Peter Pan e o Charme que Saiu ao Lado 🥜🤣

Gancho começou a rir.
— Isto está cada vez melhor. 🤣
Peter entregou-lhe a flor.
— Para ti.
Sininho pegou na flor, desconfiada.
— E o que queres em troca?
Peter levou a mão ao peito, ofendido.
— Nada!
Gancho tossiu.

Depois do desastre diplomático do charme, Peter Pan decidiu que precisava de uma nova estratégia.
Na manhã seguinte, apareceu na cozinha com o cabelo penteado, um sorriso de fazer inveja a qualquer príncipe encantado e uma flor na mão.
O Capitão Gancho, que estava novamente sentado a comer amendoins, olhou para ele.
— Não.
Peter franziu a testa.
— Não o quê?
— Nem sei o que vais fazer, mas a resposta é não.
🤣🤣🤣
Peter aproximou-se da Sininho.
— Bom dia, minha fada preferida.
A Sininho levantou uma sobrancelha.
— Sou a única fada aqui.
— Exactamente. Uma escolha muito exclusiva.
Gancho começou a rir.
— Isto está cada vez melhor. 🤣
Peter entregou-lhe a flor.
— Para ti.
Sininho pegou na flor, desconfiada.
— E o que queres em troca?
Peter levou a mão ao peito, ofendido.
— Nada!
Gancho tossiu.
— Mentiroso.
— Eu só queria demonstrar o meu carinho.
— E evitar as tarefas — acrescentou Sininho.
Peter ficou em silêncio.
— Talvez um bocadinho.
Sininho apontou para uma lista em cima da mesa.
— Então, já que estás tão carinhoso, podes começar por fazer estas tarefas.
Peter pegou na lista.
Leu.
Voltou a ler.
Olhou para Gancho.
— Isto é uma lista ou uma ameaça?
— É uma lista — respondeu Sininho.
— Tem demasiadas palavras.
Gancho já estava a chorar de tanto rir.
— Peter, ontem tentaste usar charme. Hoje estás a tentar negociar com uma lista!
Peter respirou fundo.
— Está bem. Faço tudo.
Sininho sorriu.
— A sério?
— Sim.
— Sem desculpas?
— Sem desculpas.
— Sem “já vou”?
— Sem “já vou”.
— Sem tentar fugir?
Peter hesitou.
Gancho baixou lentamente o saco de amendoins.
— Cuidado com a resposta, rapaz…
Peter suspirou.
— Está bem… sem fugir.
Sininho entregou-lhe um pano.
— Começa pelo quarto.
Peter olhou para o pano como se lhe tivessem entregue uma espada.
— E onde está a parte romântica desta história?
Gancho respondeu imediatamente:
— No momento em que ela te deixa vivo depois desta conversa. 🤣🤣🤣
Peter lá foi, arrastando os pés.
Cinco minutos depois, voltou.
— Já fiz.
Sininho ficou desconfiada.
— Fizeste o quê?
— O que disseste.
— Em cinco minutos?
— Sou muito eficiente.
Gancho levantou-se e foi verificar.
Voltou passado pouco tempo.
— Sininho…
— Sim?
— Ele arrumou a cama.
— E o resto?
— Colocou tudo o que estava espalhado debaixo da cama.
Peter apareceu atrás deles.
— Tecnicamente, agora está tudo organizado.
Sininho fechou os olhos.
Gancho voltou a sentar-se e pegou nos amendoins.
— Eu sabia. O charme acabou, mas a criatividade para fugir às responsabilidades continua em excelente forma. 😅😅
Peter sorriu.
— Então posso voltar a tentar o charme amanhã?
Sininho respondeu sem sequer olhar para ele:
— Podes.
Peter ficou radiante.
— A sério?
— Sim. Depois de fazeres as tarefas.
Peter deixou cair o sorriso.
Gancho levantou o saco de amendoins.
— E assim nasceu uma nova regra na Terra do Nunca: primeiro responsabilidade, depois romance.
Peter resmungou:
— Isto está a ficar muito parecido com a vida adulta…
A Sininho sorriu.
— Finalmente estás a perceber.
Continua… ❤️🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 125 – A Hipnose, os Nervos da Consuela e a Voz Misteriosa 👻🤣

A Miúda Gira permaneceu imóvel.
E Consuela levantou-se de repente.
— Pronto! Chega! Eu vou buscar um café!
— Consuela… — disse a Miúda Gira.
— O quê?
— Estás num consultório.
Consuela olhou à volta.
— Pois é.
Sentou-se novamente.
— Então fico. Mas se alguém começar a falar através das paredes, eu quero uma declaração por escrito. 😅

Capítulo 125 – A Hipnose, os Nervos da Consuela e a Voz Misteriosa 👻😅

Finalmente chegou o dia.
A Miúda Gira ia fazer a tão aguardada hipnose.
Depois de eclipses, máquinas de café faladoras, sonhos estranhos e conversas misteriosas com o Chefe Supremo, estava na hora de tentar descobrir o que raio se passava com aquela memória.
Consuela decidiu acompanhá-la.
Alberto também.
Embora, segundo ele, fosse apenas para dar apoio moral.
— Eu vou ficar muito discreto — garantiu.
Consuela olhou para ele.
— Tu já disseste isso antes.
— E desta vez é a sério.
— Isso é exatamente o que me preocupa.
😂
Quando chegaram ao consultório, a Miúda Gira estava relativamente tranquila.
Consuela, pelo contrário, parecia ter engolido uma máquina de lavar roupa em centrifugação.
— Estou nervosa.
— Consuela, quem vai fazer a hipnose sou eu.
— Eu sei!
— Então porque estás assim?
— Porque não sabemos o que pode acontecer!
Alberto aproximou-se.
— Posso dar-te a mão.
Consuela olhou para o lado.
— Não posso agarrar na mão de um fantasma!
— Ah… pois é.
Sentaram-se.
O médico explicou calmamente como iria decorrer a sessão.
A Miúda Gira respirou fundo.
Consuela respirou ainda mais fundo.
Alberto permaneceu num canto, tão quieto que, pela primeira vez, parecia mesmo cumprir a promessa de ser discreto.
Tudo estava tranquilo.
Até que…
— Shhhhh…
Uma voz muito baixa pareceu atravessar a sala.
A Miúda Gira abriu ligeiramente os olhos.
O médico parou.
Consuela ficou branca.
Alberto levantou imediatamente a cabeça.
— Ouviram isto? — perguntou o médico.
— Eu ouvi! — respondeu Consuela num sussurro.
A voz voltou.
Baixinha.
Quase como um sopro.
— Está na hora…
A Miúda Gira olhou para o médico.
— Foi o senhor que disse isso?
— Não.
Consuela agarrou-se à cadeira.
— Eu sabia! Eu sabia que isto não ia ser uma consulta normal!
Alberto aproximou-se lentamente.
— Eu reconheço essa voz…
Consuela virou-se para ele.
— Então porque é que não disseste isso antes?!
— Porque estava a tentar ser discreto.
— Alberto!
😂😂
A voz voltou a sussurrar, desta vez muito perto da Miúda Gira e do médico:
— A memória está mais perto do que pensam…
O médico ficou sério.
A Miúda Gira permaneceu imóvel.
E Consuela levantou-se de repente.
— Pronto! Chega! Eu vou buscar um café!
— Consuela… — disse a Miúda Gira.
— O quê?
— Estás num consultório.
Consuela olhou à volta.
— Pois é.
Sentou-se novamente.
— Então fico. Mas se alguém começar a falar através das paredes, eu quero uma declaração por escrito. 😅
O médico respirou fundo e preparou-se para iniciar a sessão.
A Miúda Gira fechou os olhos.
Alberto ficou em silêncio.
Consuela apertou o pano do pó que, por alguma razão inexplicável, tinha levado consigo.
E, antes de a hipnose começar, a voz voltou uma última vez:
— Miúda Gira… lembra-te.
Consuela arregalou os olhos.
Alberto ficou completamente imóvel.
E a Miúda Gira…
sorriu.
Porque, pela primeira vez, aquela voz não lhe causou medo.
Deu-lhe apenas a sensação de que estava finalmente a aproximar-se de uma resposta.
E naquele momento ninguém sabia se a hipnose iria revelar o passado…
ou se o passado é que estava prestes a revelar-se a ela. 😅❤️
📢Relatório da Consuela
Assunto: Hipnose.
Estado da Consuela: Nervosa. Muito nervosa. Excessivamente nervosa.
Alberto: Prometeu discrição.
Resultado: Estranhamente discreto… até reconhecer a voz.
Médico: Confuso.
Miúda Gira: Estranhamente tranquila.
Voz misteriosa: Presente e sem convite.
Pano do pó: Transportado por razões de segurança emocional.
Conclusão: Se a memória voltar, que venha depressa. A Consuela já não tem unhas para roer. 🤣❤️

Com base,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Às vezes, é preciso saber deixar#Reflexão🍀

Deixar para trás o que insiste em puxar-nos para trás.
Deixar ir quem escolheu partir.
E, sobretudo, deixar de tentar convencer alguém a ficar onde já não quer estar.
Também é importante deixar de querer agradar a toda a gente. Afinal, isso dá um trabalho enorme e nem sequer vem com subsídio de férias. 😂

Às vezes, é preciso saber deixar
Há momentos em que a vida nos pede uma coisa muito simples: deixar.
Deixar ficar aquilo que já não podemos mudar.
Deixar para trás o que insiste em puxar-nos para trás.
Deixar ir quem escolheu partir.
E, sobretudo, deixar de tentar convencer alguém a ficar onde já não quer estar.
Também é importante deixar de querer agradar a toda a gente. Afinal, isso dá um trabalho enorme e nem sequer vem com subsídio de férias. 😂
Há batalhas que não precisam de ser travadas, explicações que não precisam de ser dadas e portas que, quando se fecham, talvez estejam apenas a evitar-nos a entrada numa divisão onde já não cabemos.
Mas há uma coisa que nunca devemos deixar: nós próprios.
Não nos devemos deixar de lado para caber na vida de alguém.
Não devemos deixar de aprender, de rir, de sonhar ou de acreditar.
Não devemos entregar a nossa alegria nas mãos de quem não sabe cuidar dela.
A vida não precisa de ser perfeita para ser bonita. Às vezes, basta aprendermos a distinguir aquilo que merece ficar daquilo que simplesmente precisa de partir.
Por isso, deixemos ir o que pesa.
Deixemos ficar o que nos faz bem.
Deixemos acontecer aquilo que não conseguimos controlar.
E talvez seja essa uma das maiores aprendizagens da vida: nem tudo precisa de uma resposta, nem tudo precisa de uma explicação e nem tudo precisa de ser levado connosco.
Algumas coisas ficam pelo caminho. Outras transformam-se em memórias. E há aquelas que, depois de muito tempo, percebemos que foram precisamente aquilo que precisávamos de deixar.
No meio de tudo isto, há apenas uma regra que vale a pena guardar:
Podemos deixar muita coisa para trás, mas nunca devemos deixar de caminhar em direcção a quem somos. ❤️🍀💛

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐱🐶👻-Capítulo 149 — Sherlock Fenando e a Hipnose do Alberto😅🧐🎤

Nada.
— Não descubro mais nada sobre esta mulher! — resmungou, coçando os bigodes. — E quanto mais procuro, mais perguntas aparecem!
Jacks apareceu à porta.
— Talvez seja melhor fazeres uma pausa.
Fenando olhou para ele.
— Watson, um verdadeiro detective não faz pausas.
— Faz, sim. Para comer.
Fenando ficou pensativo.
— Isso é verdade.

Sherlock Fenando estava cada vez mais obcecado com a mulher da fotografia.
A imagem continuava aberta no computador e Fenando já tinha aumentado, diminuído, voltado a aumentar e até inclinado a cabeça para os lados.
Nada.
— Não descubro mais nada sobre esta mulher! — resmungou, coçando os bigodes. — E quanto mais procuro, mais perguntas aparecem!
Jacks apareceu à porta.
— Talvez seja melhor fazeres uma pausa.
Fenando olhou para ele.
— Watson, um verdadeiro detective não faz pausas.
— Faz, sim. Para comer.
Fenando ficou pensativo.
— Isso é verdade.
Mas rapidamente voltou à investigação.
— Já sei! Alberto, quando a miúda gira for à consulta, vais com ela.
Alberto aproximou-se, desconfiado.
— Para quê?
— Para fazeres hipnose.
Alberto arregalou os olhos.
— Hipnose?!🤦
— Precisamos de tentar recuperar as tuas memórias. Talvez consigas lembrar-te de quem era aquela mulher, do teu casamento ou até do que aconteceu antes da tua morte.
Alberto ficou completamente imóvel.
— E se eu descobrir coisas que não quero saber?
Fenando respondeu:
— Então descobrimos na mesma. Sherlock não trabalha com medo.
Jacks, entretanto, estava no quintal, muito ocupado com dois pombos.
Tinha levado milho e espalhava cuidadosamente alguns grãos no chão.
— Vá, amigos. Comam à vontade.
Os pombos aproximaram-se.
Jacks suspirou.
— Vocês têm sorte. Não têm memórias perdidas, fotografias misteriosas nem um detective obcecado dentro de casa.
Um dos pombos inclinou a cabeça.🐦‍⬛
Jacks sorriu.
— Eu sei. Também acho que o Sherlock precisa de férias.
Dentro de casa, Alberto continuava nervoso.
— Fenando… e se a hipnose não resultar?
Fenando aproximou-se e falou calmamente:
— Então tentamos outra coisa.
— O quê?
Fenando pensou.
— Ainda não sei.
Alberto respirou fundo.
— Isto está a dar cabo da minha cabeça.
E, como não sabia o que fazer para acalmar as ideias, levantou os braços e começou imediatamente:
🎤 “O SOLE MIOOOOO…” 🎤
Fenando fechou os olhos.
— Alberto…🤣🤣🤣
🎤“STA ‘NFRONTE A TEEE…” 🎤
— Alberto!
Jacks apareceu à porta.
— Já começou?
Fenando respondeu:
— Começou.
Jacks olhou para os dois pombos no quintal.
— Acho que vou ficar aqui mais um bocadinho.😂😂
E Alberto continuou a cantar, convencido de que estava a preparar-se psicologicamente para a hipnose.
Fenando voltou à fotografia.
Jacks voltou ao milho.🌽
E Alberto voltou ao O Sole Mio.
A investigação avançava.
Devagar.
Muito devagar.
Mas pelo menos tinha banda sonora. 🤣🤣🤣
🐱Pensamento do Fenando:
“Preciso de descobrir quem é esta mulher. E preciso que Alberto recupere as memórias. Sherlock Fenando não desiste.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Milho para os pombos, bolachas para mim e hipnose para o Alberto. Esta irmandade está cada vez mais normal.”
👻 Pensamento do Alberto:
“Talvez a hipnose me ajude a recuperar o passado… mas antes disso, acho que preciso de ensaiar mais uma vez o O Sole Mio.” 🎤👻😅😅😅

Com base,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Quando o corpo pede pausa e a vida continua a carregar no acelerador 🧐💛🧡❤️#Reflexão🍀

Quem normalmente resolve tudo começa a sentir que até escolher o que jantar parece uma missão de alta complexidade. 😂
E não significa que a personalidade tenha mudado de repente.
Muitas vezes, é simplesmente o resultado de meses — ou até anos — a funcionar acima dos próprios limites.

Há um perigo no esgotamento de que nem sempre se fala: não é apenas o cansaço que aumenta. Às vezes, começamos a deixar de reconhecer algumas partes de nós próprios.
A pessoa paciente pode ficar mais irritável.
Quem costumava ter energia pode começar a sentir que tudo exige um esforço enorme.
A pessoa bem-disposta pode perder a vontade de rir.
Quem normalmente resolve tudo começa a sentir que até escolher o que jantar parece uma missão de alta complexidade. 😂
E não significa que a personalidade tenha mudado de repente.
Muitas vezes, é simplesmente o resultado de meses — ou até anos — a funcionar acima dos próprios limites.
Quando o corpo e a mente passam demasiado tempo em modo de sobrevivência, aquilo que antes era tolerável pode tornar-se insuportável. A paciência diminui, a concentração falha, as emoções ficam mais intensas e até pequenas situações podem parecer gigantes.
E existe uma coisa importante: isso não transforma ninguém numa pessoa pior.
Pode apenas significar que essa pessoa está cansada demais para continuar a ser a versão de si própria que todos conheciam.
O esgotamento não deve ser encarado como uma medalha por termos aguentado tudo. Não é sinal de força dizer “eu consigo” enquanto por dentro já estamos a funcionar com a luz de reserva. 😅😅
Precisamos também de aprender a parar.
Dormir. Respirar. Pedir ajuda. Dizer não. Delegar. Afastarmo-nos durante algum tempo. Fazer coisas simples que nos devolvam alguma tranquilidade.
Porque cuidar de nós não é desistir das responsabilidades.
É garantir que ainda conseguimos estar presentes nelas sem nos perdermos pelo caminho.
E talvez uma das maiores formas de coragem seja reconhecer:
“Eu não estou bem e preciso de abrandar.”
Sem vergonha. Sem culpa. Sem necessidade de justificar cada minuto de descanso.
Afinal, até os telemóveis entram em modo de poupança de energia quando estão quase sem bateria.
Nós também deveríamos ter essa inteligência. 😂❤️
Porque ninguém ganha nada em chegar ao fim completamente esgotado e perceber que, pelo caminho, deixou para trás a pessoa que era.
🍀Às vezes, parar não é interromper a caminhada. É simplesmente recuperar forças para continuar. ❤️💛🧡

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐱🐶👻-Capítulo 148 — Sherlock Fenando e a Mulher da Fotografia Misteriosa🧐📷

A investigação de Sherlock Fenando tinha acabado de subir mais um degrau.
Sentado em frente ao computador, Fenando pesquisava documentos antigos quando, de repente…
— Encontrei!
Jacks, que estava no quintal, nem ouviu.
Estava demasiado ocupado a observar dois pombos pousados no muro.

Capítulo 148 — Sherlock Fenando e a Mulher da Fotografia Misteriosa🧐📷

A investigação de Sherlock Fenando tinha acabado de subir mais um degrau.
Sentado em frente ao computador, Fenando pesquisava documentos antigos quando, de repente…
— Encontrei!
Jacks, que estava no quintal, nem ouviu.
Estava demasiado ocupado a observar dois pombos pousados no muro. Olhou para eles, suspirou profundamente e comentou:
— Que bonito… dois pombos juntos, tranquilos, sem investigações, sem mistérios e sem ninguém a cantar ópera.🤣🤣🤣
No interior da casa, Fenando aumentava a fotografia que tinha acabado de encontrar.
Era uma fotografia antiga.
E nela estava a mulher misteriosa que a polícia tinha interrogado.
Fenando aproximou o focinho do ecrã.
— Então és tu…🧐
Coçou os bigodes.
— Quem eras na vida do Alberto?
Nesse momento, Alberto apareceu.
— Descobriste alguma coisa?
Fenando virou o computador na direção dele.
Alberto ficou a olhar para a fotografia.
Durante alguns segundos, não disse nada.
Fenando observava-o atentamente.
— Reconheces esta mulher?
Alberto franziu o sobrolho.
— Não sei…
Fenando suspirou.
— Alberto, pensa.
— Estou a pensar!
— Então pensa mais depressa.
— Estou a tentar!🤣🤣🤣
Jacks entrou finalmente em casa.
— O que perdi?
Fenando apontou para a fotografia.
— A mulher misteriosa.
Jacks aproximou-se, olhou para o ecrã e ficou muito sério.
— Parece mesmo uma pessoa que sabe coisas.😆
Fenando olhou para ele.
— Essa foi a tua grande conclusão?
— Sim.
— Excelente, Watson.🤣🤣🤣
Entretanto, Alberto teve uma ideia completamente diferente.
— Já sei!
Fenando e Jacks olharam para ele.
— Vou publicar na minha página da internet o meu novo talento!
Fenando arregalou os olhos.
— Novo talento?
Alberto abriu os braços dramaticamente.
— Canto lírico!🤣🤣🤣👻
E começou imediatamente:
🤦 “O SOLE MIOOOOOOO…” 🤦
Fenando fechou os olhos.
Jacks olhou para o tecto.
— Os pombos fugiram?
— Ainda não — respondeu Fenando.
— Então ainda há esperança.🤣🤣🤣
Alberto publicou:
“Grande novidade! Descobri o meu novo talento: ÓPERA! Preparem-se para ouvir a voz mais emocionante do mundo fantasmagórico!” 👻😂😂
Em poucos minutos, já tinha publicado um pequeno vídeo.
Fenando aproximou-se do computador.
— Quantas visualizações?
Alberto sorriu.
— Duas.
Jacks animou-se.
— Quem viu?
Alberto ficou em silêncio.
— Eu e o próprio Alberto.🤣🤣🤣
Fenando voltou imediatamente para a fotografia.
— Vou continuar a investigação.
Jacks pegou numa bolacha.
— Eu também.
— O que vais investigar?
— Se ainda temos bolachas.
E Alberto, completamente indiferente à falta de público, voltou ao treino.
👻 “O SOLE MIOOOOOOO!” 👻
Fenando olhou para a fotografia da mulher misteriosa e coçou novamente os bigodes.
Aquela investigação estava a ficar cada vez mais estranha.
E, infelizmente, cada vez mais musical. 🤣🤣🤣
🐱Pensamento do Fenando:
“Uma mulher misteriosa, um casamento esquecido e um assassino por encontrar. Isto está a ficar sério. Só espero que o Alberto não descubra que também pode cantar ópera durante a investigação.”
🐶Pensamento do Jacks:
“Os pombos têm uma vida muito mais tranquila. Mas também não têm bolachas.”
👻Pensamento do Alberto:
“Ópera! Finalmente encontrei a minha verdadeira vocação! Amanhã vou tentar um dueto… comigo próprio!” 🤦👻🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

💛🧡🍀A paz também sabe ser firme#Reflexão🍀

Ser uma pessoa de paz não significa gostar de injustiças, aceitar crueldades ou engolir tudo só para evitar conflitos. A paz também sabe dizer “isto não está certo”, sabe estabelecer limites e, quando necessário, sabe afastar-se sem precisar de organizar uma conferência de imprensa. 😅

Há quem confunda paz com silêncio, conformismo ou aquela capacidade quase olímpica de deixar tudo passar.
Mas não é bem assim.
Ser uma pessoa de paz não significa gostar de injustiças, aceitar crueldades ou engolir tudo só para evitar conflitos. A paz também sabe dizer “isto não está certo”, sabe estabelecer limites e, quando necessário, sabe afastar-se sem precisar de organizar uma conferência de imprensa. 😅
Porque perder a paciência de vez em quando também faz parte da condição humana. Até a pessoa mais tranquila do planeta tem direito a um pequeno “já chega!”. Afinal, ninguém é monge tibetano 24 horas por dia, e há dias em que até a chávena de café precisa de respirar fundo. 😂
A verdadeira paz talvez esteja em não permitir que aquilo que acontece à nossa volta determine aquilo que carregamos por dentro.
Pode haver barulho, opiniões, injustiças, pessoas difíceis e situações que nos tiram do sério. Ainda assim, podemos escolher não alimentar a guerra dentro de nós.
A paz não significa ausência de problemas. Significa encontrar uma forma de atravessá-los sem perder aquilo que somos.
E há uma coisa bonita nisso: a paz verdadeira não depende da autorização de ninguém.
Podem tentar provocar, ferir, desiludir ou roubar o equilíbrio. Mas quando a serenidade nasce de dentro, não é fácil levá-la embora.
É uma escolha diária.
Escolher o respeito em vez da vingança.
A verdade em vez da maldade.
O amor em vez do ressentimento.
O afastamento quando já não existe diálogo.
E, acima de tudo, escolher não transformar o coração numa casa onde a raiva decidiu morar permanentemente.
Porque paz não é fraqueza.
É força com bom senso. ❤️
E talvez seja essa a melhor maneira de terminar cada dia: com a consciência tranquila, o coração leve e a certeza de que, mesmo quando a vida nos convida para uma guerra, podemos simplesmente responder:
“Obrigada pelo convite, mas hoje vou escolher a paz.” 😊🌻

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Um pedido que precisa de chegar mais longe ❤️

Há momentos em que a vida nos pede para fazer aquilo que está ao nosso alcance, mesmo quando parece pouco.
Hoje, venho deixar aqui um pedido muito especial.
O meu marido continua à procura de um dador de medula óssea compatível. Até ao momento, ainda não foi encontrado.
A procura continua e, por isso, também continua este apelo.
Se estás a ler estas palavras, peço-te que ajudes a fazê-las chegar mais longe. Partilha este pedido com outras pessoas. Fala dele, envia-o a quem conheces, dá-lhe voz.
Porque pode existir algures uma pessoa compatível que ainda não sabe que pode fazer a diferença na vida de alguém.
E talvez esta mensagem precise apenas de chegar à pessoa certa.
Uma partilha pode parecer um gesto pequenino. Mas quando estamos à procura de um dador compatível, cada pessoa alcançada pode representar uma nova possibilidade.
Não sabemos onde estará esse dador.
Por isso, continuamos a procurar.
Com esperança, com força e, claro, com aquela teimosia característica da miúda gira que continua a acreditar que “impossível” é uma palavra que ainda precisa de ser muito bem discutida. 🥰
Se puderes ajudar, partilha este pedido.
Não é preciso conhecer o meu marido.
Não é preciso conhecer-me.
Basta querer ajudar.
A procura continua.
E enquanto houver esperança, continuaremos a procurar.
Talvez o dador compatível esteja algures por aí. Só precisamos de ajudar esta mensagem a chegar até ele. ❤️
Obrigada a todos os que, de uma forma ou de outra, ajudam a manter esta esperança viva. ❤️
Assim fica mais adequado ao teu blog enquanto espaço de escrita, sem pressupor que quem lê tem redes sociais ou um perfil para partilhar. ❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Ajudar não custa e partilhar também não 💯🤜🤛

Há coisas na vida que não escolhemos.
E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente:
“Não, obrigada. Já temos planos.” 😁
A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente.
E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa.
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Às vezes distraio-a.
Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa.
Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣
E outras vezes simplesmente digo:
“Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.”
É um dos meus truques preferidos.
Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas.
Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados.
Hoje.
Amanhã logo se vê.
E entre um dia e outro, continuo a rir.
Continuo a fazer disparates.
Continuo a ser eu.
Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos.
Não apagou o nosso sentido de humor.
Não apagou os nossos sonhos.
E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela.
Eu não quero pena. Quero possibilidades.
E é precisamente por isso que hoje faço este pedido.
Não escrevo estas palavras para provocar tristeza.
Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível.
E pedir ajuda não é fraqueza.
Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos.
Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar.
O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante.
IPST
Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país.
IPST
Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior.
IPST
Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea.
E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói.
Nem precisa de capa.
Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭
Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa.
Talvez nunca sejam chamados.
Talvez nunca exista compatibilidade.
Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera.
Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém.
E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família.
Eu não sei como vai terminar a nossa história.
E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar.
Mas sei uma coisa:
enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las.
Sem dramas.
Sem vitimização.
Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência.
Com medo quando for preciso.
Com coragem quando conseguirmos.
Com esperança sempre que houver espaço para ela.
E, sobretudo, com humor.
Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️
Por isso, hoje não venho pedir pena.
Venho pedir uma oportunidade.
Se puderem ser potenciais dadores, informem-se.
Se não puderem, partilhem esta mensagem.
Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora.
Talvez esteja a ler isto agora.
E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém.
Nós continuaremos por aqui.
A viver um dia de cada vez.
A rir quando der.
A chorar quando for preciso.
A cair e a levantar.
E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre…
só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito.
E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣
Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🧚‍♀️ Peter Pan e o Poder do Charme ☠️🥜

E desta vez não envolvia voar, esconder-se ou dizer “já faço”.
Envolvia charme.
A Fada Sininho estava, como sempre, a tentar organizar as tarefas do dia.
— Peter, tens de arrumar o quarto, ajudar os Meninos Perdidos e tratar da tua parte da cozinha.

Na Terra do Nunca, Peter Pan tinha descoberto uma nova estratégia para escapar às responsabilidades.
E desta vez não envolvia voar, esconder-se ou dizer “já faço”.
Envolvia charme.
A Fada Sininho estava, como sempre, a tentar organizar as tarefas do dia.
— Peter, tens de arrumar o quarto, ajudar os Meninos Perdidos e tratar da tua parte da cozinha.
Peter aproximou-se lentamente, com um sorriso exageradamente simpático.
— Sininho… já te disse hoje que estás muito bonita?
Ela parou.
— O que queres?
— Eu? Nada… Só estava a apreciar a tua beleza.
A Sininho estreitou os olhos.
— Peter…
— E essa maneira como consegues organizar tudo… impressionante.
Do outro lado, o Capitão Gancho já estava sentado confortavelmente, a comer amendoins e a assistir ao espectáculo.
— Isto promete… — murmurou, enquanto pegava noutro punhado.
Peter continuou:
— Talvez possamos esquecer aquela história das tarefas por hoje…
— Não.
— Mas eu podia fazer-te companhia.
— Não.
— Podia preparar-te um chá.
— Tu nem sabes onde estão as chávenas.
Gancho quase se engasgou com um amendoim.
— 🤣🤣🤣🤣
Peter não desistiu.
— Sininho, vá lá… podemos ser flexíveis.
Ela cruzou os braços.
— Podemos. Tu podes ser responsável e eu posso ser tolerante.
Peter ficou em silêncio.
Gancho abanava-se com a mão, de tanto rir.
— Peter, meu rapaz… estás a tentar seduzir a única pessoa nesta ilha que sabe exactamente onde deixaste cada uma das tuas responsabilidades!
Peter olhou para Sininho.
— Então… não funcionou?
— Funcionou perfeitamente.
Peter sorriu.
— A sério?
— Sim. Conseguiste convencer-me de uma coisa.
— O quê?
— Que tens muito mais criatividade para fugir às tarefas do que para as fazer.
Gancho levantou o saco de amendoins.
— Brindo a isso! 😅😅
Peter suspirou.
— Está bem… vou arrumar o quarto.
A Sininho sorriu.
— Assim gosto mais.
Peter deu meia-volta e murmurou:
— Mas continuo a achar que o charme era uma excelente estratégia.
Gancho gritou:
— Era! Só escolheste a pessoa errada! 🤣🤣🤣
E a Sininho, já de costas, respondeu:
— E nem penses em tentar comigo outra vez!
Peter ficou a olhar para ela.
— Amanhã?
— PETER!
Gancho quase caiu da cadeira a rir.
Na Terra do Nunca, afinal, até o charme tinha limites. 🤦💛🧡😅

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️