Sim, garanto vos que é assim que funciona na prática, na teórica não sei porque nada é linear!
O nosso ego…
Será possível usar o nosso ego de forma simples e positiva?
Creio que sim.
O ego é a consciência que temos individualmente de nossas personalidades, de quem somos.
E ao termos essa consciência, saberemos interagir com os nossos semelhantes de uma forma mais natural e simples. Claro que não devemos entrar em exageros, caso contrário acabaremos por nos tornar egocêntricos.
A nossa personalidade é o que faz de nós quem somos na realidade, é isso que nos torna únicos, singulares e com uma identidade.
E quem considere que ter amor próprio, e um ego em quantidades moderadas é uma má característica, está errado. Devemos ter e é importante que não nos esqueçamos disso, nunca!
Utilizando a velha frase “Se eu não gostar de mim, quem gostará”, pode soar no imediato a um cliché, mas quando o colocamos em prática não é assim, pelo contrário, funciona.
Funciona e por vezes é o que nos dá alento e resistência para continuar a travar as inúmeras dificuldades ou batalhas que a vida coloca diante de nós! Sim, garanto vos que é assim que funciona na prática, na teórica não sei porque nada é linear!
Apenas posso afirmar que um pouco de ego, de amor próprio e uma personalidade forte, contribuíram e serão uma das mais importantes vantagens que poderemos ter.
Obrigado a todos os que lêem e apreciam o meu blog, vemos nos no meu próximo post até lá um bem haja a todos vós! 🌹💖
Sou de outro tempo, de uma outra geração. De uma geração que usava e abusava da boa educação, que assimilava os bons princípios e costumes, que brincava na rua e desfrutava.
Sim, admito sem sentir um pingo de vergonha, as vezes sinto saudades de mim mesma!
Saudades daquele tempo que apenas sorria, em que as preocupações eram muito simples de resolver, saudades de acreditar no que os outros me diziam sem duvidar.
Sou de outro tempo, de uma outra geração. De uma geração que usava e abusava da boa educação, que assimilava os bons princípios e costumes, que brincava na rua e desfrutava.
Sim, é de tudo isto que eu sinto saudades… Muitas!
Eu não era a pessoa que sou hoje, a vida, as minhas experiências pessoais têm vindo a transformar me, e espero que essa mudança tenha sido para melhor, pois assim é o meu desejo.
Mas não há bela sem senão, e mesmo não tendo perdido as bases da minha personalidade, da minha identidade, muitas alterações tiveram que ser feitas. Não podia continuar a assumir erros alheios, não podia pedir desculpas por coisas que não havia sido eu a fazer, resumindo não podia continuar presa à negatividade que girava à minha volta.
Sempre fui fiel ao que eu acredito e muitas foram as vezes que concordei com determinadas situações, sem concordar com elas mas não queria provocar discussões desgastantes e desnecessárias, fui passiva e hoje não consigo compreender como fui capaz.
Ao invés de “dar um murro” na mesa e dizer não, permaneci calada e vi o tempo passar por mim, enquanto todos os outros continuaram as suas vidas… Fui cúmplice e disso não tenho saudades.
As saudades são da minha independência, de me sentir diferente num mundo onde todos querem ser iguais, da forma discreta de viver a minha vida, sem a necessidade da opinião dos outros.
Eu acredito que todos necessitamos uns dos outros, mas aqui está parte que para mim é a mais importante… Os outros nem sempre têm boas intenções.
E o que parecia ser bom, com o tempo revelou se uma enorme teia de jogos de manipulação e de inveja, causando muito desentendimento e sofrimento desnecessário.
Hoje posso dizer vos que, fiz uma selecção, aprendi a dizer que não sem arrependimentos e volto as costas sem do nem piedade aquilo que possa estragar a minha paz.
As saudades são da menina que fui de olhos sinceros e emoções genuínas, porque hoje sou uma mulher com os mesmos olhos sinceros, mas que decidiu reprimir as emoções genuínas e demonstra las apenas a quem eu ache que merece.
Dou mas também quero que me dêem, pois cansei me de dar sem receber nada em troca, nem um simples obrigado.
Por muitas saudades que tenha daquela menina, orgulho me mais da mulher em que me tornei!
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E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Todos sem exceção por vezes , deixamos de fazer algo com medo de falharmos .
Mas o que será pior , fazer e falhar ou não fazer e passarmos o resto da vida arrependidos ou com dúvidas ?
Sem tentar ninguém saberá se consegue ou não, e o não temos sempre garantido . No entanto tentar e falhar , não significa que tenhamos perdido , significa que arriscamos que colocamos o nosso empenho que fomos á luta , mas por alguma razão as coisas não correram bem, é uma aprendizagem e poderemos tentar novamente .
Não gosto da palavra arrependimento …Não gosto de incluir esta palavra na minha vida , pois acho a demasiado desanimadora e negativa .O arrependimento apenas é adequado, quando a atitude que tenhamos praticado tenha prejudicado alguém .
Como já referi inúmeras vezes , quando se comete o mesmo erro mais que uma vez , deixa de ser um erro e passa a ser uma opção, uma escolha . E no contexto de arrependimentos , aquele que verdadeiramente o faça é aquele que aprendeu.
Não deveremos permitir que o medo nos impeça de avançar com uma decisão , de explorar novos caminhos . O desconhecido pode ser estranho ao inicio , mas certamente que nos iremos adaptar. Falhar contribui de alguma forma para uma aprendizagem , para a nossa evolução individual de forma positiva . E poderemos observar onde erramos , onde podemos melhorar para que possamos voltar a tentar, mas desistir não!
Ao fazermos do medo um aliado , deixaremos de o sentir com tanta frequência , e de certa forma conseguiremos avançar com as nossas decisões de uma forma mais fácil.
Eu aprendi a tornar os meus medos meus aliados , o destino pregou me uma enorme partida em 2001, fazendo com que me torna se obrigatoriamente corajosa . E não me restou muitas opções , senão reeducar me , aprender a viver com uma herança não desejada …aliás creio que este género de heranças , ninguém deseja.
Se foi fácil?!
Não foi e continua a não ser , no entanto nunca me permiti sentir pena de mim mesma , nem que os outros sentissem pena de mim. Aprendi e continuo, a lidar com as restrições que o meu problema de saúde me coloca . Ao inicio de me terem dito a verdade sobre a minha doença , não aceitei bem , e chorei claro , sou humana , mas não desisti apenas demorei algum tempo a adaptar me .
Não fiquei parada á espera que me salvassem do meu destino , da minha doença hereditária, fui á luta e posso dizer os que já foram muitas as batalhas que enfrentei e duas delas quase me venceram .
O importante é que ainda estou aqui e que continuo a acreditar que a minha força de vontade me irá conseguir manter por aqui , por mais tempo por mais alguns anos … E quem sabe senão terá sido o meu medo de não falhar que me fez chegar até aqui!
Cada vez que sintam medo , pensem um pouco nestas humildes palavras que acabaram de ler , quem sabe se com ou sem medo , não voltaram a deixar de fazer aquilo que pretendem !
É cada vez mais importante abstrairmos nos e fingirmos demência, para garantir a nossa sanidade mental.
Gostei muito deste conselho… Abstrair, fingindo demência!
É cada vez mais importante abstrairmos nos e fingirmos demência, para garantir a nossa sanidade mental.
Todos temos um pouco de loucura e por vezes é essa loucura saudável que nos salva da instabilidade que se vive nos dias de hoje… Com tanto stress na vida, com mil e uma tarefas sempre para fazer e com cada menos tempo para cuidar de nós, todos os momentos que tenhamos para sermos um pouco loucos é bom, saudável.
Este género de loucura inofensiva é o que nos agarra muitas vezes, à vontade de viver… Eu sei aquilo que vos estou a escrever, foi um momento louco de lucidez que me salvou há quase 4 anos atrás!
Um momento pelo qual agradeço até hoje… Mas a minha loucura sempre foi benigna, nunca prejudiquei ninguém com os meus actos loucos, e pela opinião de um especialista nunca me portei mal…
Quando ouvi isto pela primeira vez, pensei… “como é que é possível, ouvir um psiquiatra dizer que nunca me portei mal com 45 anos?”
Mas na verdade, nunca me considerei igual a ninguém, nem nunca quis fazer o mesmo que todos, sempre gostei de ser diferente, original.
Nunca entendi porque razão todos querem ser iguais, e sentem inveja daquilo que os outros têm.
Não ganhei muito com isso, mas também não acho que perdi.. Porque ninguém me conseguiu corromper.
No meio da multidão, quando estive rodeada de muitas pessoas, foi sempre nessas alturas que me sentia mais sozinha e deslocada, nunca me senti à vontade para socializar com a hipocrisia.
E a minha vontade de estar rodeada por muitas pessoas, tem vindo a diminuir, devido a tudo o que tenho testemunhado e vivido.
A loucura que vejo nos outros repele me, porque enquanto a minha é saudável, a dos outros é para chamarem a atenção sobre si, para invejar aquilo que não lhes pertence e para fingirem ser quem não são.
Por isso prefiro usufruir da minha loucura, sozinha e em paz do que estar rodeada de loucos hipócritas e vis!
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Gerir ou ter controlo sobre as nossas emoções, nem sempre é possível e é uma das tarefas mais exigentes que possamos executar. Mas é importante, pois trata se de termos um pouco de disciplina e autocontrolo.
Entender as nossas emoções e saber como gerir o nosso estado emocional, é algo importante, porém difícil.
Não significa que por ser difícil seja impossível, mas as nossas emoções estão sempre a variar consoante aquilo que nos acontece e nos rodeia também. Quando somos um pouco mais sensíveis ou quando somos mais observadores, as nossas emoções podem variar, pois nem sempre aquilo que observamos contribui positivamente para o nosso estado emocional.
E é muito perigoso, porque acaba por nos afectar o estado psicológico também. Uma constante instabilidade emocional acaba mais tarde ou mais cedo, por criar transtornos à nossa mente, ao nosso estado psicológico.
Gerir ou ter controlo sobre as nossas emoções, nem sempre é possível e é uma das tarefas mais exigentes que possamos executar. Mas é importante, pois trata se de termos um pouco de disciplina e autocontrolo.
Para que o consigamos fazer, temos que nos conhecer bem, se formos pessoas imprevisíveis, a tarefa será mais difícil porque exigirá mais de nós. Claro que todos nós temos, o nosso lado impulsivo e mediante determinadas situações, nem sempre conseguiremos não agir por impulsos, mas ponderar primeiro, será sempre um aliado a nosso favor.
Quando estamos totalmente deslumbrados com algo as nossas emoções ficam ao rubro e o mesmo acontece quando estamos zangados ou indignados, nestas circunstâncias não devemos decidir nada, se for o caso.
A idade é uma excelente professora, pois a medida que vamos envelhecendo aprendemos a saber como gerir as nossas emoções, e em alguns casos a história de vida também tem um fundamental papel neste contexto.
Devemos ter sempre a certeza daquilo que pretendemos, daquilo que precisamos para que desta forma, sejamos mais disciplinados.
Acabamos por ser os nossos melhores amigos, pois de facto ninguém nos conhece tão bem como nós próprios. E como não nascemos com um manual de instruções ou com um comando remoto, todas as fases que passemos irão deixar nos uma lição que temos que estar dispostos a aprender.
Não devemos dar permissão a ninguém que nos tente controlar as nossas emoções ou o nosso estado psicológico, se o fizermos passaremos a viver como bonecos, como fantoches. E devemos pensar se isso é viver de forma digna e se é isso que pretendemos para a nossa vida, lembremos nos sempre que todos temos algo muito importante, o livre arbítrio!
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Cuidar é estar presente para o que der e para o que não vier, é saber aceitar as imperfeições de cada um.
Cuidar não é fácil , não é fácil abdicar de determinadas coisas para ficar ao lado de alguém caso essa pessoa esteja a necessitar.
Ninguém deve pedir que cuidem de si , este tão nobre gesto ou atitude deve ser espontânea, sincera , sem que sintamos que é um fardo , um empecilho que apenas nos causa transtorno.
Nem todos têm esta particular habilidade, esta é a minha opinião . Nem todos desenvolvemos esta característica nas nossas personalidades, por esta razão é que muitos ao se sentirem pressionados com a responsabilidade de cuidar de alguém , desistem . Ao cuidar de alguém estamos a demonstrar o afeto ou o sentimento que nos liga a essa pessoa, e a forma que temos de demonstrar é precisamente não falharmos quando ela mais necessite.
Cuidar é fazer com que essa pessoa se sinta amparada , se sinta amada e importante na vida daqueles que a rodeiam. Mas creio que é algo que não deva ser imposto , nem pedido porque ao termos a necessidade de pedir a alguém que cuide de nós , estamos a fazer um género de uma exigência porque na minha opinião , cuidar é algo que tem que ser reciproco…agora cuido eu ,depois cuidarás tu.
Mas tal como em tudo o resto desta vida , não existe uma formula infalível ou mágica e muitas vezes cuidamos mais dos outros do que de nós mesmos . E este género de erro não pode, nem deve ser cometido, pois para termos a capacidade de cuidarmos de alguém temos também de cuidar de nós , pois de outra forma não o poderemos fazer corretamente. Temos que ser responsáveis com tudo em nossas vidas , inclusive connosco pois apenas assim saberemos valorizar devidamente tudo aquilo que possam fazer por nós e teremos também vontade de retribuir , afinal dar é bom mas receber em troca também o é.
E a responsabilidade de cuidar de alguém é algo que devemos assumir com grande sentido de responsabilidade , caso contrário á mínima dificuldade ou problema mais difícil de resolver , não o iremos fazer ou acabaremos por nos sentir pressionados ou sufocados com o peso dessa responsabilidade.
Na minha opinião , esta característica que outrora foi tão nobre, tem vindo a decrescer a um ritmo verdadeiramente assustador nas personalidades da maioria dos seres humanos , cuidar requer muita responsabilidade ,não há como negar este facto. As pessoas fazem promessas , porém na maioria das vezes não sabem o que realmente significa a palavra cuidar, e falham …falham de uma forma verdadeiramente assustadora , causando ainda mais sofrimento totalmente desnecessário.
Por esta simples razão , eu sou uma das pessoas que detesta que me façam promessas , prefiro que me demonstrem por atitudes quando eu preciso, pois por várias vezes as palavras que ouvi em forma de promessas não acompanharam as atitudes quando mais necessitei.
É muito perigoso fazer promessas , principalmente se estivermos muito entusiasmados com algo ou deslumbrados , será um grande erro . Devemos ser ponderados e sentirmos a certeza daquilo que possamos prometer a alguém, pois se falharmos estaremos a desiludir quem menos mereça .
Cuidar pode ser algo maravilhoso ou poderá ser algo que não tenhamos capacidade para o fazer, ninguém além de nós próprios se conhece verdadeiramente para ter a certeza que possui esta característica tão nobre , cuidar. Devemos estar preparados para o fazer para o resto de nossas vidas quando assumimos esse género de compromisso. Se formos pessoas instáveis , não devemos assumir uma responsabilidade desta dimensão , porque a nossa instabilidade não permitirá que sejamos responsáveis.
Pela minha perspetiva, cuidar é maravilhoso e das atitudes mais gratificantes que possamos ter , no entanto é uma ação que tem que ser reciproca , caso contrário acabaremos por nos cansarmos se formos apenas nós a faze lo.
Obrigado a todos os que lêem e apreciam o meu blog, vemos nos no meu próximo post até lá um bem haja a todos vós! 🌹💖