The author requests support for Carla Milho, whose husband, João, is battling Acute Myeloid Leukemia. She is urgently seeking a compatible bone marrow donor to facilitate his needed transplant. The appeal encourages others to share information and assist if possible, referencing Carla’s post “A Share Can Save a Life!” for more details.
Gancho levou a mão à testa.
— Estão a ver? É exatamente disto que eu estava a falar!
Nisto, apareceu a Fada Sininho, muito calma, como quem já tinha visto aquele filme umas trezentas vezes.
— O que aconteceu agora?
Gancho apontou para Peter, completamente desesperado.
— As hormonas da adolescência tomaram novamente conta dele!
Peter ficou escandalizado.
— Quais hormonas?
— Todas! As da distração, as do “logo faço”, as do “não fui eu” e, principalmente, as do “coitadinho de mim”!
Os Meninos Perdidos começaram a tomar apontamentos.
Aquilo prometia.
Oplus_16908288
Há muitos anos que o Capitão Gancho corria atrás do Peter Pan. Toda a gente pensava que era para acertar contas antigas. Puro engano. Desta vez, corria atrás dele com um bloco de notas numa mão e uma caixa de lenços de papel na outra. Enquanto corria pela floresta, gritava a plenos pulmões: — Sininho! Anda cá depressa! O rapaz voltou à adolescência! Os Meninos Perdidos olharam uns para os outros. — Voltou? — Sim! Porque, ao que parece, nunca chegou a sair de lá… Peter Pan continuava a correr, muito divertido. — Não preciso de terapia! Gancho, já ofegante, respondia: — Precisas, sim! E com urgência! — Eu estou ótimo! — Peter… ontem disseste que ias organizar a tua vida… — E vou! — Quando? — Um dia destes! Gancho levou a mão à testa. — Estão a ver? É exatamente disto que eu estava a falar! Nisto, apareceu a Fada Sininho, muito calma, como quem já tinha visto aquele filme umas trezentas vezes. — O que aconteceu agora? Gancho apontou para Peter, completamente desesperado. — As hormonas da adolescência tomaram novamente conta dele! Peter ficou escandalizado. — Quais hormonas? — Todas! As da distração, as do “logo faço”, as do “não fui eu” e, principalmente, as do “coitadinho de mim”! Os Meninos Perdidos começaram a tomar apontamentos. Aquilo prometia. A Fada Sininho aproximou-se de Peter. — É verdade que hoje perguntaste se a cama se fazia sozinha? Peter encolheu os ombros. — Eu estava só a testar uma teoria… Gancho interrompeu: — E anteontem tentou convencer toda a gente de que a roupa limpa nasce diretamente dentro do armário! Peter sorriu. — Era uma hipótese… A Fada Sininho suspirou. — Gancho… qual é o diagnóstico? O Capitão abriu solenemente o bloco de notas. — Caso gravíssimo. — Gravíssimo? — Sim. — Explica lá. Gancho pigarreou como um verdadeiro especialista. — O paciente apresenta alergia crónica às responsabilidades, excesso de entusiasmo pelas aventuras, dificuldades persistentes com a expressão “eu trato disso” e uma preocupante dependência do amanhã. Peter levantou a mão. — Posso fazer uma pergunta? — Podes. — A terapia dói? Gancho sorriu. — Não. — Então como funciona? — Muito simples. Sempre que disseres “logo faço”… …vais fazer logo. Peter ficou em choque. Os Meninos Perdidos prenderam a respiração. Até o crocodilo deixou cair o relógio. — Isso parece muito radical! — exclamou Peter. A Fada Sininho não conseguiu evitar um sorriso. — Não é radical, Peter… — Então o que é? — Chama-se crescer um bocadinho. Peter ficou a pensar. Pensou durante quase dez segundos. Um novo recorde na Terra do Nunca. Depois respondeu muito sério: — Acho que preciso de uma segunda opinião. Gancho sorriu. — Já pedi. — A quem? — Ao crocodilo. Peter olhou para o crocodilo. O crocodilo encolheu os ombros e fez apenas: — Tic… tac… Gancho bateu com a mão no ombro de Peter e concluiu: — Estás a ouvir? — O quê? — O tempo. Porque até na Terra do Nunca ele passa… só tu é que insistes em fazer de conta que não! E dizem as más línguas que, desde esse dia, sempre que o Capitão Gancho vê o Peter Pan com mais uma ideia brilhante, já nem tira a espada. Tira apenas o bloco de notas, sorri e grita: — Sininho! Traz a consulta de acompanhamento… que o nosso adolescente preferido voltou a ter uma recaída!
Fenando aproximou-se da panela, cheirou uma vez… depois outra… e ficou em silêncio.
— Alberto… porque é que o chouriço está a cozer… com canela?
O Alberto sorriu, orgulhoso.
— Vi uma receita na Internet…
O Fenando fechou os olhos durante uns segundos.
— Tenho quase a certeza de que essa receita foi escrita por outro fantasma…
Entretanto, o Jacks nem estava a ouvir a conversa.
Estava completamente hipnotizado pela comida.
Capítulo 43 – O Alberto, o Chef Fantasma,o crítico Fenando e o Jacks babão
Numa tarde muito tranquila, o Fenando estava no quintal a aproveitar o sol e o Jacks ocupava o sofá, como se estivesse a pagar renda. De repente, o Fenando levantou a cabeça. — Espera… isto cheira a chouriço! Entrou disparado na cozinha, seguido pelo Jacks, que só precisava de ouvir a palavra “comida” para acordar em modo turbo. Ao chegarem, encontraram o Alberto de avental vestido, muito concentrado junto ao fogão. — Shhh… a humana não pode saber! Quero fazer-lhe uma surpresa! — sussurrou o fantasma. O Fenando aproximou-se da panela, cheirou uma vez… depois outra… e ficou em silêncio. — Alberto… porque é que o chouriço está a cozer… com canela? O Alberto sorriu, orgulhoso. — Vi uma receita na Internet… O Fenando fechou os olhos durante uns segundos. — Tenho quase a certeza de que essa receita foi escrita por outro fantasma… Entretanto, o Jacks nem estava a ouvir a conversa. Estava completamente hipnotizado pela comida. A baba já escorria tão depressa que o Alberto olhou para o chão e perguntou: — Está a pingar água? — Não… — respondeu o Fenando. — É só o Jacks a demonstrar entusiasmo gastronómico. O Alberto estendeu uma colher ao Fenando. — Então? O que achas? O Fenando provou uma migalha, fez uma pausa muito dramática e declarou: — Tenho boas e más notícias… — Diz! — A boa é que ninguém vai roubar esta receita… — E a má? — É que… nem os fantasmas! O Jacks levantou logo a pata. — Posso provar? O Fenando olhou para ele e suspirou. — Jacks… tu comias até a colher! — Se tivesse molho… sim! Nesse instante ouviram os passos da humana. O Alberto desapareceu num ápice. Quando a humana entrou na cozinha, só encontrou o Fenando com ar de filósofo… e o Jacks a lamber a baba do chão com toda a naturalidade. Olhou para os dois e disse: — Vocês aprontaram alguma… O Fenando limitou-se a piscar os olhos. O Jacks abanou a cauda. Os dois sabiam a verdade. Mas há segredos que ficam muito melhor… entre um gato, um cão e um fantasma cozinheiro. 😸Pensamento do Fenando: “Ser crítico gastronómico é uma responsabilidade. Principalmente quando o chef já morreu há muitos anos…” 🐶 Pensamento do Jacks: “Eu não preciso que a comida seja boa… basta existir!” 🐶😅🩷
Moral da história: Na vida há quem cozinhe por amor, há quem cozinhe por necessidade… e depois há o Alberto, que cozinha por coragem! Felizmente existe o Fenando para dizer a verdade sem rodeios e o Jacks para provar tudo sem fazer perguntas. Afinal, numa casa onde um fantasma é chef, um gato é crítico gastronómico e um labrador acha que qualquer receita merece uma oportunidade… as gargalhadas são sempre o ingrediente principal! 🤣🤣🤣❤️
Foi então que ouvi a Consuela dizer, muito indignada:
— Alberto! Isso é que não!
Corri para a sala.
Lá estava ela.
De mãos na cintura.
A discutir… com uma parede.
Perguntei:
— O que aconteceu agora?
Ela respondeu:
— O Alberto quer mudar de casa.
Fiquei a olhar para ela.
— Um fantasma… quer mudar de casa?
— Claro! — respondeu ela. — Diz que aqui já não aguenta.
Capítulo 30 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… O Alberto Tentou Mudar de Casa😅
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Acordei com um silêncio estranho. Estranho mesmo. Nem a Consuela falava. Nem o aspirador suspirava. Nem os móveis pareciam preocupados. Foi então que ouvi a Consuela dizer, muito indignada: — Alberto! Isso é que não! Corri para a sala. Lá estava ela. De mãos na cintura. A discutir… com uma parede. Perguntei: — O que aconteceu agora? Ela respondeu: — O Alberto quer mudar de casa. Fiquei a olhar para ela. — Um fantasma… quer mudar de casa? — Claro! — respondeu ela. — Diz que aqui já não aguenta. Achei aquilo um bocadinho injusto. O Alberto sempre me pareceu um fantasma muito educado. Mas a Consuela explicou: — Diz que vive constantemente em sobressalto. Perguntei: — Sobressalto porquê? Ela respondeu, muito ofendida: — Porque nunca sabe onde vão aparecer os móveis! Confesso… Ri-me. O pobre do Alberto já decorou esta casa umas cinquenta vezes… …e todas estavam erradas. Sempre que pensa: “Finalmente sei onde fica o sofá…” …a Consuela muda-o para a parede do lado. Imagino o Alberto, durante a noite, a passear pela casa… …e a bater de frente numa cómoda que ontem não estava ali. A certa altura ouvi um suspiro. Tenho quase a certeza de que era o Alberto. Ou então era o aspirador. Também anda muito sensível. A Consuela tentou convencê-lo: — Alberto… fica. Prometo que durante uma semana não mexo em nada. Nesse preciso momento… Olhou para uma estante. Franziu a testa. E murmurou: — Embora… esta estante ficasse muito melhor na outra parede… Tenho quase a certeza de que o Alberto fez as malas. Mas depois desistiu. Afinal… Encontrar outra casa com uma Miúda Gira, uma Consuela, um aspirador em burnout e um frigorífico que finge não ouvir… Também não deve ser fácil. E, convenhamos… Até os fantasmas precisam de um bocadinho de estabilidade. O problema… É explicar isso à Consuela. 📢Comunicado Oficial da Consuela “Informo que são falsas as notícias de que o Alberto pretende abandonar a habitação. O senhor fantasma apenas manifestou vontade de descansar… mas acabou por reconhecer que a casa está muito mais bonita depois da oitava mudança de móveis desta semana.” Assinado: Consuela Especialista em Decoração Dinâmica, Relações com o Sobrenatural e Convencimento de Fantasmas Indecisos.😜🤣🤣🤣
A notícia espalhou-se pela Terra do Nunca à velocidade do pó mágico.
Peter Pan queria casar.
Os Meninos Perdidos ficaram em choque.
A Fada Sininho começou imediatamente a desconfiar que alguém tinha voltado a deixar o rum dos piratas ao alcance dele.
Mas Peter estava decidido.
Só havia um pequeno problema.
Não fazia a mais pequena ideia do que era um casamento.
Por isso, resolveu pedir conselhos… precisamente ao Capitão Gancho.
O pirata olhou para ele durante largos segundos.
Depois olhou para o céu.
A notícia espalhou-se pela Terra do Nunca à velocidade do pó mágico. Peter Pan queria casar. Os Meninos Perdidos ficaram em choque. A Fada Sininho começou imediatamente a desconfiar que alguém tinha voltado a deixar o rum dos piratas ao alcance dele. Mas Peter estava decidido. Só havia um pequeno problema. Não fazia a mais pequena ideia do que era um casamento. Por isso, resolveu pedir conselhos… precisamente ao Capitão Gancho. O pirata olhou para ele durante largos segundos. Depois olhou para o céu. Depois para o crocodilo. E, por fim, perguntou: — Peter… tens febre? — Não. — Bateste com a cabeça numa árvore? — Também não. — Então só resta uma hipótese… Gancho cheirou discretamente o copo de Peter. — Ah! Já percebi… o meu rum voltou a fazer vítimas! Peter cruzou os braços. — Estou a falar muito a sério! Gancho respirou fundo. — Está bem. Então responde-me a uma pergunta. — Diz. — Sabes o que é um casamento? Peter sorriu. — Claro! É quando duas pessoas vivem felizes para sempre! Gancho abanou lentamente a cabeça. — Não, Peter… isso é o fim dos filmes. O casamento começa precisamente quando aparecem as legendas. Os Meninos Perdidos aproximaram-se para ouvir. Aquilo prometia. — Peter… um casamento não é perguntar todos os dias “O que há para comer?” É perguntar: “Posso ajudar a fazer o jantar?” Peter arregalou os olhos. — Ajudar? Assim… de livre vontade? — Sim. Peter engoliu em seco. Gancho continuou. — Também não é desaparecer sempre que aparece um problema. É ficar. — Ficar? — Sim. — Mesmo quando não apetece? — Sobretudo quando não apetece. Peter começou a suar. O Capitão Gancho sorriu pela primeira vez. — Ainda queres casar? Peter pensou. Pensou muito. Talvez durante uns quinze segundos. O que, para ele, já era considerado uma reflexão profunda. Depois respondeu: — E… há intervalo? Gancho fechou os olhos. Os Meninos Perdidos começaram a rir. O crocodilo engasgou-se com o relógio. Nesse instante apareceu a Fada Sininho. Olhou para os dois. — Então? Gancho respondeu imediatamente: — Estou a explicar-lhe o que é um casamento. A Fada Sininho sorriu. — Boa sorte. — Obrigado… vou precisar. Peter levantou a mão como um aluno aplicado. — Tenho outra pergunta. Gancho já desconfiava. — Diz. — Num casamento ainda posso dizer “logo faço”? O pirata soltou uma gargalhada tão grande que o gancho quase lhe caiu da mão. — Podes… Peter abriu um enorme sorriso. Gancho continuou: — …desde que a frase seguinte seja “e desta vez é mesmo já!” A Fada Sininho bateu palmas. — Finalmente alguém que fala a língua da maturidade! Peter fez uma cara muito séria. — Isto afinal é bem mais difícil do que enfrentar um crocodilo… Gancho deu-lhe uma palmada amigável no ombro. — Estás a ver? Passei anos a tentar apanhar-te com um gancho… e afinal bastou falar-te de compromisso para ficares sem saber para onde fugir! Nesse momento, até o crocodilo começou a rir. E contam as más línguas que, desde esse dia, sempre que Peter Pan diz: — “Acho que estou preparado para casar!” O Capitão Gancho limita-se a perguntar: — Peter… já sobreviveste a uma semana sem dizer “logo faço”? Peter baixa a cabeça, faz umas contas muito complicadas… e responde sempre o mesmo: — Podemos voltar a falar disto… amanhã? Ao que o Capitão Gancho suspira e conclui: — Pronto… afinal o rum não tinha culpa nenhuma. O problema sempre foi o pó da eterna adolescência!😜
Há uma grande vantagem em ser gato.
E outra grande vantagem em ser cão.
É que ambos conseguem ver coisas que os humanos… nem sonham que existem.
Numa noite muito sossegada, o Fenando estava no quintal a apreciar a lua. Ou pelo menos era isso que a humana pensava.
Na realidade…
Estava a observar o Alberto.
O fantasma da casa.
Há uma grande vantagem em ser gato. E outra grande vantagem em ser cão. É que ambos conseguem ver coisas que os humanos… nem sonham que existem. Numa noite muito sossegada, o Fenando estava no quintal a apreciar a lua. Ou pelo menos era isso que a humana pensava. Na realidade… Estava a observar o Alberto. O fantasma da casa. O Jacks apareceu pouco depois, cheio de curiosidade. — Ó Fenando… porque estás a olhar para o banco do jardim? O Fenando piscou lentamente os olhos. — Porque o Alberto está sentado nele. O Jacks abanou a cauda. — Ah! Olá, Alberto! O Alberto levantou um dedo à boca. — Shhhh… a humana não pode saber que estou aqui. Os dois concordaram. Mas, de repente, o Fenando franziu os bigodes. — Espera aí… — O que foi? — perguntou o Jacks. — O Alberto está… a mexer num telemóvel! O Jacks aproximou-se. — A sério?! Os dois ficaram a espreitar por cima do ombro do fantasma. O Alberto escrevia muito concentrado. Nome… Idade… Interesses… “Hobbies: assombrar corredores de forma discreta, tocar ocasionalmente em portas e apreciar noites de luar.” O Fenando arregalou os olhos. — Alberto… estás a criar um perfil no Finder? O fantasma corou. Bem… o equivalente fantasmagórico a corar. — Talvez… O Jacks começou imediatamente aos saltos. — Uau! Vais arranjar uma namorada? — Shhhhh! Fala mais baixo! — sussurrou o Alberto. O Fenando aproximou-se ainda mais. — Deixa cá ver isso… Leu a descrição em silêncio. Depois olhou para o Alberto. — “Sou um fantasma tímido que gosta de silêncio.” Até aqui tudo bem… Mas… “procuro alguém que aceite correntes a ranger às três da manhã”? O Alberto encolheu os ombros. — É importante ser sincero… O Jacks abanava a cauda sem parar. — Eu acho romântico! Nisto… Plim! O telemóvel tocou. O Alberto sorriu. — Acho que recebi um “gosto”. O Fenando espreitou o ecrã. — Recebeste cinco. Plim! Mais outro. Plim! Mais outro. O Alberto começou a ficar atrapalhado. — Ai… isto está a correr depressa demais… O Jacks já andava aos pulos. — Abre! Abre! O Alberto carregou na primeira mensagem. “Olá. Sou a Matilde. Assombro um solar em Sintra desde 1872.” Segunda mensagem. “Olá. Chamo-me Gertrudes. Faço ranger escadas com muita elegância.” Terceira. “Gosto de castelos, nevoeiro e jantares à luz da lua.” O Alberto levou as mãos transparentes à cabeça. — Eu só queria conversar um bocadinho… O Fenando abanou a cabeça. — Alberto… em menos de cinco minutos já tens mais sucesso do que muitos humanos. O Jacks ria-se tanto que acabou de barriga para o ar. — Eu sabia! Os fantasmas também têm direito ao amor! Foi então que apareceu uma nova notificação. “Pretende ativar o modo Premium?” O Alberto olhou para o Fenando. — O que é isto? O Fenando respondeu imediatamente: — Nem penses! Começam pelo Premium e qualquer dia ainda te vendem uma casa assombrada com vista para o cemitério! O Jacks já não conseguia parar de rir. O Alberto desligou o telemóvel, suspirou e guardou-o no bolso. — Acho que vou pensar melhor… O Fenando deu-lhe uma patinha amigável no ombro. — Fazes bem. Primeiro um café… depois logo pensas nos “matches”. O Jacks sorriu. — Mas, se casares, eu quero ser o menino das alianças! O Alberto desapareceu de vergonha. O Fenando olhou para o Jacks. O Jacks olhou para o Fenando. E os dois desataram a rir. A humana entrou no quintal nesse instante. Olhou para os dois. — Então? Estão a rir-se de quê? O Fenando limitou-se a piscar os olhos. O Jacks abanou a cauda com aquele ar de quem sabe um segredo enorme. E a humana foi-se embora convencida de que os dois estavam simplesmente… a ser parvos. Mal sabia ela que tinha acabado de interromper a primeira tentativa de um fantasma tímido encontrar o amor online! 😸Pensamento do Fenando: “Sempre desconfiei que o Alberto tinha um lado romântico… mas nunca imaginei que também tivesse Wi-Fi!” 🐶Pensamento do Jacks: “Se o Alberto casar, espero que o casamento tenha ossos para mim… e chouriço para o Fenando!” 🤣🤣 Moral da história: Naquela casa há segredos que a humana nunca vai descobrir. Felizmente, o Fenando e o Jacks são excelentes a guardar mistérios… desde que não envolvam chouriço, fruta… ou um fantasma a tentar encontrar o amor no Finder! 😻🐶❤️❤️❤️😹😹
Mas é precisamente aí que mora a verdadeira força.
Não está em fingir que está tudo bem. Não está em nunca vacilar. Está em respirar fundo, sacudir a poeira da alma e continuar, mesmo devagar.
Oplus_16908288
Ser forte não é nunca cair. É encontrar forças para voltar a levantar-se. Quem é forte também chora. Também sente a dor a apertar o peito. Também perde o ânimo em alguns dias. Há momentos em que o cansaço vence e parece que já não há forças para dar mais um passo. Mas é precisamente aí que mora a verdadeira força. Não está em fingir que está tudo bem. Não está em nunca vacilar. Está em respirar fundo, sacudir a poeira da alma e continuar, mesmo devagar. Porque quem é verdadeiramente forte pode tropeçar, pode cair e até sentir que vai desfalecer… Mas nunca deixa que a vida lhe roube a vontade de seguir em frente. No fim de contas, ser forte não é ser de ferro. É ter um coração que, apesar das cicatrizes, continua a escolher a esperança. E, se possível… com um sorriso. Afinal, esse pesa muito menos do que carregar o mundo às costas. ❤️❤️
Até aqui, nada de novo.
O estranho foi ouvi-la dizer:
— Alberto… já te disse que aí ganha pó!
Parei imediatamente.
Quem é o Alberto?
Entrei na sala em bicos de pés.
Lá estava a Consuela.
De pano do pó na mão…
…a olhar para um canto da sala.
Perguntei:
— Consuela… com quem estás a falar?
Ela respondeu com a maior naturalidade do mundo:
— Com o Alberto.
Olhei à volta.
Capítulo 29 – Hoje Aconteceu-me Uma Daquelas Coisas… A Consuela Falava Sozinha… Ou Talvez Não!
Hoje aconteceu-me uma daquelas coisas… Ouvi a Consuela a falar sozinha. Até aqui, nada de novo. O estranho foi ouvi-la dizer: — Alberto… já te disse que aí ganha pó! Parei imediatamente. Quem é o Alberto? Entrei na sala em bicos de pés. Lá estava a Consuela. De pano do pó na mão… …a olhar para um canto da sala. Perguntei: — Consuela… com quem estás a falar? Ela respondeu com a maior naturalidade do mundo: — Com o Alberto. Olhei à volta. Não vi ninguém. Nem uma sombra. Nem um espirro. Nem um “olá”. Voltei a perguntar: — Mas… quem é o Alberto? Ela suspirou. Como quem explica uma coisa óbvia. — É o fantasma da casa. Fiquei em silêncio. Aparentemente, havia um fantasma cá em casa… …e eu era a única que ainda não o conhecia. A Consuela continuou: — Coitado… é muito tímido. Sempre que me aproximo com o pano do pó, desaparece logo. Pensei um bocadinho. Na verdade… Se eu fosse um fantasma e visse a Consuela armada com um balde, um aspirador e uma esfregona… Também desaparecia. A Consuela garantiu-me que o Alberto é muito educado. Nunca faz barulho. Nunca assusta ninguém. Limita-se a mudar as coisas ligeiramente de sítio. Foi nesse momento que percebi. Afinal… Não sou eu que perco as chaves! É o Alberto que as muda de lugar! Sempre soube que havia uma explicação lógica. Entretanto, a Consuela olhou para o teto e disse: — Alberto… podes voltar. A Carla já acredita em ti. Silêncio. Acho que o Alberto ficou envergonhado. Ou então estava escondido atrás do sofá. Embora, conhecendo a Consuela… O sofá já tenha mudado tantas vezes de sítio que nem o pobre fantasma sabe onde mora. E, convenhamos… Se um dia ouvirem dizer que há um fantasma tímido numa casa onde vive a Consuela… Não tenham pena dele. O verdadeiro fenómeno paranormal… É conseguir sobreviver às limpezas dela! 📢 Comunicado Oficial da Consuela “Informo que o Alberto existe. É um fantasma extremamente educado, muito tímido e completamente alérgico ao aspirador. Continua desaparecido sempre que inicio uma limpeza profunda. As buscas prosseguem.” Assinado: Consuela Especialista em Limpezas Sobrenaturais e Relações Públicas com Fantasmas Tímidos. 🤣🤣🤣
— Está na altura de termos férias.
O Jacks arregalou os olhos.
Abanou a cauda com tanta força que quase levantou pó.
— Férias? Boa ideia! Mas… o que são férias?
O Fenando suspirou.
— É muito simples. É descansar.
O Jacks inclinou a cabeça.
— Descansar de quê?
O Fenando ficou em silêncio durante uns segundos.
Era uma excelente pergunta.
— Bem… eu preciso de descansar das sestas da manhã.
E também das sestas da tarde.
E das sestas depois do almoço.
O Jacks olhava para ele completamente admirado.
— Uau… isso deve cansar imenso!
Capítulo 41– Nós Queremos Férias!
Na semana passada apanhei o Fenando e o Jacks numa conversa muito séria. Nada de corridas. Nada de patinhas. Nada de brincadeiras. Estavam os dois sentados no quintal, com um ar tão importante que pensei que iam discutir a paz mundial. Aproximei-me devagarinho. O Fenando olhou para o Jacks e piscou os olhos. Já conheço aquele código. Traduzido para português dizia qualquer coisa como: — Está na altura de termos férias. O Jacks arregalou os olhos. Abanou a cauda com tanta força que quase levantou pó. — Férias? Boa ideia! Mas… o que são férias? O Fenando suspirou. — É muito simples. É descansar. O Jacks inclinou a cabeça. — Descansar de quê? O Fenando ficou em silêncio durante uns segundos. Era uma excelente pergunta. — Bem… eu preciso de descansar das sestas da manhã. E também das sestas da tarde. E das sestas depois do almoço. O Jacks olhava para ele completamente admirado. — Uau… isso deve cansar imenso! O Fenando fez um ar muito sério. — Tu não imaginas o desgaste. O Jacks começou imediatamente a fazer planos. — Podemos ir para a praia! Corremos atrás das gaivotas! Brincamos nas ondas! Conhecemos outros cães! Fazemos castelos de areia! O Fenando olhava para ele cada vez mais assustado. — Jacks… isso não são férias. Isso é… trabalho. As minhas férias ideais são uma almofada nova, sombra de manhã, sol à tarde e um empregado de mesa que sirva chouriço sem eu precisar de me levantar. O Jacks abanou a cauda. — Ah… então eu também quero férias! Mas com bolas. Fruta. Passeios. Brincadeiras. Mais fruta. Mais bolas. E… já agora… outra peça de fruta. O Fenando respirou fundo. — Afinal… cada um descansa à sua maneira. Entretanto, eu assistia àquela reunião completamente fascinada. Resolvi entrar na conversa. — E eu? Também posso ter férias? Os dois olharam para mim. Depois olharam um para o outro. E tenho quase a certeza de que chegaram imediatamente a acordo. O Fenando piscou os olhos. O Jacks aproximou-se e deu-me uma lambidela. Traduzindo: — Claro que sim! Desde que continues a servir o pequeno-almoço, o almoço, o jantar, os petiscos, as festas, abras a porta do quintal e mantenhas o sofá disponível. Olhei para os dois. Desatei a rir. Percebi finalmente a verdade. Os únicos membros daquela família que nunca têm férias… …são os humanos. O Fenando voltou para a sua décima segunda sesta do dia. O Jacks foi descansar para o sofá. Exausto… de tanto planear férias. E eu? Fui arrumar a cozinha. Porque alguém tinha de trabalhar para manter aquele luxuoso hotel de quatro patas aberto. 😸Pensamento do Fenando: “As férias ideais são simples: mudar da cama do quarto para o sofá da sala. É importante conhecer novas paisagens.” 🐶Pensamento do Jacks: “Eu não preciso de ir para as Caraíbas. Se houver uma bola, uma maçã e a minha humana… qualquer lugar é um resort de cinco estrelas!”
Moral da história: Enquanto os humanos sonham com férias para fugir da rotina… o Fenando e o Jacks sonham apenas com mais tempo para fazer exatamente aquilo que já fazem todos os dias. E, sinceramente… acho que descobriram o verdadeiro segredo da felicidade! 😹😹😹😁😜❤️
Peter Pan pediu a Fada Sininho em casamento.
Fez-se um silêncio tão grande que os Meninos Perdidos deixaram cair as espadas de brincar.
A Fada Sininho piscou os olhos uma vez.
Depois duas.
Levantou lentamente uma sobrancelha, olhou para Peter e perguntou com toda a calma do mundo:
— Peter… diz-me só uma coisa… o que é que tomaste?
Peter sorriu com um ar apaixonado.
— Nada! Foi uma decisão muito bem pensada!
Nesse preciso momento, ouviu-se uma gargalhada do outro lado da floresta.
Era o Capitão Gancho.
A rir.
Mas a rir mesmo.
Com lágrimas nos olhos .
Oplus_16908288
Na Terra do Nunca aconteceu um acontecimento tão raro que até o crocodilo parou de fazer “tic-tac”. Peter Pan pediu a Fada Sininho em casamento. Fez-se um silêncio tão grande que os Meninos Perdidos deixaram cair as espadas de brincar. A Fada Sininho piscou os olhos uma vez. Depois duas. Levantou lentamente uma sobrancelha, olhou para Peter e perguntou com toda a calma do mundo: — Peter… diz-me só uma coisa… o que é que tomaste? Peter sorriu com um ar apaixonado. — Nada! Foi uma decisão muito bem pensada! Nesse preciso momento, ouviu-se uma gargalhada do outro lado da floresta. Era o Capitão Gancho. A rir. Mas a rir mesmo. Com lágrimas nos olhos. Quando finalmente conseguiu recuperar o fôlego, apontou para Peter e disse: — Eu avisei-vos para esconderem o rum dos piratas! A Fada Sininho cruzou os braços. — Ah… já percebi. Peter abanou a cabeça. — Não, não! Estou perfeitamente lúcido! Gancho voltou a rir. — Lúcido? Meu rapaz… ontem tentaste convencer os Meninos Perdidos de que um mapa do tesouro era o manual de instruções de uma máquina de lavar roupa! Os Meninos Perdidos confirmaram todos ao mesmo tempo. — É verdade… Peter ignorou completamente o comentário e voltou a olhar para a Fada Sininho. — Então… aceitas? A fada respirou fundo. Muito fundo. Tão fundo que uma nuvem mudou de sítio. Depois respondeu: — Peter… antes de pensar em casamento, experimenta primeiro uma experiência radical. Peter arregalou os olhos. — Voar sem pó mágico? — Não. — Enfrentar o Capitão Gancho? — Também não. — Então o quê? A Fada sorriu. — Experimenta guardar as tuas coisas no sítio durante uma semana inteira. Peter ficou em silêncio. O Capitão Gancho começou novamente a rir. Os Meninos Perdidos começaram a fazer apostas. O crocodilo engasgou-se com o relógio. Peter olhou para todos e murmurou: — Isso parece-me um compromisso muito sério… A Fada Sininho deu-lhe uma palmadinha no ombro. — Exatamente, Peter. Casamento não é magia. É compromisso. E se sobreviveres a uma semana sem dizer “logo faço”, voltamos a conversar. Peter fez rapidamente as contas. Uma semana? Sete dias? Cento e sessenta e oito horas? Aquilo parecia-lhe muito mais assustador do que enfrentar o Capitão Gancho. Olhou para o céu, suspirou e disse: — Sabes que mais? Talvez possamos começar por um namoro… A Fada Sininho sorriu. O Capitão Gancho limpou as lágrimas de tanto rir e comentou: — Afinal o rum já está a passar… E contam as más línguas que, desde esse dia, sempre que Peter Pan tem uma ideia muito revolucionária, a Fada Sininho faz apenas uma pergunta: — Peter… tens a certeza de que isso não é mais um efeito secundário do rum dos piratas? Ao que o Capitão Gancho responde sempre, muito ofendido: — Ei! Não culpem o meu rum! Ele faz milagres… mas nem ele consegue explicar o Peter Pan!