The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
Ora bem… conhecendo-me, a primeira coisa que faria era verificar se a máquina do tempo vinha com manual de instruções. Porque, se depender apenas de mim, ainda conseguia carregar no botão errado e aparecer na Idade Média a explicar que o telemóvel ficou sem rede. 🤭
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A pergunta da imagem parece simples: se pudesses enviar apenas uma mensagem ao teu “eu” do passado, o que dirias? Ora bem… conhecendo-me, a primeira coisa que faria era verificar se a máquina do tempo vinha com manual de instruções. Porque, se depender apenas de mim, ainda conseguia carregar no botão errado e aparecer na Idade Média a explicar que o telemóvel ficou sem rede. 🤭 Mas, depois da parte técnica — e de provavelmente perguntar onde se põe o combustível — acho que saberia exactamente o que escrever. Diria: “Calma. Respira. Nem tudo aquilo que hoje parece o fim é realmente o fim. Vais errar. Vais confiar em pessoas que talvez não merecessem tanta confiança. Vais fazer escolhas que mais tarde não compreenderás. Vais chorar por coisas que hoje nem imaginas. E vais descobrir que és muito mais forte do que pensas.” Também lhe diria para não perder tanto tempo a tentar controlar aquilo que não depende dela. Para não gastar tanta energia a querer perceber pessoas, situações e acontecimentos que, muitas vezes, simplesmente não têm explicação. E, sobretudo, diria: “Não tenhas tanta pressa de chegar ao futuro. Um dia vais perceber que alguns dos momentos que hoje queres ultrapassar depressa serão precisamente aqueles que te ensinarão quem és.” Porque nós temos esta mania engraçada de achar que precisamos de saber o final da história antes de conseguirmos viver o capítulo. Queremos garantias. Queremos certezas. Queremos saber se aquela escolha vai resultar, se aquela pessoa vai ficar, se aquele sonho se vai concretizar e, já agora, se vale a pena comprar aquele vestido porque a crise económica também exige alguma responsabilidade. 🤭 Só que a vida não trabalha com spoilers. E talvez ainda bem. Se eu pudesse falar com a mulher que fui há alguns anos, não lhe diria para mudar tudo. Nem apagaria os erros. Nem eliminaria as quedas. Porque, se retirasse todas essas coisas, provavelmente também retiraria algumas das aprendizagens que me trouxeram até aqui. Dir-lhe-ia apenas: “Confia mais em ti.” Não porque vais acertar sempre — isso seria publicidade enganosa. 😂 Mas porque vais aprender a levantar-te quando não acertares. Vais descobrir que algumas portas fechadas eram apenas a vida a dizer: “Minha querida, por aí não. Experimenta a outra.” E algumas pessoas que julgavas indispensáveis deixarão de fazer parte da tua caminhada. Vai doer. Mas também vais perceber que nem toda a ausência é uma perda e nem toda a presença é um presente. Hoje, se pudesse enviar essa mensagem através da tal máquina do tempo, acrescentaria ainda: “Não te castigues tanto por aquilo que ainda não sabes. Estás a fazer o melhor que consegues com a consciência que tens naquele momento.” E talvez esta seja uma das coisas mais importantes que aprendemos com o passar dos anos. Nós julgamos o nosso passado com os conhecimentos que temos no presente. É um bocadinho injusto, não é? É como dar um exame de Matemática a alguém sem lhe ensinar a matéria e, dez anos depois, aparecer com o teste corrigido e dizer: — “Olha aqui o erro!” Pois… obrigada, universo. 🤣 Hoje não preciso de uma máquina do tempo. Tenho memórias suficientes para visitar o passado e sonhos suficientes para espreitar o futuro. Mas escolho viver aqui. No presente. Com as minhas imperfeições, as minhas dúvidas, as minhas gargalhadas, os meus tropeções e aquela capacidade muito portuguesa de dizer: “Isto há-de se resolver.” Mesmo quando não fazemos a mínima ideia de como. 😅 E se algum dia a máquina do tempo for finalmente inventada, tenho apenas um pedido: Que venha com GPS, garantia e assistência técnica. Porque voltar ao passado para corrigir tudo talvez seja impossível. Mas seguir em frente, aprender, mudar e tentar fazer melhor… isso ainda está perfeitamente ao nosso alcance. ❤️ E à minha versão do passado deixaria apenas uma última frase: “Aguenta firme, miúda. Ainda vais rir muito de coisas que hoje te fazem chorar.” 🤣 E, conhecendo-me, provavelmente ela responderia: “Está bem… mas vê lá se no futuro já inventaram uma máquina que lave a loiça sozinha.” 🤣❤️
Todos os dias apareciam novos alunos.
Fenando, muito profissional, sentava-se em frente ao computador e começava:
— Miau… miau… MIAU.
Tradução: “Bom dia, hoje vamos aprender a pedir comida sem parecer desesperados.”
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Capítulo 93 – O Império do Mianês, do Cãonês e do Verbo Herói 😸🐶👻🐾😅😅
O sucesso das aulas online de Mianês do Fenando estava a atingir proporções absolutamente preocupantes. Todos os dias apareciam novos alunos. Fenando, muito profissional, sentava-se em frente ao computador e começava: — Miau… miau… MIAU. Tradução: “Bom dia, hoje vamos aprender a pedir comida sem parecer desesperados.” Jacks assistia atentamente. Até que não aguentou mais. — Fenando, achas que também podias ensinar Cãonês? Fenando olhou para ele com ar de professor universitário. — Claro. Mas tens de começar pelo básico. — O quê? — Au. — Só isso? — Não. Há vários níveis. Um au pode significar “olá”, “tenho fome”, “quem está aí?” ou “abre a porta imediatamente”. Jacks ficou maravilhado. — Isto é genial! Fenando continuou: — E quando juntares três aus seguidos, tens uma frase complexa. Jacks respirou fundo. — AU! AU! AU! Fenando acenou com a cabeça. — Perfeito. Acabaste de dizer: “Acho que a minha refeição está atrasada.” Jacks ficou emocionado. — Finalmente alguém me compreende! 🎤😅 Entretanto, Alberto estava ocupado com outro projeto. Tinha decidido angariar fantasmas para divulgar a sua nova palavra favorita: HERÓI. — Precisamos de uma campanha nacional! — declarou. — Quero fantasmas por todo o lado a dizerem: “Eu herói, tu heróis, nós heróiamos!” Fenando olhou para Jacks. — Acho que ele já perdeu completamente o controlo da língua portuguesa. Jacks encolheu os ombros. — Pelo menos não está a cantar. Nesse preciso momento, Alberto abriu a boca. — 🎤 EU HERÓÓÓÓÓÓÓI… 🎤 Fenando fechou os olhos. Jacks deitou-se imediatamente de lado. — Plano de emergência! Alberto continuou: — 🎤TU HERÓÓÓÓÓÓÓÓIS! 🎤 😸Pensamento do Fenando: “As minhas aulas de Mianês estão a dar dinheiro. Talvez devesse criar também um curso chamado ‘Como sobreviver ao Alberto’.” 🐶Pensamento do Jacks: “Quero aprender Cãonês depressa. Preciso de uma palavra que signifique: FUJAM, ELE VAI CANTAR!” 👻 Pensamento do Alberto: “Sou um herói, sou cantor e em breve serei internacional. Só preciso de mais fantasmas e de um palco.” E assim, enquanto Fenando construía o seu império do Mianês, Jacks preparava o lançamento do Cãonês e Alberto procurava fantasmas para a sua campanha… A miúda gira só conseguia pensar numa coisa: — Eu devia ter comprado aquela tenda pirata com isolamento acústico. 😸😅❤️👻😁☠️
Peter insistiu:
— É verdade! Lá as pessoas são livres!
Gancho cruzou os braços.
— Livres para quê?
Peter pensou.
— Para… viver!
— E para lavar a loiça?
— Talvez.
— Fazer compras?
— Talvez.
— Trabalhar?
Peter começou a perder o entusiasmo.
— Talvez…
Gancho sorriu.
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Numa tarde tranquila na Terra do Nunca, Peter Pan teve uma ideia. — Sininho, descobri uma coisa! A Fada Sininho levantou os olhos. — Isso costuma ser perigoso. O que descobriste? Peter aproximou-se, muito confiante. — Fora da Terra do Nunca não existem responsabilidades! Silêncio. A Fada colocou lentamente as mãos na cintura. Levantou uma sobrancelha. Peter percebeu imediatamente que tinha escolhido mal o momento. — Não existem? — perguntou ela. — Não! — Então quem trabalha? — As pessoas! — E quem paga contas? — As pessoas! — E quem trata da casa? Peter hesitou. — As… pessoas? A sobrancelha da Fada subiu mais dois centímetros. Nesse momento apareceu o Capitão Gancho. — O que se passa? Sininho respondeu: — O Peter descobriu um mundo onde ninguém tem responsabilidades. Gancho ficou impressionado. — Excelente! Quando encontrares esse sítio, avisa-me. Quero comprar uma casa lá. Peter insistiu: — É verdade! Lá as pessoas são livres! Gancho cruzou os braços. — Livres para quê? Peter pensou. — Para… viver! — E para lavar a loiça? — Talvez. — Fazer compras? — Talvez. — Trabalhar? Peter começou a perder o entusiasmo. — Talvez… Gancho sorriu. — Peter, estás a descrever o mundo real ou umas férias de três dias? Os Meninos Perdidos começaram a rir. A Fada Sininho abanou a cabeça. — Peter, não existem mundos sem responsabilidades. Existem pessoas que aprendem a lidar com elas… e outras que passam a vida à procura de alguém que as faça desaparecer. Peter ficou calado. Depois perguntou: — E se eu encontrar uma fada que não me chame à atenção? Sininho colocou novamente as mãos na cintura. — Podes procurar. Gancho acrescentou: — Mas leva um mapa. Isso pode demorar até ao fim dos tempos. Peter suspirou. — Está bem… talvez eu tenha exagerado. Sininho sorriu. — Talvez? Gancho olhou para ela. — Não corrijas agora. Já foi uma evolução. E dizem as más línguas que, desde esse dia, sempre que Peter Pan começa uma frase com: “Lá fora é que é bom, porque não há responsabilidades…” A Fada Sininho põe imediatamente as mãos na cintura. E o Capitão Gancho procura uma cadeira. Porque sabe que vem aí uma palestra com direito a intervalo e tudo! 😂🤭😅😅☠️
Tenho uma coisa importante para vos comunicar — anunciou Alberto.
— Lá vem discurso… — murmurou Fenando.
Alberto endireitou-se.
— Depois de muitos anos de dedicação, coragem, sacrifício e, sobretudo, presença nesta casa, cheguei à conclusão de que sou um herói nacional!
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Capítulo 92 – Alberto, o Herói Nacional… e o Novo Verbo!🤣👻🎤👏
Naquela manhã, Alberto apareceu no quintal com uma expressão extremamente séria. Fenando olhou para ele. Jacks também. — Tenho uma coisa importante para vos comunicar — anunciou Alberto. — Lá vem discurso… — murmurou Fenando. Alberto endireitou-se. — Depois de muitos anos de dedicação, coragem, sacrifício e, sobretudo, presença nesta casa, cheguei à conclusão de que sou um herói nacional! Jacks ficou de boca aberta. Fenando piscou os olhos. — Herói nacional? Tu? — Exatamente! — respondeu Alberto. — E, como qualquer herói que se preze, vou agora modernizar a língua portuguesa! Fenando ficou imediatamente preocupado. — Alberto… não. — A partir de hoje, a palavra “herói” passa a ser um verbo! Jacks inclinou a cabeça. — E como é que se conjuga isso? Alberto sorriu, orgulhoso. — Muito simples! — Eu herói. — Tu heróis. — Ele heróia. Fenando pôs a pata na cabeça. — Isto vai correr muito mal… Alberto continuou: — Nós heróiamos, vocês heroiais e eles heróiam! Jacks começou a abanar a cauda de tanto rir. — E quando é que se usa? Alberto respondeu solenemente: — Sempre que alguém fizer alguma coisa extraordinária. Fenando olhou para Jacks. — Então quando ele abana a cauda durante vinte minutos… — Heróia! — gritou Alberto. Jacks ficou orgulhoso. — Finalmente reconhecimento! Fenando, por sua vez, levantou-se elegantemente. — E quando eu passo três horas a dormir? Alberto pensou. — Isso é… heroísmo avançado. 😸 Pensamento do Fenando: “Se dormir passou a ser heroísmo, finalmente encontrei a minha vocação.” 🐶 Pensamento do Jacks: “Eu sabia que a minha cauda tinha potencial nacional.” 👻Pensamento do Alberto: “Sou um herói, sou um linguista e ainda posso heróiar no palco. A eternidade finalmente começa a fazer sentido!” A miúda gira apareceu entretanto no quintal. — O que é que vocês estão a fazer? Os três responderam em coro: — HERÓIAMOS! 😅😅😅 A miúda gira ficou alguns segundos em silêncio. — Pronto… agora além de piratas, temos um dicionário próprio. E Alberto, emocionado, levantou os braços: — HERÓI, HERÓI, HERÓI! Fenando suspirou. — Alguém esconda o dicionário antes que ele descubra que também pode transformar cantor num verbo… 🐾😸🐶👻😅😅😅❤️🐾😅
Eu sempre me recusei a viver assim.
Não porque seja fácil.
Não porque não tenha medo.
Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda.
Aparece.
Claro que aparece.
Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça.
Há coisas na vida que não escolhemos. E depois há aquelas que, se nos perguntassem se queríamos experimentar, responderíamos imediatamente: “Não, obrigada. Já temos planos.” 😁 A doença oncológica entrou na nossa vida sem pedir licença, pela segunda vez, claro que de forma diferente. E, desde então, já faz algum tempo que aprendi que viver com uma doença grave na família não significa obrigatoriamente passar os dias de cabeça baixa, a vestir o papel de vítima e a olhar para a vida como se alguém tivesse carregado no botão de pausa. Eu sempre me recusei a viver assim. Não porque seja fácil. Não porque não tenha medo. Não porque existam dias em que a preocupação aparece sem ser convidada e se instala no sofá como se tivesse pago renda. Aparece. Claro que aparece. Mas eu aprendi alguns truques para lidar com a minha própria cabeça. Às vezes distraio-a. Às vezes obrigo-a a pensar noutra coisa. Às vezes faço planos para o futuro só para lhe mostrar que ainda mandamos alguma coisa nesta casa. 🤣🤣 E outras vezes simplesmente digo: “Hoje não vamos resolver a vida toda. Hoje vamos resolver só hoje.” É um dos meus truques preferidos. Porque quando pensamos em tudo ao mesmo tempo, a cabeça transforma um problema numa produção cinematográfica de três horas, com direito a banda sonora dramática, intervalo e pipocas. Então prefiro dividir a vida em pequenos bocados. Hoje. Amanhã logo se vê. E entre um dia e outro, continuo a rir. Continuo a fazer disparates. Continuo a ser eu. Porque o diagnóstico do meu marido não apagou quem somos. Não apagou o nosso sentido de humor. Não apagou os nossos sonhos. E muito menos me transformou numa mulher que precisa que tenham pena dela. Eu não quero pena. Quero possibilidades. E é precisamente por isso que hoje faço este pedido. Não escrevo estas palavras para provocar tristeza. Escrevo-as porque precisamos de ajuda na procura de um dador de medula óssea compatível. E pedir ajuda não é fraqueza. Aliás, há uma certa humildade em reconhecer que, por muito fortes que sejamos, há batalhas que não conseguimos travar sozinhos. Um dador compatível pode representar uma possibilidade que uma família inteira deseja encontrar. O sistema HLA é fundamental para determinar a compatibilidade e, por isso, quanto maior for a diversidade de pessoas inscritas nos registos, maiores podem ser as possibilidades de encontrar correspondências para doentes que precisam de um transplante. IPST Em Portugal, o CEDACE integra uma rede internacional de registos, permitindo procurar potenciais dadores também fora do nosso país. IPST Por isso, se tiveres entre 18 e 35 anos, fores saudável e reunires as condições exigidas, talvez possas ponderar inscrever-te como potencial dador. A inscrição no CEDACE é feita uma vez e, segundo a informação disponibilizada pelo IPST, pode permitir que, se surgir uma compatibilidade, sejas contactado para uma avaliação posterior. IPST Informação oficial do IPST sobre a dádiva de medula óssea. E não, não estou a pedir que alguém seja um super-herói. Nem precisa de capa. Até porque, sejamos honestos, há pessoas a quem uma capa simplesmente não favorece. 🤭 Estou apenas a pedir que pensem na possibilidade de fazer algo que pode ter um significado enorme para outra pessoa. Talvez nunca sejam chamados. Talvez nunca exista compatibilidade. Talvez a vossa inscrição fique simplesmente ali, à espera. Mas talvez um dia o vosso perfil seja compatível com alguém. E, nesse dia, aquilo que para vocês começou como uma simples decisão pode significar uma oportunidade extraordinária para outra família. Eu não sei como vai terminar a nossa história. E aprendi a não exigir respostas à vida antes de ela estar preparada para as dar. Mas sei uma coisa: enquanto houver possibilidades, nós vamos procurá-las. Sem dramas. Sem vitimização. Sem transformar a doença no centro absoluto da nossa existência. Com medo quando for preciso. Com coragem quando conseguirmos. Com esperança sempre que houver espaço para ela. E, sobretudo, com humor. Porque se a vida decidiu trazer-nos um argumento difícil, ao menos temos o direito de tentar melhorar o guião. 😅❤️ Por isso, hoje não venho pedir pena. Venho pedir uma oportunidade. Se puderem ser potenciais dadores, informem-se. Se não puderem, partilhem esta mensagem. Talvez a pessoa que precisamos de encontrar esteja algures aí fora. Talvez esteja a ler isto agora. E talvez nem imagine que, sem sequer nos conhecer, pode um dia tornar-se uma peça fundamental na história de alguém. Nós continuaremos por aqui. A viver um dia de cada vez. A rir quando der. A chorar quando for preciso. A cair e a levantar. E, entretanto, eu vou continuar a ser a mesma miúda gira de sempre… só que agora com uma missão extra: encontrar um match perfeito. E não, não estou a falar de Tinder. 😂❤️🤣 Plataforma oficial do IPST — inscrição/informação para dadores de medula óssea.
continuar a rir de mim mesma.
Agora… onde é que eu pus o café?
A Consuela apontou para a minha mão.
— Está aí.
Olhei para a chávena.
— Ah!
Pausa.
— Eu sabia. Só estava a testar-te. 🤣🤣🤣
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Capítulo 73 — Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… A Miúda Gira Tem Memória de Nemo! 🐠🤣
Hoje aconteceu-me uma coisa preocupante. Entrei na cozinha e perguntei à Consuela: — O que é que eu vinha aqui fazer? A Consuela olhou para mim. — Não sei. — Pois… eu também não. Voltei para a sala. Dois minutos depois, regressei à cozinha. — Já me lembrei! A Consuela sorriu. — O que era? Fiquei em silêncio. — Esqueci-me outra vez. Foi aí que percebi: a minha memória entrou oficialmente em modo Nemo. 🤭 Comecei então a andar pela casa à procura das coisas que tinha acabado de pousar. Encontrei o telemóvel no frigorífico. As chaves dentro de uma gaveta. E o café… O café estava na minha mão. A Consuela ficou a olhar para mim. — Miúda Gira, estás bem? — Perfeitamente! Só não sei onde deixei a memória. Atrás do cortinado ouviu-se a voz tímida do Alberto: — Acho que… está aí contigo. — Alberto, isso foi uma piada?! Silêncio. — Talvez… O Fenando olhou para mim com aquele ar superior de quem nunca se esquece de nada importante. Especialmente da hora da comida. O Jacks, esse, continuou feliz. Provavelmente porque cães não precisam de memória para saber que gostam de nós. ❤️😂 Sentei-me no sofá e comecei a rir. Porque talvez todos tenhamos dias em que esquecemos coisas, nos perdemos um bocadinho no meio da correria ou entramos numa divisão e ficamos a olhar para as paredes como se elas soubessem ao que fomos. E, se for assim… Não faz mal. Desde que eu me lembre de uma coisa: continuar a rir de mim mesma. Agora… onde é que eu pus o café? A Consuela apontou para a minha mão. — Está aí. Olhei para a chávena. — Ah! Pausa. — Eu sabia. Só estava a testar-te. 🤣🤣🤣 📢 Relatório Oficial da Consuela Operação: “Memória de Nemo” 😅 Ocorrências registadas: A Miúda Gira esqueceu-se do que ia fazer. Lembrou-se. Esqueceu-se novamente. Procurou o telemóvel. Encontrou-o no frigorífico. Procurou o café. O café estava na mão dela. O Alberto fez uma piada e quase teve de apresentar um pedido formal de desculpas por excesso de coragem. O Fenando continua a lembrar-se perfeitamente da hora da comida. Conclusão oficial: A memória da Miúda Gira encontra-se temporariamente em modo Nemo. Recomendam-se: ☕ Café; 😅 Post-its; 🤭Bom humor; 😁Companhia dos amores de quatro patas; 😂 E vigilância apertada sobre o Alberto, porque ele sabe mais do que diz. Nota final da Consuela: “Se ela começar a procurar a própria cabeça, avisem-me imediatamente.” 🤣😂😅❤️
podemos aprender é precisamente esta: não precisamos de ser iguais para termos valor.
Ser diferente não significa achar que somos melhores do que os outros.
Significa simplesmente aceitar que somos… nós.
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Vivemos num mundo curioso. Diz-nos para sermos nós próprios, mas depois passa uma quantidade razoável de tempo a explicar-nos como devemos ser nós próprios. 😅 Se somos demasiado calados, somos estranhos. Se falamos muito, somos chatos. Se temos personalidade forte, somos complicados. Se não damos opinião, “não temos personalidade”. Ou seja… aparentemente existe um manual para sermos espontâneos. Só ainda ninguém descobriu onde o vende. 😂 Acho que uma das coisas mais bonitas que podemos aprender é precisamente esta: não precisamos de ser iguais para termos valor. Ser diferente não significa achar que somos melhores do que os outros. Significa simplesmente aceitar que somos… nós. Com as nossas qualidades, os nossos defeitos, as nossas manias, as nossas contradições e aquelas pequenas maluquices que talvez devêssemos esconder, mas que acabam por ser precisamente aquilo que nos torna interessantes. 🤣 E sim, devemos ouvir os outros. Devemos aceitar críticas. Devemos ter humildade suficiente para reconhecer quando estamos errados. Porque ser único não significa ter sempre razão — infelizmente, já tentei negociar essa parte com a vida e não funcionou. 🤭😅 Mas também devemos aprender a confiar na nossa intuição. Nem tudo aquilo que sentimos precisa de uma explicação científica, um relatório de 27 páginas ou uma reunião extraordinária. Às vezes simplesmente sentimos que alguma coisa não está bem. E ignorar constantemente essa sensação só porque temos medo de parecer “difíceis” pode sair bastante mais caro do que parecermos chatos durante cinco minutos. Também gosto da ideia de sermos felizes sem precisar de autorização. Ser feliz à nossa maneira. Rir quando nos apetece. Mudar de opinião. Recomeçar. Dizer “isto já não é para mim” sem transformar a decisão numa guerra mundial. E, sobretudo, não viver demasiado preocupados com aquilo que os outros pensam. Porque há uma coisa engraçada sobre a opinião alheia: hoje somos assunto, amanhã já encontraram outro. 😁 A vida passa demasiado depressa para gastarmos os nossos dias a tentar caber na expectativa de toda a gente. Sejamos bons, mas não ingénuos. Sejamos humildes, mas não invisíveis. Sejamos diferentes, mas sem precisar de fazer disso uma competição. E, quando alguém disser que somos “demais”, talvez possamos simplesmente sorrir e responder: “Não faz mal. Tu podes ficar com a tua medida que eu fico com a minha.” 💯🤜🤛 No fundo, acho que viver bem é isto: sermos suficientemente humildes para continuar a aprender e suficientemente corajosos para não deixar de ser quem somos. Porque esta viagem chamada vida não vem com ensaio geral. É mesmo para valer. E já que estamos aqui… mais vale sermos nós próprios. Até porque ser outra pessoa dá uma trabalheira enorme e, sinceramente, eu já tenho coisas suficientes para fazer. 🥰😅❤️
Depois de uma reunião da famosa Irmandade dos Três, Fenando, Jacks e Alberto chegaram a uma conclusão absolutamente indispensável:
Precisavam de um quartel-general no quintal!
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Capítulo 91 – O Quartel-General dos Três Piratas 🐾☠️👻🎤😂
Depois de uma reunião da famosa Irmandade dos Três, Fenando, Jacks e Alberto chegaram a uma conclusão absolutamente indispensável: Precisavam de um quartel-general no quintal! — Uma casa de piratas! — anunciou Jacks, já a imaginar-se capitão. — Ou uma tenda! — sugeriu Fenando. — Desde que tenha um espelho lá dentro. Alberto levantou imediatamente a mão. — E um palco! Os dois olharam para ele. — Para quê? — perguntou Jacks. — Para continuar os meus ensaios, obviamente! Fenando ficou em silêncio durante alguns segundos. — Então afinal isto não é um quartel de piratas… — É o Festival Internacional da Pirataria e da Cantoria do Alberto! — concluiu Jacks. 🎤😂😂😂 Alberto ficou radiante. — Exatamente! E eu já tenho o primeiro espetáculo preparado! Fenando arregalou os olhos. — Miúda gira! Precisamos de um plano de emergência! Jacks começou a abanar a cauda. — Eu fico responsável pela segurança! — E eu pela decoração! — disse Fenando. — E eu pelo palco! — respondeu Alberto. A miúda gira apareceu no quintal e encontrou os três em plena reunião estratégica. — O que é que vocês estão a fazer? Os três responderam em coro: — A construir a nossa sede pirata! 👻☠️ A miúda gira suspirou. — E quem vai construir? Silêncio. Fenando olhou para Jacks. Jacks olhou para Alberto. Alberto apontou para a miúda gira. — A administração. 😅😅😅 😸 Pensamento do Fenando: “Se houver um espelho no quartel, aceito ser pirata.”☠️ 🐶Pensamento do Jacks: “Eu quero uma bandeira, uma tenda e espaço para a minha cauda. Principalmente espaço para a minha cauda!” 👻Pensamento do Alberto: “Finalmente terei um palco só meu! Agora ninguém poderá impedir o meu talento artístico!” E assim nasceu o projeto da nova sede da Irmandade: um quartel de piratas com palco, decoração felina e segurança canina. A única dúvida era saber quem teria coragem de deixar o Alberto ensaiar lá dentro. 🐾😸🐶❤️😅☠️