Hello to my fellow WordPress writers and readers 🫡. I was asked to share this vital notice by a dear friend of mine who is in a very rough situation and desperately needs all the attention, support and prayers she can get to help deal with this awful reality that her husband is battling 💔💔 […]
💌 A Friend Needs Help 💌
Autor: Carla Milho
Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details.
Seeking Help for a Friend
Peter Pan e a Terapia de Emergência📢
Gancho levou a mão à testa.
— Estão a ver? É exatamente disto que eu estava a falar!
Nisto, apareceu a Fada Sininho, muito calma, como quem já tinha visto aquele filme umas trezentas vezes.
— O que aconteceu agora?
Gancho apontou para Peter, completamente desesperado.
— As hormonas da adolescência tomaram novamente conta dele!
Peter ficou escandalizado.
— Quais hormonas?
— Todas! As da distração, as do “logo faço”, as do “não fui eu” e, principalmente, as do “coitadinho de mim”!
Os Meninos Perdidos começaram a tomar apontamentos.
Aquilo prometia.

Há muitos anos que o Capitão Gancho corria atrás do Peter Pan.
Toda a gente pensava que era para acertar contas antigas.
Puro engano.
Desta vez, corria atrás dele com um bloco de notas numa mão e uma caixa de lenços de papel na outra.
Enquanto corria pela floresta, gritava a plenos pulmões:
— Sininho! Anda cá depressa! O rapaz voltou à adolescência!
Os Meninos Perdidos olharam uns para os outros.
— Voltou?
— Sim! Porque, ao que parece, nunca chegou a sair de lá…
Peter Pan continuava a correr, muito divertido.
— Não preciso de terapia!
Gancho, já ofegante, respondia:
— Precisas, sim! E com urgência!
— Eu estou ótimo!
— Peter… ontem disseste que ias organizar a tua vida…
— E vou!
— Quando?
— Um dia destes!
Gancho levou a mão à testa.
— Estão a ver? É exatamente disto que eu estava a falar!
Nisto, apareceu a Fada Sininho, muito calma, como quem já tinha visto aquele filme umas trezentas vezes.
— O que aconteceu agora?
Gancho apontou para Peter, completamente desesperado.
— As hormonas da adolescência tomaram novamente conta dele!
Peter ficou escandalizado.
— Quais hormonas?
— Todas! As da distração, as do “logo faço”, as do “não fui eu” e, principalmente, as do “coitadinho de mim”!
Os Meninos Perdidos começaram a tomar apontamentos.
Aquilo prometia.
A Fada Sininho aproximou-se de Peter.
— É verdade que hoje perguntaste se a cama se fazia sozinha?
Peter encolheu os ombros.
— Eu estava só a testar uma teoria…
Gancho interrompeu:
— E anteontem tentou convencer toda a gente de que a roupa limpa nasce diretamente dentro do armário!
Peter sorriu.
— Era uma hipótese…
A Fada Sininho suspirou.
— Gancho… qual é o diagnóstico?
O Capitão abriu solenemente o bloco de notas.
— Caso gravíssimo.
— Gravíssimo?
— Sim.
— Explica lá.
Gancho pigarreou como um verdadeiro especialista.
— O paciente apresenta alergia crónica às responsabilidades, excesso de entusiasmo pelas aventuras, dificuldades persistentes com a expressão “eu trato disso” e uma preocupante dependência do amanhã.
Peter levantou a mão.
— Posso fazer uma pergunta?
— Podes.
— A terapia dói?
Gancho sorriu.
— Não.
— Então como funciona?
— Muito simples.
Sempre que disseres “logo faço”…
…vais fazer logo.
Peter ficou em choque.
Os Meninos Perdidos prenderam a respiração.
Até o crocodilo deixou cair o relógio.
— Isso parece muito radical! — exclamou Peter.
A Fada Sininho não conseguiu evitar um sorriso.
— Não é radical, Peter…
— Então o que é?
— Chama-se crescer um bocadinho.
Peter ficou a pensar.
Pensou durante quase dez segundos.
Um novo recorde na Terra do Nunca.
Depois respondeu muito sério:
— Acho que preciso de uma segunda opinião.
Gancho sorriu.
— Já pedi.
— A quem?
— Ao crocodilo.
Peter olhou para o crocodilo.
O crocodilo encolheu os ombros e fez apenas:
— Tic… tac…
Gancho bateu com a mão no ombro de Peter e concluiu:
— Estás a ouvir?
— O quê?
— O tempo.
Porque até na Terra do Nunca ele passa… só tu é que insistes em fazer de conta que não!
E dizem as más línguas que, desde esse dia, sempre que o Capitão Gancho vê o Peter Pan com mais uma ideia brilhante, já nem tira a espada.
Tira apenas o bloco de notas, sorri e grita:
— Sininho! Traz a consulta de acompanhamento… que o nosso adolescente preferido voltou a ter uma recaída!
Com carinho,
Carla Milho as confissões de uma miúda gira 🥰❤️
As Crónicas do Fenando e do Jacks🐾😸🐶Capítulo 43 – O Alberto, o Chef Fantasma,o crítico Fenando e o Jacks babão
Fenando aproximou-se da panela, cheirou uma vez… depois outra… e ficou em silêncio.
— Alberto… porque é que o chouriço está a cozer… com canela?
O Alberto sorriu, orgulhoso.
— Vi uma receita na Internet…
O Fenando fechou os olhos durante uns segundos.
— Tenho quase a certeza de que essa receita foi escrita por outro fantasma…
Entretanto, o Jacks nem estava a ouvir a conversa.
Estava completamente hipnotizado pela comida.



Capítulo 43 – O Alberto, o Chef Fantasma,o crítico Fenando e o Jacks babão
Numa tarde muito tranquila, o Fenando estava no quintal a aproveitar o sol e o Jacks ocupava o sofá, como se estivesse a pagar renda.
De repente, o Fenando levantou a cabeça.
— Espera… isto cheira a chouriço!
Entrou disparado na cozinha, seguido pelo Jacks, que só precisava de ouvir a palavra “comida” para acordar em modo turbo.
Ao chegarem, encontraram o Alberto de avental vestido, muito concentrado junto ao fogão.
— Shhh… a humana não pode saber! Quero fazer-lhe uma surpresa! — sussurrou o fantasma.
O Fenando aproximou-se da panela, cheirou uma vez… depois outra… e ficou em silêncio.
— Alberto… porque é que o chouriço está a cozer… com canela?
O Alberto sorriu, orgulhoso.
— Vi uma receita na Internet…
O Fenando fechou os olhos durante uns segundos.
— Tenho quase a certeza de que essa receita foi escrita por outro fantasma…
Entretanto, o Jacks nem estava a ouvir a conversa.
Estava completamente hipnotizado pela comida.
A baba já escorria tão depressa que o Alberto olhou para o chão e perguntou:
— Está a pingar água?
— Não… — respondeu o Fenando. — É só o Jacks a demonstrar entusiasmo gastronómico.
O Alberto estendeu uma colher ao Fenando.
— Então? O que achas?
O Fenando provou uma migalha, fez uma pausa muito dramática e declarou:
— Tenho boas e más notícias…
— Diz!
— A boa é que ninguém vai roubar esta receita…
— E a má?
— É que… nem os fantasmas!
O Jacks levantou logo a pata.
— Posso provar?
O Fenando olhou para ele e suspirou.
— Jacks… tu comias até a colher!
— Se tivesse molho… sim!
Nesse instante ouviram os passos da humana.
O Alberto desapareceu num ápice.
Quando a humana entrou na cozinha, só encontrou o Fenando com ar de filósofo… e o Jacks a lamber a baba do chão com toda a naturalidade.
Olhou para os dois e disse:
— Vocês aprontaram alguma…
O Fenando limitou-se a piscar os olhos.
O Jacks abanou a cauda.
Os dois sabiam a verdade.
Mas há segredos que ficam muito melhor… entre um gato, um cão e um fantasma cozinheiro.
😸Pensamento do Fenando: “Ser crítico gastronómico é uma responsabilidade. Principalmente quando o chef já morreu há muitos anos…”
🐶 Pensamento do Jacks: “Eu não preciso que a comida seja boa… basta existir!” 🐶😅🩷
Moral da história:
Na vida há quem cozinhe por amor, há quem cozinhe por necessidade… e depois há o Alberto, que cozinha por coragem! Felizmente existe o Fenando para dizer a verdade sem rodeios e o Jacks para provar tudo sem fazer perguntas. Afinal, numa casa onde um fantasma é chef, um gato é crítico gastronómico e um labrador acha que qualquer receita merece uma oportunidade… as gargalhadas são sempre o ingrediente principal! 🤣🤣🤣❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 30 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… O Alberto Tentou Mudar de Casa😅
Foi então que ouvi a Consuela dizer, muito indignada:
— Alberto! Isso é que não!
Corri para a sala.
Lá estava ela.
De mãos na cintura.
A discutir… com uma parede.
Perguntei:
— O que aconteceu agora?
Ela respondeu:
— O Alberto quer mudar de casa.
Fiquei a olhar para ela.
— Um fantasma… quer mudar de casa?
— Claro! — respondeu ela. — Diz que aqui já não aguenta.

Capítulo 30 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… O Alberto Tentou Mudar de Casa😅
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Acordei com um silêncio estranho.
Estranho mesmo.
Nem a Consuela falava.
Nem o aspirador suspirava.
Nem os móveis pareciam preocupados.
Foi então que ouvi a Consuela dizer, muito indignada:
— Alberto! Isso é que não!
Corri para a sala.
Lá estava ela.
De mãos na cintura.
A discutir… com uma parede.
Perguntei:
— O que aconteceu agora?
Ela respondeu:
— O Alberto quer mudar de casa.
Fiquei a olhar para ela.
— Um fantasma… quer mudar de casa?
— Claro! — respondeu ela. — Diz que aqui já não aguenta.
Achei aquilo um bocadinho injusto.
O Alberto sempre me pareceu um fantasma muito educado.
Mas a Consuela explicou:
— Diz que vive constantemente em sobressalto.
Perguntei:
— Sobressalto porquê?
Ela respondeu, muito ofendida:
— Porque nunca sabe onde vão aparecer os móveis!
Confesso…
Ri-me.
O pobre do Alberto já decorou esta casa umas cinquenta vezes…
…e todas estavam erradas.
Sempre que pensa:
“Finalmente sei onde fica o sofá…”
…a Consuela muda-o para a parede do lado.
Imagino o Alberto, durante a noite, a passear pela casa…
…e a bater de frente numa cómoda que ontem não estava ali.
A certa altura ouvi um suspiro.
Tenho quase a certeza de que era o Alberto.
Ou então era o aspirador.
Também anda muito sensível.
A Consuela tentou convencê-lo:
— Alberto… fica.
Prometo que durante uma semana não mexo em nada.
Nesse preciso momento…
Olhou para uma estante.
Franziu a testa.
E murmurou:
— Embora… esta estante ficasse muito melhor na outra parede…
Tenho quase a certeza de que o Alberto fez as malas.
Mas depois desistiu.
Afinal…
Encontrar outra casa com uma Miúda Gira, uma Consuela, um aspirador em burnout e um frigorífico que finge não ouvir…
Também não deve ser fácil.
E, convenhamos…
Até os fantasmas precisam de um bocadinho de estabilidade.
O problema…
É explicar isso à Consuela.
📢Comunicado Oficial da Consuela
“Informo que são falsas as notícias de que o Alberto pretende abandonar a habitação. O senhor fantasma apenas manifestou vontade de descansar… mas acabou por reconhecer que a casa está muito mais bonita depois da oitava mudança de móveis desta semana.”
Assinado:
Consuela Especialista em Decoração Dinâmica, Relações com o Sobrenatural e Convencimento de Fantasmas Indecisos.😜🤣🤣🤣
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
Peter Pan e o Conselheiro Matrimonial Mais Improvável da Terra do Nunca
A notícia espalhou-se pela Terra do Nunca à velocidade do pó mágico.
Peter Pan queria casar.
Os Meninos Perdidos ficaram em choque.
A Fada Sininho começou imediatamente a desconfiar que alguém tinha voltado a deixar o rum dos piratas ao alcance dele.
Mas Peter estava decidido.
Só havia um pequeno problema.
Não fazia a mais pequena ideia do que era um casamento.
Por isso, resolveu pedir conselhos… precisamente ao Capitão Gancho.
O pirata olhou para ele durante largos segundos.
Depois olhou para o céu.

A notícia espalhou-se pela Terra do Nunca à velocidade do pó mágico.
Peter Pan queria casar.
Os Meninos Perdidos ficaram em choque.
A Fada Sininho começou imediatamente a desconfiar que alguém tinha voltado a deixar o rum dos piratas ao alcance dele.
Mas Peter estava decidido.
Só havia um pequeno problema.
Não fazia a mais pequena ideia do que era um casamento.
Por isso, resolveu pedir conselhos… precisamente ao Capitão Gancho.
O pirata olhou para ele durante largos segundos.
Depois olhou para o céu.
Depois para o crocodilo.
E, por fim, perguntou:
— Peter… tens febre?
— Não.
— Bateste com a cabeça numa árvore?
— Também não.
— Então só resta uma hipótese…
Gancho cheirou discretamente o copo de Peter.
— Ah! Já percebi… o meu rum voltou a fazer vítimas!
Peter cruzou os braços.
— Estou a falar muito a sério!
Gancho respirou fundo.
— Está bem. Então responde-me a uma pergunta.
— Diz.
— Sabes o que é um casamento?
Peter sorriu.
— Claro! É quando duas pessoas vivem felizes para sempre!
Gancho abanou lentamente a cabeça.
— Não, Peter… isso é o fim dos filmes.
O casamento começa precisamente quando aparecem as legendas.
Os Meninos Perdidos aproximaram-se para ouvir.
Aquilo prometia.
— Peter… um casamento não é perguntar todos os dias “O que há para comer?”
É perguntar: “Posso ajudar a fazer o jantar?”
Peter arregalou os olhos.
— Ajudar? Assim… de livre vontade?
— Sim.
Peter engoliu em seco.
Gancho continuou.
— Também não é desaparecer sempre que aparece um problema.
É ficar.
— Ficar?
— Sim.
— Mesmo quando não apetece?
— Sobretudo quando não apetece.
Peter começou a suar.
O Capitão Gancho sorriu pela primeira vez.
— Ainda queres casar?
Peter pensou.
Pensou muito.
Talvez durante uns quinze segundos.
O que, para ele, já era considerado uma reflexão profunda.
Depois respondeu:
— E… há intervalo?
Gancho fechou os olhos.
Os Meninos Perdidos começaram a rir.
O crocodilo engasgou-se com o relógio.
Nesse instante apareceu a Fada Sininho.
Olhou para os dois.
— Então?
Gancho respondeu imediatamente:
— Estou a explicar-lhe o que é um casamento.
A Fada Sininho sorriu.
— Boa sorte.
— Obrigado… vou precisar.
Peter levantou a mão como um aluno aplicado.
— Tenho outra pergunta.
Gancho já desconfiava.
— Diz.
— Num casamento ainda posso dizer “logo faço”?
O pirata soltou uma gargalhada tão grande que o gancho quase lhe caiu da mão.
— Podes…
Peter abriu um enorme sorriso.
Gancho continuou:
— …desde que a frase seguinte seja “e desta vez é mesmo já!”
A Fada Sininho bateu palmas.
— Finalmente alguém que fala a língua da maturidade!
Peter fez uma cara muito séria.
— Isto afinal é bem mais difícil do que enfrentar um crocodilo…
Gancho deu-lhe uma palmada amigável no ombro.
— Estás a ver? Passei anos a tentar apanhar-te com um gancho… e afinal bastou falar-te de compromisso para ficares sem saber para onde fugir!
Nesse momento, até o crocodilo começou a rir.
E contam as más línguas que, desde esse dia, sempre que Peter Pan diz:
— “Acho que estou preparado para casar!”
O Capitão Gancho limita-se a perguntar:
— Peter… já sobreviveste a uma semana sem dizer “logo faço”?
Peter baixa a cabeça, faz umas contas muito complicadas… e responde sempre o mesmo:
— Podemos voltar a falar disto… amanhã?
Ao que o Capitão Gancho suspira e conclui:
— Pronto… afinal o rum não tinha culpa nenhuma. O problema sempre foi o pó da eterna adolescência!😜
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
As Crónicas do Fenando e do Jacks 🐾😸🐶Capítulo 42–O Alberto… Afinal Anda no Finder?!
Há uma grande vantagem em ser gato.
E outra grande vantagem em ser cão.
É que ambos conseguem ver coisas que os humanos… nem sonham que existem.
Numa noite muito sossegada, o Fenando estava no quintal a apreciar a lua. Ou pelo menos era isso que a humana pensava.
Na realidade…
Estava a observar o Alberto.
O fantasma da casa.


Capítulo 42 –O Alberto… Afinal Anda no Finder?!
Há uma grande vantagem em ser gato.
E outra grande vantagem em ser cão.
É que ambos conseguem ver coisas que os humanos… nem sonham que existem.
Numa noite muito sossegada, o Fenando estava no quintal a apreciar a lua. Ou pelo menos era isso que a humana pensava.
Na realidade…
Estava a observar o Alberto.
O fantasma da casa.
O Jacks apareceu pouco depois, cheio de curiosidade.
— Ó Fenando… porque estás a olhar para o banco do jardim?
O Fenando piscou lentamente os olhos.
— Porque o Alberto está sentado nele.
O Jacks abanou a cauda.
— Ah! Olá, Alberto!
O Alberto levantou um dedo à boca.
— Shhhh… a humana não pode saber que estou aqui.
Os dois concordaram.
Mas, de repente, o Fenando franziu os bigodes.
— Espera aí…
— O que foi? — perguntou o Jacks.
— O Alberto está… a mexer num telemóvel!
O Jacks aproximou-se.
— A sério?!
Os dois ficaram a espreitar por cima do ombro do fantasma.
O Alberto escrevia muito concentrado.
Nome…
Idade…
Interesses…
“Hobbies: assombrar corredores de forma discreta, tocar ocasionalmente em portas e apreciar noites de luar.”
O Fenando arregalou os olhos.
— Alberto… estás a criar um perfil no Finder?
O fantasma corou. Bem… o equivalente fantasmagórico a corar.
— Talvez…
O Jacks começou imediatamente aos saltos.
— Uau! Vais arranjar uma namorada?
— Shhhhh! Fala mais baixo! — sussurrou o Alberto.
O Fenando aproximou-se ainda mais.
— Deixa cá ver isso…
Leu a descrição em silêncio.
Depois olhou para o Alberto.
— “Sou um fantasma tímido que gosta de silêncio.”
Até aqui tudo bem…
Mas… “procuro alguém que aceite correntes a ranger às três da manhã”?
O Alberto encolheu os ombros.
— É importante ser sincero…
O Jacks abanava a cauda sem parar.
— Eu acho romântico!
Nisto…
Plim!
O telemóvel tocou.
O Alberto sorriu.
— Acho que recebi um “gosto”.
O Fenando espreitou o ecrã.
— Recebeste cinco.
Plim!
Mais outro.
Plim!
Mais outro.
O Alberto começou a ficar atrapalhado.
— Ai… isto está a correr depressa demais…
O Jacks já andava aos pulos.
— Abre! Abre!
O Alberto carregou na primeira mensagem.
“Olá. Sou a Matilde. Assombro um solar em Sintra desde 1872.”
Segunda mensagem.
“Olá. Chamo-me Gertrudes. Faço ranger escadas com muita elegância.”
Terceira.
“Gosto de castelos, nevoeiro e jantares à luz da lua.”
O Alberto levou as mãos transparentes à cabeça.
— Eu só queria conversar um bocadinho…
O Fenando abanou a cabeça.
— Alberto… em menos de cinco minutos já tens mais sucesso do que muitos humanos.
O Jacks ria-se tanto que acabou de barriga para o ar.
— Eu sabia! Os fantasmas também têm direito ao amor!
Foi então que apareceu uma nova notificação.
“Pretende ativar o modo Premium?”
O Alberto olhou para o Fenando.
— O que é isto?
O Fenando respondeu imediatamente:
— Nem penses! Começam pelo Premium e qualquer dia ainda te vendem uma casa assombrada com vista para o cemitério!
O Jacks já não conseguia parar de rir.
O Alberto desligou o telemóvel, suspirou e guardou-o no bolso.
— Acho que vou pensar melhor…
O Fenando deu-lhe uma patinha amigável no ombro.
— Fazes bem. Primeiro um café… depois logo pensas nos “matches”.
O Jacks sorriu.
— Mas, se casares, eu quero ser o menino das alianças!
O Alberto desapareceu de vergonha.
O Fenando olhou para o Jacks.
O Jacks olhou para o Fenando.
E os dois desataram a rir.
A humana entrou no quintal nesse instante.
Olhou para os dois.
— Então? Estão a rir-se de quê?
O Fenando limitou-se a piscar os olhos.
O Jacks abanou a cauda com aquele ar de quem sabe um segredo enorme.
E a humana foi-se embora convencida de que os dois estavam simplesmente… a ser parvos.
Mal sabia ela que tinha acabado de interromper a primeira tentativa de um fantasma tímido encontrar o amor online!
😸Pensamento do Fenando: “Sempre desconfiei que o Alberto tinha um lado romântico… mas nunca imaginei que também tivesse Wi-Fi!”
🐶Pensamento do Jacks: “Se o Alberto casar, espero que o casamento tenha ossos para mim… e chouriço para o Fenando!” 🤣🤣
Moral da história: Naquela casa há segredos que a humana nunca vai descobrir. Felizmente, o Fenando e o Jacks são excelentes a guardar mistérios… desde que não envolvam chouriço, fruta… ou um fantasma a tentar encontrar o amor no Finder! 😻🐶❤️❤️❤️😹😹
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
✨ Até os Fortes fraquejam… Mas Não Desistem!
Mas é precisamente aí que mora a verdadeira força.
Não está em fingir que está tudo bem. Não está em nunca vacilar. Está em respirar fundo, sacudir a poeira da alma e continuar, mesmo devagar.

Ser forte não é nunca cair. É encontrar forças para voltar a levantar-se.
Quem é forte também chora. Também sente a dor a apertar o peito. Também perde o ânimo em alguns dias. Há momentos em que o cansaço vence e parece que já não há forças para dar mais um passo.
Mas é precisamente aí que mora a verdadeira força.
Não está em fingir que está tudo bem. Não está em nunca vacilar. Está em respirar fundo, sacudir a poeira da alma e continuar, mesmo devagar.
Porque quem é verdadeiramente forte pode tropeçar, pode cair e até sentir que vai desfalecer…
Mas nunca deixa que a vida lhe roube a vontade de seguir em frente.
No fim de contas, ser forte não é ser de ferro. É ter um coração que, apesar das cicatrizes, continua a escolher a esperança.
E, se possível… com um sorriso. Afinal, esse pesa muito menos do que carregar o mundo às costas. ❤️❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️Capítulo 29 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… A Consuela Falava Sozinha… Ou Talvez Não!
Até aqui, nada de novo.
O estranho foi ouvi-la dizer:
— Alberto… já te disse que aí ganha pó!
Parei imediatamente.
Quem é o Alberto?
Entrei na sala em bicos de pés.
Lá estava a Consuela.
De pano do pó na mão…
…a olhar para um canto da sala.
Perguntei:
— Consuela… com quem estás a falar?
Ela respondeu com a maior naturalidade do mundo:
— Com o Alberto.
Olhei à volta.

Capítulo 29 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… A Consuela Falava Sozinha… Ou Talvez Não!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Ouvi a Consuela a falar sozinha.
Até aqui, nada de novo.
O estranho foi ouvi-la dizer:
— Alberto… já te disse que aí ganha pó!
Parei imediatamente.
Quem é o Alberto?
Entrei na sala em bicos de pés.
Lá estava a Consuela.
De pano do pó na mão…
…a olhar para um canto da sala.
Perguntei:
— Consuela… com quem estás a falar?
Ela respondeu com a maior naturalidade do mundo:
— Com o Alberto.
Olhei à volta.
Não vi ninguém.
Nem uma sombra.
Nem um espirro.
Nem um “olá”.
Voltei a perguntar:
— Mas… quem é o Alberto?
Ela suspirou.
Como quem explica uma coisa óbvia.
— É o fantasma da casa.
Fiquei em silêncio.
Aparentemente, havia um fantasma cá em casa…
…e eu era a única que ainda não o conhecia.
A Consuela continuou:
— Coitado… é muito tímido.
Sempre que me aproximo com o pano do pó, desaparece logo.
Pensei um bocadinho.
Na verdade…
Se eu fosse um fantasma e visse a Consuela armada com um balde, um aspirador e uma esfregona…
Também desaparecia.
A Consuela garantiu-me que o Alberto é muito educado.
Nunca faz barulho.
Nunca assusta ninguém.
Limita-se a mudar as coisas ligeiramente de sítio.
Foi nesse momento que percebi.
Afinal…
Não sou eu que perco as chaves!
É o Alberto que as muda de lugar!
Sempre soube que havia uma explicação lógica.
Entretanto, a Consuela olhou para o teto e disse:
— Alberto… podes voltar. A Carla já acredita em ti.
Silêncio.
Acho que o Alberto ficou envergonhado.
Ou então estava escondido atrás do sofá.
Embora, conhecendo a Consuela…
O sofá já tenha mudado tantas vezes de sítio que nem o pobre fantasma sabe onde mora.
E, convenhamos…
Se um dia ouvirem dizer que há um fantasma tímido numa casa onde vive a Consuela…
Não tenham pena dele.
O verdadeiro fenómeno paranormal…
É conseguir sobreviver às limpezas dela!
📢 Comunicado Oficial da Consuela
“Informo que o Alberto existe. É um fantasma extremamente educado, muito tímido e completamente alérgico ao aspirador. Continua desaparecido sempre que inicio uma limpeza profunda. As buscas prosseguem.”
Assinado:
Consuela Especialista em Limpezas Sobrenaturais e Relações Públicas com Fantasmas Tímidos.
🤣🤣🤣
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️
As Crónicas do Fenando e do Jacks 🐾😸🐶Capítulo 41– Nós Queremos Férias!
— Está na altura de termos férias.
O Jacks arregalou os olhos.
Abanou a cauda com tanta força que quase levantou pó.
— Férias? Boa ideia! Mas… o que são férias?
O Fenando suspirou.
— É muito simples. É descansar.
O Jacks inclinou a cabeça.
— Descansar de quê?
O Fenando ficou em silêncio durante uns segundos.
Era uma excelente pergunta.
— Bem… eu preciso de descansar das sestas da manhã.
E também das sestas da tarde.
E das sestas depois do almoço.
O Jacks olhava para ele completamente admirado.
— Uau… isso deve cansar imenso!



Capítulo 41– Nós Queremos Férias!
Na semana passada apanhei o Fenando e o Jacks numa conversa muito séria.
Nada de corridas.
Nada de patinhas.
Nada de brincadeiras.
Estavam os dois sentados no quintal, com um ar tão importante que pensei que iam discutir a paz mundial.
Aproximei-me devagarinho.
O Fenando olhou para o Jacks e piscou os olhos.
Já conheço aquele código.
Traduzido para português dizia qualquer coisa como:
— Está na altura de termos férias.
O Jacks arregalou os olhos.
Abanou a cauda com tanta força que quase levantou pó.
— Férias? Boa ideia! Mas… o que são férias?
O Fenando suspirou.
— É muito simples. É descansar.
O Jacks inclinou a cabeça.
— Descansar de quê?
O Fenando ficou em silêncio durante uns segundos.
Era uma excelente pergunta.
— Bem… eu preciso de descansar das sestas da manhã.
E também das sestas da tarde.
E das sestas depois do almoço.
O Jacks olhava para ele completamente admirado.
— Uau… isso deve cansar imenso!
O Fenando fez um ar muito sério.
— Tu não imaginas o desgaste.
O Jacks começou imediatamente a fazer planos.
— Podemos ir para a praia!
Corremos atrás das gaivotas!
Brincamos nas ondas!
Conhecemos outros cães!
Fazemos castelos de areia!
O Fenando olhava para ele cada vez mais assustado.
— Jacks… isso não são férias.
Isso é… trabalho.
As minhas férias ideais são uma almofada nova, sombra de manhã, sol à tarde e um empregado de mesa que sirva chouriço sem eu precisar de me levantar.
O Jacks abanou a cauda.
— Ah… então eu também quero férias!
Mas com bolas.
Fruta.
Passeios.
Brincadeiras.
Mais fruta.
Mais bolas.
E… já agora… outra peça de fruta.
O Fenando respirou fundo.
— Afinal… cada um descansa à sua maneira.
Entretanto, eu assistia àquela reunião completamente fascinada.
Resolvi entrar na conversa.
— E eu? Também posso ter férias?
Os dois olharam para mim.
Depois olharam um para o outro.
E tenho quase a certeza de que chegaram imediatamente a acordo.
O Fenando piscou os olhos.
O Jacks aproximou-se e deu-me uma lambidela.
Traduzindo:
— Claro que sim!
Desde que continues a servir o pequeno-almoço, o almoço, o jantar, os petiscos, as festas, abras a porta do quintal e mantenhas o sofá disponível.
Olhei para os dois.
Desatei a rir.
Percebi finalmente a verdade.
Os únicos membros daquela família que nunca têm férias…
…são os humanos.
O Fenando voltou para a sua décima segunda sesta do dia.
O Jacks foi descansar para o sofá.
Exausto… de tanto planear férias.
E eu?
Fui arrumar a cozinha.
Porque alguém tinha de trabalhar para manter aquele luxuoso hotel de quatro patas aberto.
😸Pensamento do Fenando: “As férias ideais são simples: mudar da cama do quarto para o sofá da sala. É importante conhecer novas paisagens.”
🐶Pensamento do Jacks: “Eu não preciso de ir para as Caraíbas. Se houver uma bola, uma maçã e a minha humana… qualquer lugar é um resort de cinco estrelas!”
Moral da história: Enquanto os humanos sonham com férias para fugir da rotina… o Fenando e o Jacks sonham apenas com mais tempo para fazer exatamente aquilo que já fazem todos os dias. E, sinceramente… acho que descobriram o verdadeiro segredo da felicidade! 😹😹😹😁😜❤️
Com carinho,
Carla Milho,
As confissões de uma miúda gira 🥰❤️