Bate leve, levemente….

Quando o vento, em sua fúria, provoca alguma onda de destruição, é a sua forma de manifesto e talvez seja um lembrete para que a humanidade se dê conta, que no final ele sim é intemporal perante ela!

Olá caros leitores,

Quem bate, leve… Levemente?

Que roça levemente em nossos rostos, levantando numa pequena valsa, nossos cabelos?

Quem assusta até o mais bravo Guerreiro, quando demonstra a sua imensa bravura?

Qual é uma das maiores forças da mãe natureza?

Exacto…. O vento!

Invisível, mas sente-se, majestoso, repleto de caprichos, sem dono a quem obedecer!

Por muitos temido e incompreendido, mas imortal perante a humanidade!

Ao manifestar o seu poder e força, não mente quando envia os seus avisos!

Ajudante alegre e sempre presente, em todas as estações do ano!

Sua verdadeira essência não poderá ser maligna, porque dá o seu contributo na ajuda da polinização!

Como é que algo que contribui para o bem do planeta, pode ser considerado mau?

Nem tudo o que aparenta ser é!

Por vezes são necessários dias de muita ventania, para que o sol volte a aparecer, e brilhar novamente com todo o seu esplendor, e com isso chega a bonança!

Mesmo que o vento possa parecer nocivo, tem muitas e boas qualidades!

O toque da sua brisa, em nossas peles, faz com que nos sintamos vivos!

E isso não é nada mau… É algo extremamente maravilhoso!

A sensação de nos sentirmos vivos é maravilhosa, desde que não tenhamos destruído nada, nem ninguém para tal!

Quando o vento, em sua fúria, provoca alguma onda de destruição, é a sua forma de manifesto e talvez seja um lembrete para que a humanidade se dê conta, que no final ele sim é intemporal perante ela!

Quem não quiser fazer esta verdadeira interpretação, não será seguramente provido de sapiência, pelo menos, esta é a minha opinião!

Espero que continuem a acompanhar o meu blogue e a minha escrita, obrigado e um grande bem haja a todos vós!

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

As borboletas e a mudança 🐛🦋❤️

Escolham sempre o melhor antes do vosso processo de metamorfose, porque uma vez que se transformem, terão que viver o resto de vossas vidas, a olhar para o vosso reflexo!

Olá caros leitores,

Antes de ser uma bela borboleta, este ser vivo maravilhoso passa por um processo que se chama metamorfose!

A transformação acontece em quatro fases: o ovo, a larva, a pupa e o estágio adulto. O início do ciclo começa com os ovos, postos pelas borboletas geralmente em folhas de

plantas!

Toda esta transformação leva cerca de um ano a acontecer…

A natureza é realmente fantástica e maravilhosa, e contém seres vivos fascinantes!

Muitos deles, através da forma como manifestam a grandeza de que são constituídos, é um perfeito exemplo de sobrevivência e garra!

Eu adoro borboletas! Já o referi em posts anteriores. Aprecio muito a forma como tudo, naquele pequeno ser vivo se processa, e como o resultado, após o período de pupa, é deveras fascinante!

Como podemos constatar, o tamanho do ser vivo não é o factor mais importante… A borboleta começa por uma lagarta…

Até parece que a própria natureza define desde início, que quem for pequeno, terá que aprender a lutar desde muito cedo, pela sua sobrevivência, e serão aqueles que se tornarão os melhores guerreiros!

Esta é a minha opinião…

Também nós passamos por períodos de transformação. Quando nascemos somos pequenos, indefesos e cem por cento dependentes, os anos vão passando, tornamo nos crianças, e embora sejamos pequenos ainda, já temos alguma autonomia, e isso representa de alguma forma, uma percentagem de independência.

Passamos depois pela adolescência, e é nesta etapa de nossa transformação, que transitamos de criança para adulto, e assim abandonamos de uma vez por todas,o nosso anterior casulo!

Nesta fase de adultos, já somos completamente independentes, auto suficientes, e começamos a partir de um certo momento, a pensar em procriar as nossas lagartas, a nossa descendência, a nossa obra de arte!

Afinal, também nós, seres humanos, passamos por etapas de transição e transformação, durante a vida!

Poderá parecer uma comparação um pouco invulgar ou absurda, mas não creio que o seja! Não aos meus olhos!

Cada um verá as várias perspectivas, de diferentes formas, com inúmeras variantes e possibilidades, com os olhos que cada um possui. É a forma particular que cada um tem de viver, as suas vidas!

Tal como as lagartas , poderemos transformar nos em lindas borboletas ou em horríveis tracas… As tracas não gostam da luz e a sua alimentação em nada é saudável. O que nos distingue desses seres vivos, é que nós possuímos livre arbítrio, e eles não!

Escolham sempre o melhor antes do vosso processo de metamorfose, porque uma vez que se transformem, terão que viver o resto de vossas vidas, a olhar para o vosso reflexo!

Espero que continuem a acompanhar o meu blogue e a minha escrita, obrigado e um grande bem haja a todos vós! 🦋

Nunca devemos desistir, sem antes tentar… É o primeiro passo!

O primeiro passo dado é o mais importante…. É sinal de coragem para caminhar, por muito que o caminho possa parecer longo!

O primeiro passo dado é o mais importante…. É sinal de coragem para caminhar, por muito que o caminho possa parecer longo!

Camões

Chamar te herói, é dar-te um só poder.

Nem tenho versos, cedro desmedido

Da pequena floresta portuguesa!

Nem tenho versos, de tão comovido

Que fico a olhar de tão longe tal grandeza.

Quem te pode cantar, depois do canto

Que deste a pátria, que to não merece?

O sol da inspiração que acendo e que levanto,

Chega aos teus pés e como que arrefece.

Chamar te génio é justo, mas é pouco.

Chamar te herói, é dar-te um só poder.

Poeta dum império que era louco,

Foste louco a cantar e louco a combater.

Sirva, pois, de poema este respeito

Que te devo e professo,

Única nau do sonho insatisfeito

Que não teve regresso!

Poema de Miguel Torga.

Leve, breve, suave

Ou splenda o dia, ou doire no declive,

Leve, breve, suave,

Um canto de ave

Sobe no ar com que principia

O dia.

Nunca, nunca, em nada,

Raie a madrugada,

Ou splenda o dia, ou doire no declive,

Tive

Prazer a durar

Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir

Gozar.

Poema de Fernando Pessoa

Quero, terei

Quero, terei-

Quero, terei-

Se não aqui,

Noutro lugar que ainda não sei.

Nada perdi.

Tudo serei.

Poema de Fernando Pessoa

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