Ulisses

Já Penelope deposta

Deixai me junto à costa coroado de espuma

Que Ulisses já não tem

Arco

Não tem rainha. Ulisses já sem reino e já sem barco.

Deixai me coroado

Ulisses já sem coroa

Nem resposta

Quando pergunta (quando pergunto)

Por sua (minha) cidade Lisboa.

Deixai me desarmado

Junto

A Costa.

O mar o noite o voz das coisas silenciosas

Já Penelope deposta

O meu reino conquistado

De espuma (como das rosas)

Coroado

Deixai me junto à costa.

Meu reino por um barco. E por meu arco.

Poema de Manuel Alegre

O princípio da incerteza….

Por vezes acontece que passamos uma vida inteira,à procura de bruxas, fadas, e estes personagens são imaginários… ou então andamos à “caça de gambuzinos”, outro ser imaginário!

Olá caros leitores,

Procurei por todo o lado e não encontrei…

Exaustiva procura totalmente em vão… Foi um verdadeiro desperdício de tempo e energia…

É frustrante, procurar algo que não existe, mas como todos utilizamos a expressão “A esperança é a última coisa a morrer “!

Mas será que na prática, tudo funciona como é legível, na expressão?

Nem sempre, e muito menos, quando está em risco e em perigo, a nossa integridade física e mental!

Por vezes acontece que passamos uma vida inteira,à procura de bruxas, fadas, e estes personagens são imaginários… ou então andamos à “caça de gambuzinos”, outro ser imaginário!

Tudo isto representa a chegada de um dia, que uma onda de frustração e de raiva até , nos invada!

E todas as emoções serão sentidas, menos a que ainda há esperança!

Cansa viver constantemente a acreditar, que todos os nossos sonhos e projectos de outrora,ainda irão acontecer, impede nos de viver como o devemos fazer!

E começa uma irritante comichão de questões com inúmeras incertezas em nossa cabeça!

Incertezas que começam a impedir nos de dormir, que nos retiram o apetite, que lentamente nos sugam a vontade de viver… É morrer todos os dias um bocadinho, uma morte muito longa e lenta!

Continuamos a fazer todas as rotinas que nos são destinadas, porém todos os dias, ao fazê las nos questionamos, porque é que as temos que fazer ou concluir!

Deixámos de nos identificar com essas funções, com essas obrigações… A verdade é que não nos preenchem mais, como havia acontecido outrora…. Tantas vezes, fomos submetidos a acções injustas, a uma ausência total de credibilidade, a imensos olhares que nos viam como meros objectos, que se serviam apenas quando necessitavam, que tudo o que nos preencheu, acabou, morreu, e nós é que teimamos, por enquanto não o aceitar!

A parte mais triste é que até éramos bons, não éramos perfeitos mas fazíamos com toda a nossa dedicação e carinho, e isso também acabou por morrer!

E é o início do abismo ou o momento de tomar uma decisão!

O princípio da incerteza,se for detectado a tempo, se acontecer às pessoas com personalidades fortes e com raízes, elas saberão como se salvar, e não permitirem que a malícia deturpe a nitidez do óbvio!

É um novo processo de reeducação, de reestruturação e de se reinventar em, é assim que tem que ser sentido e vivido!

Espero que continuem a acompanhar o meu blogue e a minha escrita, obrigado e um grande bem haja a todos vós!

Poemas

Que amor não é cobre.

Porque enfim, tudo passa ;

Não sabe o Tempo ter firmeza em nada ;

E a nossa vida escassa

Foge tão apressada.

Que quando se começa é acabada.

LUÍS VAZ DE CAMÕES

Durmo, desperto e sozinho.

Que tem sido a minha vida?

Velas de inútil moinho –

Um movimento sem lida…

Durmo, desperto e sozinho.

Nada explica nem consola.

Tudo está certo depois,

Mas a dor que nos desola,

A mágoa de um não ser dois –

Nada explica nem consola.

FERNANDO PESSOA

Já ouvi silêncios sábios,

Já ouvi conselho vão,

Já vi beijos sem usar os lábios

E toque sem usar a mão.

E dessa observância calma,

Um verso eu deixo de lição :

“Feliz é quem toca com a alma

E enxerga com o coração “.

GABRIEL CASTRO

Não cobre amor,

Que amor não é cobre.

É ouro.

Não peça amor,

Que o amor não é peça.

É todo.

Mas chama, chama amor,

Que amor é chama.

É fogo!

C. LEMOS

Poemas

Que amor não é cobre.

Porque enfim, tudo passa ;

Não sabe o Tempo ter firmeza em nada ;

E a nossa vida escassa

Foge tão apressada.

Que quando se começa é acabada.

LUÍS VAZ DE CAMÕES

Durmo, desperto e sozinho.

Que tem sido a minha vida?

Velas de inútil moinho –

Um movimento sem lida…

Durmo, desperto e sozinho.

Nada explica nem consola.

Tudo está certo depois,

Mas a dor que nos desola,

A mágoa de um não ser dois –

Nada explica nem consola.

FERNANDO PESSOA

Já ouvi silêncios sábios,

Já ouvi conselho vão,

Já vi beijos sem usar os lábios

E toque sem usar a mão.

E dessa observância calma,

Um verso eu deixo de lição :

“Feliz é quem toca com a alma

E enxerga com o coração “.

GABRIEL CASTRO

Não cobre amor,

Que amor não é cobre.

É ouro.

Não peça amor,

Que o amor não é peça.

É todo.

Mas chama, chama amor,

Que amor é chama.

É fogo!

C. LEMOS

Poemas

Que amor não é cobre.

Porque enfim, tudo passa ;

Não sabe o Tempo ter firmeza em nada ;

E a nossa vida escassa

Foge tão apressada.

Que quando se começa é acabada.

LUÍS VAZ DE CAMÕES

Durmo, desperto e sozinho.

Que tem sido a minha vida?

Velas de inútil moinho –

Um movimento sem lida…

Durmo, desperto e sozinho.

Nada explica nem consola.

Tudo está certo depois,

Mas a dor que nos desola,

A mágoa de um não ser dois –

Nada explica nem consola.

FERNANDO PESSOA

Já ouvi silêncios sábios,

Já ouvi conselho vão,

Já vi beijos sem usar os lábios

E toque sem usar a mão.

E dessa observância calma,

Um verso eu deixo de lição :

“Feliz é quem toca com a alma

E enxerga com o coração “.

GABRIEL CASTRO

Não cobre amor,

Que amor não é cobre.

É ouro.

Não peça amor,

Que o amor não é peça.

É todo.

Mas chama, chama amor,

Que amor é chama.

É fogo!

C. LEMOS

Poemas

Que amor não é cobre.

Porque enfim, tudo passa ;

Não sabe o Tempo ter firmeza em nada ;

E a nossa vida escassa

Foge tão apressada.

Que quando se começa é acabada.

LUÍS VAZ DE CAMÕES

Durmo, desperto e sozinho.

Que tem sido a minha vida?

Velas de inútil moinho –

Um movimento sem lida…

Durmo, desperto e sozinho.

Nada explica nem consola.

Tudo está certo depois,

Mas a dor que nos desola,

A mágoa de um não ser dois –

Nada explica nem consola.

FERNANDO PESSOA

Já ouvi silêncios sábios,

Já ouvi conselho vão,

Já vi beijos sem usar os lábios

E toque sem usar a mão.

E dessa observância calma,

Um verso eu deixo de lição :

“Feliz é quem toca com a alma

E enxerga com o coração “.

GABRIEL CASTRO

Não cobre amor,

Que amor não é cobre.

É ouro.

Não peça amor,

Que o amor não é peça.

É todo.

Mas chama, chama amor,

Que amor é chama.

É fogo!

C. LEMOS

O Nosso Supremo General!

O cérebro é como se fosse o nosso supremo general,pois é lá que são tomadas todas as decisões,e é a partir de lá, que saem as ordens para comandar as restantes tropas, que possuimos no restante organismo

Olá caros leitores,

De onde virão aqueles sonhos maus,que nós temos,que chamamos de pesadelos, e que certamente nenhum de nós desejaria ter?

Como já mencionei em posts anteriores,o cérebro é o orgão mais complexo que temos no nosso organismo,e é aquele que armazena toda a informação que vamos captando ao longo do tempo.É onde estão guardadas as nossas memórias,e o que comanda tudo o que possamos querer fazer,desde andar,falar,ouvir,etc.

O cérebro é como se fosse o nosso supremo general,pois é lá que são tomadas todas as decisões,e é a partir de lá, que saem as ordens para comandar as restantes tropas, que possuimos no restante organismo!

Possui também uma parte ,onde são guardados e por vezes reprimidos, acontecimentos que tenham tido lugar em nossas vidas,e damos lhe o nome de memórias!

Infelizmente,nem todos os acontecimentos que tiveram lugar, em nossas vidas,permitiram que ficássemos, com boas memórias e recordações,alguns poderão ter sido até traumatizantes,e por vezes o nosso cérebro envia-os para um local,que se chama de subconsciente!

Nesse cantinho,do nosso cérebro por vezes,ficam guardados acontecimentos que só nos causaram sofrimento,e como tal o nosso supremo general,decide reprimi-los,para esse lugar ,de forma a defender nos ,para que não nos cause ainda mais danos.É o seu modo operativo de defesa!

Porém,como somos seres humanos que pensam,nem sempre as tropas enviadas,conseguem eliminar na totalidade,todo o lixo tóxico,ficando por vezes em cantos escondidos,pequenos grãos de toxicidade.E essa toxicidade aguarda pacientemente,o momento para nos atacar.

Ao anoitecer,tudo no nosso organismo sofre uma pequena transformção.É a sua brilhante forma,de dar algum descanso,ao batalhão de tropas que estiveram a operacionar, durante todo o dia!

É então quando, o nosso sistema imunológico baixa o número de soldados no activo,porque é uma das tropas mais activas do nosso organismo.

E é chegada a hora de descansarmos,em nossas camas,para que também o nosso corpo relaxe e repouse, após mais um dia de muita azafama!

E,será neste momento que aquelas partículas que ficaram sorrateiramente escondidas,naqueles cantos,saem com toda a pressa,para não serem detectadas pelas tropas que ficarão de sentinela,para nos fazerem uma visita,enquanto estamos a dormir.

E é então que se dá o bum,de sua toxicidade!

Essa toxicidade invade nos novamente,em forma de pesadelosNa minha opinião,os nossos pesadelos são memórias ou lembranças más que tiveram lugar, em algum acontecimento em nossas vidas,e podem mesmo ser até medos ou fobias que temos,e que não foram totalmente superados!

E decidem tomar forma,novamente em nossos pensamentos,quando estamos precisamente mais frágeis…enquanto dormimos!

Os pesadelos representam um inimigo para nós,porque ao não permitir que consigamos descansar devidamente, o nosso supremo general(cérebro) quando acordamos, emite ás restantes tropas que estamos fatigados e exaustos.E como tal,passaremos o resto do nosso dia,a sentirmo nos sem energia nenhuma,com a sensação que ela nos foi sugada,durante o sono!

Aqueles mal amados sonhos…

Aqueles medos que teimam em lembra nos de suas existências, quando dormimos.

Pode acontecer por vezes, a algumas pessoas ganharem medo em dormir,porque apenas têm pesadelos,e desenvolvem essa particularidade consciente ou inconscientemente.Chama se a isso,distúrbios de comportamento de sono.

Tudo isto vai lentamente,afectando o nosso supremo general,e acabam por afectar nossas personalidades e hábitos,caso não sejam tratados com ajuda profissional e a tempo.

No cérebro é onde temos um tipo de células,que não voltam a nascer,os neurónios.

Quem tenha frequentemente pesadelos, e não entenda porquê,dificuldade em adormecer ou até mesmo medo em dormir, o melhor será mesmo não descuidar essas situações e procurar ajuda profissional,o mais rapidamente possivel.

Situações de stress continuo,também poderão estar na origem destes distúrbios,mas o melhor será sempre a opinião, por parte de um profissional.

Nunca devemos ignorar,os sinais de alerta emtitidos pelo nosso supremo general,poderão em muitos casos,salvar nos até a nossa vida!

Esta é a minha sincera opinião acerca do título que escolhi,para vos escrever hoje,porque continuo a pensar que as doenças de foro psicológico, são das mais graves que possam existir.

Espero que sonhem muito,mas sonhos felizes!

espero que continuem a acompanhar o meu blgue e a minha escrita,obrigado e m grande bem haja a todos vós!

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill

E de novo, Lisboa…

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

E de novo, Lisboa, te remancho,

Numa deriva de quem tudo olha

De vies :esvaido, o boi no gancho,

Ou o outro vermelho te molha.

Sangue na serradura ou na calçada,

Que mais faz se é de homem ou de boi?

O sangue é sempre uma papoila errada,

Cerceado do coração que foi.

Groselha, na esplanada, bebe a velha,

E um cartaz, da parede, nos convida

A dar o sangue. Franzo a sobrancelha :

Dizem que o sangue é vida;mas que vida?

Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui,

Na terra onde nasceste e eu nasci?

Poema de Alexandre O’Neill