E, muitas vezes, continuam também pelos outros.
Oferecem presença, carinho, força e aquele bocadinho de esperança que parece ter desaparecido precisamente quando mais fazia falta. Não porque não tenham as suas próprias dores, mas porque aprenderam que a dor também pode ensinar a olhar para os outros com mais humanidade.
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Há pessoas que têm uma luz difícil de explicar. Não é uma luz que se vê com os olhos, mas que se sente. Está na forma como olham, na maneira como escutam, nas palavras que escolhem e, muitas vezes, naquele sorriso que aparece precisamente quando mais precisamos dele. São pessoas que transmitem esperança sem vender ilusões. Não prometem que tudo vai correr bem como quem tem acesso privilegiado ao futuro. Dizem apenas: “Isto vai ser difícil, mas não estás sozinho.” E talvez seja aí que esteja a verdadeira coragem. As pessoas luminosas não fingem que a vida é sempre bonita. Sabem que existem dias complicados, perdas, desilusões e momentos em que a vontade é simplesmente desligar o telemóvel, fechar a porta e colocar um aviso de “hoje não estamos disponíveis para milagres”. 😅 Mas continuam. E, muitas vezes, continuam também pelos outros. Oferecem presença, carinho, força e aquele bocadinho de esperança que parece ter desaparecido precisamente quando mais fazia falta. Não porque não tenham as suas próprias dores, mas porque aprenderam que a dor também pode ensinar a olhar para os outros com mais humanidade. Isso não significa que quem tem luz tenha de ser forte o tempo inteiro. Também se cansa. Também chora. Também precisa de colo. Também tem dias em que a bateria emocional está nos famosos 2% e nem o carregador sabe onde foi parar. 😂 A diferença talvez esteja na capacidade de continuar a acreditar, mesmo depois de conhecerem os lados menos bonitos da vida. Porque algumas pessoas, em vez de deixarem a dor apagar-lhes a luz, transformam-na em compreensão. E o tempo, em vez de lhes roubar o brilho, parece ensinar-lhes novas formas de iluminar. São aquelas pessoas que não precisam de fazer barulho para marcar presença. Não precisam de discursos perfeitos nem de grandes gestos. Às vezes basta um abraço, uma palavra sincera ou simplesmente ficar. Talvez as pessoas com luz sejam raras precisamente porque não iluminam apenas quando tudo está bem. Iluminam sobretudo quando alguém está perdido no escuro. E talvez seja essa uma das formas mais bonitas de deixar uma marca na vida de alguém: ser presença quando era mais fácil ser ausência. ❤️✨
— Hipnose?! Outra vez?! Nós ainda nem recuperámos do eclipse!🤣🤣
A Miúda Gira encolheu os ombros.
— Preciso de perceber o que se passa com a minha memória. E se a hipnose ajudar, vamos tentar.
Consuela olhou para Fenando, Jacks e Alberto.
— Muito bem. Se alguém me perguntar, eu vivo numa casa perfeitamente normal.😅😅😅
Capítulo 123 – A Hipnose,as visitas e o banquete da miúda gira 🍲🥘🧆😋🤣
Depois da confusão do eclipse, das máquinas que ganharam vida e da máquina de café que parecia ter tomado três cafés de uma vez, a Miúda Gira tomou uma decisão. — Está decidido. Vou marcar a hipnose! Consuela, que naquele momento estava com o pano do pó numa mão e uma expressão de quem já tinha visto demasiadas coisas naquela casa, parou imediatamente. — Hipnose?! Outra vez?! Nós ainda nem recuperámos do eclipse!🤣🤣 A Miúda Gira encolheu os ombros. — Preciso de perceber o que se passa com a minha memória. E se a hipnose ajudar, vamos tentar. Consuela olhou para Fenando, Jacks e Alberto. — Muito bem. Se alguém me perguntar, eu vivo numa casa perfeitamente normal.😅😅😅 Ninguém respondeu. Principalmente porque Alberto era um fantasma. Nesse preciso momento, Consuela lembrou-se de outra coisa. — Ah! E já agora… a família mais próxima vem visitar-nos este fim de semana! Silêncio absoluto. Fenando levantou as orelhas. Jacks começou imediatamente a olhar para o armário das bolachas. Alberto, muito direito, anunciou: — Eu vou recebê-los com uma canção! Consuela fechou os olhos. — Claro que vais. Jacks levantou uma pata. — Eu fico responsável pelas bolachas. Fenando, já completamente entusiasmado, apareceu com o telemóvel. — E eu vou tirar fotografias! — Fotografias de quê? — perguntou Consuela. — De tudo! — Isso não é uma resposta tranquilizadora, Fenando. A Miúda Gira, entretanto, já tinha entrado em modo anfitriã. — Eu vou cozinhar para todos! Consuela pousou lentamente o pano. — Tu? — Sim! — Cozinhar para muitas pessoas? — Sim! — E vais seguir uma receita? A Miúda Gira ficou pensativa. — Bem… Consuela suspirou. — Pronto. Então vou já preparar o plano de emergência. A cozinha transformou-se num verdadeiro centro de operações. Panelas para um lado, legumes para o outro, pratos espalhados pela bancada e a Miúda Gira a andar de um lado para o outro como se estivesse a comandar um restaurante com três estrelas Michelin. Alberto começou a ensaiar a música de boas-vindas. Jacks fazia controlo de qualidade das bolachas. Fenando fotografava absolutamente tudo. E Consuela? Continuava com o pano do pó na mão. Porque alguém tinha de manter a dignidade daquela casa. Quando finalmente a Miúda Gira provou a comida, sorriu. — Acho que está tudo perfeito! Consuela aproximou-se cautelosamente. — “Acho” é uma palavra muito perigosa quando estamos a falar de almoço para a família. Fenando tirou mais uma fotografia. Jacks desapareceu misteriosamente com uma bolacha. Alberto começou a cantar. E a Miúda Gira percebeu que, entre uma hipnose, uma visita familiar, um fantasma cantor, um cão especialista em bolachas, um gato fotógrafo e uma Consuela armada com um pano do pó…😂😂 o fim de semana prometia ser tudo menos normal. E, sinceramente? Naquela casa, já ninguém esperava outra coisa. 🤣❤️ 📢Relatório da Consuela Assunto: Visita familiar Estado: Preparativos em andamento. Cozinheira: Miúda Gira, com risco elevado de improvisação. Receção musical: Alberto. Serviço de bolachas: Jacks. Fotografia oficial: Fenando. Limpeza: Consuela, porque aparentemente ninguém mais vê o pó. Hipnose: Marcada. Previsão para o fim de semana: Caos familiar com possibilidade de sobremesa. Conclusão: Recomenda-se café. Muito café. ☕🤣❤️
Fenando pesquisava mais informações sobre o passado de Alberto Crespo.
De repente, encontrou uma nova referência.
— Jacks… encontrei qualquer coisa!
Jacks apareceu imediatamente, deixando para trás o seu programa de culinária.
— Descobriste quem matou o Alberto?
— Ainda não. Mas descobri que, na altura da investigação, a polícia interrogou uma mulher.🧐👻
Jacks arregalou os olhos.
Capítulo 147 — Sherlock Fenando e a Mulher do Interrogatório🧐😅😅😅
A investigação de Sherlock Fenando tinha entrado numa fase absolutamente séria. Ou, pelo menos, era isso que ele dizia. Sentado em frente ao computador, com o olhar concentrado e os bigodes ligeiramente inclinados para a frente, Fenando pesquisava mais informações sobre o passado de Alberto Crespo. De repente, encontrou uma nova referência. — Jacks… encontrei qualquer coisa! Jacks apareceu imediatamente, deixando para trás o seu programa de culinária. — Descobriste quem matou o Alberto? — Ainda não. Mas descobri que, na altura da investigação, a polícia interrogou uma mulher.🧐👻 Jacks arregalou os olhos. Alberto aproximou-se, curioso. Fenando virou-se lentamente para ele. — Alberto… preciso de te fazer uma pergunta importante. — Diz. Fenando fez uma pausa dramática. — Foste casado? Alberto ficou imóvel. Durante alguns segundos, ninguém disse nada. Depois, Alberto levou a mão à testa, como quem acabara de abrir uma gaveta esquecida na memória. — Espera… Fenando aproximou-se. — Lembraste-te de alguma coisa? — Acho que sim! Jacks deu um salto. — ELE LEMBROU-SE! Fenando ficou tão concentrado que parecia estar prestes a descobrir a cura para todos os mistérios do universo.🤣🤣🤣 — Então? Alberto olhou para os dois. — Acho que… fui casado. Silêncio absoluto. Jacks começou a correr pela casa. — O SHERLOCK FENANDO CONSEGUIU! O SHERLOCK FENANDO CONSEGUIU! E, como qualquer Watson devidamente preparado para uma descoberta histórica, decidiu comemorar da única maneira que considerava adequada. Bolachas. Distribuiu bolachas por todos. — Uma para o Sherlock, uma para mim e uma para o Alberto! Fenando recebeu a sua, mas ficou parado a olhar para ela. Coçou os bigodes. Uma vez. Duas. Três. — Há qualquer coisa que não bate certo… Jacks parou de mastigar. — A bolacha está estragada? — Não. — Então come. Fenando ignorou completamente o conselho. — Se a polícia interrogou uma mulher… e o Alberto se lembra agora de que foi casado… talvez essa mulher tenha alguma ligação com ele. Alberto ficou pensativo. — É possível… Nesse preciso momento, ouviu-se: 🎤“O SOLE MIOOOOO…” 🎤 Fenando fechou os olhos. Jacks suspirou. — E pronto. Alberto tinha decidido que uma descoberta sobre o próprio passado merecia ser celebrada com ópera. — Preciso de cantar para organizar as ideias! Fenando olhou para Jacks. — Ele vai investigar ou cantar? Jacks encolheu os ombros. — Conhecendo o Alberto… vai cantar enquanto investiga. E foi exactamente isso que aconteceu. Enquanto Sherlock Fenando voltava ao computador, Jacks continuava a distribuir bolachas e Alberto ensaiava O Sole Mio pela enésima vez. A investigação tinha ganho uma nova pista. E, aparentemente, uma banda sonora. 😅😅 😺Pensamento do Fenando: “Uma mulher interrogada, um casamento esquecido e um assassinato sem culpado. Isto está a ficar sério. Preciso de investigar mais… e talvez de uns óculos de detective.” 🐶Pensamento do Jacks: “Sherlock Fenando encontrou uma pista! Eu encontrei bolachas! Hoje foi um dia de grandes descobertas.” 🤣🤣🤣 👻Pensamento do Alberto: “Fui casado… preciso de descobrir com quem. Mas primeiro… O SOLE MIOOOOO!” 🎤🤣🤣🤣
Falar assim. Vestir assado. Pensar dentro das linhas. Não fazer muito barulho. Não ser demasiado isto, nem demasiado aquilo.
Basicamente, uma espécie de “se possível, não incomode e tente não ocupar muito espaço”. 😅😅
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Há momentos na vida em que parece existir um manual invisível a dizer como devemos ser para sermos aceites. Falar assim. Vestir assado. Pensar dentro das linhas. Não fazer muito barulho. Não ser demasiado isto, nem demasiado aquilo. Basicamente, uma espécie de “se possível, não incomode e tente não ocupar muito espaço”. 😅😅 Mas pertencer não deveria significar apagar partes de quem somos. Cada pessoa tem a sua maneira de sentir, pensar, sonhar, rir, amar e até de fazer algumas asneiras pelo caminho — porque, convenhamos, se a perfeição fosse requisito para viver, já havia muita gente a aguardar à porta. 🧐 Não é preciso vestir a mesma cor que toda a gente para fazer parte da paisagem. Há quem seja discreto, quem seja intenso, quem fale pelos cotovelos e quem prefira observar. Há quem precise de silêncio e quem transforme qualquer reunião familiar numa conferência internacional. E está tudo bem. Ser diferente não significa querer ser melhor. Significa apenas não querer deixar de ser verdadeiro para caber na expectativa dos outros. Nem todos os caminhos foram feitos para serem percorridos em fila. Alguns pedem coragem para escolher uma direção diferente, para assumir aquilo que se é e para continuar a caminhar sem a preocupação constante de agradar a toda a gente. Porque, no fim, talvez a verdadeira liberdade esteja precisamente aí: poder pertencer sem desaparecer. Poder caminhar sem deixar de ser quem somos. E poder escolher a nossa própria cor, mesmo quando o mundo insiste que seria muito mais cómodo vestir cinzento. ❤️ E se alguém achar a nossa cor demasiado forte… paciência. Há quem goste de cinzento. Há quem adore vermelho. Ainda bem que a vida não veio com uma paleta de cores obrigatória. ❤️🩹🥰❤️
Até aconteceu um eclipse da Lua. ☺️✨
Nessa noite, a casa ficou estranhamente silenciosa.
O Fenando olhava pela janela.
O Jacks estava sentado no quintal.
O Alberto, invisível como sempre, observava tudo.
E eu estava fascinada.
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O Eclipse,a magia ,e a máquina de café com pressa 🌒😂🧐
Depois do misterioso sonho da Consuela e das minhas pesquisas sobre hipnose, achei que já nada me conseguiria surpreender. Até aconteceu um eclipse da Lua. ☺️✨ Nessa noite, a casa ficou estranhamente silenciosa. O Fenando olhava pela janela. O Jacks estava sentado no quintal. O Alberto, invisível como sempre, observava tudo. E eu estava fascinada. — Olhem para a Lua… De repente… PLOC! A luz da cozinha acendeu-se sozinha. A torradeira começou a saltitar. O frigorífico abriu a porta. O aspirador ligou-se. E a máquina de café… começou a falar! ☕🤣 — BOMDIAOLÁCOMOVAIQUEROCAFÉCOMLEITESEMLEITECAFÉCURTOCAFÉLONGOOUQUEREXPRESSO? A Consuela ficou parada. — O quê?! — QUERCAFÉCOMAÇÚCARSEM AÇÚCARCOM CANELA COM LEITE VEGETAL LEITE NORMAL LEITE SEM LACTOSE OU APENAS CAFÉ CAFÉ CAFÉ?! Consuela levantou as mãos. — PARA! A máquina continuou: — MAS EU SÓ ESTOU A PERGUNTAR! — Tu falas depressa demais! — EU TENHO MUITO TRABALHO! 😂😂😂 A Miúda Gira estava completamente fascinada. — Consuela, não interrompas! Isto é histórico! — Histórico?! Eu estou a tentar perceber o que ela está a dizer! A máquina começou novamente: — EU SOU UMA MÁQUINA DE CAFÉ MODERNA EFICIENTE RÁPIDA INTELIGENTE E GOSTO DE TRABALHAR DE MANHÃ À NOITE E— — RESPIRA! — gritou Consuela. Silêncio. A máquina respondeu baixinho: — Não tenho pulmões. 🤣🤣🤣 No sofá, Alberto estava boquiaberto. Fenando tinha os olhos arregalados. Jacks olhava para a torradeira como quem acabara de descobrir que o pequeno-almoço tinha personalidade. De repente, a torradeira falou: — Alguém quer torradas? Fenando aproximou-se imediatamente. Consuela olhou para ele. — Nem penses. O frigorífico abriu novamente a porta. — Eu tenho queijo. Jacks abanou a cauda. — Jacks, também não! Eu estava cada vez mais encantada. — Isto é maravilhoso! Alberto finalmente falou: — Eu já sou um fantasma e agora tenho uma máquina de café que fala mais depressa do que eu. Consuela respondeu: — Pelo menos tu consegues fazer pausas! A máquina de café interrompeu: — EU TAMBÉM SEI FAZER PAUSAS! Parou durante dois segundos. — PRONTO JÁ FIZ. 🤣🤣🤣 Ninguém conseguiu conter o riso. Até o Alberto. E naquela noite, enquanto a Lua brilhava depois do eclipse, a nossa casa parecia ter ganho uma vida completamente nova. Ou talvez sempre tivesse tido. Só estava à espera da Lua certa para começar a falar. Quanto a mim? Fiquei fascinada. Mas tomei uma decisão muito importante: A partir daquele dia, nunca mais discutiria com a máquina de café antes de beber café. Afinal… ela fala demasiado depressa. Eu ainda estou a acordar. ☕😅❤️ 📢Relatório da Consuela Fenómeno: Eclipse lunar. 🌒 Consequência: Electrodomésticos ganharam vida. Máquina de café: Fala a uma velocidade superior à permitida por lei. Frigorífico: Oferece queijo. Torradeira: Quer participar nas conversas. Miúda Gira: Fascinada. Alberto: Boquiaberto. Fenando: Interessado no frigorífico. Jacks: Também. Consuela: A tentar acompanhar a máquina de café. Conclusão: O eclipse passou, mas a máquina de café ficou. E continua a falar. Muito. 🤣🤣🤣❤️
A verdade é que ninguém é perfeito. Temos qualidades, defeitos, dias brilhantes e outros em que mais valia voltar para a cama e colocar um aviso de “manutenção temporariamente indisponível”. 🤣
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Há pessoas que parecem ter feito um curso intensivo em detetar defeitos. 😂 Conseguem encontrar uma falha numa frase, uma imperfeição numa atitude e, se lhes dermos tempo suficiente, provavelmente descobrem até um defeito no nosso jeito de respirar. A verdade é que ninguém é perfeito. Temos qualidades, defeitos, dias brilhantes e outros em que mais valia voltar para a cama e colocar um aviso de “manutenção temporariamente indisponível”. 🤣 Numa relação saudável — seja de amizade, família ou amor — deveria existir espaço para reconhecer aquilo que há de bom no outro. Valorizar o esforço, celebrar conquistas, reconhecer talentos e, quando necessário, ajudar a melhorar sem transformar cada erro numa sentença. Porque criticar é muito fácil. Difícil é olhar para alguém e conseguir enxergar o conjunto, e não apenas aquilo que está fora do lugar. Quem passa o tempo inteiro a apontar defeitos talvez esteja mais preocupado em procurar imperfeições do que em conhecer verdadeiramente a pessoa que tem diante de si. E estabelecer limites perante isso não é arrogância. É respeito por nós próprios. Ninguém precisa de viver permanentemente sob avaliação, como se estivesse num concurso onde o júri tivesse decidido que a pontuação máxima é impossível. 😅 Todos temos coisas para melhorar. Claro que sim. Crescer também passa por reconhecer os nossos erros. Mas uma coisa é aceitar uma crítica construtiva; outra é viver debaixo de uma lupa que só procura aquilo que está mal. Quem não consegue reconhecer a nossa luz não precisa de receber o comando das nossas sombras. No fundo, talvez a melhor resposta seja continuar a crescer, aprender e melhorar… mas sem permitir que a opinião de quem só vê defeitos nos faça esquecer tudo aquilo que temos de bonito. Porque perfeição? Essa deixamos para os filtros das fotografias. Na vida real, até fica melhor haver umas imperfeições pelo caminho. ☺️❤️
Estava eu na cozinha, muito sossegada, a beber café, quando a Consuela apareceu com uma expressão misteriosa.
— Preciso de te contar uma coisa.
Pousei a chávena.
— Isso nunca começa bem. 😂
Ela sentou-se ao meu lado e baixou a voz:
— Sonhei com o Chefe Supremo.
Olhei para ela.
Capítulo 121 – O Sonho da Consuela e o Mistério do Alberto 🤣🤣🤣
Depois do parque aquático, pensei que finalmente teríamos um dia tranquilo. Ingénua. Estava eu na cozinha, muito sossegada, a beber café, quando a Consuela apareceu com uma expressão misteriosa. — Preciso de te contar uma coisa. Pousei a chávena. — Isso nunca começa bem. 😂 Ela sentou-se ao meu lado e baixou a voz: — Sonhei com o Chefe Supremo. Olhei para ela. — Outra vez? — Sim. — E o que é que ele disse? Consuela respirou fundo. — Disse-me que o Alberto foi uma pessoa muito importante para ti… numa vida passada. Fiquei parada. O café quase me caiu da mão. — O quê?! — Foi exatamente isso que ouvi. Olhei para o espaço onde sabia que Alberto costumava estar. Nada. Nem uma palavra. Nem um suspiro. Nem sequer um daqueles efeitos sonoros de ondas do mar. 😜 Consuela continuou: — E disse que talvez seja por isso que existe qualquer coisa entre vocês que ninguém consegue explicar. Eu comecei a pensar. Depois pensei mais um bocadinho. E então tive aquela expressão que a Consuela já conhecia demasiado bem. — Vou pesquisar. — Pesquisar o quê? — Hipnose. Consuela arregalou os olhos. — Hipnose?! — Sim. Se existe um mistério, talvez seja altura de tentar descobrir o que está por trás dele. Peguei no telemóvel e comecei a pesquisar onde poderia fazer uma sessão de hipnose. Enquanto isso, no quintal, acontecia uma realidade completamente diferente. O Jacks, o Fenando e o Alberto estavam a fazer ioga juntos.😺🐶👻🧘 — Respirem profundamente… — dizia Alberto. Jacks inspirava. Fenando fechava os olhos. — Agora posição da árvore. Jacks levantou uma pata. Fenando levantou a cauda. Alberto, invisível, começou a equilibrar-se. TUM! — Alberto? — Estou bem. 😂😂😂 Na cozinha, nós nem dávamos por nada. Eu continuava a pesquisar. — Consuela, encontrei vários sítios. — E vais mesmo fazer isso? — Talvez. — E se descobrires alguma coisa? Olhei para ela. — Finalmente teremos respostas. Nesse momento, ouviu-se lá fora: PUM! Depois: — Alberto, não te mexas! — Eu não me mexi! — Então porque é que o tapete está a andar? Silêncio. Eu e Consuela olhámos uma para a outra. E começámos a rir. Talvez houvesse mesmo um mistério por descobrir. Talvez Alberto tivesse feito parte da minha vida de alguma forma. Ou talvez estivéssemos simplesmente a viver numa casa onde um fantasma faz ioga com um cão e um gato enquanto duas mulheres procuram respostas sobre vidas passadas. Sinceramente? Já nem sei qual das duas coisas é mais estranha. 🤣🤣🤣❤️ 📢Relatório da Consuela Assunto: Sonho com o Chefe Supremo. Revelação: Alberto terá sido alguém muito importante na vida passada da Miúda Gira. 🤔 Miúda Gira: Pesquisa intensiva sobre hipnose. Consuela: Entre curiosa e preocupada. Fenando: Em posição de ioga. Jacks: Também. Alberto: Instrutor de ioga invisível. Mistério: Cada vez maior. Conclusão: Enquanto umas procuram respostas sobre vidas passadas, os outros estão a tentar descobrir como fazer a posição da árvore sem cair. 😅😅😅❤️
— Alberto Crespo… figura pública… revolucionário… assassinado… e ninguém descobriu quem foi…
Parava.
Pensava.
Voltava a andar.
Mexia novamente nos bigodes.
Jacks observava tudo.
— Fenando, já estás a andar há tanto tempo que qualquer dia abres uma estrada no quintal.🤣🤣
Fenando ignorou.
Foi então que apareceram os gatos dos vizinhos.
Capítulo 146 — Sherlock Fenando, os Gatos Cuscuvilheiros e a Defesa da Irmandade 🔎🐱👻
Sherlock Fenando estava cada vez mais intrigado com o passado de Alberto. Andava de um lado para o outro no quintal, mexendo nos bigodes e pensando profundamente. — Alberto Crespo… figura pública… revolucionário… assassinado… e ninguém descobriu quem foi… Parava. Pensava. Voltava a andar. Mexia novamente nos bigodes. Jacks observava tudo. — Fenando, já estás a andar há tanto tempo que qualquer dia abres uma estrada no quintal.🤣🤣 Fenando ignorou. Foi então que apareceram os gatos dos vizinhos. Sentaram-se estrategicamente junto ao muro e começaram a observar a Irmandade com aquele ar muito típico de quem não tinha absolutamente nada para fazer… mas precisava urgentemente de saber tudo. 😅 Um deles cochichou: — O que será que o Fenando anda a investigar? Outro respondeu: — Parece importante. Jacks ouviu. Levantou-se imediatamente. — Alto lá! Os gatos olharam para ele. — O Fenando é membro exclusivo da nossa Irmandade! Fenando olhou para Jacks, surpreendido. — Jacks… — E há só um Fenando! Os gatos continuaram a olhar. Jacks cruzou-se à frente dele. — E eu não o partilho com ninguém! Fenando ficou orgulhoso. — Isso foi… bastante querido. Jacks respondeu: — É uma questão de segurança da Irmandade. Nesse momento, Alberto apareceu atrás dos gatos. — Acho que posso ajudar. Os gatos viraram-se. Alberto começou a fazer levitar uma cadeira. Depois uma almofada. Depois uma taça. Depois uma colher. Tudo começou a flutuar no ar. 😅 Os gatos ficaram de olhos arregalados. Um tentou fugir. Outro ficou paralisado. E o terceiro simplesmente desapareceu atrás do muro. Alberto começou a rir. — Então? Ainda querem saber o que se passa por aqui? Jacks começou a bater palmas. — BRAVO, Alberto! 👏👏😅😅😅 Fenando olhou para os objetos a levitar. — Admito que foi uma excelente estratégia. Alberto fez a colher dar uma pequena volta no ar. — Obrigado. Tenho muitos talentos. Fenando voltou a mexer nos bigodes. — E cada vez mais mistérios. Jacks olhou para os gatos, que já estavam bem longe. — Problema resolvido. Alberto fez a almofada pousar suavemente. — A Irmandade continua em segurança! Fenando sorriu. — E a investigação continua. Jacks suspirou. — Eu sabia que ias dizer isso. 🤣 😺Pensamento do Fenando: “Quanto mais descubro sobre Alberto, mais perguntas aparecem. Isto já não é apenas uma investigação… é uma obsessão profissional.” 🐶 Pensamento do Jacks: “Fenando só há um. E esse não se partilha. Os gatos que arranjem outro assunto para cuscuvilhar.” 😅🤣 👻 Pensamento do Alberto: “Adorei assustá-los! Talvez a minha carreira como fantasma tenha finalmente encontrado uma nova especialidade: segurança privada paranormal.” 👻😅😅
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]