder um vaso.
Sentou-se imediatamente ao lado do Fenando.
Os dois olharam para mim.
Depois para as taças.
Depois novamente para mim.
Silêncio absoluto.
Mas juro que ouvi uma campainha imaginária.
“Trimmmm… Hora da refeição!”
Fingi que ainda estava ocupada.
Foi um erro.
O Fenando começou a seguir-me pela casa.
Não miava.
Não insistia.
Limitava-se a acompanhar-me em silêncio.
Era uma pressão psicológica de alto nível.
O Jacks escolheu outra estratégia.
Sentava-se à minha frente.
Levantava uma pata.
Depois outra.
Dava um suspiro dramático.
E fazia aquela cara de quem não comia… desde a Idade Média.
Olhei para os dois e perguntei:
— Vocês comeram há quatro horas!
O Jacks abanou a cauda.
O Fenando piscou os olhos lentamente.
Traduzindo para linguagem humana, a resposta foi:
— Exatamente… já é uma eternidade!
Acabei por lhes servir o jantar.
Nem um segundo de atraso foi perdoado.
O Fenando atacou a comida com a elegância de um verdadeiro apreciador de alta gastronomia.
O Jacks comeu com tanto entusiasmo que, durante alguns segundos, tive dúvidas se também não ia comer a taça.
No fim, os dois ficaram a olhar para mim com ar satisfeito.
Missão cumprida.
Pontualidade impecável.
E eu cheguei à conclusão de que não preciso de relógio de parede.
Nem de despertador.
Enquanto viver com o Fenando e o Jacks…
Nunca mais falharei a hora das refeições.
😸Pensamento do Fenando: “A pontualidade é uma virtude… principalmente quando envolve chouriço ou ração.”
🐶Pensamento do Jacks: “Eu não sou guloso! Sou apenas um profissional muito dedicado ao cumprimento dos horários!”
Moral da história: Dizem que a disciplina é importante. Lá em casa, ela começa na cozinha. Porque o Fenando e o Jacks podem esquecer onde deixaram um brinquedo… mas a hora da refeição? Essa nunca, jamais, em tempo algum! E se a humana se atrasar… a campainha invisível toca logo dentro da cabeça deles! 😸😹🐕🐶❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️