The diary of a madman-Part XXV

Aquelas palavras soaram a uma realidade muito confusa para aquele homem, a última conversa com os seus pais , ninguém está preparado para algo assim, e muito menos para um desfecho tão macabro.

A detetive aconselhou o homem a não entrar naquela casa, por muito que fosse o seu desejo , disse lhe que o melhor seria aguardar que a sua equipa termina se o trabalho.

O triste homem sentou se no passeio , pois nada daquilo lhe fazia sentido. Os seus pais eram pessoas simples que não tinham inimigos , e não guardavam nada de valor dentro de casa, eram pessoas cautelosas. A mulher explicou que nem sempre a origem dos crimes deste género têm uma lógica , existem pessoas por este mundo fora que matam apenas por prazer.

A aparente bondosa detetive questionou o homem quando havia sido a última vez que tinha falado com os seus pais, e este respondeu lhe que era um hábito diário , ter pequenas conversas com os seus pais. Era importante fazer uma linha cronológica desde talvez a última conversa entre eles, até á hora do crime que posteriormente o médico legista daria.

Aquelas palavras soaram a uma realidade muito confusa para aquele homem, a última conversa com os seus pais , ninguém está preparado para algo assim, e muito menos para um desfecho tão macabro.

A detetive sugeriu lhe que fosse descansar um pouco , que fosse para casa e comprometeu se a dar lhe todos os pormenores analisados naquele dia, assim que os tivesse.

O olhar dele fixou se nos olhos bondosos daquela mulher reconfortante , e pegou numa das suas mãos segurando a com força e agradecendo toda aquela generosidade.

A detetive sorriu , dizendo lhe que não estava a fazer nada de especial e que mais tarde , ela própria passaria por casa dele para o pôr a par de toda a informação, como lhe havia dito.

O homem acedeu , levantando se meio atordoado com aquela situação . O melhor era mesmo ir para casa , aquele aparato criava nele uma sensação surrealista de terror.

A detetive dirigia se agora para aquela casa , após ter se despedido daquela pobre criatura.

Os seus olhos mudaram de cor ao entrar naquela sala, e a sua aparente bondade havia desaparecido também . Os seus colegas estavam a fazer uma busca minuciosa a cada canto e recanto daquela habitação, mas o seu trabalho era dificultado pela enorme quantidade de sangue espalhada por todo o lado.

A detetive começou a subir as escadas que davam acesso á restante parte da casa , onde também havia vestígios de sangue , e os seus olhos não paravam de procurar algo.

Sim era perentório e deveras urgente , encontrar fosse o que fosse antes dos seus colegas.

Foi então que entrou na assoalhada onde tudo teve inicio , o escritório….

Continua…

Carla Milho

The diary of a madman -Part XVIII

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

O que estava a acontecer ali , aquela carnificina não poderia ser esquecida , nem ficar guardada dentro de uma caixa num arquivo , como mais um homicídio não resolvido.

O sangue espalhava se por toda a casa , como se dali não quisesse sair , parecia querer ficar ali por toda eternidade . Ele estava cada vez mais perturbado por estar a assistir aquele horrível momento , e mais uma vez sentiu que estava a ser sugado e desta vez para o piso inferior da casa , até ao local onde os seus pais já se encontravam , pairando ainda no ar e ambos ainda com vida!

A escuridão parecia segui los , ou seguir o seu assassino, não compreendia e continuava sem conseguir ver o inimigo, o barulho do som dos tambores não parava de aumentar , era como se á medida que a vida abandonava os corpos de seus pais ,eles tocassem com mais intensidade , gritando vitória. Aquele barulho começava agora a causar lhe danos , pois de seus ouvidos começava a ver se um pouco de sangue , a intensidade do som era demasiada para os ouvidos dos seres humanos e embora pensasse que era mais uma das suas alucinações , o seu organismo começava a dar lhe provas do contrário, estava mesmo ali …

Levou a mão a um ouvido e sentiu que tal como a dor , o sangue não iria parar , tinha que pensar numa forma de se ajudar , mas não conseguia sair dali e ao mesmo tempo também não o desejava , queria ver quem era o assassino de seus pais porque o crime não tinha ficado resolvido , nunca tinham encontrado o culpado ou os culpados!

Quando tentou mover se ,escorregou num liquido vermelho, o sangue de seus pais!

Debatia se entre a sensação de estar caído sobre o sangue de seus pais , com a vontade de gritar , de pedir que alguém o ajudasse , pois de sua boca não saía um único som . Parecia que tinha ficado mudo . Cada tentativa de se levantar era mais frustrante que a anterior , pois como a quantidade de sangue continuava a aumentar , mais ele escorregava .

Finalmente após vários minutos de tentativas em se levantar , minutos esses que lhe pareciam uma eternidade , deu se por vencido e deixou se ficar , sentindo que estava cada vez mais encharcado em sangue…

Só pensava numa palavra , misericórdia e apercebeu se que a pedi a ferverosamente , não para si , mas para os seus pais ….

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

Continua…

The diary of a madman-Part XVII

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Apercebeu se que conseguia mover se novamente, e rapidamente estava no corredor.

O facto de ter passado de um lugar iluminado para estar novamente , na escuridão , não o ajudava a focar a visão , os seus olhos necessitavam novamente de se adaptarem . De repente, sentiu que tinha pisado em algo …E foi com um horror bem refletido em seu rosto que observou ser o sangue que jorrava dos seus pais, com mais intensidade e força agora.
Eles permaneciam a flutuar no ar , mas estavam a ficar fracos ao contrário do seu inimigo, que ele não conseguia ver , mas por alguma razão sentia .

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Olhou em volta e viu que as paredes que o rodeavam tinham coisas escritas a vermelho, mas como , não tinha visto nada nem ninguém e a confusão em sua cabeça parecia crescer , ao mesmo tempo que a dor e o barulho dos tambores aumentavam também.

Precisamos deixar um aviso a ele, precisamos urgentemente faze lo , querido …Sabes que a possibilidade de virem atrás de nosso filho é real ! – Ouviu ele sua mãe dizer estas palavras a seu pai .

Fosse o que fosse , aquela estranha força que estava a matar os seus pais , não tinha prestado atenção para o que sua mãe tinha feito e dito , pois como por magia sentiu que tinha um objeto dentro do bolso de suas calças.

O fim estava muito perto. Aquelas pobres criaturas tinham essa certeza ,mas não pretendiam dar se como derrotados ainda. Eram duas pessoas muito corajosas , integras que nunca se acobardaram, perante os momentos em que a vida os tivesse colocado á prova, erguiam sempre as suas cabeças e colocavam nas a pensar em soluções, não ficavam parados a pensar nos problemas. Eram pessoas que gostavam de encontra soluções e coloca las em pratica .

E ele tinha crescido assim , tinha sido essa a sua educação , o que tinha contribuído para que a sua forma de estar na vida , na sua fase adulta fluísse de acordo com aquilo que tinha aprendido, simplificar e tentar sempre encontrar soluções.

O sangue era muito e começava a pingar em direção ás escadas que davam para o piso inferior da casa , mas cada gota de sangue caia de forma estranha pois não caía toda em direção ao chão . Espalhava se por todo o lado , o que fazia parecer que cada gota se multiplicava , querendo deixar bem presente a sua marca , o que acontecera ali….

Continua..

The diary of a madman-Part XVI

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

O sangue começava a pingar no chão , e ao mesmo tempo via que os seus pais estavam a ser arrastados para fora daquele escritório , e ele conseguia ver que eles continuavam a lutar e ao mesmo tempo a impedir as suas saídas daquela assoalhada.

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

Porque não podiam eles sair dali , o que é que aquele escritório poderia ter de tão especial que lhes dava proteção? Não conseguia ver nada , e conhecia muito bem aquela assoalhada pois era onde adorava brincar e onde fazia os trabalhos que trazia da escola.

Olhava frustrado para os seus pais, que permaneciam a flutuar no ar e a lutar ferozmente , a sangrar cada vez mais devido a número de ferimentos estar a aumentar, mas ainda não tinha visto o seu inimigo. De forma inconsciente , eram várias as vezes que esfregava os seus olhos, na tentativa de ver melhor e de finalmente enxergar , quem mais estava ali e que tentava matar os seus pais. Mas era escusado , não via nada …

Sentia a frustração de não poder ajudar os seus pais , de não ver o seu inimigo , e ao mesmo tempo de ser obrigado a ficar ali , apenas como um espectador daquele horrível cenário.

Foi então que notou que os olhos de sua mãe , de vez em quando olhavam fixamente para o candeeiro que estava pendurado no teto . Parecia mesmo procurar algo muito importante .

Olhou também , mas não via nada a não ser o velho e seu bem conhecido candeeiro. Um objeto muito antigo e pelo que os seus pais lhe tinham contado , estava na família há várias gerações . Não era nem simples , nem muito trabalhado e era feito com vários materiais , desde madeira , a metal e continha umas pequenas pedras de várias cores, como decoração e no final tinha uma pequenina rosa feita de espelhos, era assim que se recordava do objeto.

Com aquela escuridão e com a confusão que estava a decorrer naquela assoalhada , era impossível ver algum objeto com nitidez , mesmo quando a luz que reluzia do objeto do seu pai brilhava com mais intensidade. O que ficava mais visível nesses momentos , era a quantidade de sangue que ia crescendo no chão e conseguia ver o aumento dos ferimentos em ambos.

O som ensurdecedor dos tambores não tinha parado , o que estava a originar lhe uma terrível dor de cabeça e de ouvidos, obrigando o a curvar se cada vez que o som, por alguma razão aumentava.

E um enorme estrondo fez sentir se por toda a casa …Os seus pais acabavam por ser arrastados á força para fora daquele escritório, puxados por algo ou por alguém ….O sangue continuava a pingar cada vez com mais intensidade , e desta vez noutra parte da casa …

Ele ainda estava preso naquele escritório , e assim que os seus pais saíram dele , a luz natural do dia estava de volta , e a estranha escuridão seguia os para onde estavam a ser arrastados …

Continua…

Imperfect😉

Existe por este mundo fora, porém ninguém a deseja admitir…

E a imperfeição existe, e está presente em mim…

Existe por este mundo fora, porém ninguém a deseja admitir…

Aos nossos olhos, aquilo que nos pertence é perfeito aos nossos olhos, e isso deveria ser o suficiente mas para alguns não…

A péssima mania, o péssimo hábito de cobiçar leva muitos a desejar aquilo que não têm…

A importância da perfeição é mais uma maldita maldição do que propriamente uma bênção!

Carla Milho 🌹💖

The diary of a madman-Part XV

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição.

Era alguém ou algo que não tinha uma forma definida ou definitiva, era uma presença muito estranha porém poderosa!

Pode ver sua mãe retirar algo que estava numa das gavetas da secretária , uma gaveta que estava sempre fechada e cuja chave ele nunca tinha visto. Sentia o nervosismo crescer dentro dele, pois queria tanto ajudar a sua mãe , mas não lhe era possível…Foi então que viu sua mãe agarrada ao seu braço, de onde era visível ver , um golpe que sangrava com abundancia .

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição. Do nada , viu que ela já tinha encontrado aquilo que tanto procurava , e ao mesmo tempo que se apercebeu disso , começou a ouvir um som também já seu familiar ,tambores !

Um som bem alto de tambores , fazia sentir se em toda a casa e quem sabe fora dela também , pois o som era ensurdecedor.

Viu reluzir um objeto naquela escuridão que se havia instalado naquele escritório, observando que a mão que o segurava era a de sua mãe, e que segurava com perícia.

O eco dos tambores fazia se ouvir cada vez mais alto , o que fez com que ele leva se as suas mãos até os seus ouvidos com a intenção de abafar um pouco, aquele som que parecia que lhe ia romper os tímpanos a qualquer momento. Ao mesmo tempo viu que sua mãe travava uma luta com algo que ele ainda não tinha conseguido visualizar , mas que conseguia ouvir pois tanto a voz de sua mãe como a outra, continuavam aos gritos naquele estranho idioma.

Foi novamente surpreso por uma nova presença , desta vez ouvia a voz de seu pai que gritava desesperadamente por sua mãe…

Também ele trazia consigo um objeto que reluzia naquela escuridão , mas parecia trazer também consigo algo mais . Algo que permitia aos presentes ver um pouco naquela escuridão , algo que refletia uma luz branca, não muito forte, mas era suficiente para ver o poderoso adversário de seus pais, pensou ele ingenuamente.

Aquela poderosa forma movia se com muita rapidez , parecia não ter sido feita para ser visível para os olhares humanos. Notou que seus pais tinham algo em suas caras , parecendo lhe ser umas espécies de lupas que haviam colocado em seus olhos.

Um forte eco , uma batida mais alta de tambores fez se sentir ,e nesse mesmo momento viu que os seus pais flutuavam no ar ,e via que sangravam de vários ferimentos….

Continua…

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