Poemas

Que amor não é cobre.

Porque enfim, tudo passa ;

Não sabe o Tempo ter firmeza em nada ;

E a nossa vida escassa

Foge tão apressada.

Que quando se começa é acabada.

LUÍS VAZ DE CAMÕES

Durmo, desperto e sozinho.

Que tem sido a minha vida?

Velas de inútil moinho –

Um movimento sem lida…

Durmo, desperto e sozinho.

Nada explica nem consola.

Tudo está certo depois,

Mas a dor que nos desola,

A mágoa de um não ser dois –

Nada explica nem consola.

FERNANDO PESSOA

Já ouvi silêncios sábios,

Já ouvi conselho vão,

Já vi beijos sem usar os lábios

E toque sem usar a mão.

E dessa observância calma,

Um verso eu deixo de lição :

“Feliz é quem toca com a alma

E enxerga com o coração “.

GABRIEL CASTRO

Não cobre amor,

Que amor não é cobre.

É ouro.

Não peça amor,

Que o amor não é peça.

É todo.

Mas chama, chama amor,

Que amor é chama.

É fogo!

C. LEMOS

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

Nunca devemos desistir, sem antes tentar… É o primeiro passo!

O primeiro passo dado é o mais importante…. É sinal de coragem para caminhar, por muito que o caminho possa parecer longo!

O primeiro passo dado é o mais importante…. É sinal de coragem para caminhar, por muito que o caminho possa parecer longo!

A resposta!….

Tudo pára, tudo é esquecido, como se tivessem sido finalmente salvos por essa resposta!

Olá caros leitores,

A resposta….

Quantas perguntas pairam no ar, à espera de resposta…

Quantas respostas dadas à toa, em nada convincentes, não aproveitando uma só palavra…

Quantos bobos da corte espalhados por este mundo fora, esperando em silêncio por suas respostas…

Quantas palavras balbuciadas em sussurros, saindo de bocas que apenas anseiam por gritar as respostas mais verdadeiras…

Nenhuma destas respostas, agrada, não é nenhuma delas que querem ouvir…

Ouvidos bem apurados, porém completamente imersos pela corrupção da vulgaridade…

Ah, essa resposta é a que se quer ouvir!

Tudo pára, tudo é esquecido, como se tivessem sido finalmente salvos por essa resposta!

Porém… Oh, porém!

Um dia essa resposta perde a sua beleza. Baseada em falsa e barata maquilhagem, envolvida em perfume rasca, sua lingerie de soutien Wonderbra, e cueca de celulite… E essa resposta cai por terra , como fragmentos de um enorme erro, uma falsa resposta…

Ai estará o momento da resposta à muito procurada, mas o momento, o verdadeiro momento da resposta mais sincera, passou, desvaneceu, para sempre!

Oh resposta! Afinal existias e eu, triste bobo da corte, não te ouvi…

As respostas mais humildes compostas por belezas singelas são as que não se costumam ouvir!

São respostas desprovidas de vulgaridade, mas com um significado sem fim!

Quem não busca uma resposta assim?

Só um tolo não a quererá ouvir!

A audição quando se é jovem, é utilizada como convém. Mas quando é chegada a hora da velhice, e com ela a surdez, onde está a resposta que nunca quis o seu fim?

Outrora ignorada, floresceu nos ouvidos de quem a soube ouvir!

Espero que continuem a acompanhar o meu blogue e a minha escrita, obrigado e um grande bem haja a todos vós!

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