The diary of a madman -Part XIX

Tinha aquelas estranhas perceções, não conseguia entender porquê , embora continua se a ser séptico

O som dos tambores era cada vez mais forte , tornando se cada vez mais difícil para ele conseguir suportar , pois dos seus ouvidos o sangue que saia já começava a ser com mais intensidade.

Os seus pais e o seu assassino continuavam a falar naquele estranho idioma, mas as vozes estavam cada vez mais fracas e quase que já não as conseguia ouvir . Além daquele horror de sangue que saía dos inúmeros ferimentos dos corpos de seus pais, o seu assassino parecia estar longe de se sentir satisfeito , ele não sabia como mas era um pensamento que lhe surgiu em seus pensamentos , após ouvir a voz de sua mãe … Ele ao mesmo tempo pedia misericórdia porque o que os seus pais estavam a sofrer era pior que uma tortura!

Era isso, pensou para si mesmo. O que aquele assassino invisível estava a fazer , era torturar os seus pais , fazendo os sangrar para os enfraquecer , e uma falsa esperança surgiu na sua cabeça. Talvez não seja para os matar…Mas rapidamente a lógica o chamou á triste realidade, pois sabia que eles tinham mesmo morrido , que essa realidade não poderia ser transformada nem negada , pois ele estava ali apenas como um espetador , e um inútil pois não podia fazer nada.

E novamente os tambores tocavam com mais força , com notas mais altas . Notas que sentia serem de festejo , como se anunciassem um grande acontecimento , algo digno de uma grande comemoração.

Tinha aquelas estranhas perceções, não conseguia entender porquê , embora continua se a ser séptico com tudo aquilo que não funciona se pela lógica , não podia continuar a negar que as suas perceções acabavam sempre por estarem certas!

Estava à beira do desespero pois estava encharcado no sangue de seus pais, estava novamente sem conseguir sair daquele sítio, não suportava mais as dores de cabeça e ouvidos que sentia e a vontade de não querer assistir à morte de seus pais crescia e dominava o cada vez com mais intensidade…

Sabemos que estás aí, mas é chegada a hora de ires embora… Vai meu filho, levas contigo algo mais importante que as nossas vidas… Vai, AGORA.. JÁ! Ouvi ele pela última vez a voz de seu pai…

Continua

The diary of a madman -Part XVIII

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

O que estava a acontecer ali , aquela carnificina não poderia ser esquecida , nem ficar guardada dentro de uma caixa num arquivo , como mais um homicídio não resolvido.

O sangue espalhava se por toda a casa , como se dali não quisesse sair , parecia querer ficar ali por toda eternidade . Ele estava cada vez mais perturbado por estar a assistir aquele horrível momento , e mais uma vez sentiu que estava a ser sugado e desta vez para o piso inferior da casa , até ao local onde os seus pais já se encontravam , pairando ainda no ar e ambos ainda com vida!

A escuridão parecia segui los , ou seguir o seu assassino, não compreendia e continuava sem conseguir ver o inimigo, o barulho do som dos tambores não parava de aumentar , era como se á medida que a vida abandonava os corpos de seus pais ,eles tocassem com mais intensidade , gritando vitória. Aquele barulho começava agora a causar lhe danos , pois de seus ouvidos começava a ver se um pouco de sangue , a intensidade do som era demasiada para os ouvidos dos seres humanos e embora pensasse que era mais uma das suas alucinações , o seu organismo começava a dar lhe provas do contrário, estava mesmo ali …

Levou a mão a um ouvido e sentiu que tal como a dor , o sangue não iria parar , tinha que pensar numa forma de se ajudar , mas não conseguia sair dali e ao mesmo tempo também não o desejava , queria ver quem era o assassino de seus pais porque o crime não tinha ficado resolvido , nunca tinham encontrado o culpado ou os culpados!

Quando tentou mover se ,escorregou num liquido vermelho, o sangue de seus pais!

Debatia se entre a sensação de estar caído sobre o sangue de seus pais , com a vontade de gritar , de pedir que alguém o ajudasse , pois de sua boca não saía um único som . Parecia que tinha ficado mudo . Cada tentativa de se levantar era mais frustrante que a anterior , pois como a quantidade de sangue continuava a aumentar , mais ele escorregava .

Finalmente após vários minutos de tentativas em se levantar , minutos esses que lhe pareciam uma eternidade , deu se por vencido e deixou se ficar , sentindo que estava cada vez mais encharcado em sangue…

Só pensava numa palavra , misericórdia e apercebeu se que a pedi a ferverosamente , não para si , mas para os seus pais ….

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

Continua…

The diary of a madman-Part XVII

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Apercebeu se que conseguia mover se novamente, e rapidamente estava no corredor.

O facto de ter passado de um lugar iluminado para estar novamente , na escuridão , não o ajudava a focar a visão , os seus olhos necessitavam novamente de se adaptarem . De repente, sentiu que tinha pisado em algo …E foi com um horror bem refletido em seu rosto que observou ser o sangue que jorrava dos seus pais, com mais intensidade e força agora.
Eles permaneciam a flutuar no ar , mas estavam a ficar fracos ao contrário do seu inimigo, que ele não conseguia ver , mas por alguma razão sentia .

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Olhou em volta e viu que as paredes que o rodeavam tinham coisas escritas a vermelho, mas como , não tinha visto nada nem ninguém e a confusão em sua cabeça parecia crescer , ao mesmo tempo que a dor e o barulho dos tambores aumentavam também.

Precisamos deixar um aviso a ele, precisamos urgentemente faze lo , querido …Sabes que a possibilidade de virem atrás de nosso filho é real ! – Ouviu ele sua mãe dizer estas palavras a seu pai .

Fosse o que fosse , aquela estranha força que estava a matar os seus pais , não tinha prestado atenção para o que sua mãe tinha feito e dito , pois como por magia sentiu que tinha um objeto dentro do bolso de suas calças.

O fim estava muito perto. Aquelas pobres criaturas tinham essa certeza ,mas não pretendiam dar se como derrotados ainda. Eram duas pessoas muito corajosas , integras que nunca se acobardaram, perante os momentos em que a vida os tivesse colocado á prova, erguiam sempre as suas cabeças e colocavam nas a pensar em soluções, não ficavam parados a pensar nos problemas. Eram pessoas que gostavam de encontra soluções e coloca las em pratica .

E ele tinha crescido assim , tinha sido essa a sua educação , o que tinha contribuído para que a sua forma de estar na vida , na sua fase adulta fluísse de acordo com aquilo que tinha aprendido, simplificar e tentar sempre encontrar soluções.

O sangue era muito e começava a pingar em direção ás escadas que davam para o piso inferior da casa , mas cada gota de sangue caia de forma estranha pois não caía toda em direção ao chão . Espalhava se por todo o lado , o que fazia parecer que cada gota se multiplicava , querendo deixar bem presente a sua marca , o que acontecera ali….

Continua..

The diary of a madman-Part XVI

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

O sangue começava a pingar no chão , e ao mesmo tempo via que os seus pais estavam a ser arrastados para fora daquele escritório , e ele conseguia ver que eles continuavam a lutar e ao mesmo tempo a impedir as suas saídas daquela assoalhada.

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

Porque não podiam eles sair dali , o que é que aquele escritório poderia ter de tão especial que lhes dava proteção? Não conseguia ver nada , e conhecia muito bem aquela assoalhada pois era onde adorava brincar e onde fazia os trabalhos que trazia da escola.

Olhava frustrado para os seus pais, que permaneciam a flutuar no ar e a lutar ferozmente , a sangrar cada vez mais devido a número de ferimentos estar a aumentar, mas ainda não tinha visto o seu inimigo. De forma inconsciente , eram várias as vezes que esfregava os seus olhos, na tentativa de ver melhor e de finalmente enxergar , quem mais estava ali e que tentava matar os seus pais. Mas era escusado , não via nada …

Sentia a frustração de não poder ajudar os seus pais , de não ver o seu inimigo , e ao mesmo tempo de ser obrigado a ficar ali , apenas como um espectador daquele horrível cenário.

Foi então que notou que os olhos de sua mãe , de vez em quando olhavam fixamente para o candeeiro que estava pendurado no teto . Parecia mesmo procurar algo muito importante .

Olhou também , mas não via nada a não ser o velho e seu bem conhecido candeeiro. Um objeto muito antigo e pelo que os seus pais lhe tinham contado , estava na família há várias gerações . Não era nem simples , nem muito trabalhado e era feito com vários materiais , desde madeira , a metal e continha umas pequenas pedras de várias cores, como decoração e no final tinha uma pequenina rosa feita de espelhos, era assim que se recordava do objeto.

Com aquela escuridão e com a confusão que estava a decorrer naquela assoalhada , era impossível ver algum objeto com nitidez , mesmo quando a luz que reluzia do objeto do seu pai brilhava com mais intensidade. O que ficava mais visível nesses momentos , era a quantidade de sangue que ia crescendo no chão e conseguia ver o aumento dos ferimentos em ambos.

O som ensurdecedor dos tambores não tinha parado , o que estava a originar lhe uma terrível dor de cabeça e de ouvidos, obrigando o a curvar se cada vez que o som, por alguma razão aumentava.

E um enorme estrondo fez sentir se por toda a casa …Os seus pais acabavam por ser arrastados á força para fora daquele escritório, puxados por algo ou por alguém ….O sangue continuava a pingar cada vez com mais intensidade , e desta vez noutra parte da casa …

Ele ainda estava preso naquele escritório , e assim que os seus pais saíram dele , a luz natural do dia estava de volta , e a estranha escuridão seguia os para onde estavam a ser arrastados …

Continua…

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