Peter Pan A Invasão Dos Morcegos  e O Jogo De Futebol ⚽

Um enorme bando de morcegos apareceu vindo do meio da floresta.
— MORCEGOS! — gritou Sininho, levantando voo imediatamente.
— Finalmente alguma coisa interessante! — exclamou Gancho, desembainhando a espada.
Peter Pan nem se mexeu.
— Calma… isto é só uma interrupção temporária. O jogo ainda está empatado.

Na Terra do Nunca, aquela noite começou como tantas outras: os Meninos Perdidos jogavam futebol, Peter Pan estava sentado numa pedra a assistir e o Capitão Gancho tentava, pela enésima vez, convencer toda a gente de que a sua estratégia de jogo era muito superior.
Tudo corria normalmente.
Até que…
— FIIIIIIIIIIIII!
Um enorme bando de morcegos apareceu vindo do meio da floresta.
— MORCEGOS! — gritou Sininho, levantando voo imediatamente.
— Finalmente alguma coisa interessante! — exclamou Gancho, desembainhando a espada.
Peter Pan nem se mexeu.
— Calma… isto é só uma interrupção temporária. O jogo ainda está empatado.
Sininho olhou para ele incrédula.
— PETER! A TERRA DO NUNCA ESTÁ A SER INVADIDA!
— Já percebi. Mas olha aquele remate!
O Menino Perdido chutou a bola e marcou.
— GOOOOOOLO!
Peter levantou-se de imediato.
— EU SABIA! QUE JOGADA!
Enquanto isso, Sininho tentava afastar os morcegos com a sua varinha, voando de um lado para o outro.
— Saiam daqui! Vão para outra floresta!
Gancho, por sua vez, corria pelo campo com a espada no ar.
— VOLTEM PARA A VOSSA CAVERNA, SEUS RATOS COM ASAS!
Um morcego passou-lhe mesmo por cima da cabeça.
— Isso foi uma provocação!
Gancho tentou acertar-lhe com o chapéu.
Falhou.
Tentou novamente.
Falhou outra vez.
Acabou por perder o chapéu.
— SININHO!
— O quê?!
— Acho que eles estão a ganhar!
— Finalmente percebeste!
Os dois juntaram esforços.
Sininho fazia barulho com a varinha, Gancho agitava a espada e os Meninos Perdidos corriam em círculos.
Peter Pan continuava sentado.
— Peter! — gritou Gancho. — FAZ ALGUMA COISA!
Peter levantou os olhos.
— Posso dar instruções.
— Que instruções?!
— Mandem os morcegos para a esquerda. O vento está a ajudar.
Gancho ficou em silêncio.
Sininho também.
— E TU NÃO PODES AJUDAR?!
Peter encolheu os ombros.
— Posso… mas começou a segunda parte.
Foi nesse momento que Sininho e Gancho perceberam que estavam sozinhos naquela batalha.
Os dois trocaram um olhar.
— Trégua? — perguntou Gancho.
Sininho suspirou.
— Trégua.
E, pela primeira vez na história da Terra do Nunca, o Capitão Gancho e a fada Sininho trabalharam juntos.
Cinco minutos depois, conseguiram finalmente expulsar os morcegos.
Exaustos, sentaram-se no chão.
Peter aproximou-se tranquilamente.
— Então? Ganharam?
Gancho olhou para ele com uma expressão assassina.
— Sim.
— Boa! E o jogo?
— Também ganhámos! — gritaram os Meninos Perdidos.
Peter abriu um enorme sorriso.
— Excelente! Uma noite produtiva.
Sininho levantou uma sobrancelha.
— Para nós.
Peter piscou o olho.
— Cada um tem a sua missão.
E foi assim que a Terra do Nunca descobriu uma importante lição:
quando houver uma invasão de morcegos, não contem com Peter Pan.
A menos que haja futebol na televisão. 🤣🤣⚽🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crônicas do Fenando do Jacks…E do Alberto 🐱🐶👻-Capítulo 128 🐱O Conselho Da Irmandade 🤣🐱👻🐶😹

O presente relatório fica assim oficialmente aprovado pelo Conselho da Irmandade, embora o Jacks tenha abandonado a reunião antes da votação por ter ouvido o barulho de uma taça.

Capítulo 128 🐱O Conselho Da Irmandade 🤣🐱👻🐶😹

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto 🐱🐶👻-Capítulo 103 –  E Foi Mais Ou Menos Assim Que o Alberto Entrou na Família 👻🥰

Há histórias que começam com uma grande decisão.
A nossa começou… no quintal.
Um dia, a Miúda Gira estava tranquilamente no quintal quando começou a sentir que havia ali qualquer coisa diferente.
Um barulho.
Uma presença.
Uma voz.

Capítulo 103 –  E Foi Mais Ou Menos Assim Que o Alberto Entrou na Família 👻🥰

Há histórias que começam com uma grande decisão.
A nossa começou… no quintal.
Um dia, a Miúda Gira estava tranquilamente no quintal quando começou a sentir que havia ali qualquer coisa diferente.
Um barulho.
Uma presença.
Uma voz.
— Olá?
Nada.
Olhou em volta.
Nada.
Ou melhor… aparentemente nada.
Porque foi nesse momento que o Alberto apareceu pela primeira vez.
No quintal.
E, embora a Miúda Gira não o conseguisse ver, conseguiu ouvi-lo.
— Não tenhas medo.
A Miúda Gira ficou parada.
— Quem falou?!
Do outro lado do quintal, o Alberto arrependeu-se imediatamente de ter falado.
— Eu…
— Eu quem?
Silêncio.
E foi assim que começou a história mais improvável desta família.
O Fenando e o Jacks também acabaram por perceber que havia ali alguém.
O Jacks aceitou rapidamente.
O Fenando foi mais desconfiado.
— É fantasma?
— Sou — respondeu Alberto.
O Fenando ficou uns segundos a pensar.
— E vais ficar?
— Não sei.
O Jacks olhou para ele.
— Então fica.
E pronto.
Foi mais ou menos assim que o Alberto entrou na família.
Sem convite.
Sem apresentação formal.
Sem sequer uma fotografia para o álbum de família.
Simplesmente apareceu no quintal… e acabou por ficar.
Com o tempo, deixou de ser “o fantasma que apareceu no quintal”.
Passou a ser apenas o Alberto.
O nosso Alberto.
Ainda invisível para a Miúda Gira, ainda cheio de segredos e ainda com uma tendência preocupante para se meter em tudo.
Mas família.
Porque, às vezes, não é preciso nascer numa família para pertencer a ela.
Às vezes basta aparecer no quintal no momento certo.
E ter a sorte de encontrar um Jacks que diga:
— Fica. ❤️🐶👻
📝Relatório da Irmandade
Local da primeira aparição: Quintal 👻🤣
Forma de entrada: Sem convite 🙀
Receção do Jacks: “Fica.”
Receção do Fenando: Desconfiança moderada.
Miúda Gira: Continua sem o conseguir ver.
Estado atual: Membro oficial da família.
Conclusão:
O Alberto apareceu no quintal por acaso.
Mas ficou por escolha. 🤗❤️😂🙌

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crônicas De uma Miúda Gira 🥰❤️-Capítulo 102 – O Dia em Que a Miúda Gira Decidiu Não Explicar Nada a Ninguém 🤣❤️🍀

— Vontade de não explicar.
A Consuela ficou a olhar para mim.
— Isso é novo.
— Eu sei.
Foi então que o Alberto apareceu.
— Eu apoio!
— Tu apoias tudo.
— É uma das minhas melhores qualidades.
— Ou piores.
— Depende da audiência.
Continuei tranquilamente a arrumar as coisas.
A Consuela não desistiu.
— Mas não vais explicar porque estás tão bem-disposta?
— Não.
— Nem porque estás a cantar?
— Não.
— Nem porque puseste música às oito da manhã?
— Também não.
— Nem porque estás a dançar com a esfregona?
Parei.
Olhei para a esfregona.
— Isso já merece explicação.

Capítulo 102 – O Dia em Que a Miúda Gira Decidiu Não Explicar Nada a Ninguém 🤣❤️🍀

Na manhã seguinte às cinco bolas de gelado de chocolate, acordei com uma decisão muito importante:
não ia explicar nada a ninguém.
Nem as minhas escolhas.
Nem as minhas ideias.
Nem os meus gostos.
Nem sequer aquela vontade inexplicável de cantar enquanto arrumava a cozinha.
A Consuela apareceu logo de manhã.
— Estás bem?
— Estou.
— Tens alguma coisa?
— Tenho.
Ela esperou.
— O quê?
— Vontade de não explicar.
A Consuela ficou a olhar para mim.
— Isso é novo.
— Eu sei.
Foi então que o Alberto apareceu.
— Eu apoio!
— Tu apoias tudo.
— É uma das minhas melhores qualidades.
— Ou piores.
— Depende da audiência.
Continuei tranquilamente a arrumar as coisas.
A Consuela não desistiu.
— Mas não vais explicar porque estás tão bem-disposta?
— Não.
— Nem porque estás a cantar?
— Não.
— Nem porque puseste música às oito da manhã?
— Também não.
— Nem porque estás a dançar com a esfregona?
Parei.
Olhei para a esfregona.
— Isso já merece explicação.
O Alberto começou a rir.
— Afinal há limites!
— Claro que há.
— Quais?
— A esfregona não pode ser acusada injustamente.
A Consuela sentou-se.
— Então hoje estás numa fase de “faço o que quero e ninguém tem nada a ver com isso”?
— Mais ou menos.
— E se alguém criticar?
— Pode criticar.
— E se não concordar?
— Pode não concordar.
— E se achar estranho?
— Tem todo o direito.
— E tu?
— Eu tenho o direito de continuar a viver.
A Consuela ficou calada.
O Alberto também.
Até que ele disse:
— Isto está perigosamente sensato.
— Não te habitues.
Fui buscar o café.
Sentei-me no quintal.
E percebi que, às vezes, a paz não está em conseguir que toda a gente compreenda as nossas escolhas.
Está em deixar de sentir necessidade de as justificar.
Se queremos cinco bolas de gelado, comemos cinco.
Se queremos dançar com uma esfregona, dançamos.
Se queremos passar uma tarde sem fazer absolutamente nada, fazemos.
E se alguém perguntar:
— Mas porquê?
Podemos simplesmente responder:
— Porque sim.
A Consuela apareceu à porta.
— Miúda Gira?
— Sim?
— Posso dançar com a esfregona?
Olhei para ela.
— Claro.
O Alberto gritou:
— Eu quero a vassoura!
E cinco minutos depois estávamos os três numa espécie de coreografia absolutamente vergonhosa.
Eu com a esfregona.
A Consuela com o pano do pó.
E o Alberto, invisível, a comandar a banda sonora.
Olhei para aquela cena e pensei:
Definitivamente, isto não é uma casa normal.
Mas também pensei:
Ainda bem. ❤️😇🤪
📢Relatório da Consuela
Assunto: Dia sem explicações
Miúda Gira: Estranhamente tranquila
Juízo: Presente, mas não está a trabalhar
Esfregona: Promovida a parceira de dança
Vassoura: Convocada pelo Alberto
Alberto: Responsável pela música
Consuela: Descobriu talentos que ninguém pediu
Conclusão: Recomenda-se repetir a experiência.
Nota final:
A normalidade foi novamente convidada para sair.
E, desta vez, nem levou casaco. ❤️🤪🤣🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐱🐶👻-Capítulo 127 — O Dia do Silêncio 🤫🤣

Depois de tantas aventuras, Fenando teve uma ideia:
— Precisamos de um dia de silêncio.
Jacks concordou imediatamente.
— Apoiado. Preciso de descansar.
Alberto ficou desconfiado.
— Silêncio… sem música?

Capítulo 127 — O Dia do Silêncio 🤫🤣

Depois de tantas aventuras, Fenando teve uma ideia:
— Precisamos de um dia de silêncio.
Jacks concordou imediatamente.
— Apoiado. Preciso de descansar.
Alberto ficou desconfiado.
— Silêncio… sem música?
— Exatamente — respondeu Fenando.
E assim começou o grande Dia do Silêncio da Irmandade.
Os três sentaram-se debaixo da laranjeira.
Silêncio absoluto.
Fenando respirava tranquilamente.
Jacks já estava quase a dormir.
Alberto permanecia muito sério.
Passaram dois minutos.
Alberto levantou a pata.
— Posso fazer uma pergunta?
Fenando abriu um olho.
— O quê?
— O silêncio tem público?
Fenando fechou novamente os olhos.
— Não.
— Então como sabemos se está a resultar?
🤣🤣🤣🤣
Mais um minuto.
Alberto começou:
— 🎤 Hummm… 🎤
Fenando abriu os olhos.
— Alberto!
— Foi só um teste!
Jacks levantou-se.
— Vou buscar os meus protetores de ouvidos.
😹😹😹
Fenando suspirou.
— Alberto, o problema não é a tua voz.
Alberto sorriu.
— Sabia!
— O problema é que não consegues estar calado.
Silêncio.
Alberto pensou.
— Posso pelo menos cantar baixinho?
— NÃO!
🤣🤣🤣
E foi assim que o Dia do Silêncio terminou oficialmente ao fim de três minutos.
🐱Pensamento do Fenando:
“A paz interior é maravilhosa. Pena que nesta Irmandade ninguém saiba onde fica.”🙀😂😂😂
🐶Pensamento do Jacks:
“Eu gostei do silêncio. Principalmente porque estava quase a dormir.” 🤪🤣
👻 Pensamento do Alberto:
“Consegui ficar calado durante três minutos. Amanhã tento quatro. Ou talvez cinco… com música.” 🤣🤣🤣🐱🐶👻❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️-Capítulo 90 – O Óbvio Está Ali… Mas Ninguém Sabe Muito Bem Onde 🤣

Hoje aconteceu uma coisa preocupante cá em casa. A Consuela começou a duvidar do óbvio. Sim, do óbvio. Aquele que normalmente está mesmo à frente do nariz. A miúda gira olhou para ela e perguntou: — Consuela, mas o que é que estás a tentar perceber? Ela ficou em silêncio durante uns segundos e respondeu: […]

Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️-Capítulo 90 – O Óbvio Está Ali… Mas Ninguém Sabe Muito Bem Onde 🤣

As Crônicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- A Versão Banda Desenhada ⭐⭐⭐⭐⭐

Gostei da experiência 🤪😹😹👻🐶🐱🤣🤣🤣📢

Com carinho,

Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Crónicas de uma Miúda Gira 🥰❤️- Capítulo 101 – Hoje Não Quero Ter Juízo. Amanhã Logo Se Vê! 🤣🍦❤️

A Consuela ficou a olhar para mim.
— Miúda Gira… o que é que estás a planear?
— Nada de especial.
— Quando dizes isso, normalmente acontece qualquer coisa.
— Hoje quero simplesmente fazer aquilo que me apetece.
Nesse momento apareceu o Alberto.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Uma filosofia que eu consigo compreender!
A Consuela olhou para ele.
— Tu não és exemplo para ninguém.
— Sou um espírito livre.
— És um fantasma.
— Também.
Comecei a rir.
A verdade é que não estava a falar de fazer grandes disparates.
Era mais simples.

Capítulo 101 – Hoje Não Quero Ter Juízo. Amanhã Logo Se Vê! 🤣🍦❤️

Naquela tarde, a Miúda Gira teve uma revelação.
Não foi uma revelação do Chefe Supremo.
Não veio da laranjeira.
E, felizmente, também não envolveu nenhum fantasma.
Foi uma revelação muito mais simples:
às vezes, apetece fazer tudo ao contrário.
A Consuela estava na cozinha quando me ouviu dizer:
— Hoje não quero seguir regras.
Ela levantou imediatamente uma sobrancelha.
— Que regras?
— Todas.
— Isso é preocupante.
— Quero esquecer a régua, o compasso, a bússola, a balança…
Parei.
— E até os dez mandamentos.
A Consuela ficou a olhar para mim.
— Miúda Gira… o que é que estás a planear?
— Nada de especial.
— Quando dizes isso, normalmente acontece qualquer coisa.
— Hoje quero simplesmente fazer aquilo que me apetece.
Nesse momento apareceu o Alberto.
— Finalmente!
— Finalmente o quê?
— Uma filosofia que eu consigo compreender!
A Consuela olhou para ele.
— Tu não és exemplo para ninguém.
— Sou um espírito livre.
— És um fantasma.
— Também.
Comecei a rir.
A verdade é que não estava a falar de fazer grandes disparates.
Era mais simples.
Era querer, por uma vez, não pensar tanto.
Não perguntar se era adequado.
Se ficava bem.
Se alguém ia achar estranho.
Se alguém ia comentar.
Às vezes, uma pessoa só quer comer o que lhe apetece, rir até ficar sem ar, dançar mal, cantar pior ainda e dizer:
“Hoje não vou tentar parecer sensata.”
A Consuela ficou pensativa.
— Então o que vais fazer?
Olhei para ela com a maior seriedade possível.
— Vou comer cinco bolas de gelado de chocolate.
O Alberto ficou emocionado.
— Finalmente uma decisão importante!
— E depois?
— Depois logo se vê.
— Isso é muito irresponsável.
— Não. É sobremesa.
A Consuela abanou a cabeça.
— E se te arrependeres?
— Amanhã.
— E se houver estragos?
— Logo se consertam.
— E se engordares?
Olhei para ela.
— Consuela, por favor. Não estragues uma tarde perfeitamente organizada com matemática.
O Alberto começou a rir.
— Essa foi boa!
Fui buscar o gelado.
Cinco bolas.
Uma atrás da outra.
A Consuela observava-me como se estivesse a assistir a uma experiência científica.
— Tens a certeza?
— Absoluta.
— Não vais ficar enjoada?
— Provavelmente.
— E então?
— Então bebo água.
Silêncio.
— Isto é o teu plano?
— É.
O Alberto bateu palmas.
— Magnífico!
E foi nesse momento que percebi uma coisa:
Talvez não seja preciso passar a vida inteira a tentar fazer tudo certo.
Às vezes podemos simplesmente permitir-nos uma pequena desorganização.
Uma gargalhada fora de horas.
Uma dança ridícula.
Um “não me apetece”.
Um prazer sem calculadora.
E até cinco bolas de gelado de chocolate.
Porque juízo?
Claro que sim.
Um dia.
Mas hoje…
Hoje o chocolate ganhou. 🤣🤣😇🙀🍦❤️
📢 Relatório da Consuela
Assunto: Surto temporário de liberdade
Régua: Dispensada
Compasso: Em férias
Bússola: Sem destino definido
Balança: Sob proteção da Miúda Gira
Juízo: Temporariamente indisponível
Gelado: Cinco bolas
Sabor: Chocolate, obviamente
Alberto: A favor de mais cinco
Conclusão: A Miúda Gira não perdeu o juízo.
Apenas o colocou em modo férias. 🤣🤣❤️😇🙀

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

🧚😂 Crónicas do Peter PanPeter Pan e a Reunião de Família 😂😂😂

Peter pôs um ar muito sério.
— Vamos falar dos problemas da família e estabelecer regras.
Gancho murmurou:
— Ele vai estabelecer regras… 🤣🤣
— E quem vai falar? — perguntou outro Menino.
— Eu.
— E nós?
— Vocês ouvem.
Sininho cruzou os braços.
— Peter, uma reunião familiar não funciona assim.
— Claro que funciona! Eu vi na televisão.
Gancho quase caiu do banco.

Depois do desastre monumental que tinha sido a sua tentativa de assumir o papel de chefe de família, Peter Pan decidiu que precisava de recuperar a autoridade.
— Desta vez vai ser diferente! — anunciou.
O Capitão Gancho fechou os olhos.
— Lá vem outra.
A Fada Sininho levantou uma sobrancelha.
— O que estás a planear?
— Uma reunião de família.
Os Meninos Perdidos começaram imediatamente a rir.
— E qual é o objectivo? — perguntou um deles.
Peter pôs um ar muito sério.
— Vamos falar dos problemas da família e estabelecer regras.
Gancho murmurou:
— Ele vai estabelecer regras… 🤣🤣
— E quem vai falar? — perguntou outro Menino.
— Eu.
— E nós?
— Vocês ouvem.
Sininho cruzou os braços.
— Peter, uma reunião familiar não funciona assim.
— Claro que funciona! Eu vi na televisão.
Gancho quase caiu do banco.
— Ah! Então estamos descansados. 🤣🤣🤣
Peter sentou-se numa cadeira, cruzou as pernas e tentou adoptar uma expressão autoritária.
— Muito bem. Primeiro ponto: disciplina.
Um Menino levantou a mão.
— Peter?
— Sim?
— Porque estás sentado em cima da mesa?
Peter olhou para baixo.
— É uma posição de liderança.
Sininho tapou a boca para não se rir.
— Segundo ponto: respeito.
Outro Menino perguntou:
— Podemos dizer que não concordamos contigo?
Peter hesitou.
— Podem.
— Mesmo?
— Sim.
— Sem ficares zangado?
— Claro.
Sininho levantou uma sobrancelha.
Peter corrigiu:
— Quer dizer… podem tentar.
🤣🤣🤣🤣
Gancho já estava a rir às gargalhadas.
— Peter, isto não é uma reunião. É uma audiência contigo próprio!
Peter ignorou.
— Terceiro ponto: responsabilidades.
Todos ficaram atentos.
— Cada um terá uma tarefa diária.
Um dos Meninos perguntou:
— E tu?
Peter ficou em silêncio.
Sininho cruzou os braços.
— Sim, Peter. E tu?
— Eu vou coordenar.
Gancho bateu com a mão na testa.
— Ele descobriu a palavra mágica: coordenar significa não fazer! 🤣
— Eu vou supervisionar! — insistiu Peter.
— Claro — respondeu Sininho. — E quem vai lavar a loiça?
Peter apontou para um Menino.
— Ele.
— E arrumar?
Apontou para outro.
— Ele.
— E cozinhar?
Peter apontou para Gancho.
Gancho ficou de boca aberta.
— EU?!
— És o Capitão.
— Isso não me transforma num cozinheiro!
— Mas tens experiência.
— Em quê?!
— Em barcos.
Gancho levantou-se.
— Peter, eu navego!
— Exactamente. A cozinha também tem panelas.
Sininho desatou a rir.
— Não sei se devo rir ou chamar reforços. 🤣🤣🤣🤣
Nesse momento, Tic-Tac entrou na sala.
Olhou para Peter.
Olhou para Gancho.
Olhou para os Meninos.
E fez:
TIC-TAC.
Gancho apontou para ele.
— Finalmente alguém sensato.
Peter franziu o sobrolho.
— O que é que ele está a dizer?
Gancho respondeu:
— Que esta reunião devia terminar.
— Porquê?
— Porque já dura há uma hora e ainda não assumiste uma única responsabilidade.
Peter ficou pensativo.
— Isso não é verdade.
Sininho aproximou-se.
— Então qual é a tua responsabilidade?
Peter levantou-se, muito sério.
— Ser eu próprio.
Silêncio.
Gancho respirou fundo.
— Pronto.
Sininho fechou os olhos.
— Voltámos ao início.
Os Meninos Perdidos começaram todos a rir.
Peter acabou por sorrir também.
— Está bem… talvez ainda não esteja preparado para ser chefe de família.
Sininho pousou-lhe a mão no ombro.
— Não precisas de ser chefe.
— Não?
— Basta seres alguém em quem os outros possam confiar.
Peter pensou.
— Isso parece mais difícil.
— É.
— Mas posso tentar?
Gancho interrompeu:
— Podes. Mas começa por lavar a loiça.
Peter olhou para a pilha de pratos.
Depois olhou para a janela.
Depois para o céu.
Gancho apontou-lhe o dedo.
— Nem penses em fugir a voar!
Peter suspirou.
— Estava só a admirar a paisagem.
Sininho levantou a sobrancelha.
— A paisagem tem detergente?
Peter baixou a cabeça.
— Não.
— Então mãos à obra.
E foi assim que terminou a grande reunião de família.
Peter não se tornou chefe.
Não se tornou cozinheiro.
Não se tornou sequer grande especialista em responsabilidades.
Mas, naquele dia, lavou a loiça.
E para a Terra do Nunca isso já era praticamente um acontecimento histórico.
Tic-Tac fez:
TIC-TAC.
Gancho sorriu.
— Sim… eu também acho.
Devia ficar registado por escrito. 🤪🤪🤣🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

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