A anémona japonesa é dessas.
Aparece no final do verão, quando muitas flores já começam a despedir-se e ela chega toda composta, como quem diz:
— Calma, pessoal… ainda não acabou. Agora é a minha vez! 🤣🤣
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Olhem bem para esta flor. Linda, cor-de-rosa, com as pétalas ligeiramente desalinhadas, naquele estilo muito próprio de quem acordou e pensou: “Hoje não me apetece esforçar-me muito… mas continuo maravilhosa.” 😅 E depois temos o miolo amarelo, ali no centro, sem qualquer problema em assumir protagonismo. Porque há flores que nascem para fazer companhia e há outras que claramente entram em cena para roubar as atenções. A anémona japonesa é dessas. Aparece no final do verão, quando muitas flores já começam a despedir-se e ela chega toda composta, como quem diz: — Calma, pessoal… ainda não acabou. Agora é a minha vez! 🤣🤣 E há qualquer coisa nesta flor que me faz pensar na vida. Nem sempre precisamos de estar perfeitos, alinhadinhos ou exatamente como os outros esperam. Às vezes, basta continuarmos a florescer à nossa maneira, mesmo com algumas pétalas fora do sítio. Porque, convenhamos, se até uma flor pode estar ligeiramente desalinhada e continuar linda… talvez nós também possamos deixar de implicar tanto com os nossos pequenos “desalinhos”. 😂 No fundo, a anémona japonesa tem uma lição simples: não é preciso esperar pelo momento perfeito para brilhar. Às vezes, basta aparecer. E, se possível, com boa luz para a fotografia. Porque autoestima é importante, mas uma boa iluminação também ajuda imenso. ❤️🤣🤣 No fim de contas, talvez seja isso que torna tudo mais bonito: florescer à nossa maneira, no nosso tempo e sem a preocupação de sermos perfeitos. 😁❤️☺️
Fenando olhou para ele.
— Jacks, essas fotografias são antigas.
— Então não apareço…
— Não.
Jacks respirou de alívio.
— Ainda bem. Não estava penteado. 🤣🤣
Alberto aproximou-se, curioso.
Capítulo 141 — Sherlock Fenando e o Álbum de Fotografias Invisíveis 📸🔎👻
Fenando continuava empenhadíssimo na investigação sobre Alberto Crespo. Depois de tantas pesquisas no computador, teve uma nova ideia: — Fotografias! Se o antigo dono desta casa era Alberto Crespo, talvez existam fotografias antigas que nos deem alguma pista! Começou a pesquisar fotografias antigas da casa. Jacks veio imediatamente espreitar. — Eu apareço em alguma? Fenando olhou para ele. — Jacks, essas fotografias são antigas. — Então não apareço… — Não. Jacks respirou de alívio. — Ainda bem. Não estava penteado. 🤣🤣 Alberto aproximou-se, curioso. Fenando ampliou uma fotografia. — Espera… há aqui qualquer coisa! Alberto ficou a olhar para o ecrã. — Sou eu? Fenando aproximou ainda mais a imagem. — Não sei. Jacks espreitou por cima do ombro. — Eu também não sei. Alberto cruzou os braços. — Então estamos muito bem! 👻🤣🤣 Fenando não desistiu. — Precisamos de procurar objetos, documentos ou outras fotografias antigas da casa. Alguma coisa que possa ajudar o Alberto a recuperar memórias. Alberto ficou pensativo. — Talvez eu reconheça alguma coisa quando a vir. Jacks, entretanto, levantou uma pata. — Eu encontrei uma coisa! Fenando virou-se imediatamente. — O quê?! — Uma receita nova de arroz frito! 😋 Fenando ficou a olhar para ele. — Jacks… — É investigação gastronómica! Alberto começou imediatamente a bater palmas. — Muito bem! Esta Irmandade tem duas investigações sérias! 😅😅 Fenando suspirou, mas acabou por sorrir. — Uma sobre o passado do Alberto… Jacks completou: — E outra sobre arroz frito! E lá continuaram os três: Sherlock Fenando atrás de pistas, Alberto à procura do seu passado e Jacks atrás da próxima receita. Porque naquela Irmandade até os mistérios vinham acompanhados de comida. 😋😅❤️ 🐱Pensamento do Fenando: “Estou cada vez mais perto de descobrir a verdade. Só espero que o Jacks não transforme a investigação num programa de culinária.” 🐶Pensamento do Jacks: “Descobrir o passado do Alberto é importante… mas descobrir novas receitas de arroz também é uma missão que não pode ser negligenciada.” 🤣🤣 👻Pensamento do Alberto: “Não sei quem fui, mas sei que tenho estes dois ao meu lado. E, sinceramente, acho que isso é uma descoberta muito bonita.” ❤️😉
— Hoje vamos fazer pizzas! 🍕
Todos ficaram imediatamente interessados.
Principalmente o Jacks.
Consuela bateu palmas.
— Excelente! Mas isto vai ser uma competição.
Olhei para ela.
— Uma competição?
Capítulo 117 – A Guerra das Pizzas… e a Pizza Invisível 🤣🤣🤣
Depois do karaté da Consuela, achei que estava na altura de fazermos uma actividade um bocadinho mais tranquila. — Hoje vamos fazer pizzas! 🍕 Todos ficaram imediatamente interessados. Principalmente o Jacks. Consuela bateu palmas. — Excelente! Mas isto vai ser uma competição. Olhei para ela. — Uma competição? — Claro! Cada um faz a sua pizza e depois avaliamos. Fenando sentou-se muito direito. Jacks aproximou-se da bancada. E Alberto, invisível como sempre, anunciou: — Eu vou ganhar. Consuela olhou para o espaço vazio. — E como é que vais fazer uma pizza que ninguém consegue ver? — Com talento. 🤣🤣🤣🤣 Vestimos todos roupa adequada de cozinheiros e começou oficialmente A Grande Guerra das Pizzas. Consuela fez uma pizza extremamente organizada, com os ingredientes distribuídos ao milímetro. — A apresentação é fundamental! Fenando decidiu que a sua pizza precisava de bastante queijo. Muito queijo. Queijo a sério. Jacks ficou responsável por supervisionar… mas supervisionou tão perto que desapareceu metade do queijo. — Jacks! Ele fez cara de inocente. — Foi controlo de qualidade — disse Consuela. 😅😅😅 E chegou a vez do Alberto. Começámos a ouvir pratos a mexer, gavetas a abrir e ingredientes a serem arrastados pela bancada. — Alberto, o que estás a fazer? — Uma pizza especial. — Com quê? — Segredo. Finalmente ouvimos: PLOC! Depois: PUM! E mais uns segundos de silêncio. — Está pronta! Ficámos todos a olhar para a bancada. Não havia pizza nenhuma. Consuela ficou de boca aberta. Fenando levantou uma sobrancelha. Jacks começou a cheirar o ar. Eu perguntei: — Alberto… onde está a tua pizza? — À vossa frente. — Não vejo nada. — É porque é invisível. Consuela levou as mãos à cabeça. — UMA PIZZA INVISÍVEL?! Alberto respondeu, orgulhoso: — A primeira do mundo. 🤣🤣🤣 Começámos a provar as pizzas. A de Consuela estava deliciosa. A de Fenando tinha queijo suficiente para alimentar uma aldeia. A do Jacks… bem… tinha claramente passado por um processo de degustação antes de chegar à mesa. E a do Alberto? Não se via. Mas cheirava maravilhosamente bem. Eu fiquei intrigada. — Alberto, deixa-me provar. — Com todo o prazer. Peguei num garfo e levei-o ao prato invisível. Provei. Fiquei em silêncio. — Então? Sorri. — Está mesmo muito boa! Consuela quase caiu da cadeira. — COMO É QUE SABES?! — Provei. — Mas não havia nada no garfo! — Consuela… — O quê? — Acho que a paz interior me está a permitir coisas que antes não conseguia. 🤣🤣🤣 Todos começaram a rir. Até o Alberto. E foi assim que terminou a nossa competição. Não houve vencedor. Houve pizzas, gargalhadas… e uma pizza invisível que, segundo todos os presentes, era provavelmente a mais misteriosa da história da culinária. 😉🤗❤️ 📢Relatório da Consuela Evento: Grande Guerra das Pizzas. Participantes: Todos. Vestuário: Cozinheiros profissionais. Fenando: Excesso de queijo. Jacks: Fiscalização gastronómica não autorizada. Alberto: Criador da primeira pizza invisível do mundo. 🤣👻 Miúda Gira: Provou o invisível e não fez perguntas. Estado da Consuela: Confusa. Conclusão: A partir de hoje, ninguém entra na cozinha sem apresentar credenciais. 🤣🤣🤣❤️
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]
The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
Há momentos em que a vida nos pede para fazer aquilo que está ao nosso alcance, mesmo quando parece pouco. Hoje, venho deixar aqui um pedido muito especial. O meu marido continua à procura de um dador de medula óssea compatível. Até ao momento, ainda não foi encontrado. A procura continua e, por isso, também continua este apelo. Se estás a ler estas palavras, peço-te que ajudes a fazê-las chegar mais longe. Partilha este pedido com outras pessoas. Fala dele, envia-o a quem conheces, dá-lhe voz. Porque pode existir algures uma pessoa compatível que ainda não sabe que pode fazer a diferença na vida de alguém. E talvez esta mensagem precise apenas de chegar à pessoa certa. Uma partilha pode parecer um gesto pequenino. Mas quando estamos à procura de um dador compatível, cada pessoa alcançada pode representar uma nova possibilidade. Não sabemos onde estará esse dador. Por isso, continuamos a procurar. Com esperança, com força e, claro, com aquela teimosia característica da miúda gira que continua a acreditar que “impossível” é uma palavra que ainda precisa de ser muito bem discutida. 🥰 Se puderes ajudar, partilha este pedido. Não é preciso conhecer o meu marido. Não é preciso conhecer-me. Basta querer ajudar. A procura continua. E enquanto houver esperança, continuaremos a procurar. Talvez o dador compatível esteja algures por aí. Só precisamos de ajudar esta mensagem a chegar até ele. ❤️ Obrigada a todos os que, de uma forma ou de outra, ajudam a manter esta esperança viva. ❤️ Assim fica mais adequado ao teu blog enquanto espaço de escrita, sem pressupor que quem lê tem redes sociais ou um perfil para partilhar. ❤️
Há dias em que o cansaço se acumula, a cabeça fica cheia, a paciência decide ir de férias sem avisar e a nossa bateria interior chega aos 2%, já a pedir carregador e tomada. 🤣😋
E não há problema nenhum nisso.
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Quem nunca olhou para o espelho, viu a roupa minimamente combinada, o cabelo a colaborar, as olheiras estrategicamente disfarçadas e pensou: “Pronto… hoje ninguém desconfia!” 😅 A verdade é que, muitas vezes, aquilo que mostramos por fora não conta a história toda. Podemos sorrir, conversar, trabalhar, fazer planos e até parecer que temos a vida perfeitamente organizada… enquanto cá dentro existe uma pequena reunião de emoções, todas a falar ao mesmo tempo e sem respeitar a ordem de inscrição. Há dias em que o cansaço se acumula, a cabeça fica cheia, a paciência decide ir de férias sem avisar e a nossa bateria interior chega aos 2%, já a pedir carregador e tomada. 🤣😋 E não há problema nenhum nisso. Estar cansado não é fraqueza. Ter dias menos bons não significa que se perdeu a força. E precisar de parar não quer dizer desistir. Às vezes, é simplesmente necessário fazer uma pausa, respirar fundo e perceber que ninguém consegue estar sempre no modo “está tudo óptimo!”. Não é preciso esconder todas as imperfeições nem vestir diariamente a personagem do super-herói. Até porque, convenhamos, andar de capa pela rua dá bastante trabalho e ainda podemos ficar presos numa porta. 🤣 Cuidar de nós também passa por reconhecer aquilo que sentimos, respeitar os nossos limites e perceber que o bem-estar vale muito mais do que qualquer aparência de perfeição. No fundo, a verdadeira tranquilidade talvez esteja em deixar de tentar convencer o mundo de que está tudo bem e começar a perguntar a nós próprios: “E eu… estou mesmo bem?” Se a resposta for “mais ou menos”, também serve. Respira-se, ajustam-se as velas e continua-se a viagem. Com menos filtros, menos cobranças e, se possível, com algum sentido de humor — porque há problemas que não desaparecem com uma gargalhada, mas ficam certamente mais suportáveis. 🥰❤️
O Fenando tinha descoberto a sua verdadeira vocação: Sherlock Fenando Holmes. 🤣🤣
Com as patas estrategicamente pousadas junto ao teclado, os olhos semicerrados e aquela expressão de quem já tinha descoberto três crimes antes do pequeno-almoço, continuava a investigar o passado do Alberto.
Capítulo 139 — “Alberto Crespo, o Tenor Fantasma e o Arroz Frito😋👻😹
Naquela tarde, o Fenando estava sentado em frente ao computador. Mas não se tratava de uma simples sessão de internet. Não. O Fenando tinha descoberto a sua verdadeira vocação: Sherlock Fenando Holmes. 🤣🤣 Com as patas estrategicamente pousadas junto ao teclado, os olhos semicerrados e aquela expressão de quem já tinha descoberto três crimes antes do pequeno-almoço, continuava a investigar o passado do Alberto. Na verdade, já tinha aberto tantas abas que o computador parecia estar a pedir ajuda. — Hmmm… Alberto… Alberto… — murmurava o Fenando, enquanto pesquisava. — Isto não me cheira nada bem. Do outro lado da sala, o Alberto observava tudo, cada vez mais nervoso. — Fenando… o que estás a fazer? O gato nem levantou os olhos. — Investigação. — Investigação de quê? Fenando fez uma pausa dramática, carregando acidentalmente na tecla de espaço. — Do teu passado. Alberto ficou branco. Ou melhor… ficou ainda mais transparente do que já era. — O meu passado não tem interesse nenhum! Fenando virou lentamente a cabeça. — É exactamente isso que dizem as pessoas que têm um passado interessante. Alberto engoliu em seco. E, perante aquela pressão psicológica felina, decidiu fazer aquilo que sabia melhor: cantar. — OOOO SOOOOLE MIOOOOO… 🎤 Fenando parou de escrever. O cursor do computador também pareceu parar, por respeito ou por medo. Jacks, que estava completamente absorvido a ver um programa de culinária na televisão, levantou imediatamente as orelhas. — O que é que estão a cozinhar? — perguntou, aproximando-se do ecrã. — Arroz frito — respondeu Fenando, sem tirar os olhos do computador. Jacks ficou hipnotizado. — Arroz… frito? Sentou-se mais direito. A língua começou a sair lentamente, como se tivesse vida própria. — Com frango? — Sim. A língua aumentou de tamanho e quase derrubou o comando. — E legumes? — Também. Jacks já estava praticamente dentro da televisão, com o focinho encostado ao ecrã. Entretanto, Alberto continuava a cantar. — LAAAAAAA SOLITUDINEEEEE… 🎤 Uma moldura abanou na parede. Fenando suspirou. — Este homem ainda vai fazer partir os vidros antes de eu descobrir quem ele era. Alberto fez uma pausa. — Isso foi um elogio? — Não. Foi um aviso acústico. Foi então que apareceu uma informação no ecrã. Fenando aproximou-se. Os olhos arregalaram-se. — Alberto Crespo… O fantasma aproximou-se devagar, tentando parecer misterioso, mas tropeçou no próprio lençol. — O quê? Fenando virou-se muito lentamente. — Acho que encontrei qualquer coisa. Alberto ficou imóvel. — O quê? Fenando sorriu. Um sorriso de detective. Um sorriso de gato. Um sorriso que dizia claramente: “Agora é que isto vai começar.” Jacks, entretanto, nem sequer reparou. Estava demasiado ocupado a ver o chef a empratar o arroz e a calcular mentalmente quantas porções cabiam numa tigela normal. — Fenando… quando isto acabar, fazemos arroz frito? O Fenando fechou o computador. — Primeiro resolvemos o mistério do Alberto. Alberto suspirou. — Eu sabia que não devia ter começado a cantar… — Eu sabia que não devia ter deixado o microfone ligado — acrescentou, olhando para a moldura torta. E o Jacks, completamente alheio ao drama paranormal, respondeu: — Eu sabia que devia ter trazido uma tigela maior. 😋😛 Continua… 🙈😺🐶👻😹