Crónicas de uma Miúda Gira🥰❤️- Capítulo 72 — A Bondade Suspeita, o Relatório da Consuela e o Regresso dos Post-its 🤭🤣🤣

Mas toda a gente desconfiava de toda a gente.
A Miúda Gira, depois de ler a mensagem sobre a bondade fingida, ficou pensativa.
— Pois… eu agora quando alguém é bom demais começo logo a procurar a letra pequenina. 😁🤣

Capítulo 72 — A Bondade Suspeita, o Relatório da Consuela e o Regresso dos Post-its 🤭🤣🤣

Depois do aviso do Chefe Supremo ao Alberto — de que a Miúda Gira ainda não estava preparada e precisava de ser “marcada novamente” — a casa entrou oficialmente em estado de alerta.
Ninguém sabia exatamente o que se passava.
Mas toda a gente desconfiava de toda a gente.
A Miúda Gira, depois de ler a mensagem sobre a bondade fingida, ficou pensativa.
— Pois… eu agora quando alguém é bom demais começo logo a procurar a letra pequenina. 😁🤣
A Consuela concordou imediatamente.
— Devemos ter cuidado.
O Alberto, escondido algures atrás dos cortinados, suspirou.
— O Chefe Supremo já sabia que isto ia acontecer…
— ALBERTO! — gritou a Miúda Gira.
Silêncio.
— Eu não disse nada! — respondeu ele, já muito baixinho.
E foi precisamente nesse momento que aconteceu o inevitável.
A Miúda Gira voltou aos post-its.
Em menos de cinco minutos já havia post-its no frigorífico, na porta, no espelho, no comando da televisão e, por alguma razão que ninguém conseguiu explicar, um colado no pano do pó.
A Consuela ficou a olhar.
— Outra vez?!
— É organização!
— Tens um post-it na testa.
— Isso é um lembrete.
— De quê?
— Ainda não sei. Mas quando me lembrar, já está escrito. 😅😅😅
Entretanto, a Consuela decidiu elaborar o relatório oficial.
📢 RELATÓRIO DA CONSUELA
Assunto: Situação atual da Miúda Gira
1. A Miúda Gira continua a tentar perceber o que o Alberto sabe.
2. O Alberto continua a não aparecer, mas suspira como se estivesse a protagonizar uma novela de 300 episódios.
3. O Chefe Supremo continua misterioso.
4. A Miúda Gira voltou aos post-its, encontrando-se neste momento em fase avançada de “administração de informação que ninguém pediu”.
5. Foi encontrado um post-it no pano do pó com a seguinte inscrição:
“NÃO ESQUECER DE PERGUNTAR AO ALBERTO.”
O pano do pó recusou-se a prestar declarações.
🤣🤣🤣🤣
A Miúda Gira olhou para todos os post-its e respirou fundo.
— Pronto. Agora está tudo organizado.
Consuela olhou à volta.
— E o que é que está organizado?
— Não faço ideia.
— Então?
— Mas está escrito!
E o Alberto, atrás do cortinado, não conseguiu evitar um pequeno riso.
— Isto já aconteceu antes…
A Miúda Gira ouviu.
Virou-se imediatamente.
— ALBERTOOOOO!
O cortinado mexeu-se.
O Alberto desapareceu.
E a Consuela acrescentou ao relatório:
6. Recomenda-se retirar os post-its do alcance da Miúda Gira antes que ela comece a etiquetar os fantasmas.
Tarde demais.
Já havia um post-it no cortinado:
“ALBERTO — NÃO FUGIR.” 😂😁❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Seeking Help for a Friend

The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details. Seeking Help for […]

Seeking Help for a Friend

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Ciao a tutti. Condivido questo messaggio per una cara amica in un momento drammatico. Suo marito sta lottando contro una grave malattia e ha un disperato bisogno di un trapianto. Vi preghiamo di aiutarci a diffondere questo appello per trovare un donatore di midollo osseo compatibile. Ogni condivisione può salvare una vita. 💔 Ecco la […]

🩸 Appello urgente: cerchiamo un donatore di midollo osseo

Não Procuro Pena. Procuro uma Oportunidade de Viver.- I’m Not Asking for Pity. I’m Asking for a Chance to Live❤️ Video from João

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📚 Se pudesse jantar com um autor…

Ler Dan Brown é, muitas vezes, começar um capítulo tranquilamente e acabar a pensar:
“Espera lá… como é que chegámos aqui?” 😂😂

E, neste momento, a minha resposta seria sem grande hesitação: Dan Brown. 😅
Não porque ache que conseguiria acompanhar todas as teorias, códigos, símbolos, sociedades secretas e conspirações que provavelmente apareceriam à mesa…
Mas porque tenho uma enorme curiosidade em perceber como funciona aquela cabeça. 🤭😁
Ler Dan Brown é, muitas vezes, começar um capítulo tranquilamente e acabar a pensar:
“Espera lá… como é que chegámos aqui?” 😂😂
E quando damos por nós já estamos a pesquisar obras de arte, igrejas, símbolos, manuscritos, sociedades secretas e locais históricos… tudo isto quando a nossa intenção inicial era simplesmente ler umas páginas antes de dormir.
Erro crasso. 😅😅
Se tivesse mesmo oportunidade de jantar com ele, provavelmente começaria por fazer aquilo que uma miúda gira e humilde deve fazer:
— “Boa noite, senhor Dan Brown. Eu gosto muito dos seus livros.”
E depois tentaria parecer uma pessoa intelectualmente preparada.
Cinco minutos depois:
— “Desculpe, mas explique-me lá aquela parte outra vez…” 😂
Porque uma coisa é apreciar um bom livro.
Outra é conseguir acompanhar alguém que parece ter uma relação particularmente próxima com códigos, enigmas e sociedades secretas.
E confesso que também teria algumas perguntas.
Como é que se lembra de tantos detalhes?
Onde encontra todas aquelas histórias?
E, sobretudo…
Como consegue fazer com que uma pessoa que estava descansadamente sentada no sofá acabe a desconfiar da decoração da própria sala? 🤣
Talvez seja precisamente isso que mais gosto nos seus livros: fazem-nos sair da leitura simplesmente entretidos e deixam-nos com vontade de descobrir mais.
E eu gosto disso.
Gosto de histórias que nos fazem pensar, que nos despertam curiosidade e que nos obrigam a olhar duas vezes para aquilo que julgávamos conhecer.
Não significa que tenha sempre razão sobre todas as teorias que invento enquanto leio — longe disso! 😅
Aliás, conhecendo-me, provavelmente descobriria uma conspiração internacional por trás de uma torradeira avariada.
Mas é esse o encanto.
A literatura também serve para nos levar para lugares onde nunca estivemos e para nos fazer perguntas que nunca tínhamos pensado fazer.
Por isso, sim…
Se pudesse escolher um autor para um jantar, actualmente seria Dan Brown.
Só faria uma pequena exigência:
o restaurante não pode ter portas secretas, símbolos misteriosos nem uma passagem subterrânea.
Porque eu quero jantar.
Não quero salvar o mundo antes da sobremesa. 🤣🤣🤣
E vocês?
Com que autor gostariam de jantar?
Prometo não investigar os vossos códigos secretos. 😊🤣❤️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Peter Pan e o Aviso do Crocodilo

Aproximou-se do Capitão Gancho e sussurrou:
— Tic… tac…
Gancho ficou sério.
— Eu sei, amigo. Também já reparei.
Tic-Tac aproximou-se da Fada Sininho e voltou a sussurrar:
— Tic… tac…
A Fada franziu o sobrolho.
— O Peter?

Na Terra do Nunca, o crocodilo Tic-Tac decidiu fazer uma coisa inédita.
Falou.
Mas falou baixinho.
Aproximou-se do Capitão Gancho e sussurrou:
— Tic… tac…
Gancho ficou sério.
— Eu sei, amigo. Também já reparei.
Tic-Tac aproximou-se da Fada Sininho e voltou a sussurrar:
— Tic… tac…
A Fada franziu o sobrolho.
— O Peter?
O crocodilo abanou a cabeça.
O problema era simples: Peter Pan já não levava as responsabilidades da Terra do Nunca a sério.
Deixava tarefas por fazer, esquecia-se de cuidar das coisas e achava que alguém apareceria sempre para resolver tudo.
Gancho olhou para Sininho.
— Se isto continuar assim, qualquer dia a Terra do Nunca desaparece.
A Fada arregalou os olhos.
— Desaparece?!
Tic-Tac fez:
— Tic… tac…
Gancho respondeu:
— Sim. E, conhecendo o Peter, quando ela começar a desaparecer ele ainda pergunta quem ficou encarregado de a reconstruir.
Nesse instante apareceu Peter.
— O que estão a fazer?
A Fada respirou fundo.
— A falar sobre responsabilidades.
Peter fez uma careta.
— Outra vez?
Gancho aproximou-se.
— Peter, esta Terra é o lar de todos nós. Se ninguém cuidar dela, um dia podemos deixar de ter Terra do Nunca.
Peter ficou pensativo.
— Mas alguém há de tratar disso…
O crocodilo fez um “TIC-TAC!” tão forte que todos deram um salto.
Gancho apontou para ele.
— Até o crocodilo perdeu a paciência!
Peter olhou à volta.
Pela primeira vez reparou nas árvores, no navio, nos Meninos Perdidos e em tudo aquilo que todos tinham construído juntos.
— Então… se eu não fizer a minha parte, alguém acaba por ter de fazer por mim?
A Fada Sininho sorriu.
— Finalmente.
Gancho levantou o gancho.
— Milagre número dois esta semana!
Peter respirou fundo.
— Está bem. Vou começar a ajudar.
Tic-Tac aproximou-se dele.
Peter sorriu.
— Obrigado pelo aviso.
O crocodilo respondeu:
— Tic… tac…
Gancho traduziu:
— Disse que não agradeças. Começa a trabalhar.
Peter suspirou.
— Vocês hoje estão impossíveis…
E dizem as más línguas que, nesse dia, Peter Pan aprendeu uma das maiores verdades da Terra do Nunca:
um lar não se mantém mágico porque alguém manda nele. Mantém-se mágico porque todos cuidam dele.
E, claro, porque há sempre um crocodilo por perto para lembrar quem se esqueceu. 🤭🤣🤣🤣😅☠️

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

Entre o Diabo e a Morte… eu escolho o café! 😈💀

Às vezes, o nosso verdadeiro “demónio” aparece disfarçado de amigo, colega, familiar ou até daquela pessoa que chega cheia de boas intenções e diz:
— “Podes confiar em mim.”
E nós, ingénuos e de coração aberto:
— “Claro!”
Erro de principiante. 😂

Há relações que parecem saídas de um filme de terror.
No início, tudo é bonito, misterioso, intenso… há química, olhares, promessas e aquela sensação de que finalmente encontrámos alguém que nos compreende.
Depois, com o passar do tempo, percebemos que afinal não encontrámos a nossa alma gémea.
Encontrámos o pacote completo da desgraça emocional. 😅
E atenção: não estou a falar apenas de relações amorosas.
Às vezes, o nosso verdadeiro “demónio” aparece disfarçado de amigo, colega, familiar ou até daquela pessoa que chega cheia de boas intenções e diz:
— “Podes confiar em mim.”
E nós, ingénuos e de coração aberto:
— “Claro!”
Erro de principiante. 😂
Porque a vida ensina-nos, algumas vezes da maneira mais simpática possível — ou seja, com uma valente cabeçada na parede — que nem toda a gente que sorri para nós vem em paz.
Mas também aprendi que não vale a pena viver desconfiando de toda a gente.
Se passarmos a vida à procura de chifres escondidos, acabamos a desconfiar até do empregado da pizzaria quando pergunta:
— “Quer mais alguma coisa?”
E nós:
— “PORQUÊ? O QUE É QUE SABES?” 🤣
A verdade é que precisamos de equilíbrio.
Confiar, mas observar.
Gostar, mas não desaparecer dentro de ninguém.
Dar oportunidades, mas não entregar a nossa dignidade juntamente com o cartão de cidadão.
E, sobretudo, aprender a reconhecer quando uma relação deixou de ser saudável.
Nem sempre precisamos de fazer uma guerra.
Às vezes basta simplesmente sair.
Sem discursos.
Sem vinganças.
Sem publicar 47 indiretas nas redes sociais — porque, convenhamos, depois temos de explicar à tia porque é que ela está metida naquilo. 🤣🤣🤣
Hoje prefiro a paz.
A minha paz não é negociável.
Quem quiser caminhar comigo, será muito bem-vindo.
Quem quiser trazer confusão, pode seguir viagem.
E se trouxer um demónio às costas, agradeço que o leve também.
Não tenho espaço em casa. 🙀😅
Porque amadurecer também é perceber que não precisamos de vencer todas as batalhas.
Algumas vencem-se simplesmente quando decidimos não participar.
E talvez esta seja uma das maiores liberdades que conquistamos com o tempo:
já não precisamos que toda a gente goste de nós.
Precisamos apenas de conseguir olhar para o espelho e pensar:
“Pronto… esta miúda continua meio doida, mas pelo menos já aprendeu a escolher melhor a companhia.” 😅❤️
E isso, meus queridos, já é uma evolução considerável.
Sem dramas. Sem rancores. Com humildade, algum bom senso… e uma pitada de sal para afastar os demónios. 🤣🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

O cavalo de Troia #Reflexão🍀

Talvez tenha confiado demais.
Talvez tenha ignorado alguns sinais porque, convenhamos, o meu detector de pessoas duvidosas devia ter vindo com as pilhas incluídas. 😅

Há uns anos escrevi sobre o meu próprio “cavalo de Tróia”.
Na altura, eu achava que tinha aprendido uma das lições mais difíceis da vida: perceber que, por vezes, o perigo não vem de quem está contra nós, mas de quem deixámos entrar demasiado perto.
E doeu.
Doeu porque algumas das pessoas que mais nos conseguem magoar são precisamente aquelas a quem entregámos confiança, afecto, tempo e pedaços de nós que não entregamos a qualquer pessoa.
Durante muito tempo pensei que o meu maior problema tinha sido não saber escolher bem as pessoas.
Hoje vejo as coisas de outra maneira.
Talvez eu não tenha escolhido sempre bem.
Talvez tenha confiado demais.
Talvez tenha ignorado alguns sinais porque, convenhamos, o meu detector de pessoas duvidosas devia ter vindo com as pilhas incluídas. 😅
Mas também aprendi uma coisa importante: não podemos transformar os nossos erros numa sentença perpétua contra nós próprios.
Houve alturas em que olhei para mim e já não reconhecia a mulher que estava ali.
A vida tinha-me dado umas quantas voltas, algumas delas sem sequer pedir licença, e eu estava cansada de tentar perceber porquê.
Mas, algures no meio dessa confusão toda, aconteceu uma coisa extraordinária:
eu comecei a escolher-me.
Não foi de um dia para o outro.
Não houve música épica, vento a soprar no cabelo e uma entrada triunfal em câmara lenta. Até porque, conhecendo-me, provavelmente tropeçava logo no primeiro degrau. 😂
Foi muito mais simples.
Foi começar a dizer não.
Foi deixar de tentar convencer determinadas pessoas do meu valor.
Foi perceber que nem toda a porta fechada precisa de ser arrombada.
E foi compreender que algumas partidas não são perdas. São simplesmente a vida a retirar-nos do caminho aquilo que já não nos fazia bem.
Durante muito tempo pensei que precisava de ser salva.
Hoje sei que não.
Não porque seja invencível — longe disso. Continuo a cair, a duvidar, a ter dias em que a minha confiança vai de férias sem sequer deixar morada para correspondência. 🤭😂
Mas agora sei levantar-me.
E talvez essa seja a verdadeira força: não é nunca cair; é não fazer da queda a nossa morada permanente.
Também aprendi a proteger melhor aquilo que sinto.
O meu coração já não tem a porta aberta com uma placa a dizer:
“ENTRE, SINTA-SE EM CASA E, SE QUISER, LEVE UMA RECORDAÇÃO.” 🤣
Agora existe porteiro.
E o porteiro sou eu.
Algumas pessoas podem continuar a achar-me fria, distante, complicada ou até convencida.
Tudo bem.
Nem toda a gente precisa de compreender as nossas escolhas.
Só nós sabemos quantas batalhas tivemos de travar para chegar ao lugar onde estamos.
E eu já não tenho necessidade de explicar cada cicatriz.
Algumas fazem parte da minha história. Outras ensinaram-me a ter mais cuidado. E algumas, sinceramente, ficaram tão bem escondidas que nem eu sei onde guardei a documentação. 😉😂
Hoje olho para aquela mulher que escreveu aquele texto há uns anos e sinto ternura por ela.
Ela estava cansada.
Estava magoada.
Estava a tentar perceber como continuar.
Mas estava lá uma coisa que talvez ela ainda não soubesse reconhecer:
coragem.
Porque, mesmo quando achava que tinha perdido tudo, continuava a procurar uma saída.
E encontrou.
Não encontrou uma vida perfeita.
Encontrou uma vida mais verdadeira.
E isso chega-me.
Hoje não quero ser a princesa à espera de um príncipe que apareça montado num cavalo branco para me salvar.
Primeiro porque já tenho idade suficiente para desconfiar de príncipes montados em cavalos brancos. 😅😅
Segundo porque descobri que prefiro andar pelos meus próprios pés.
Com tropeções, claro.
Com algumas asneiras pelo caminho.
Com dias bons e outros que mereciam simplesmente um botão de “reiniciar sistema”.
Mas pelos meus pés.
Porque, no fim de contas, a pessoa que eu precisava mesmo de salvar sempre esteve comigo.
Era eu.
E hoje, finalmente, gosto muito mais da mulher que encontro quando olho para o espelho.
Não porque seja perfeita.
Mas porque é minha.
E depois de tudo o que já vivi, acho que isso é uma das maiores vitórias que alguém pode conquistar. ❤️
A miúda gira continua em obras, portanto peço desculpa pelo incómodo. Mas desta vez a obra é para ficar. 🤭🤣

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️

As Crónicas do Fenando, do Jacks …e do Alberto🐾😸🐶👻- Capítulo 89 – O Concerto Que Ninguém Pediu 🎤📢🐾🤣🤣🤣

Jacks também.
Alberto começou:
— Há 278 anos que aqui vivo! Já vi tudo! Já ouvi tudo! Já sofri tudo! E, mesmo assim, ninguém diz: “Alberto, és uma presença fundamental!”
Silêncio.
Fenando bocejou.

Capítulo 89 – O Concerto Que Ninguém Pediu 🎤📢🐾🤣🤣🤣

Naquele dia, Alberto olhou para o corredor da casa e teve uma revelação:
— Finalmente percebi uma coisa! Eu vivo aqui há uma eternidade e ninguém reconhece o meu talento!
Fenando levantou uma sobrancelha.
— Talento? Que talento?
— O talento de estar aqui há séculos sem ninguém reparar em nada de especial! — respondeu Alberto, indignado.
Jacks ficou a olhar para ele com as orelhas em pé.
— Isso é porque passas despercebido…
Alberto ignorou completamente a provocação e convocou uma reunião extraordinária.
— Senhores e senhoras, patudos e restantes criaturas! Convido-vos a assistir ao meu grande discurso sobre a minha importância nesta casa. No final, agradeço aplausos prolongados!
Fenando sentou-se.
Jacks também.
Alberto começou:
— Há 278 anos que aqui vivo! Já vi tudo! Já ouvi tudo! Já sofri tudo! E, mesmo assim, ninguém diz: “Alberto, és uma presença fundamental!”
Silêncio.
Fenando bocejou.
Jacks abanou a cauda.
— Podem aplaudir! — ordenou Alberto.
Clap… clap…
Jacks bateu duas patas.
Fenando bateu uma pata, mais por educação do que por entusiasmo. 😹
Alberto emocionou-se.
— Obrigado! Sabia que finalmente compreenderiam a minha grandeza!
😸Pensamento do Fenando:
“Não compreendi absolutamente nada, mas se isto o mantém calado durante cinco minutos, apoio.”
🐶 Pensamento do Jacks:
“Eu só aplaudi porque tenho medo que ele comece a cantar.”
👻Pensamento do Alberto:
“Finalmente o reconhecimento que mereço! Só falta agora uma estátua minha no corredor.”
E foi assim que Alberto terminou o discurso convencido de que tinha acabado de fazer história.
A miúda gira, entretanto, pensou apenas:
— Pronto… lá se vai a paz da casa outra vez. 🤣🤣❤️🙀🐾

Com carinho,

Carla Milho,

As confissões de uma miúda gira 🥰❤️