The diary of a madman -Part XVIII

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

O que estava a acontecer ali , aquela carnificina não poderia ser esquecida , nem ficar guardada dentro de uma caixa num arquivo , como mais um homicídio não resolvido.

O sangue espalhava se por toda a casa , como se dali não quisesse sair , parecia querer ficar ali por toda eternidade . Ele estava cada vez mais perturbado por estar a assistir aquele horrível momento , e mais uma vez sentiu que estava a ser sugado e desta vez para o piso inferior da casa , até ao local onde os seus pais já se encontravam , pairando ainda no ar e ambos ainda com vida!

A escuridão parecia segui los , ou seguir o seu assassino, não compreendia e continuava sem conseguir ver o inimigo, o barulho do som dos tambores não parava de aumentar , era como se á medida que a vida abandonava os corpos de seus pais ,eles tocassem com mais intensidade , gritando vitória. Aquele barulho começava agora a causar lhe danos , pois de seus ouvidos começava a ver se um pouco de sangue , a intensidade do som era demasiada para os ouvidos dos seres humanos e embora pensasse que era mais uma das suas alucinações , o seu organismo começava a dar lhe provas do contrário, estava mesmo ali …

Levou a mão a um ouvido e sentiu que tal como a dor , o sangue não iria parar , tinha que pensar numa forma de se ajudar , mas não conseguia sair dali e ao mesmo tempo também não o desejava , queria ver quem era o assassino de seus pais porque o crime não tinha ficado resolvido , nunca tinham encontrado o culpado ou os culpados!

Quando tentou mover se ,escorregou num liquido vermelho, o sangue de seus pais!

Debatia se entre a sensação de estar caído sobre o sangue de seus pais , com a vontade de gritar , de pedir que alguém o ajudasse , pois de sua boca não saía um único som . Parecia que tinha ficado mudo . Cada tentativa de se levantar era mais frustrante que a anterior , pois como a quantidade de sangue continuava a aumentar , mais ele escorregava .

Finalmente após vários minutos de tentativas em se levantar , minutos esses que lhe pareciam uma eternidade , deu se por vencido e deixou se ficar , sentindo que estava cada vez mais encharcado em sangue…

Só pensava numa palavra , misericórdia e apercebeu se que a pedi a ferverosamente , não para si , mas para os seus pais ….

O que não sabia é que o fim ainda não estava perto e que aquele terrível assassino não estava satisfeito… Ainda lhe faltava uma peça muito importante e especial….

Continua…

The diary of a madman-Part XVII

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Apercebeu se que conseguia mover se novamente, e rapidamente estava no corredor.

O facto de ter passado de um lugar iluminado para estar novamente , na escuridão , não o ajudava a focar a visão , os seus olhos necessitavam novamente de se adaptarem . De repente, sentiu que tinha pisado em algo …E foi com um horror bem refletido em seu rosto que observou ser o sangue que jorrava dos seus pais, com mais intensidade e força agora.
Eles permaneciam a flutuar no ar , mas estavam a ficar fracos ao contrário do seu inimigo, que ele não conseguia ver , mas por alguma razão sentia .

Encontrava se desesperado , pois estava a testemunhar a morte de seus pais , como um espetador passivo , e ele não era um homem passivo , muito pelo contrário.

Olhou em volta e viu que as paredes que o rodeavam tinham coisas escritas a vermelho, mas como , não tinha visto nada nem ninguém e a confusão em sua cabeça parecia crescer , ao mesmo tempo que a dor e o barulho dos tambores aumentavam também.

Precisamos deixar um aviso a ele, precisamos urgentemente faze lo , querido …Sabes que a possibilidade de virem atrás de nosso filho é real ! – Ouviu ele sua mãe dizer estas palavras a seu pai .

Fosse o que fosse , aquela estranha força que estava a matar os seus pais , não tinha prestado atenção para o que sua mãe tinha feito e dito , pois como por magia sentiu que tinha um objeto dentro do bolso de suas calças.

O fim estava muito perto. Aquelas pobres criaturas tinham essa certeza ,mas não pretendiam dar se como derrotados ainda. Eram duas pessoas muito corajosas , integras que nunca se acobardaram, perante os momentos em que a vida os tivesse colocado á prova, erguiam sempre as suas cabeças e colocavam nas a pensar em soluções, não ficavam parados a pensar nos problemas. Eram pessoas que gostavam de encontra soluções e coloca las em pratica .

E ele tinha crescido assim , tinha sido essa a sua educação , o que tinha contribuído para que a sua forma de estar na vida , na sua fase adulta fluísse de acordo com aquilo que tinha aprendido, simplificar e tentar sempre encontrar soluções.

O sangue era muito e começava a pingar em direção ás escadas que davam para o piso inferior da casa , mas cada gota de sangue caia de forma estranha pois não caía toda em direção ao chão . Espalhava se por todo o lado , o que fazia parecer que cada gota se multiplicava , querendo deixar bem presente a sua marca , o que acontecera ali….

Continua..

The diary of a madman-Part XVI

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

O sangue começava a pingar no chão , e ao mesmo tempo via que os seus pais estavam a ser arrastados para fora daquele escritório , e ele conseguia ver que eles continuavam a lutar e ao mesmo tempo a impedir as suas saídas daquela assoalhada.

Não podemos sair daqui , minha querida . Se sairmos estaremos completamente desprotegidos!- Ouviu o seu pai dizer com uma voz rouca, mas corajosa a sua mãe.

Porque não podiam eles sair dali , o que é que aquele escritório poderia ter de tão especial que lhes dava proteção? Não conseguia ver nada , e conhecia muito bem aquela assoalhada pois era onde adorava brincar e onde fazia os trabalhos que trazia da escola.

Olhava frustrado para os seus pais, que permaneciam a flutuar no ar e a lutar ferozmente , a sangrar cada vez mais devido a número de ferimentos estar a aumentar, mas ainda não tinha visto o seu inimigo. De forma inconsciente , eram várias as vezes que esfregava os seus olhos, na tentativa de ver melhor e de finalmente enxergar , quem mais estava ali e que tentava matar os seus pais. Mas era escusado , não via nada …

Sentia a frustração de não poder ajudar os seus pais , de não ver o seu inimigo , e ao mesmo tempo de ser obrigado a ficar ali , apenas como um espectador daquele horrível cenário.

Foi então que notou que os olhos de sua mãe , de vez em quando olhavam fixamente para o candeeiro que estava pendurado no teto . Parecia mesmo procurar algo muito importante .

Olhou também , mas não via nada a não ser o velho e seu bem conhecido candeeiro. Um objeto muito antigo e pelo que os seus pais lhe tinham contado , estava na família há várias gerações . Não era nem simples , nem muito trabalhado e era feito com vários materiais , desde madeira , a metal e continha umas pequenas pedras de várias cores, como decoração e no final tinha uma pequenina rosa feita de espelhos, era assim que se recordava do objeto.

Com aquela escuridão e com a confusão que estava a decorrer naquela assoalhada , era impossível ver algum objeto com nitidez , mesmo quando a luz que reluzia do objeto do seu pai brilhava com mais intensidade. O que ficava mais visível nesses momentos , era a quantidade de sangue que ia crescendo no chão e conseguia ver o aumento dos ferimentos em ambos.

O som ensurdecedor dos tambores não tinha parado , o que estava a originar lhe uma terrível dor de cabeça e de ouvidos, obrigando o a curvar se cada vez que o som, por alguma razão aumentava.

E um enorme estrondo fez sentir se por toda a casa …Os seus pais acabavam por ser arrastados á força para fora daquele escritório, puxados por algo ou por alguém ….O sangue continuava a pingar cada vez com mais intensidade , e desta vez noutra parte da casa …

Ele ainda estava preso naquele escritório , e assim que os seus pais saíram dele , a luz natural do dia estava de volta , e a estranha escuridão seguia os para onde estavam a ser arrastados …

Continua…

The diary of a madman-Part XV

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição.

Era alguém ou algo que não tinha uma forma definida ou definitiva, era uma presença muito estranha porém poderosa!

Pode ver sua mãe retirar algo que estava numa das gavetas da secretária , uma gaveta que estava sempre fechada e cuja chave ele nunca tinha visto. Sentia o nervosismo crescer dentro dele, pois queria tanto ajudar a sua mãe , mas não lhe era possível…Foi então que viu sua mãe agarrada ao seu braço, de onde era visível ver , um golpe que sangrava com abundancia .

Sua mãe estava á procura de algo importante na gaveta , algo que deveria ser muito importante pois a sua expressão era de aflição. Do nada , viu que ela já tinha encontrado aquilo que tanto procurava , e ao mesmo tempo que se apercebeu disso , começou a ouvir um som também já seu familiar ,tambores !

Um som bem alto de tambores , fazia sentir se em toda a casa e quem sabe fora dela também , pois o som era ensurdecedor.

Viu reluzir um objeto naquela escuridão que se havia instalado naquele escritório, observando que a mão que o segurava era a de sua mãe, e que segurava com perícia.

O eco dos tambores fazia se ouvir cada vez mais alto , o que fez com que ele leva se as suas mãos até os seus ouvidos com a intenção de abafar um pouco, aquele som que parecia que lhe ia romper os tímpanos a qualquer momento. Ao mesmo tempo viu que sua mãe travava uma luta com algo que ele ainda não tinha conseguido visualizar , mas que conseguia ouvir pois tanto a voz de sua mãe como a outra, continuavam aos gritos naquele estranho idioma.

Foi novamente surpreso por uma nova presença , desta vez ouvia a voz de seu pai que gritava desesperadamente por sua mãe…

Também ele trazia consigo um objeto que reluzia naquela escuridão , mas parecia trazer também consigo algo mais . Algo que permitia aos presentes ver um pouco naquela escuridão , algo que refletia uma luz branca, não muito forte, mas era suficiente para ver o poderoso adversário de seus pais, pensou ele ingenuamente.

Aquela poderosa forma movia se com muita rapidez , parecia não ter sido feita para ser visível para os olhares humanos. Notou que seus pais tinham algo em suas caras , parecendo lhe ser umas espécies de lupas que haviam colocado em seus olhos.

Um forte eco , uma batida mais alta de tambores fez se sentir ,e nesse mesmo momento viu que os seus pais flutuavam no ar ,e via que sangravam de vários ferimentos….

Continua…

The diary of a madman -part XIV

Alguém ganhava forma naquele escritório,

Nunca tinha visto o rosto de sua mãe ficar com uma expressão idêntica , parecia horrorizada mas ao mesmo tempo nos seus olhos conseguia ver se uma pequena satisfação.

Aproximando se um pouco mais de sua mãe , na tentativa de ver que caderno era aquele que havia provocado aquela alteração numa mulher , como sua mãe que estava sempre bem disposta e quase sempre a cantarolar com um sorriso lindo nos lábios.

Ao faze lo , a luz do sol que iluminava o escritório foi de repente substituída por uma escuridão vermelha , igual á que os seus olhos podiam ver na capa daquele caderno. Uns olhos que já conhecia , os olhos que estavam pintados na parede da sala, no piso inferior ,mas noutro tempo cronológico.

A sua capacidade de compreensão era cada vez mais diminuta ,a cada momento e acontecimento que testemunhava .Nada fazia sentido, e não conseguia compreender a sua mente, nem coordenar os seus pensamentos.

Uma voz feminina fazia se ouvir, e era a de sua mãe, porém falava num estranho idioma e ficar ainda mais espantado e novamente com medo, ela falava para aqueles olhos que estavam no caderno!

Além da voz feminina de sua mãe, começou a ouvir também uma outra, esta por sua vez masculina. Ambas falavam entre si, mas sentia que o ambiente entre elas era sério, de grande gravidade!

E através de um clarão de luz intensa que assolou aquele escritório, pode ver um jorro de sangue após ouvir a voz de sua mãe dizer algo que não compreendeu , mas que soava a uma espécie de ordem !

Alguém ganhava forma naquele escritório, alguém que não estava presente até aquele momento , alguém possuidor de uma força tão grande, que todos os objetos se moveram….

Continua…

Pity 😒

Esses sim são para todos, de todos e dignos de aplicar…

Pena, piedade, misericórdia…

Sentimentos dignos, mas nem todos o merecem…

Sentimentos que não se devem aplicar a nós próprios, caso contrário estaremos a ser vítimas, e pior a gostar de o ser…

Generosidade, empatia e bondade

Esses sim são para todos, de todos e dignos de aplicar…

São os que nos abrem os olhos e nos fazem enxergar que o nosso tempo é finito, provando que somos mortais, mas que podemos desfrutar de sentir algo tão simples e belo assim!

Carla Milho 🌹💖

Be aware to the signs

Imaginemos por momentos, durante este post que as nossas vidas eram estradas , localidades que necessitavam de sinalização

Imaginemos por momentos, durante este post que as nossas vidas eram estradas , localidades que necessitavam de sinalização , de regras para que pudessem indicar nos com maior segurança por onde podemos caminhar, quando devemos parar , etc. Similar ás regras que tanto os transeuntes como os automobilistas têm que segui para suas seguras , mas também para a de todos , para que tudo funcione da melhor forma para todos.

Na existência de sinais de perigo , estaríamos imediatamente sobre aviso que não seria aconselhável seguir por ali , ou em caso de escolhermos seguir o teríamos que fazer com muita prudência e precaução.

Quando se criaram regras , a razão foi deveras muito inteligente porque temos que nos respeitar de alguma forma , para que todos possamos conseguir viver em comunidade de acordo com a sociedade , na qual estejamos inseridos. Simples !

E ao pensarmos desta forma , claro que fantasiosa pois não é possível colocarmos sinalizações em nossas vidas , quem sabe seria uma forma de respeitar determinados aspetos de determinadas escolhas ou opções que possamos ter feito. Se o sinal de perigo , proibido ou de stop estivesse diante de nós , saberíamos com maior facilidade tomar as devidas precauções, para não causar acidentes desnecessários e muitos deles até mesmo evitáveis .

Ao sinal verde luminoso no semáforo, saberíamos que essa é a cor que nos permite avançar ,em segurança . No amarelo teríamos que avaliar tudo aquilo que nos rodeasse , antes de decidirmos se avançávamos ou se era mais prudente parar, e aguardar novamente pela cor verde . No vermelho , bem este não necessita muitas explicações , pois esta cor é muito explicita , a ordem , a regra é parar!

Muitas situações caóticas são evitadas diariamente para quem anda nas estradas todos os dias , em suas rotinas que fazem parte da vida. Até mesmo os peões têm que seguir as regras , por exemplo , quando atravessam as passadeiras ou as estradas que possam não conter qualquer sinalização .

São regras necessárias , e julgo que todos estarão de acordo que elas são necessárias em tudo nas nossas vidas . Temos horários a cumprir nos nossos locais de trabalho , tarefas a desempenhar , para que os nossos postos de trabalho sejam mantidos e não corramos o risco de ficar desempregados. O mesmo poderá de certa forma ser aplicado , de outra forma um pouco mais leve , porém igualmente necessária , em nossas vidas pessoais e familiares , onde na minha opinião a existência de respeito por todos aqueles que façam parte de nossas vidas façam o mesmo por nós . Claro que aqui as emoções , os sentimentos são necessários , por vezes mais que muitos o possam imaginar , para que não definhem ou desmoronem , acabando por causar danos muito mais graves que um acidente rodoviário!

The diary of a madman- PART XIII

Apercebeu se que estava novamente a ser arrastado para outra viagem no tempo quando se viu a si mesmo a rodopiar

Apercebeu se que estava novamente a ser arrastado para outra viagem no tempo, quando se viu a si mesmo a rodopiar, numa espécie de remoinho , e naquela viagem a sua companheira seria aquela enorme dor que o dilacerava até ás suas entranhas.

Estava com náuseas , todo aquele rodopiar o fazia sentir se ainda mais indisposto , mas da mesma forma que aquele rodopiar no tempo o havia sugado depressa também parou.

Estava na mesma casa , na sua casa , mas numa parte diferente . Estava no piso superior , onde estavam os quartos , um pequeno escritório e uma casa de banho comum. Ele estava parado no corredor que servia de ligação entre as escadas para o piso inferior e o escritório. Mais uma vez sentia a sua cabeça imersa em pensamentos confusos , quando ouviu uma voz alegre que cantava uma linda melodia….Essa voz que lhe era tão familiar vinha do escritório , era a voz de sua mãe!

Sobre o efeito de um alegre impulso , correu esquecendo quase por completo a dor que ainda estava a sentir , queria tanto poder abraçar , ver novamente a sua mãe. E ali estava ela diante de seus olhos , mas muito longe de poder ser tocada , pois havia pousado uma de suas mãos no ombro de sua mãe , assim que entrou naquele escritório, mas não obteve a habitual reação de sua parte cada vez que ela o via…Tolice, pensou .

Sua mãe adorava cantar enquanto fazia as tarefas da casa , tinha uma voz muito suave e que encantava quem a consegui se escutar. Encontrava se a organizar uma das estantes , aquela que continha pastas com importantes documentos , cadernos onde notas importantes haviam sido escritas , sua mãe era extremamente organizada. De um momento para o outro , a voz de sua mãe calou se , e ele pode ver que algo a afligia , estava escrito na sua expressão facial o horror com que os seus olhos fixavam um velho caderno….

Nunca tinha visto aquela expressão no rosto de sua mãe, e isso fez com que sentisse medo…

Continua…