Sou de outro tempo, de uma outra geração. De uma geração que usava e abusava da boa educação, que assimilava os bons princípios e costumes, que brincava na rua e desfrutava.
Sim, admito sem sentir um pingo de vergonha, as vezes sinto saudades de mim mesma!
Saudades daquele tempo que apenas sorria, em que as preocupações eram muito simples de resolver, saudades de acreditar no que os outros me diziam sem duvidar.
Sou de outro tempo, de uma outra geração. De uma geração que usava e abusava da boa educação, que assimilava os bons princípios e costumes, que brincava na rua e desfrutava.
Sim, é de tudo isto que eu sinto saudades… Muitas!
Eu não era a pessoa que sou hoje, a vida, as minhas experiências pessoais têm vindo a transformar me, e espero que essa mudança tenha sido para melhor, pois assim é o meu desejo.
Mas não há bela sem senão, e mesmo não tendo perdido as bases da minha personalidade, da minha identidade, muitas alterações tiveram que ser feitas. Não podia continuar a assumir erros alheios, não podia pedir desculpas por coisas que não havia sido eu a fazer, resumindo não podia continuar presa à negatividade que girava à minha volta.
Sempre fui fiel ao que eu acredito e muitas foram as vezes que concordei com determinadas situações, sem concordar com elas mas não queria provocar discussões desgastantes e desnecessárias, fui passiva e hoje não consigo compreender como fui capaz.
Ao invés de “dar um murro” na mesa e dizer não, permaneci calada e vi o tempo passar por mim, enquanto todos os outros continuaram as suas vidas… Fui cúmplice e disso não tenho saudades.
As saudades são da minha independência, de me sentir diferente num mundo onde todos querem ser iguais, da forma discreta de viver a minha vida, sem a necessidade da opinião dos outros.
Eu acredito que todos necessitamos uns dos outros, mas aqui está parte que para mim é a mais importante… Os outros nem sempre têm boas intenções.
E o que parecia ser bom, com o tempo revelou se uma enorme teia de jogos de manipulação e de inveja, causando muito desentendimento e sofrimento desnecessário.
Hoje posso dizer vos que, fiz uma selecção, aprendi a dizer que não sem arrependimentos e volto as costas sem do nem piedade aquilo que possa estragar a minha paz.
As saudades são da menina que fui de olhos sinceros e emoções genuínas, porque hoje sou uma mulher com os mesmos olhos sinceros, mas que decidiu reprimir as emoções genuínas e demonstra las apenas a quem eu ache que merece.
Dou mas também quero que me dêem, pois cansei me de dar sem receber nada em troca, nem um simples obrigado.
Por muitas saudades que tenha daquela menina, orgulho me mais da mulher em que me tornei!
Obrigado a todos os que lêem e apreciam o meu blog, vemos nos no meu próximo post até lá um bem haja a todos vós! 🌹💖
E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Todos sem exceção por vezes , deixamos de fazer algo com medo de falharmos .
Mas o que será pior , fazer e falhar ou não fazer e passarmos o resto da vida arrependidos ou com dúvidas ?
Sem tentar ninguém saberá se consegue ou não, e o não temos sempre garantido . No entanto tentar e falhar , não significa que tenhamos perdido , significa que arriscamos que colocamos o nosso empenho que fomos á luta , mas por alguma razão as coisas não correram bem, é uma aprendizagem e poderemos tentar novamente .
Não gosto da palavra arrependimento …Não gosto de incluir esta palavra na minha vida , pois acho a demasiado desanimadora e negativa .O arrependimento apenas é adequado, quando a atitude que tenhamos praticado tenha prejudicado alguém .
Como já referi inúmeras vezes , quando se comete o mesmo erro mais que uma vez , deixa de ser um erro e passa a ser uma opção, uma escolha . E no contexto de arrependimentos , aquele que verdadeiramente o faça é aquele que aprendeu.
Não deveremos permitir que o medo nos impeça de avançar com uma decisão , de explorar novos caminhos . O desconhecido pode ser estranho ao inicio , mas certamente que nos iremos adaptar. Falhar contribui de alguma forma para uma aprendizagem , para a nossa evolução individual de forma positiva . E poderemos observar onde erramos , onde podemos melhorar para que possamos voltar a tentar, mas desistir não!
Ao fazermos do medo um aliado , deixaremos de o sentir com tanta frequência , e de certa forma conseguiremos avançar com as nossas decisões de uma forma mais fácil.
Eu aprendi a tornar os meus medos meus aliados , o destino pregou me uma enorme partida em 2001, fazendo com que me torna se obrigatoriamente corajosa . E não me restou muitas opções , senão reeducar me , aprender a viver com uma herança não desejada …aliás creio que este género de heranças , ninguém deseja.
Se foi fácil?!
Não foi e continua a não ser , no entanto nunca me permiti sentir pena de mim mesma , nem que os outros sentissem pena de mim. Aprendi e continuo, a lidar com as restrições que o meu problema de saúde me coloca . Ao inicio de me terem dito a verdade sobre a minha doença , não aceitei bem , e chorei claro , sou humana , mas não desisti apenas demorei algum tempo a adaptar me .
Não fiquei parada á espera que me salvassem do meu destino , da minha doença hereditária, fui á luta e posso dizer os que já foram muitas as batalhas que enfrentei e duas delas quase me venceram .
O importante é que ainda estou aqui e que continuo a acreditar que a minha força de vontade me irá conseguir manter por aqui , por mais tempo por mais alguns anos … E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Cada vez que sintam medo , pensem um pouco nestas humildes palavras que acabaram de ler , quem sabe se com ou sem medo , não voltaram a deixar de fazer aquilo que pretendem !