AS HUMILDES OPINIÕES DE UMA MULHER DE CORAGEM QUE DIZ SIM À VIDA!
Autor: Carla Milho
O meu nome é Carla Milho, e sou apaixonada , numa linha temporal totalmente diferente da que me identifico sobre mim, a nível pessoal certamente irão conhecer me através da minha escrita, através de cada história que possa partilhar com todos vocês. Tenho 50 anos e espero poder transmitir as mensagens corretas da melhor forma possível e de alguma maneira colocar um sorriso no rosto de alguém ! 😊 My name is Carla Milho, and I am someone who—in a timeline quite different from the one I identify with—is driven by a deep passion. On a personal level, you will surely come to know me through my writing, and through every story I share with all of you. I am 50 years old, and I hope to convey the right messages in the best way possible—and, in some small way, bring a smile to someone’s face.😊
Confesso que, no início, olhava para isto tudo com um ar desconfiado.
Depois pensei:
“Carla… tens 50 anos. Não és um iogurte fora de prazo. És uma edição especial!”
Hoje rio-me de muitas das partidas que ela me prega.
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Capítulo 19 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… A Menopausa Instalou-se sem Pagar Renda 😅
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Percebi que a menopausa decidiu mudar-se cá para casa. Sem convite. Sem pedir licença. E, pior do que isso… sem pagar renda! No meu caso, veio definitivamente por via hormonal. Eu cá ainda tentei negociar, mas ela entrou com tanta confiança que nem me deu tempo para apresentar reclamação. Confesso que, no início, olhava para isto tudo com um ar desconfiado. Depois pensei: “Carla… tens 50 anos. Não és um iogurte fora de prazo. És uma edição especial!” Hoje rio-me de muitas das partidas que ela me prega. Há dias em que procuro os óculos… e eles estão na minha cabeça. Entro na cozinha e esqueço-me do que ia fazer. Abro o frigorífico, fico a olhar lá para dentro e penso: “Bom… já que aqui estou, ao menos cumprimento o queijo.” E os calores? Esses aparecem sem marcar consulta. Num instante estou muito bem. No outro, sinto que fui promovida a churrasqueira ambulante. Mas sabem uma coisa? A menopausa pode trazer muitas mudanças, mas não levou embora o meu sentido de humor. Nem a vontade de aprender. Nem a capacidade de rir de mim própria. Envelhecer não é perder valor. É acumular histórias, experiências e uma boa coleção de frases como: “Quem me tirou isto daqui?” Quando, afinal… fui eu. E, convenhamos… Se a menopausa insiste em instalar-se cá em casa, ao menos que comece a ajudar nas limpezas. A Consuela agradece… e eu também!🤣🤪
E depois há o Fenando…
…que se emociona com o jantar.
Na primeira vez que reparei, fiquei preocupada.
Enquanto ele comia, vi umas gotinhas a escorrer pelos bigodes.
Aproximei-me imediatamente.
“Fenando… estás a chorar?”
Há momentos na vida em que uma pessoa se emociona. Com um filme. Com uma música. Com uma recordação. E depois há o Fenando… …que se emociona com o jantar. Na primeira vez que reparei, fiquei preocupada. Enquanto ele comia, vi umas gotinhas a escorrer pelos bigodes. Aproximei-me imediatamente. “Fenando… estás a chorar?” Ele nem levantou a cabeça. Continuou a mastigar o seu petisco com a concentração de um verdadeiro especialista. Olhei melhor. As lágrimas continuavam. Comecei logo a imaginar os piores cenários. Será que estava doente? Será que tinha ficado sensibilizado porque lhe disse que era o gato mais bonito do mundo? Será que estava a viver uma crise existencial felina? Foi então que ele terminou de comer, lambeu os bigodes com toda a calma, olhou para mim durante dois segundos e foi dormir. Percebi finalmente a verdade. O Fenando não chorava de tristeza. Chorava… de felicidade gastronómica! Aquele chouriço devia ser tão bom que lhe arrancava lágrimas de emoção. Entretanto, do outro lado da cozinha… Estava o Jacks. Sentado. Muito direito. Muito educado. Muito paciente. Ou, pelo menos, era essa a imagem que ele queria transmitir. Porque bastava eu pegar no meu prato… …e começava o espetáculo. Olhos fixos em mim. Cabeça inclinada. Cauda a abanar. E um fiozinho de baba que descia lentamente. Muito lentamente. Parecia uma torneira mal fechada. Quanto mais apetitosa fosse a minha refeição… Maior era a cascata. Um dia estava a comer uma sandes. Olhei para o Jacks. Ele olhou para a sandes. Olhei novamente para ele… E a baba já quase tinha pedido autorização para ocupar o chão da cozinha. Disse-lhe: — Jacks… isso não se faz! Ele respondeu apenas abanando a cauda. Acho que, na cabeça dele, aquilo não era baba. Era entusiasmo em estado líquido. O Fenando assistia à cena com a elegância habitual. Limpava delicadamente os bigodes, como um verdadeiro cavalheiro. Tenho quase a certeza de que estava a pensar: — Cada um demonstra o amor pela comida à sua maneira. Uns choram. Outros inundam a cozinha. No fim, olhei para os dois e desatei a rir. Porque percebi que, naquela casa, a comida não alimenta apenas o estômago. Também alimenta o teatro. E os protagonistas dão sempre um espetáculo digno de aplausos. 😸Pensamento do Fenando: “Não são lágrimas… é apenas o meu coração gastronómico a agradecer cada pedacinho de chouriço.” 🐶Pensamento do Jacks: “Eu não me babo… estou só a regar a esperança de que a tua comida venha parar ao meu prato!” Moral da história: Há quem faça críticas gastronómicas em jornais. Lá em casa, basta olhar para o Fenando e para o Jacks. Se um chora e o outro se baba… é porque o chef merece cinco estrelas! 😹😹🐕😅🤪❤️
Conta uma teoria absolutamente não comprovada, mas muito divertida, que um dia a fada Sininho chamou Peter de lado para uma conversa séria.
Muito séria.
Tão séria que até os crocodilos fizeram silêncio.
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Durante muitos anos acreditou-se que Peter Pan nunca quis crescer porque adorava voar, brincar e viver aventuras. Mas… e se tudo tivesse começado por causa de um único conselho? Conta uma teoria absolutamente não comprovada, mas muito divertida, que um dia a fada Sininho chamou Peter de lado para uma conversa séria. Muito séria. Tão séria que até os crocodilos fizeram silêncio. — Peter — disse ela — tenho boas e más notícias. — Diz primeiro as boas! — Nunca vais perder o espírito de criança. — Fantástico! E as más? — Corres um sério risco de desenvolver uma alergia às responsabilidades. Sempre que ouvires frases como “é preciso tratar disto”, “quem é que faz?” ou “podes dar uma ajuda?”, poderás sentir uma irresistível vontade de desaparecer. Peter ficou a pensar. Durante cerca de… três segundos. Depois respondeu: — Parece-me um excelente plano de vida! E foi assim que tudo começou. A partir desse dia, Peter tornou-se um verdadeiro especialista em desporto radical. Não, não era voar. Era praticar o salto à responsabilidade. Modalidade extremamente exigente, onde os atletas conseguem aterrar sempre… noutro sítio. Entretanto, os Amigos Perdidos cresceram. Uns casaram. Outros mudaram de vida. Alguns até aprenderam a cozinhar sem provocar um incêndio. Peter continuava igual. Ainda perguntava, com um ar muito admirado: — Mas… a loiça suja aparece todos os dias? Os cientistas continuam sem resposta. Também nunca conseguiu compreender um fenómeno muito estranho chamado “lista de tarefas”. Sempre que alguém lhe mostrava uma, acontecia um eclipse. A visão ficava turva. O telemóvel começava milagrosamente a tocar. Ou lembrava-se, naquele preciso instante, de um amigo que “precisava mesmo de falar”. Coincidências extraordinárias. A fada Sininho começou então a desconfiar que talvez tivesse exagerado no conselho. Chamou Peter novamente. — Peter… acho que interpretaste mal aquilo que te disse. — Então? — Eu disse para nunca perderes a criança que existe dentro de ti. Nunca disse para pores o adulto de castigo para o resto da vida! Conta-se que Peter ficou em silêncio. Pela primeira vez. Durante quase… oito segundos. O seu recorde absoluto. Depois sorriu, encolheu os ombros e perguntou: — Está bem… mas isso quer dizer que agora tenho mesmo de ler o manual de instruções? A fada respirou fundo. Olhou para o céu. Olhou para o chão. Olhou para o Capitão Gancho. E os dois, pela primeira vez na história, concordaram na mesma frase: — Este rapaz precisa urgentemente de uma atualização de software! Dizem que ainda hoje ela anda à procura da versão mais recente. Mas continua sem sucesso. Ao que parece… o Peter Pan carregou no botão “Lembrar-me mais tarde.”
Moral da história: Há animais que vivem na nossa casa… e depois há aqueles que transformam a nossa casa na deles. E nós? Nós limitamo-nos a pagar a renda… e a desviar-nos deles com um sorriso. 🤣🐕😹❤️
Capítulo 34 – A Arte de Atrapalhar Humanos🐕😹
Há talentos que nascem connosco. Há quem saiba cantar. Há quem saiba cozinhar. E depois há o Fenando e o Jacks… Especialistas mundiais em estarem exatamente… no meio do caminho! É impressionante. A casa tem corredores largos. Tapetes. Sofás. Camas. Poltronas. Janelas. Milhares de sítios confortáveis. Mas não. Os dois escolheram como missão de vida deitarem-se precisamente onde eu preciso de passar. O Jacks tem uma técnica muito própria. Deita-se no chão completamente esticado. Não é um cão. É um tapete dourado com patas. Fico sempre na dúvida se devo contorná-lo… ou pedir licença. O mais curioso é que ele ainda me olha com aquele ar inocente, como quem pergunta: — Então? Não gostaste da decoração nova? Já o Fenando é um verdadeiro especialista em hotelaria. Nunca dorme duas sestas seguidas no mesmo sítio. De manhã, a cama do quarto. Ao meio da manhã, a cadeira da sala. Depois o sofá. A seguir o parapeito da janela. Mais tarde, uma caixa de cartão que, aparentemente, oferece cinco estrelas em conforto felino. Ao final da tarde muda novamente. É um verdadeiro turista doméstico. Tenho quase a certeza de que faz avaliações mentais. “Hoje o sofá está confortável… mas a cadeira da cozinha tem uma luminosidade muito interessante.” Enquanto isso, o Jacks continua imóvel no corredor. Passo por cima dele. Desvio-me. Quase faço ginástica artística. Ele nem mexe uma orelha. Acho sinceramente que acredita que faz parte da mobília. Um dia resolvi fazer uma experiência. Mudei o tapete da sala. O Jacks deitou-se exatamente ao lado. Conclusão? O tapete novo passou imediatamente a ter um “tapete velho” de quatro patas como companhia. Entretanto, o Fenando fez a sua ronda diária às camas. Cheirou uma. Experimentou outra. Dormiu cinco minutos numa terceira. E terminou a tarde… exatamente na cama onde tinha começado o dia. Olhou para mim com um ar muito satisfeito. Como quem dizia: — Era só para confirmar que continua a ser a melhor. Confesso que há dias em que me sinto uma convidada na minha própria casa. Eles ocupam o sofá. A cama. O corredor. E, se eu me distraio… Também ocupam o lugar onde eu me ia sentar. Mas depois olho para eles e desato a rir. Porque, no fundo, uma casa sem um cão transformado em tapete e um gato que muda de cama mais vezes do que eu mudo de meias… seria uma casa demasiado organizada. E isso… que graça teria? 😸Pensamento do Fenando: “A vida é curta demais para dormir sempre na mesma cama. É preciso conhecer o mundo… divisão a divisão.” 🐶Pensamento do Jacks: “Se me deito no meio da passagem é por uma boa razão… assim tenho a certeza de que toda a gente passa por mim e me faz uma festinha!” Moral da história: Há animais que vivem na nossa casa… e depois há aqueles que transformam a nossa casa na deles. E nós? Nós limitamo-nos a pagar a renda… e a desviar-nos deles com um sorriso. 🤣🐕😹❤️
Pensei que talvez fosse altura de vos contar um pequeno segredo.
Ser a “Miúda Gira” é muito divertido… mas nem sempre é fácil.
Porque, por detrás deste nome, existe a Carla Milho.
Uma mulher perfeitamente imperfeita.
Com qualidades, defeitos e uma capacidade extraordinária para perder as chaves precisamente quando está cheia de pressa.
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Capítulo 19 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Também a Miúda Gira se Cansa🤫
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Pensei que talvez fosse altura de vos contar um pequeno segredo. Ser a “Miúda Gira” é muito divertido… mas nem sempre é fácil. Porque, por detrás deste nome, existe a Carla Milho. Uma mulher perfeitamente imperfeita. Com qualidades, defeitos e uma capacidade extraordinária para perder as chaves precisamente quando está cheia de pressa. Ao longo da vida descobri uma coisa que nunca imaginei: sou muito mais resiliente do que pensava. A vida foi-me ensinando isso… nem sempre com legendas, mas sempre com lições. Também aprendi que ser resiliente não significa aguentar tudo para sempre. Até os elásticos, quando são esticados vezes sem conta, acabam por dizer: “Daqui não passo!” E nós não somos feitos de um material mais resistente do que um elástico. Há outra lição que a vida me deu, e essa não estava em nenhum livro. Acompanhar a doença de quem amamos é caminhar ao lado em todas as fases. Nas boas, sorri-se com esperança. Nas menos boas, tenta-se encontrar forças onde jurávamos que já não existiam. Confesso que houve dias em que me sinto uma espécie de canivete suíço. Ora era motorista, ora enfermeira, ora cozinheira, ora psicóloga… e, pelo meio, ainda aparece a “Consuela” para limpar a casa, porque parece que o pó não respeita estados de espírito. Mas chega uma altura em que percebemos uma verdade muito importante. Ajudar alguém não tem de significar a nossa destruição. Porque, se deixarmos de cuidar de nós, um dia já não teremos forças para cuidar de quem tanto precisa de nós. Ajudar a salvar uma vida não pode custar a nossa. E não há egoísmo nenhum em admitir que também precisamos de respirar, descansar e recuperar o fôlego. Foi também nestes dias que descobri quem realmente caminhava ao meu lado. E também percebi outra coisa, daquelas que custam um bocadinho a admitir. Nós, seres humanos, temos uma mania curiosa: habituamo-nos demasiado depressa às pessoas que estão sempre presentes. Achamos que vão estar ali amanhã, na próxima semana e, se possível, para sempre. Só quando sentimos a ausência é que percebemos o verdadeiro valor da presença. E, às vezes, essa descoberta chega um bocadinho atrasada. Eu também já caí nessa armadilha. A vida tratou logo de me lembrar, com aquele sentido de humor muito próprio, que as pessoas não são móveis da sala. Não basta tirar-lhes o pó de vez em quando e achar que está tudo tratado. Precisam de tempo, de atenção, de um abraço, de um telefonema… e, de vez em quando, de um café e um pastel de nata. Se hoje tens alguém de quem gostas, diz-lhe. Não deixes tudo para “um dia”. É que o “um dia” tem um péssimo hábito: chega quase sempre atrasado. Outra coisa que aprendi é que todas as escolhas têm consequências. Umas trazem-nos sorrisos, outras deixam-nos lições… e há aquelas que nos fazem pensar: “A sério que fui eu que decidi isto?” Mas todos nós já passámos por momentos em que continuar dependia das nossas escolhas. Às vezes mudamos de caminho. Outras vezes mudamos apenas a forma de caminhar. E qualquer uma dessas decisões pode ser o início de uma história bonita. Quando esse dia chegar para mim, não lhe vou chamar fim. Vou chamar-lhe recomeço. Porque a vida tem este hábito curioso de nos fechar uma porta… e, logo a seguir, perguntar: “Então… já reparaste nas janelas que ficaram abertas?” E, convenhamos… Se um dia me virem de mochila às costas, um café na mão e o GPS a dizer “faça inversão de marcha”… não pensem que estou perdida. É só a Miúda Gira a descobrir que, às vezes, os melhores caminhos são precisamente aqueles que não estavam no mapa.
Lei do Menor Esforço.
Nessa manhã, vi uma bolinha de papel cair ao lado dele.
Olhou para a bolinha.
Olhou para mim.
Olhou novamente para a bolinha.
Esperei que fosse brincar.
Nada.
Passados alguns segundos apareceu o Jacks.
Viu a mesma bolinha.
Os olhos brilharam.
Capítulo 33 – O Professor Fenando Explica a Lei do Menor Esforço😹
Há dias em que olho para o Fenando e penso: “Este gato devia dar palestras.” Não sobre finanças. Nem sobre liderança. Nem sequer sobre alimentação. O tema seria muito mais simples. A Lei do Menor Esforço. Nessa manhã, vi uma bolinha de papel cair ao lado dele. Olhou para a bolinha. Olhou para mim. Olhou novamente para a bolinha. Esperei que fosse brincar. Nada. Passados alguns segundos apareceu o Jacks. Viu a mesma bolinha. Os olhos brilharam. A cauda começou a abanar como um ventilador. Correu atrás da bolinha. Empurrou-a. Foi buscá-la. Perdeu-a. Encontrou-a outra vez. Fez uma corrida olímpica pela sala. O Fenando acompanhava tudo apenas com os olhos. Quando o Jacks terminou a maratona e regressou completamente ofegante, o Fenando deu um ligeiro toque na bolinha com a ponta da pata. Só um. Depois voltou a fechar os olhos. O Jacks ficou admirado. Eu também. Acho que o Fenando queria dizer: — Se a bolinha continua aqui… para quê tanta pressa? Confesso que me ri sozinha. Enquanto nós passamos a vida a correr atrás de tudo, o Fenando passa a vida a perguntar: “É mesmo preciso?” Às vezes a resposta é sim. Outras vezes… Talvez não. Entretanto, o Jacks já tinha encontrado uma folha, um brinquedo e uma meia perdida. Estava novamente ocupado. O Fenando sorriu… ou pelo menos acho que sorriu. Nos gatos nunca se sabe. Talvez tenha sido apenas um bocejo filosófico. 😸Pensamento do Professor Fenando: “Antes de dares dez passos… pergunta-te se alguém os pode dar por ti.” 🐶 Pensamento do Jacks: “Se deres dez passos… aproveita e corre mais cinquenta! Nunca se sabe onde está a próxima aventura!” Moral da história: A vida precisa de um bocadinho do Fenando para nos lembrar de parar… e de um bocadinho do Jacks para nos lembrar de continuar!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas…
Cá em casa já nem perguntam se estou nervosa.
Basta olharem para a vassoura.
Se ela sair do armário sem aviso prévio… alguém diz logo:
— Olhem… chegou a Consuela!
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Capítulo 18 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… Chamaram-me “Consuela”
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Cá em casa já nem perguntam se estou nervosa. Basta olharem para a vassoura. Se ela sair do armário sem aviso prévio… alguém diz logo: — Olhem… chegou a Consuela! Confesso que já me rendi à alcunha. Quando alguma coisa me incomoda, não discuto. Não levanto a voz. Vou limpar. De repente, o pó passa a ser um inimigo pessoal. As almofadas ficam tão direitas que até parecem estar em sentido. E o chão… coitado… leva uma esfregadela como se me tivesse feito alguma maldade. Enquanto limpo, também vou arrumando os pensamentos. Não sei explicar. Talvez cada pano passado seja uma maneira de pôr a cabeça em ordem. No fim, continuo sem resolver todos os problemas da vida… Mas a cozinha fica impecável. E, convenhamos, há uma estranha sensação de vitória quando o chão brilha e a nossa cabeça já respira um bocadinho melhor. A única desvantagem é que a família já percebeu o sinal. Se me virem a limpar os rodapés com demasiado entusiasmo, ninguém pergunta o que se passa. Limitam-se a afastar cuidadosamente os pés… e deixam a Consuela trabalhar. No fundo, acho que todos temos uma forma de aliviar o coração. Uns vão correr. Outros meditam. Eu… limpo os vidros. E, pelo brilho deles, às vezes até parece que a paz de espírito se vende em frascos de limpa-vidros. Se não se vende… devia.😅
Hello to my fellow WordPress writers and readers 🫡. I was asked to share this vital notice by a dear friend of mine who is in a very rough situation and desperately needs all the attention, support and prayers she can get to help deal with this awful reality that her husband is battling 💔💔 […]
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details.
Eram seis da tarde, a hora em que o cérebro já está em modo de poupança de energia, e cometi o erro fatal de abrir o grupo de WhatsApp da família com a pergunta mais perigosa do mundo:
-“O que hei-de fazer para o jantar?”
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Capítulo 17 – O Grande Dilema da Humanidade: “O Que É Que Se Faz Para o Jantar?”
Hoje aconteceu-me outra daquelas coisas…
Eram seis da tarde, a hora em que o cérebro já está em modo de poupança de energia, e cometi o erro fatal de abrir o grupo de WhatsApp da família com a pergunta mais perigosa do mundo:
“O que é que se faz para o jantar hoje?”
Silêncio absoluto. Podia jurar que ouvi um arbusto a rebolar pelo ecrã do telemóvel.
Passados dez minutos, começam as respostas. E é aqui que percebemos que gerir as expectativas gastronómicas de uma família devia contar como fomento de competências diplomáticas no currículo.
O “Tanto Faz”: Há sempre um elemento que responde “por mim, qualquer coisa serve”. Mentira. Uma cilada pura. Se sugeres sopa e massa, afinal “ah, mas isso pesa muito à noite”. Se sugeres uma salada, “mas isso é comida de coelho”. O tanto faz é o maior poço de exigência oculta da história.
O Esquisito com Ideias de Chef: Aquele que sugere algo que exige três horas de preparação, duas idas a um supermercado gourmet e um ingrediente que só se encontra nos Himalaias. “Olha, e se fizesses aquele salmão braseado com crosta de sésamo e redução de maracujá?” Sim, claro. E depois quem é que limpa a cozinha? O MasterChef de bancada?
O Desconectado da Realidade: Que sugere alegremente “faz uns bifinhos!”, esquecendo-se de que a última vez que vimos carne crua no frigorífico foi na passada terça-feira.
Olhei para o frigorífico. O frigorífico olhou para mim. Lá dentro, uma luz brilhante iluminava meio frasco de maionese, um iogurte fora do prazo por dois dias (que eu fingi não ver) e um resto de massa de véspera que claramente não alimentava toda a gente.
Abri o congelador com aquela esperança ingénua de encontrar uma lasanha mágica que se materializou sozinha. Nada. Só cubos de gelo e um saco de ervilhas que está ali desde o paleolítico.
A verdade é que a pergunta “o que é o jantar?” tem o superpoder de transformar pessoas adultas e perfeitamente funcionais em crianças indefesas. Parece que decidir o menu do dia gasta mais energia do que o dia de trabalho inteiro.
A cozinha não tem de ser sempre um feed de Instagram perfeito. Há dias em que a humildade bate à porta e a ementa é ditada pelo que há, e não pelo que se quer.
Por isso, ativei o meu superpoder de gestão de crise. Desliguei o WhatsApp, ignorei as sugestões gourmet e decretei a sentença da noite:
“Hoje há o Menu ‘O Que Houver’. Pegam no pão, pegam no queijo, fazem uma sesta mental e toda a gente fica feliz.”
No fundo, o segredo de uma miúda gira (e com juízo) é saber que o melhor tempero para qualquer refeição em família é a boa disposição. E se alguém reclamar… há sempre o contacto do homem da pizza gravado nos favoritos.
E convenhamos… A cozinha até pode ser o coração da casa… Mas quem manda no menu da paz familiar… ainda sou eu. (Ou a Deco, se o take-away demorar muito).