Enquanto está disponível, parece garantido; quando desaparece, afinal, fazia uma falta enorme.
Somos assim, umas criaturas complicadas! 🤣🤣🤣Conseguimos passar horas a comparar preços, mas nem sempre dedicamos cinco minutos a cuidar daquilo que realmente importa.🤫
Há coisas na vida que não se compram, não se embrulham e muito menos se encontram numa prateleira à espera de uma promoção.😏 O amor, a amizade verdadeira, o respeito, a lealdade e a presença genuína não têm etiqueta de preço. E talvez seja precisamente por isso que, por vezes, nos esquecemos do seu verdadeiro valor. É curioso como algumas pessoas só percebem a importância de algo quando deixam de o ter. Enquanto está disponível, parece garantido; quando desaparece, afinal, fazia uma falta enorme. Somos assim, umas criaturas complicadas! 🤣🤣🤣Conseguimos passar horas a comparar preços, mas nem sempre dedicamos cinco minutos a cuidar daquilo que realmente importa.🤫 O que é verdadeiro não precisa de grandes espectáculos, promessas intermináveis ou declarações dignas de uma novela.🤣🤣 Revela-se nos gestos, na consideração, na honestidade e na forma como alguém permanece quando não há nada a ganhar. Porque gostar é bonito, mas saber cuidar é outra conversa.🫢 E não, não precisamos de ser perfeitos. Basta aprendermos a reconhecer o valor das pessoas e a não tratar como garantido aquilo que merece ser cuidado. Afinal, há coisas que, quando se perdem, não voltam a estar disponíveis, nem sequer com cartão de fidelização! 🤣❤️ Que nunca nos falte a humildade para valorizar, enquanto temos, aquilo que o dinheiro nunca conseguirá comprar. ❤️
Fenando, tens a certeza de que o Alberto está relacionado com a minha família? — perguntou a Miúda Gira, cada vez mais intrigada.🤔😑
— Certeza, certeza, não tenho. Mas as fotografias não mentem!
— Pois não, mas tu também não és propriamente um detective da Polícia Judiciária…🤣😂🤣
Capítulo 145 — A Visita, a Fotografia e o Segredo que Ficou à Porta🤫😏
Depois da revelação bombástica de Sherlock Fenando, a casa ficou mergulhada num silêncio estranho. Quer dizer… estranho para toda a gente, menos para o Jacks, que aproveitou a ocasião para tentar roubar uma bolacha. — Fenando, tens a certeza de que o Alberto está relacionado com a minha família? — perguntou a Miúda Gira, cada vez mais intrigada.🤔😑 — Certeza, certeza, não tenho. Mas as fotografias não mentem! — Pois não, mas tu também não és propriamente um detective da Polícia Judiciária…🤣😂🤣 Fenando ofendeu-se. Endireitou os bigodes e anunciou que estava a trabalhar num caso de importância histórica. Consuela revirou os olhos. — Importância histórica? Tu ontem passaste vinte minutos à procura dos óculos que tinhas na cabeça!🤣🤣🤣🤣 Entretanto, Alberto continuava desaparecido. Só se ouvia a sua voz, vinda de um lugar qualquer da casa: — Não mexam nessa fotografia! Todos ficaram imóveis. — Em qual fotografia? — perguntou a Miúda Gira. Silêncio. Foi então que tocaram à campainha. Consuela agarrou-se ao pano do pó como se fosse uma arma de defesa pessoal. Fenando espreitou pela janela e Jacks começou a ladrar, embora ninguém lhe tivesse pedido opinião. Era um envelope. Sem remetente. A Miúda Gira abriu-o devagar. Lá dentro havia apenas um pequeno papel, com uma frase escrita à mão: «O que procuras esteve sempre mais perto do que imaginas.»🫢😐 No verso, uma data. A mesma que estava escrita na fotografia do casamento. Alberto não disse uma palavra. E, pela primeira vez, até Fenando ficou sem teorias. Consuela olhou para todos, apertou o pano do pó e declarou: — Muito bem. A partir de agora, ninguém entra nesta casa sem explicar ao que vem. E, se aparecer mais algum envelope, que traga também o café. Já que é para sofrer, ao menos que seja com cafeína! A Miúda Gira guardou o papel no bolso, com um sorriso misterioso. Talvez estivesse a começar a lembrar-se de alguma coisa. Ou talvez soubesse mais do que queria admitir. Quanto ao Jacks, continuava a olhar para o envelope. Não por causa do segredo. Mas porque tinha a ligeira esperança de que lá dentro houvesse um biscoito.🤣🤣🤣 E assim terminou mais um dia naquela casa perfeitamente normal. Normalíssima. Só com um fantasma em silêncio, um detective de bigodes, uma empregada à beira de um ataque de nervos e uma família inteira metida num mistério com cheiro a passado.🕵️♂️ 📢Relatório da Consuela Fotografia do casamento: continua suspeita. Envelope anónimo: apareceu sem autorização e sem trazer café. Alberto: calado, o que é ainda mais preocupante. Fenando: detective em serviço, apesar dos problemas com os óculos. Miúda Gira: sorriso suspeito e perguntas a caminho. Jacks: investigação interrompida por falta de biscoitos. Consuela: pano do pó preparado para qualquer emergência. Conclusão: há segredos nesta casa que precisam de ser revelados. Mas, se alguém voltar a tocar à campainha depois das nove, vai ter de falar primeiro comigo!😂😂
E não há mal nenhum nisso. Não somos móveis de sala que têm de ficar no mesmo sítio durante vinte anos só porque alguém decidiu que ficavam bem ali!🤣🤣🤣
Às vezes, ficamos à espera que a vida esteja toda arrumadinha para acreditarmos que alguma coisa está a mudar. Como se fosse necessário ter todas as respostas, os problemas resolvidos e o futuro devidamente organizado numa folha de Excel. 🤣 Mas a vida, como sabemos, não é muito dada a organizações. Quando pensamos que finalmente percebemos as instruções, aparece uma atualização qualquer e lá temos nós de aprender tudo outra vez! A verdade é que não precisamos de ter tudo completo para reconhecermos as mudanças que acontecem em nós. Às vezes, basta reparar que já não reagimos da mesma maneira, que certas coisas deixaram de ter a importância de antigamente ou que começámos a olhar para determinadas situações com outros olhos. Há mudanças que chegam devagarinho, quase sem darmos por elas. Outras aparecem sem pedir licença, baralham-nos os planos e obrigam-nos a descobrir capacidades que nem sabíamos que tínhamos. E há aquelas que dispensávamos perfeitamente, porque, convenhamos, nem todas as aprendizagens precisam de vir acompanhadas de um teste surpresa! Crescer também é perceber que não temos de ter tudo resolvido para estarmos a evoluir. Podemos continuar com dúvidas, cometer erros, mudar de ideias e até dar uns quantos passos atrás sem que isso signifique que ficámos no mesmo lugar. Nem sempre conseguimos escolher aquilo que a vida nos traz, mas podemos aprender a escolher o que fazemos com aquilo que nos acontece. Podemos ajustar caminhos, rever prioridades e aceitar que algumas versões de nós já cumpriram a sua missão. E não há mal nenhum nisso. Não somos móveis de sala que têm de ficar no mesmo sítio durante vinte anos só porque alguém decidiu que ficavam bem ali!🤣🤣🤣 Talvez uma das maiores mudanças aconteça quando deixamos de exigir que tudo esteja perfeito para reconhecermos que estamos a avançar. Quando percebemos que a vida não precisa de estar completa, nem nós precisamos de estar prontos para tudo, para que alguma coisa boa possa começar. Afinal, estamos todos em construção. Uns com obras devidamente licenciadas, outros com o empreiteiro desaparecido e alguns a descobrir que afinal a casa precisava de mais uma divisão! 😆 O importante é não confundirmos uma vida inacabada com uma vida parada. Há muito a acontecer dentro de nós, mesmo quando, por fora, parece que está tudo na mesma. Por isso, talvez não seja necessário esperar pelo dia em que tudo fizer sentido. Talvez baste olhar para trás, reconhecer o caminho percorrido e perceber que já não somos exactamente quem éramos. E isso, por si só, já é uma mudança. A Miúda Gira cá de casa continua em obras, naturalmente. Há dias em que a remodelação corre lindamente; noutros, parece que alguém se esqueceu de fechar a torneira das preocupações. Mas vamos andando, aprendendo e tentando não destruir nenhuma parede estrutural pelo caminho! 🤣 Porque a vida não precisa de estar completa para nos mostrar que está a mudar. E nós não precisamos de ter tudo resolvido para percebermos que também estamos a mudar com ela. Afinal, o importante não é ter a vida toda pronta. É não deixar de viver enquanto ainda estamos a construí-la. ❤️
— Claro! Na nossa família, o talento musical é hereditário.
Fenando murmurou:
— Nesse caso, deve ter havido uma falha genética pelo caminho…🤣🤣🤣
— EU OUVI, FENANDO! — protestou Alberto.
Capítulo 167 -O Cantor misterioso e o seu regresso👻🕵️♂️
Assim que a Irmandade ouviu alguém cantar «O Sole Mio» no cemitério, ficaram todos lívidos!😅😅😅 Fenando escondeu-se atrás de uma campa, Jacks enfiou-se atrás de Fenando e Alberto… escondeu-se atrás de Jacks! — Alberto! — protestou o cão. — Tu és um fantasma! Podes atravessar paredes! Porque é que te estás a esconder atrás de mim?! — Porque as paredes não me dão abraços, Jacks!🤣🤣🤣🤣 — Pois eu também não estou a dar! Estou a tremer tanto que pareço uma máquina de lavar! De repente, surgiu uma figura misteriosa, que continuava a cantar baixinho. — Alberto Crespo… Alberto espreitou por cima do ombro de Jacks.👻🐶🤣 Ficou imóvel. — Pai?! A figura aproximou-se, sorridente. — Olá, meu filho! Ainda cantas tão mal como antigamente? Fenando saiu imediatamente de trás da campa.😁😸 — VOILÀ! O pai do Alberto! Temos uma reunião de família no cemitério e ninguém me avisou?! Jacks, ainda escondido, arregalou os olhos. — Esperem lá! Então o senhor é o pai do Alberto? E também sabe cantar «O Sole Mio»?! — Claro! Na nossa família, o talento musical é hereditário. Fenando murmurou: — Nesse caso, deve ter havido uma falha genética pelo caminho…🤣🤣🤣 — EU OUVI, FENANDO! — protestou Alberto. O pai de Alberto olhou para o filho com ar sério. — Vejo que andas a investigar o passado, meu rapaz. Mas há coisas que ainda não sabes sobre a Carla… Jacks soltou um guincho e agarrou-se ao Fenando. — NÃO! Outra revelação?! Eu vim ao cemitério acompanhar uma investigação, não assistir a uma novela de quinhentos episódios! Fenando ajeitou os óculos e sorriu. — Meu caro senhor, Sherlock Fenando está ao seu dispor! O pai de Alberto olhou para ele. — Muito bem. Mas primeiro, tire a cabeça de dentro desse saco. Fenando ficou petrificado. Jacks desatou a rir. — AHAHAHA! O grande detective foi apanhado pelo próprio equipamento!🤣🤣🕵️♂️ 😸Pensamentos do Fenando «O pai do Alberto apareceu do nada e sabe coisas sobre a Carla. Finalmente, uma pista! E ninguém fala mais do saco.»🤣🤣 🐶Pensamentos do Jacks «Pai, filho, fantasmas e segredos… Eu só queria ir para casa comer. Será que o pai do Alberto trouxe croquetes?»🤣🤣🤣 👻 Pensamentos do Alberto «O meu pai está aqui… e sabe alguma coisa sobre a Carla. Desta vez, vou descobrir a verdade, mesmo que tenha de ouvir mais cem versões do Sole Mio!» Continua… 😸🐶👻🤣🤣🤣🕵️♂️
A chefe Carla Milho mantinha a organização sob controlo, ou pelo menos era essa a versão oficial. Na prática, governava uma família em que o bom senso era um recurso escasso e a obediência uma espécie em vias de extinção.
Tudo corria dentro da normalidade, até ao dia em que o Fenando decidiu anunciar uma mudança radical na sua carreira.
O gato gordo, conhecido pelo seu apetite voraz, pela capacidade de dormir em posições geometricamente impossíveis e por considerar qualquer pacote de chouriço propriedade privada, apareceu à frente da chefe Carla com um ar solene.
— Chefe, venho apresentar uma proposta de adesão à sua equipa.
Carla levantou os olhos da chávena.
— À minha equipa? Fenando, tu já fazes parte desta casa!
No Clube do Café, a paz durava exactamente o tempo que o João demorava a beber o primeiro café e o Ivan a descobrir alguma coisa com que implicar. A chefe Carla Milho mantinha a organização sob controlo, ou pelo menos era essa a versão oficial. Na prática, governava uma família em que o bom senso era um recurso escasso e a obediência uma espécie em vias de extinção. Tudo corria dentro da normalidade, até ao dia em que o Fenando decidiu anunciar uma mudança radical na sua carreira. O gato gordo, conhecido pelo seu apetite voraz, pela capacidade de dormir em posições geometricamente impossíveis e por considerar qualquer pacote de chouriço propriedade privada, apareceu à frente da chefe Carla com um ar solene. — Chefe, venho apresentar uma proposta de adesão à sua equipa. Carla levantou os olhos da chávena. — À minha equipa? Fenando, tu já fazes parte desta casa! — Sim, chefe, mas quero subir na hierarquia. Estou interessado numa posição mais activa. João engasgou-se com o café. — Activa?! Este gato só se mexe quando ouve abrir o frigorífico! Ivan, que até ali estava ocupado a vigiar o conteúdo do prato alheio, decidiu intervir: — Isto cheira-me a golpe de Estado. Primeiro pede um cargo, depois exige uma cadeira própria, a seguir quer um salário em sardinhas e, quando dermos por isso, estamos todos a trabalhar para ele! Fenando ignorou os comentários, como qualquer verdadeiro mafioso felino faria. — Chefe, há uma coisa que me fascina desde o primeiro dia em que a vi em acção. Carla endireitou-se, orgulhosa. — A minha capacidade de liderança? — Não, chefe. — A minha inteligência estratégica? — Também não. — A minha elegância? Fenando hesitou. — Bem… isso também não é propriamente o que me tira o sono. João baixou a cabeça para esconder o riso. — Então, criatura, o que é que te fascina?! Fenando ergueu as orelhas, os olhos brilharam e a cauda começou a bater no chão. — O APITO, CHEFE! ADORO O SOM DO APITO! Seguiu-se um silêncio tão profundo que até o Jacks, se estivesse presente, teria parado de babar durante três segundos. Carla ficou a olhar para o gato. Depois sorriu. Um sorriso perigoso. Um sorriso de quem acabara de encontrar o elemento perfeito para a sua organização. — Fenando, estás contratado! — CHEFE! — exclamou o gato, emocionado. — Prometo dedicação, disciplina e disponibilidade total para apitar sempre que for necessário! — Excelente! A partir de hoje, serás o meu assistente de apito e responsável pela manutenção da ordem no Clube do Café! — Posso treinar já, chefe? — Claro! Carla entregou-lhe o apito. Fenando inspirou profundamente e… FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! João deixou cair a colher. Ivan saltou da cadeira. Uma vizinha bateu na parede. E um passarinho que estava tranquilamente no quintal abandonou o ramo como se tivesse acabado de receber uma ordem de despejo. Fenando, pelo contrário, estava radiante. — OUTRA VEZ, CHEFE? — Quando quiseres, meu rapaz! E foi assim que começou o maior desastre sonoro da história do Clube do Café. Reunião de urgência: a conspiração contra o apito Passados quinze minutos, João convocou uma reunião de emergência. Ivan apareceu com um bloco de notas, três canetas e a expressão de quem estava prestes a apresentar uma queixa formal à União Europeia. — Isto não pode continuar! — declarou João. — O gato está a apitar desde que recebeu o cargo! Já apitou para anunciar o café, para anunciar que o café estava quente, para anunciar que o café estava frio e, há cinco minutos, apitou porque viu uma mosca! — A mosca era suspeita! — ouviu-se dizer Fenando, do corredor. FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! Ivan levou as mãos aos ouvidos. — ESTÁ A VER?! NEM NUMA REUNIÃO SE PODE FALAR! Carla entrou na sala com toda a tranquilidade, seguida de Fenando, que trazia o apito ao pescoço como se fosse uma medalha de honra. — Qual é o problema, cavalheiros? João respirou fundo. — Carla, com todo o respeito, este gato transformou a nossa vida num estádio de futebol! — Não exageres, João. FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! — EU JÁ NÃO CONSIGO OUVIR OS MEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS! Ivan levantou-se. — Proponho que o apito seja confiscado imediatamente! Fenando arregalou os olhos. — Confiscado?! Mas isto é perseguição profissional! Eu tenho direitos! Tenho uma função! Tenho uma missão! — Tens é pulmões de elefante! — respondeu Ivan. — Sou um gato, ignorante! — Isso já nós percebemos. O problema é que pareces uma locomotiva! Carla bateu com a mão na mesa. — ORDEM! Fenando levou imediatamente o apito à boca. — FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! — FENANDO! — gritaram os três em coro. O gato baixou o apito, ofendido. — Então a chefe pede ordem e eu não posso colaborar? É assim que tratam os funcionários dedicados nesta organização? João olhou para Ivan. Ivan olhou para João. Ambos perceberam que estavam perante um problema grave: o gato tinha aprendido a usar a burocracia a seu favor. ☕ O plano secreto de João e Ivan Durante uma pausa na reunião, João e Ivan reuniram-se discretamente na cozinha. — Temos de fazer alguma coisa — sussurrou João. — Já pensei numa solução — respondeu Ivan. — Vamos trocar o apito por um brinquedo que não faça barulho. — E achas que ele não vai reparar? — João, estamos a falar de um gato que comeu metade de um presunto e depois passou três horas a procurar a outra metade. A atenção dele não é propriamente um exemplo de excelência. O plano parecia perfeito. Ivan aproximou-se de Fenando com um brinquedo de borracha. — Ó Fenando, olha o que tenho aqui para ti. O gato cheirou o brinquedo, olhou para Ivan e depois para o apito. — Isto não apita. — É uma versão moderna. Mais discreta. Muito profissional. Fenando estreitou os olhos. — Ivan, posso ser gordo, guloso e gostar de dormir, mas não nasci ontem. Isto é uma tentativa de sabotagem! João apareceu à porta. — Ninguém está a sabotar nada! Fenando levantou-se lentamente, aproximou-se dos dois e anunciou: — A partir deste momento, considero-vos suspeitos de conspiração contra a autoridade do apito. E apitou. FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! João sentou-se no chão. Ivan declarou que precisava de férias. E Carla, que assistira a tudo escondida atrás da porta, estava tão satisfeita que quase se engasgou a rir. — Este gato ainda vai longe! — murmurou. A decisão final da chefe No fim da reunião, Carla tomou uma decisão histórica. — O Fenando mantém o cargo, mas haverá regras! João e Ivan endireitaram-se, esperançosos. — Primeira regra: o apito só pode ser utilizado em situações de emergência. — Defina emergência, chefe — pediu Fenando, já com o apito na boca. — Incêndios, intrusos e ameaças à segurança! — E quando alguém abrir uma lata de atum? — NÃO! — E quando aparecer chouriço? — NÃO! — E quando o João disser que vai fazer dieta e comer a minha ração para provar que é saudável? João ficou indignado. — EU NUNCA FARIA ISSO! Fenando virou-se lentamente para Carla. — Chefe, temos aqui uma situação potencialmente suspeita. Carla tapou a boca para não se rir. — Segunda regra: o apito fica guardado durante a noite. Fenando baixou as orelhas. — Mas, chefe… — Sem mas! — E a terceira regra? Carla sorriu. — A terceira regra é que, a partir de amanhã, o Ivan fica responsável por ensinar o Fenando a utilizar o apito com moderação. Ivan ficou branco. — EU?! MAS PORQUÊ EU?! — Porque foste tu que propuseste o confisco. Considera isto uma oportunidade de crescimento profissional. João começou a rir-se tanto que quase caiu da cadeira. Fenando aproximou-se de Ivan, colocou-lhe uma pata no braço e falou com uma solenidade comovente: — Colega, conto contigo para me ajudares a aperfeiçoar a minha técnica. Tenho grandes ambições nesta organização. Ivan olhou para o tecto. — Meu Deus, dá-me paciência. Porque, se me deres força, este gato vai conhecer o significado de voo picado! FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! — FENANDO, O APITO ESTAVA GUARDADO! — berrou João. O gato piscou os olhos, muito inocente. — Foi o último, chefe. Juro pela minha tigela de ração! Carla levantou-se, pegou na chávena e declarou encerrada a reunião. — Muito bem, meus senhores. A reunião terminou. A máfia continua de pé, o café continua quente e o Fenando está oficialmente ao serviço. João suspirou. Ivan começou a procurar anúncios de casas para alugar longe dali. E Fenando, instalado confortavelmente na cadeira da chefe, observou os dois com um ar de absoluta satisfação. Afinal, tinha conseguido tudo o que queria: um cargo, um apito e o poder de interromper qualquer conversa sempre que lhe apetecesse. Moral da história: nunca subestimem um gato gordo com ambições profissionais. Pode passar dezasseis horas por dia a dormir, mas, quando lhe dão um apito, transforma-se imediatamente num director de operações com tendências ditatoriais. E no Clube do Café ficou uma certeza: A chefe Carla mandava na máfia. O João e o Ivan tentavam sobreviver. Mas quem realmente controlava o ambiente… Era o Fenando. FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! 😅☕🤣 Continua… porque, ao que parece, o Fenando já está a estudar a possibilidade de exigir um salário pago em chouriço e uma viatura oficial com lugar para sestas.☕🤣
Consuela! Descobri quem é a mulher misteriosa!
Consuela apareceu com o pano do pó na mão.
— Se me disseres que é a minha prima, vou já fazer as malas!🤣🤣🤣🤣
— É a Francisca! Encontrei informações sobre ela na Internet!
Consuela arregalou os olhos.
Capítulo 144 – EURECA! O Avô Fantasma e o Bichi Bichi!😸🤨🤣🤣
O Sherlock Fenando estava sentado em frente ao computador, com os bigodes tão esticados que pareciam antenas de televisão. — Consuela! Descobri quem é a mulher misteriosa! Consuela apareceu com o pano do pó na mão. — Se me disseres que é a minha prima, vou já fazer as malas!🤣🤣🤣🤣 — É a Francisca! Encontrei informações sobre ela na Internet! Consuela arregalou os olhos. — Eu sabia! Aquela mulher tem um ar suspeito! Temos de arranjar maneira de a afastar! A Miúda Gira, que ouvia tudo atentamente, abanou a cabeça.🙂↔️ — Calma, Consuela! Todos merecem uma oportunidade para demonstrar que mudaram. E, se a Francisca aparece na fotografia do casamento da minha avó, é porque deve ter sido importante na vida dela. A miúda gira ficou pensativa. Pegou na fotografia, recordou as palavras de Francisca sobre Alberto Crespo e juntou as pistas todas. A fotografia do casamento. A descoberta valiosa. O homem parecido com Alberto. Os segredos que ninguém queria revelar… De repente, saltou da cadeira! — EURECA! O ALBERTO É MEU AVÔ! 🤣🤣🤣 Consuela deixou cair o pano do pó. Fenando ficou de boca aberto. Fenando ajeitou os bigodes. No quintal, Jacks tinha descoberto uma nova forma de atormentar Alberto.🤣🤣🤣 O fantasma estava a ensaiar o seu adorado O Sole Mio, quando Jacks apareceu: — Bichi, bichi, Albertooooo! 👻😂😂 — Jacks! Estou a ensaiar! — Bichi, bichi, Albertooooo!🤣🤣🤣 — 👻 O sole miooooo… 👻 — BICHI BICHI ALBERTOOOOO! Alberto interrompeu a música. — Jacks, eu vou mudar-me para outro século!🤣🤣🤣 Jacks abanou a cauda, satisfeito. — Excelente! Quando chegares, avisa. Faço-te uma visita!😁😆 E voltou a chamar: — Bichi, bichi, Albertooooo! Alberto suspirou tão profundamente que até as folhas da laranjeira estremeceram. 🤣😁 📢 Relatório da Consuela Sherlock Fenando: descobriu que Francisca é a mulher misteriosa. Miúda Gira: acredita que todos merecem uma oportunidade. Consuela: continua desconfiada e a ponderar uma estratégia de afastamento. Jacks: descobriu o poder do «Bichi, bichi, Albertooooo!» e está a abusar dele. Alberto: não consegue terminar uma única vez o O Sole Mio. Conclusão: temos um novo mistério familiar e um cão que descobriu como levar um fantasma à loucura. E eu pergunto: nesta casa, alguém me consegue deixar limpar o pó em paz🤣🤣🤣❤️
Não é tarefa fácil. Mexer nas gavetas dos sentimentos pode ser uma aventura perigosa. Há coisas que pensávamos arrumadas e que, afinal, continuam lá, ao lado das mágoas antigas e de umas quantas vergonhas que dispensávamos recordar. 🤣🤣🤣
Mas talvez seja precisamente aí que começa a nossa transformação: quando deixamos de fugir de nós próprios e percebemos que não precisamos de ter tudo resolvido para continuar a caminhar.
A verdadeira alquimia está em aprender a transformar o peso em aprendizagem, a frustração em maturidade e os erros em oportunidades para fazer melhor. Sem grandes discursos, sem a obrigação de sermos fortes todos os dias e, de preferência, sem precisarmos de convocar uma reunião extraordinária com todos os nossos fantasmas.
Há coisas dentro de nós que não se resolvem com um sorriso, uma chávena de café ou a sábia decisão de fingir que está tudo bem. Embora, convenhamos, o café ajude bastante e a Miúda Gira tenha alguma experiência na arte de disfarçar o caos com ar de quem sabe exactamente o que está a fazer. 😂😂😂 A verdade é que a leveza não aparece por magia, nem se compra em promoção. Às vezes, é preciso olhar de frente para aquilo que nos incomoda, aceitar as nossas frustrações, reconhecer os nossos medos e admitir que nem sempre sabemos lidar com tudo da melhor maneira. Não é tarefa fácil. Mexer nas gavetas dos sentimentos pode ser uma aventura perigosa. Há coisas que pensávamos arrumadas e que, afinal, continuam lá, ao lado das mágoas antigas e de umas quantas vergonhas que dispensávamos recordar. 🤣🤣🤣 Mas talvez seja precisamente aí que começa a nossa transformação: quando deixamos de fugir de nós próprios e percebemos que não precisamos de ter tudo resolvido para continuar a caminhar. A verdadeira alquimia está em aprender a transformar o peso em aprendizagem, a frustração em maturidade e os erros em oportunidades para fazer melhor. Sem grandes discursos, sem a obrigação de sermos fortes todos os dias e, de preferência, sem precisarmos de convocar uma reunião extraordinária com todos os nossos fantasmas. Afinal, crescer também é reconhecer que temos defeitos, que às vezes complicamos o que era simples e que nem sempre reagimos como gostaríamos. A humildade começa quando deixamos de nos julgar por sermos humanos e começamos a assumir a responsabilidade por aquilo que podemos mudar. E é assim, devagarinho, que vamos ficando mais leves. Não porque a vida deixou de ter pedras no caminho, mas porque já não sentimos necessidade de carregar todas no bolso. A Miúda Gira continua em obras, como qualquer casa com alguma idade e umas quantas infiltrações emocionais. 🤣🤣🤣Mas já percebeu que não precisa de esconder as rachadelas para merecer paz. No fim de contas, a verdadeira alquimia não é transformar-nos em pessoas perfeitas. É aprendermos a viver connosco sem estarmos sempre em guerra. E, se possível, com um sorriso, um bocadinho de juízo e café suficiente para enfrentar o resto da experiência. ☕❤️
Mas Jacks já ia a meio caminho, com a concentração de um atleta olímpico especializado em perseguir coisas que não interessavam à investigação.
Capítulo 166— O Jazigo Misterioso e o «Bichi, Bichi, AlbertoAlbertoooo!» 😂👻
Albertocontinuava a olhar em redor, cada vez mais inquieto.
— Irmãos, já me lembro! Foi aqui que vi a Carla pela última vez! Mas ela não estava sozinha… havia alguém com ela. Uma pessoa com um ar assustador, daqueles que até faziam um fantasma pedir para dormir com a luz acesa!
Fenando endireitou os bigodes.
— Finalmente, uma pista concreta! Consegues descrever essa pessoa?
Alberto levou a mão à cabeça.
— Ainda não… A memória está a voltar aos bocadinhos.
Entretanto, Jacks avistou uma borboleta.
— Olha que bonita!
E, sem pedir autorização à equipa de investigação, arrancou atrás dela.
— JACKS! Estamos num cemitério, não num jardim zoológico! — gritou Fenando.
Mas Jacks já ia a meio caminho, com a concentração de um atleta olímpico especializado em perseguir coisas que não interessavam à investigação.
De repente, parou diante de um jazigo antigo.
— FENANDO! ANDA CÁ! RÁPIDO!
Fenando correu até ele, quase tropeçando no próprio equipamento.
— O que foi? Encontraste o assassino?
— Não. Mas encontrei uma coisa que me parece importante!
Fenando olhou para o jazigo.
E ficou imóvel.
Na pedra antiga estava escrito um nome:
ALBERTO CRESPO.
Os bigodes de Sherlock Fenando estremeceram.
— VOILÀ! EURECA! Mas… o que faz o nome do Alberto num jazigo?!
Jacks engoliu em seco e olhou para trás. Alberto continuava distante, perdido nos pensamentos.
Alberto apareceu num instante, ainda com ar confuso.
— Mas que escândalo é este?!
Jacks apontou para o jazigo.
— Temos uma pequena surpresa para ti.
Alberto leu o nome na pedra.
O sorriso desapareceu-lhe do rosto.
— Esse… sou eu.
Fenando ajeitou os óculos de detective.
— Meu caro Alberto, parece que encontrámos mais do que uma pista. Encontrámos um jazigo com o teu nome!
Jacks recuou dois passos.
— Só para esclarecer uma coisa: se isto se transformar numa investigação sobrenatural, eu fico cá fora. Já sou cão, não preciso de acumular profissões!
Alberto continuava a olhar para o nome, em silêncio.
Pela primeira vez, nem sequer lhe apetecia cantar «O Sole Mio».
E isso, para a Irmandade, era mais assustador do que o próprio jazigo.
🐱 Pensamentos do Fenando
«Um jazigo, o nome do Alberto e uma pessoa assustadora ao lado da Carla. Sherlock Fenando precisa de café. Muito café.»
🐶 Pensamentos do Jacks
«Eu só fui atrás de uma borboleta! Como é que acabo sempre metido nestas coisas? Da próxima vez, persigo uma sandes.»
👻 Pensamentos do Alberto
«Porque está o meu nome naquele jazigo? E que ligação tem isto com a Carla? Preciso de recuperar a memória… antes que descubra alguma coisa ainda pior.»
É fácil gostar de alguém quando essa pessoa está sempre bonita, bem-disposta, disponível e não dá trabalho.
Quando diz que sim a tudo, não faz perguntas incómodas e sorri mesmo quando lhe apetecia mandar tudo às urtigas. 😄
É fácil gostar de uma versão assim.
Mais difícil é gostar quando aparecem os dias maus, o cansaço, as opiniões diferentes, os limites e aquele famoso:
— Precisamos de falar.
Há quem tenha mais medo desta frase do que de uma trovoada. 😂
Eu nunca tive grande talento para fingir.
Não sei sorrir só para manter a fotografia bonita, nem concordar para alimentar egos. Tenho opinião, tenho limites, tenho dias em que estou um bocadinho menos encantadora e, ocasionalmente, até tenho razão. Poucas vezes, claro… mas acontece. 😜
É fácil gostar de alguém quando essa pessoa está sempre bonita, bem-disposta, disponível e não dá trabalho. Quando diz que sim a tudo, não faz perguntas incómodas e sorri mesmo quando lhe apetecia mandar tudo às urtigas. 😄 É fácil gostar de uma versão assim. Mais difícil é gostar quando aparecem os dias maus, o cansaço, as opiniões diferentes, os limites e aquele famoso: — Precisamos de falar. Há quem tenha mais medo desta frase do que de uma trovoada. 😂 Eu nunca tive grande talento para fingir. Não sei sorrir só para manter a fotografia bonita, nem concordar para alimentar egos. Tenho opinião, tenho limites, tenho dias em que estou um bocadinho menos encantadora e, ocasionalmente, até tenho razão. Poucas vezes, claro… mas acontece. 😜 Com o tempo, percebi que não quero ser querida por ser fácil. Quero ser respeitada por ser eu. Porque uma relação verdadeira não devia exigir que alguém se diminuísse para o outro se sentir maior. E não precisamos de ser perfeitos, silenciosos ou sempre agradáveis para merecermos amor. Somos pessoas. E pessoas dão trabalho. Também dão colo, gargalhadas, companhia, lealdade e amor. Eu cá prefiro continuar a ser uma pessoa inteira, com defeitos, manias e alguma tendência para complicar o que já era simples. Boneca de porcelana nunca fui. E, sinceramente, ainda bem. Até porque uma boneca não sabe mandar ninguém passear com elegância. 😂❤️
Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações:
“Memória cheia.”
“Sistema lento.”
“Paciência indisponível.”
“Favor reiniciar a pessoa.” 🤣
Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego.
— Não sei!
Há cansaços que se resolvem com uma noite bem dormida. E depois há aqueles em que dormimos oito horas, acordamos e o cérebro responde: — Bom dia! A bateria continua nos 2%, mas obrigada pela tentativa. 🤣 Um esgotamento psicológico e emocional não costuma aparecer de repente. Muitas vezes vai chegando devagarinho, enquanto se tenta fazer tudo: trabalhar, cuidar da casa, tratar dos outros, resolver problemas, responder a mensagens, cumprir prazos e ainda manter aquele ar maravilhoso de: — Está tudo bem! 🤣🤣🤣 Não está. E não faz mal admitir. Porque há uma altura em que a cabeça começa a enviar notificações: “Memória cheia.” “Sistema lento.” “Paciência indisponível.” “Favor reiniciar a pessoa.” 🤣 Começam a faltar energia e concentração. A paciência fica com a validade ultrapassada. Pequenas coisas começam a parecer enormes e há dias em que uma simples pergunta — “O que queres para o jantar?” — parece uma entrevista de emprego. — Não sei! — Mas queres carne ou peixe? — QUERO SILÊNCIO! 🤣🤣🤣 E não, isto não significa fraqueza. Não significa preguiça. Não significa que alguém deixou de gostar da vida. Às vezes significa apenas que se carregou demasiado tempo em cima de uma bateria que já estava a pedir socorro. O problema é que existe uma mania muito humana de só parar quando o corpo praticamente coloca uma faixa à porta: ENCERRADO PARA MANUTENÇÃO. E mesmo assim ainda pensamos: — Só mais uma coisa… Essa “uma coisa” transforma-se em cinco, depois em dez e, quando damos por ela, estamos emocionalmente a funcionar com a mesma velocidade de um computador de 2003. 🤣🤣 Talvez seja importante aprender a parar antes de chegar aí. Dizer “não consigo” não é uma derrota. Pedir ajuda não é uma vergonha. Precisar de silêncio não é antipatia. E descansar não é andar a fugir das responsabilidades. É manutenção. Tal como o carro precisa de revisão, nós também precisamos. E ninguém diz: — Que pessoa fraca, levou o carro à oficina. Mas connosco parece que há sempre uma comissão interna pronta para fazer julgamentos. — Devias conseguir mais. — Tens de ser forte. — Há pessoas que fazem muito mais. Pois há. Também há pessoas que comem sopa sem sal e gostam. Não precisamos de seguir todos os exemplos. 🤣🤣🤣 Cada pessoa tem os seus limites. E respeitá-los é uma forma de inteligência, não de fraqueza. Há dias em que precisamos de abrandar, desligar notificações, deixar algumas tarefas para amanhã e simplesmente existir sem estar a produzir, resolver ou salvar o mundo. E, sinceramente, o mundo há de sobreviver umas horas sem a nossa intervenção. Se não sobreviver… temos mesmo um problema maior. 🤨 Também não precisamos de estar sempre impecáveis. Há dias em que o cabelo não coopera, a cara pede férias, o eyeliner decide seguir carreira própria e a paciência desaparece sem deixar morada. E está tudo bem. Somos pessoas. Não somos máquinas com atualização automática, carregamento rápido e garantia de fábrica. 🤣🤣 Por isso, talvez valha a pena ouvir os pequenos sinais antes que se transformem em megafone. Dormir. Respirar. Desacelerar. Pedir ajuda. Dizer não. Tomar um café em paz. E, se for preciso, ficar quietinha sem culpa. Porque ninguém precisa de chegar ao limite para ter autorização para descansar. Às vezes, parar não é desistir. É simplesmente dizer à nossa cabeça: — Anda cá, miúda… vamos sentar-nos um bocadinho. O mundo pode esperar. ☕😁🥰❤️