The diary of a madman-Part XVI

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

O sangue começava a pingar no chão , e ao mesmo tempo via que os seus pais estavam a ser arrastados para fora daquele escritório , e ele conseguia ver que eles continuavam a lutar e ao mesmo tempo a impedir as suas saídas daquela assoalhada.

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

Porque não podiam eles sair dali , o que é que aquele escritório poderia ter de tão especial que lhes dava proteção? Não conseguia ver nada , e conhecia muito bem aquela assoalhada pois era onde adorava brincar e onde fazia os trabalhos que trazia da escola.

Olhava frustrado para os seus pais, que permaneciam a flutuar no ar e a lutar ferozmente , a sangrar cada vez mais devido a número de ferimentos estar a aumentar, mas ainda não tinha visto o seu inimigo. De forma inconsciente , eram várias as vezes que esfregava os seus olhos, na tentativa de ver melhor e de finalmente enxergar , quem mais estava ali e que tentava matar os seus pais. Mas era escusado , não via nada …

Sentia a frustração de não poder ajudar os seus pais , de não ver o seu inimigo , e ao mesmo tempo de ser obrigado a ficar ali , apenas como um espectador daquele horrível cenário.

Foi então que notou que os olhos de sua mãe , de vez em quando olhavam fixamente para o candeeiro que estava pendurado no teto . Parecia mesmo procurar algo muito importante .

Olhou também , mas não via nada a não ser o velho e seu bem conhecido candeeiro. Um objeto muito antigo e pelo que os seus pais lhe tinham contado , estava na família há várias gerações . Não era nem simples , nem muito trabalhado e era feito com vários materiais , desde madeira , a metal e continha umas pequenas pedras de várias cores, como decoração e no final tinha uma pequenina rosa feita de espelhos, era assim que se recordava do objeto.

Com aquela escuridão e com a confusão que estava a decorrer naquela assoalhada , era impossível ver algum objeto com nitidez , mesmo quando a luz que reluzia do objeto do seu pai brilhava com mais intensidade. O que ficava mais visível nesses momentos , era a quantidade de sangue que ia crescendo no chão e conseguia ver o aumento dos ferimentos em ambos.

O som ensurdecedor dos tambores não tinha parado , o que estava a originar lhe uma terrível dor de cabeça e de ouvidos, obrigando o a curvar se cada vez que o som, por alguma razão aumentava.

E um enorme estrondo fez sentir se por toda a casa …Os seus pais acabavam por ser arrastados á força para fora daquele escritório, puxados por algo ou por alguém ….O sangue continuava a pingar cada vez com mais intensidade , e desta vez noutra parte da casa …

Ele ainda estava preso naquele escritório , e assim que os seus pais saíram dele , a luz natural do dia estava de volta , e a estranha escuridão seguia os para onde estavam a ser arrastados …

Continua…

The diary of a madman-Part XV

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição.

Era alguém ou algo que não tinha uma forma definida ou definitiva, era uma presença muito estranha porém poderosa!

Pode ver sua mãe retirar algo que estava numa das gavetas da secretária , uma gaveta que estava sempre fechada e cuja chave ele nunca tinha visto. Sentia o nervosismo crescer dentro dele, pois queria tanto ajudar a sua mãe , mas não lhe era possível…Foi então que viu sua mãe agarrada ao seu braço, de onde era visível ver , um golpe que sangrava com abundancia .

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição. Do nada , viu que ela já tinha encontrado aquilo que tanto procurava , e ao mesmo tempo que se apercebeu disso , começou a ouvir um som também já seu familiar ,tambores !

Um som bem alto de tambores , fazia sentir se em toda a casa e quem sabe fora dela também , pois o som era ensurdecedor.

Viu reluzir um objeto naquela escuridão que se havia instalado naquele escritório, observando que a mão que o segurava era a de sua mãe, e que segurava com perícia.

O eco dos tambores fazia se ouvir cada vez mais alto , o que fez com que ele leva se as suas mãos até os seus ouvidos com a intenção de abafar um pouco, aquele som que parecia que lhe ia romper os tímpanos a qualquer momento. Ao mesmo tempo viu que sua mãe travava uma luta com algo que ele ainda não tinha conseguido visualizar , mas que conseguia ouvir pois tanto a voz de sua mãe como a outra, continuavam aos gritos naquele estranho idioma.

Foi novamente surpreso por uma nova presença , desta vez ouvia a voz de seu pai que gritava desesperadamente por sua mãe…

Também ele trazia consigo um objeto que reluzia naquela escuridão , mas parecia trazer também consigo algo mais . Algo que permitia aos presentes ver um pouco naquela escuridão , algo que refletia uma luz branca, não muito forte, mas era suficiente para ver o poderoso adversário de seus pais, pensou ele ingenuamente.

Aquela poderosa forma movia se com muita rapidez , parecia não ter sido feita para ser visível para os olhares humanos. Notou que seus pais tinham algo em suas caras , parecendo lhe ser umas espécies de lupas que haviam colocado em seus olhos.

Um forte eco , uma batida mais alta de tambores fez se sentir ,e nesse mesmo momento viu que os seus pais flutuavam no ar ,e via que sangravam de vários ferimentos….

Continua…

The diary of a madman -part XIV

Alguém ganhava forma naquele escritório,

Nunca tinha visto o rosto de sua mãe ficar com uma expressão idêntica , parecia horrorizada mas ao mesmo tempo nos seus olhos conseguia ver se uma pequena satisfação.

Aproximando se um pouco mais de sua mãe , na tentativa de ver que caderno era aquele que havia provocado aquela alteração numa mulher , como sua mãe que estava sempre bem disposta e quase sempre a cantarolar com um sorriso lindo nos lábios.

Ao faze lo , a luz do sol que iluminava o escritório foi de repente substituída por uma escuridão vermelha , igual á que os seus olhos podiam ver na capa daquele caderno. Uns olhos que já conhecia , os olhos que estavam pintados na parede da sala, no piso inferior ,mas noutro tempo cronológico.

A sua capacidade de compreensão era cada vez mais diminuta ,a cada momento e acontecimento que testemunhava .Nada fazia sentido, e não conseguia compreender a sua mente, nem coordenar os seus pensamentos.

Uma voz feminina fazia se ouvir, e era a de sua mãe, porém falava num estranho idioma e ficar ainda mais espantado e novamente com medo, ela falava para aqueles olhos que estavam no caderno!

Além da voz feminina de sua mãe, começou a ouvir também uma outra, esta por sua vez masculina. Ambas falavam entre si, mas sentia que o ambiente entre elas era sério, de grande gravidade!

E através de um clarão de luz intensa que assolou aquele escritório, pode ver um jorro de sangue após ouvir a voz de sua mãe dizer algo que não compreendeu , mas que soava a uma espécie de ordem !

Alguém ganhava forma naquele escritório, alguém que não estava presente até aquele momento , alguém possuidor de uma força tão grande, que todos os objetos se moveram….

Continua…

The diary of a madman- PART XIII

Apercebeu se que estava novamente a ser arrastado para outra viagem no tempo quando se viu a si mesmo a rodopiar

Apercebeu se que estava novamente a ser arrastado para outra viagem no tempo, quando se viu a si mesmo a rodopiar, numa espécie de remoinho , e naquela viagem a sua companheira seria aquela enorme dor que o dilacerava até ás suas entranhas.

Estava com náuseas , todo aquele rodopiar o fazia sentir se ainda mais indisposto , mas da mesma forma que aquele rodopiar no tempo o havia sugado depressa também parou.

Estava na mesma casa , na sua casa , mas numa parte diferente . Estava no piso superior , onde estavam os quartos , um pequeno escritório e uma casa de banho comum. Ele estava parado no corredor que servia de ligação entre as escadas para o piso inferior e o escritório. Mais uma vez sentia a sua cabeça imersa em pensamentos confusos , quando ouviu uma voz alegre que cantava uma linda melodia….Essa voz que lhe era tão familiar vinha do escritório , era a voz de sua mãe!

Sobre o efeito de um alegre impulso , correu esquecendo quase por completo a dor que ainda estava a sentir , queria tanto poder abraçar , ver novamente a sua mãe. E ali estava ela diante de seus olhos , mas muito longe de poder ser tocada , pois havia pousado uma de suas mãos no ombro de sua mãe , assim que entrou naquele escritório, mas não obteve a habitual reação de sua parte cada vez que ela o via…Tolice, pensou .

Sua mãe adorava cantar enquanto fazia as tarefas da casa , tinha uma voz muito suave e que encantava quem a consegui se escutar. Encontrava se a organizar uma das estantes , aquela que continha pastas com importantes documentos , cadernos onde notas importantes haviam sido escritas , sua mãe era extremamente organizada. De um momento para o outro , a voz de sua mãe calou se , e ele pode ver que algo a afligia , estava escrito na sua expressão facial o horror com que os seus olhos fixavam um velho caderno….

Nunca tinha visto aquela expressão no rosto de sua mãe, e isso fez com que sentisse medo…

Continua…

The diary of a madman-Part XII

Sem pensar , dirigiu se até á parede quase em passos de corrida .

O silêncio mortal que se sentia naquela sala chegava a ser incomodativo, pois nem ele parecia pertencer a este mundo.

Os policias forenses permaneciam desmaiados nas mesmas posições estranhas , e o corpo da detetive tinha finalmente parado de rodopiar no ar , tendo o seu corpo caído no sofá , após ter pronunciado aquelas duas estranhas frases. Aqueles olhos sinistros continuavam na parede , mas imóveis , como se fossem um desenho de péssimo gosto.

O homem era o único que estava consciente, mas de nada importava o seu estado pois a sua presença não era sentida por ninguém .Apercebendo se que ainda estava de joelhos e com as mãos em sua cabeça , levantou se devagar porque se sentia muito cansado , como se tivesse acabado de correr uns bons quilómetros. Sentia que tinha que pedir auxilio a alguém que estivesse no exterior no sentido de ajudar, aqueles três profissionais que se encontravam , pensava ele em estado de choque , mas como?!

Não conseguia encontrar uma resposta que lhe soasse lógica ,para aquela horrível situação!

Detestava sentir se impotente , e sem soluções . Dava lhe a má sensação de não ser uma pessoa inteligente e ativa , o que não era a sua realidade. Sabia que as duas frases que havia ouvido , soavam ainda na sua cabeça e que o estavam a impedir de sair daquela sala, pois já controlava novamente os movimentos do seu corpo.

Segredo, segredo…a palavra teimava em ecoar em seus pensamentos . Seus pais eram pessoas muito simples e de origens , humildes. Tinham trabalhado honestamente durante as suas vidas , e tinham proporcionado uma vida boa ao seu filho , não eram pessoas que gostassem de segredos pelo contrário , tinham uma excelente relação com ele , pois sempre houve muito dialogo naquela casa.

Mas algo o empurrava novamente para a parede, onde permaneciam aqueles olhos sinistros.

Sem pensar , dirigiu se até á parede quase em passos de corrida .

Finalmente ali estavam eles , aqueles grandes olhos sinistros !

Levantou a sua mão direita e passou exatamente pelos olhos , com um movimento de muita raiva e ódio á mistura ,sem entender porque os odiava tanto. Ao segundo movimento da sua mão por um dos olhos pintados naquela parede , sentiu debaixo dos seus pés o chão a tremer , e de repente um enorme feixe de luz vermelha o envolveu , provocando lhe uma enorme dor …

Continua…

Intimicy is…🥰

Intimidade é sentir a emoção

Intimidade é sinónimo de conhecer o outro apenas pelo olhar…

Intimidade é muito mais que um simples toque ou carícia, é tocar a alma…

Intimidade é dar o aconchego de um colo, de um abraço no final de um dia de muito cansaço…

Intimidade é sentir a emoção e o sabor de um simples beijo dado um pouco acima do queixo…

Intimidade é sentir a euforia numa simples alegria ao terminar o dia!

Carla Milho 🌹💖

The diary of a madman -Part XI

O homem estava de joelhos , com os seus olhos poisados no corpo de seu pai , que estava novamente deitado no chão , descoberto , coberto de sangue

Todos os que se encontravam ali presentes , estavam completamente aterrorizados , perplexos.

Ninguém tinha uma explicação lógica , cientifica ou de qualquer outro género . A detetive abanava a cabeça e os policias forenses ainda estavam de olhos arregalados.

Tudo isto é uma manipulação de nossos cérebros , efeito de stress ou de choque perante o horrendo cenário que nos encontramos , uma espécie de histeria coletiva ! -Disse a detetive com voz altiva e segura .

O homem estava de joelhos , com os seus olhos poisados no corpo de seu pai , que estava novamente deitado no chão , descoberto , coberto de sangue e o seu rosto continha uma expressão de horror . Tudo aquilo era surreal, não conseguia compreender o que tinha acabado de acontecer, o que estava a acontecer!

Não acreditava em fantasmas , em coisas sobrenaturais , nem mesmo se considerava muito religioso , tinha as suas crenças que funcionavam pela lógica, sem fanatismos ou histerismos , coisas que sempre considerou que estavam associadas de alguma forma , a qualquer género de religião. Receava pessoas assim , pois as suas mentes eram muito fáceis de manipular.

Lembrando se de repente , dos olhos da parede mesmo receando aquilo que poderia ver , levantou a sua cabeça e procurou disciplinar o seu raciocínio de forma a que nada mais , o pudesse distrair , pois mais uma vez pode sentir que estava ali por alguma razão muito forte .

Aqueles olhos fixavam se desta vez apenas numa pessoa presente naquela sala , a detetive!

E sem qualquer género de explicação , a detetive começou a rodopiar , ao mesmo tempo cantarolava uma melodia estranha num idioma incompreensível .

Era notório que aquela mulher não tinha controle nenhum sobre o seu corpo que rodopiava , cada vez com mais força , baloiçando os seus membros superiores e inferiores , pois encontrava se a pairar no ar .

Os policias forenses tinham desmaiado devido a choque , e os seus corpos tinham tombado no chão ficando em posições um pouco estranhas.

O pobre homem segurava a cabeça com ambas as mãos , e começou a gritar com o desespero pois não suportava mais presenciar o quer que fosse, estava novamente á beira de um colapso…

Quando o primeiro grito saiu de sua boca , os olhos que estavam na parede que até aquele preciso momento estavam fixos na detetive, dirigiram se para o lugar onde o pobre homem á beira do desespero se encontrava ….

Ao mesmo tempo ouve se a voz da detetive …

Não te vejo , mas sei que estás ai ! Não tenho medo pois não és portador do segredo !

Após estas palavras , um silencio mortal caiu sobre aquela sala ….

Continua…

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