E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Todos sem exceção por vezes , deixamos de fazer algo com medo de falharmos .
Mas o que será pior , fazer e falhar ou não fazer e passarmos o resto da vida arrependidos ou com dúvidas ?
Sem tentar ninguém saberá se consegue ou não, e o não temos sempre garantido . No entanto tentar e falhar , não significa que tenhamos perdido , significa que arriscamos que colocamos o nosso empenho que fomos á luta , mas por alguma razão as coisas não correram bem, é uma aprendizagem e poderemos tentar novamente .
Não gosto da palavra arrependimento …Não gosto de incluir esta palavra na minha vida , pois acho a demasiado desanimadora e negativa .O arrependimento apenas é adequado, quando a atitude que tenhamos praticado tenha prejudicado alguém .
Como já referi inúmeras vezes , quando se comete o mesmo erro mais que uma vez , deixa de ser um erro e passa a ser uma opção, uma escolha . E no contexto de arrependimentos , aquele que verdadeiramente o faça é aquele que aprendeu.
Não deveremos permitir que o medo nos impeça de avançar com uma decisão , de explorar novos caminhos . O desconhecido pode ser estranho ao inicio , mas certamente que nos iremos adaptar. Falhar contribui de alguma forma para uma aprendizagem , para a nossa evolução individual de forma positiva . E poderemos observar onde erramos , onde podemos melhorar para que possamos voltar a tentar, mas desistir não!
Ao fazermos do medo um aliado , deixaremos de o sentir com tanta frequência , e de certa forma conseguiremos avançar com as nossas decisões de uma forma mais fácil.
Eu aprendi a tornar os meus medos meus aliados , o destino pregou me uma enorme partida em 2001, fazendo com que me torna se obrigatoriamente corajosa . E não me restou muitas opções , senão reeducar me , aprender a viver com uma herança não desejada …aliás creio que este género de heranças , ninguém deseja.
Se foi fácil?!
Não foi e continua a não ser , no entanto nunca me permiti sentir pena de mim mesma , nem que os outros sentissem pena de mim. Aprendi e continuo, a lidar com as restrições que o meu problema de saúde me coloca . Ao inicio de me terem dito a verdade sobre a minha doença , não aceitei bem , e chorei claro , sou humana , mas não desisti apenas demorei algum tempo a adaptar me .
Não fiquei parada á espera que me salvassem do meu destino , da minha doença hereditária, fui á luta e posso dizer os que já foram muitas as batalhas que enfrentei e duas delas quase me venceram .
O importante é que ainda estou aqui e que continuo a acreditar que a minha força de vontade me irá conseguir manter por aqui , por mais tempo por mais alguns anos … E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Cada vez que sintam medo , pensem um pouco nestas humildes palavras que acabaram de ler , quem sabe se com ou sem medo , não voltaram a deixar de fazer aquilo que pretendem !
É cada vez mais importante abstrairmos nos e fingirmos demência, para garantir a nossa sanidade mental.
Gostei muito deste conselho… Abstrair, fingindo demência!
É cada vez mais importante abstrairmos nos e fingirmos demência, para garantir a nossa sanidade mental.
Todos temos um pouco de loucura e por vezes é essa loucura saudável que nos salva da instabilidade que se vive nos dias de hoje… Com tanto stress na vida, com mil e uma tarefas sempre para fazer e com cada menos tempo para cuidar de nós, todos os momentos que tenhamos para sermos um pouco loucos é bom, saudável.
Este género de loucura inofensiva é o que nos agarra muitas vezes, à vontade de viver… Eu sei aquilo que vos estou a escrever, foi um momento louco de lucidez que me salvou há quase 4 anos atrás!
Um momento pelo qual agradeço até hoje… Mas a minha loucura sempre foi benigna, nunca prejudiquei ninguém com os meus actos loucos, e pela opinião de um especialista nunca me portei mal…
Quando ouvi isto pela primeira vez, pensei… “como é que é possível, ouvir um psiquiatra dizer que nunca me portei mal com 45 anos?”
Mas na verdade, nunca me considerei igual a ninguém, nem nunca quis fazer o mesmo que todos, sempre gostei de ser diferente, original.
Nunca entendi porque razão todos querem ser iguais, e sentem inveja daquilo que os outros têm.
Não ganhei muito com isso, mas também não acho que perdi.. Porque ninguém me conseguiu corromper.
No meio da multidão, quando estive rodeada de muitas pessoas, foi sempre nessas alturas que me sentia mais sozinha e deslocada, nunca me senti à vontade para socializar com a hipocrisia.
E a minha vontade de estar rodeada por muitas pessoas, tem vindo a diminuir, devido a tudo o que tenho testemunhado e vivido.
A loucura que vejo nos outros repele me, porque enquanto a minha é saudável, a dos outros é para chamarem a atenção sobre si, para invejar aquilo que não lhes pertence e para fingirem ser quem não são.
Por isso prefiro usufruir da minha loucura, sozinha e em paz do que estar rodeada de loucos hipócritas e vis!
Obrigado a todos os que lêem e apreciam o meu blog, vemos nos no meu próximo post até lá um bem haja a todos vós! 🌹💖